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Arquivo : itaquera; odebrecht

Entrega de relatório de auditoria na Arena Corinthians sofre novo adiamento
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Em março, o escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva adiou para 15 de abril a entrega do relatório sobre sua auditoria na Arena Corinthians. Agora, porém, o fim do trabalho sofreu novo adiamento. O engenheiro que empresta seu nome à empresa afirmou ao blog que a previsão passou a ser de conclusão em 10 de maio.

Só em 2017 este é o terceiro adiamento na entrega do resultado da auditoria, que analisa sob as perspectivas da engenharia e da arquitetura se a Odebrecht cumpriu o contrato para a construção da casa corintiana.

Cunha disse que a nova mudança de planos ocorreu porque ainda não foi concluída a análise dos documentos. No adiamento anterior ele já havia falado na dificuldade de se manipular arquivos complexos. Outros adiamentos tinham sido justificados pela demora da Odebrecht na entrega da papelada exigida. A construtora alegava sigilo contratual em diversos casos e nega irregularidades em relação ao contrato com o Corinthians.

O atraso agora deve passar de oito meses e preocupa conselheiros corintianos. Isso porque a diretoria aguarda o resultado dessa auditoria para saber se considera o contrato cumprido e se toma ou não medidas contra a Odebrecht.


Banho de loja encareceu projeto de Itaquera em R$ 90 milhões
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O projeto original do estádio corintiano era pelo menos R$ 90 milhões mais barato do que o apresentado em conjunto com a Odebrecht. O aumento se deve a uma espécie de “operação belezura”, idealizada quando a construtura topou entrar no negócio.

“Aumentamos a cobertura, pusemos escada rolante, uma fachada mais supimpa”, explicou ao blog Luís Paulo Rosenberg, vice de marketing do Corinthians. O plano inicial do clube era gastar R$ 240 milhões para ter a sua casa própria com capacidade para 48 mil pessoas. Depois do banho de loja, o custo ficará entre R$ 330 milhões e R$ 350 milhões, com a mesma capacidade.

A versão básica do estádio foi apresentada à Odebrecht quando a construtora se recusou a topar a empreitada. Segundo a diretoria corintiana, a negativa foi porque a empresa torceu o nariz para as condições do clube: um preço fixo para obra, se responsabilizando pelo financiamento no BNDES e deixando o clube administrar a verba.

“Depois, quando começaram a falar no nosso estádio para a Copa, eles voltaram e aceitaram as nossas condições”, afirmou Rosenberg. Foi nesse momento que o projeto passou pelo processo de embelezamento. Mesmo mais cara, a arena de Itaquera é a mais barata de todas apresentadas para a Copa de 2014. A versão básica aumentaria a diferença de preço entre os outros projetos que serão tocados pela Odebrecht para o Mundial, todos mais caros.

Lucro

O Corinthians negocia os últimos detalhes com a Odebrecht, que vai receber uma remuneração fixa além do valor gasto com a obra. Esse montante deve ficar em torno de R$ 30 milhões por todo o serviço prestado pela construtora. Os corintianos já calculam essa verba no valor total do estádio.


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