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Arquivo : Japão

Invasão corintiana ao Japão faz faltar passagem de trem, guia de Tóquio e até iene
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Corintianos fizeram aeroporto parecer estádio

A invasão corintiana ao Japão pegou agências de turismo, livrarias e casas de câmbio paulistanas desprevenidas. Passagens de trem, guias turísticos com dicas sobre Tóquio e até iene, a moeda japonesa, viraram artigos raros em São Paulo.

As agências que comercializam passes de trem chegaram a anunciar o esgotamento do produto. Nesta terça, porém, divulgaram a chegada de novas remessas. Já algumas livrarias informam a seus clientes que precisam encomendar novos guias de Tóquio. Os estoques não deram conta da demanda.

A maioria das casas de câmbio da cidade não tem mais dinheiro japonês para vender. Quem ainda não comprou tem sido a orientado a levar dólares e fazer a troca no Japão.


Vitória sobre Japão marca fase mais confortável de Mano na seleção
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Kaká ajudou Mano, e vice-versa

Mano Menezes nunca esteve tão seguro no cargo de técnico da seleção brasileira. A vitória sobre o Japão aumenta a tranquilidade do treinador, sobrevivente de um intenso processo de fritura.

Os últimos resultados já tinham abafado a voz de críticos do treinador na CBF, como Marco Polo Del Nero. E o futebol eficiente contra o Japão deve enfraquecer ainda mais seus desafetos. Não que a seleção já esteja no mesmo nível das mais fortes do mundo. Mas José Maria Marin sempre deixou claro que só troca de técnico num momento de completa insatisfação popular. Não é o caso agora.

A facilidade com que Paulinho e Kaká se encaixaram no time foi fundamental para dar novo fôlego ao treinador. Se ainda não está garantido no Mundial de 2014, Mano já está com os dois pés na Copa das Confederações, um ano antes.


Seleção brasileira vira atração de segunda linha e justifica críticas de ministro
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 Depois do mico na cidade argentina de Resistencia, a seleção brasileira (14ª do ranking Fifa) se apresenta para outro público desacostumado com a elite do futebol Mundial. A partida contra o Iraque, 80º na lista da Fifa, em Malmo, na Suécia, diante de menos de 30 mil torcedores, reforça a recente vocação do Brasil para protagonizar espetáculos de segunda linha. E dá razão a críticos de peso da preparação para a Copa do Mundo, como o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Na próxima terça, mais um jogo seguirá o script. O duelo será com Japão (23º colocado no ranking da federação internacional) na polonesa Wroclaw, que também não tem time de primeira classe na Europa, mas ao menos conta com um estádio moderno e que recebeu jogos da última Euro.

Recentemente, em entrevista à Veja, Rebelo falou em “vulgarização” da seleção e criticou os amistosos escolhidos por critérios apenas comerciais.

Vexame no jogo do apagão na Argentina

E se não fosse por uma questão comercial, o Brasil não faria um bate-volta entre Polônia e Suécia para jogos que pouco devem ajudar Mano Menezes a montar o time para Copa. Independentemente dos resultados, o ministro ganha força para pressionar a CBF, entidade privada e que nunca deu bola para o pensamento do Governo.

Mas os tempos mudaram. Ricardo Teixeira chegou num estágio em que fazia doce até para falar com Lula. José Maria Marin, seu substituto, não consegue chegar perto de Dilma Rousseff. O cartola vai se afastar ainda mais do Planalto se o ministro aumentar o tom das críticas. Rebelo tem um bom motivo para pressionar por uma equipe melhor. Ele sabe que vencer a Copa no Brasil em ano de eleição presidencial é fundamental para o Governo.


Filial japonesa da Gaviões faz manual de comportamento para Mundial e veta brinco
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A unidade da Gaviões da Fiel no Japão postou em sua página no Facebook uma cartilha para explicar aos torcedores como se comportar no Mundial de Clubes. Isso para quem ficar na mesma área da torcida organizada.

O manual diz para o torcedor não usar brinco ou piercing, não gritar gol antes de a bola entrar e não vaiar o time. Também lembra que usar preto é tradição, entre outras regras.

As normas são adotadas pela organizada no Pacaembu e em outros estádios brasileiros. Quem veste a camisa roxa do time, por exemplo, normalmente não consegue se instalar na parte em que fica a uniformizada, pois passa a ser hostilizado. Até as camisetas brancas não são bem aceitas.

A filial japonesa justifica a publicação do guia comportamental pelo fato de muitos torcedores que moram no país nunca terem assistido a um jogo  numa torcida organizada. E ressalta que muita gente vai escolher a mesma área da Gaviões por ser o setor mais barato. Mas sem saber onde se meteu.

O aviso explica também que não são proibições, apenas dicas. E arremata: “você pode ser cobrado.” Leia baixo o comunicado.

Comunicado publicado pela filial japonesa da Gaviões no Facebook


Dinheiro público e saída de Teixeira não bastaram para salvar futebol feminino
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 Eliminada diante no primeiro mata-mata do futebol feminino olímpico, a seleção brasileira era ao mesmo tempo cartão postal da nova direção da CBF e do Ministério do Esporte.

Dez jogadoras do time que fracassou diante do Japão são beneficiárias do bolsa-atleta. Entre elas a goleira Andréia e Maurine, que recebem ajuda de custo mínima de R$ 3.1000 mensais do Governo Federal.

Além do apoio governamental, as meninas passaram a ter um pouco mais de atenção da CBF com a saída de Ricardo Teixeira, que praticamente ignorava a equipe. Com José Maria Marin, ao menos o estafe do time nacional ganhou mais integrantes. E um canal aberto com a direção da confederação.

O sucesso do futebol feminino olímpico ajudaria Marin a mostrar que a CBF está sob nova direção. Mas não deu. A derrocada de Marta e suas colegas mostra que a pincelada de verniz foi insuficiente para dar um brilho dourado ou ao menos um bronzeado para o futebol feminino.

CBF, COB e Ministério do Esporte precisam primeiro organizar um campeonato nacional de verdade e constante. Não é fácil. Para a engrenagem funcionar o torcedor tem que sair de casa para ver as mulheres em ação. E isso só vai acontecer se o espetáculo for atraente e existir identificação entre plateia e time.

Ao menos um projeto de desenvolvimento foi entregue ao Governo, como disse René Simões, comentarista e diplomado no assunto, ao final da transmissão da Record na melancólica despedida brasileira.