Blog do Perrone

Arquivo : maio 2012

Em jantar secreto, ex-líder do governo articulou para Valcke receber ministro do Esporte
Comentários 6

Perrone

O ministério do Esporte faz questão de ressaltar que partiu da Fifa a iniciativa de marcar uma reunião no próximo dia 8 com a presença dos desafetos Aldo Rebelo e Jerôme Valcke.

Porém, o blog apurou que a sugestão do encontro foi feita pelo ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP). Há pouco mais de um mês o deputado federal deu a ideia para Valcke durante um jantar organizado sob sigilo em Zurique.

Joana Havelange, filha de Ricardo Teixeira e integrante do COL, também participou do encontro realizado num restaurante. Vaccarezza havia acabado de deixar a liderança do governo na Câmara e viajou para  a Europa. Após encontrar um amigo com trânsito na Fifa, teve a ideia do jantar.

O deputado, que disparou contra Valcke no episódio do chute no traseiro, faz parte da ala governista com receio de atrasos na organização da Copa de 2014 provocados pelo rompimento com o secretário-geral da federação, liderado por Aldo.

O mesmo grupo entende que Valcke é quem manda em termos de Copa dentro da Fifa, mais do que o presidente da entidade. Por tanto, manter-se afastado do francês seria um erro grave cometido pelo Ministério do Esporte. A atitude teria um efeito congelante nos preparativos para 2014.

Valcke, que já conhecia o deputado, concordou com a ideia de abrir as portas da Fifa para reaproximação do ministro. Em seguida, Joseph Blatter fez o convite formal para Aldo. No próximo dia 8, o brasileiro estará na Fifa.

Interlocutores de Aldo afirmam que ele ainda está arredio em relação a fazer as pazes com Valcke, apesar de ter confirmado presença no evento. Mas na Fifa há quem acredite que o próprio ministro queria a realização do encontro.

O ministro tem sido alertado por governistas de que está arriscado a ser responsabilizado por atrasos devastadores para o Mundial. E que, se isso acontecer, poderá ser acusado de pensar mais em alavancar sua imagem como defensor do país do que no bem da Copa. Pegaria muito mal junto ao eleitorado.


Cartolas e políticos agora esperam que filha de Ricardo Teixeira se demita
Comentários 4

Perrone

Dirigentes de alguns dos principais clubes do país e integrantes do Congresso Nacional acreditam que as mudanças no COL (Comitê Organizador Local da Copa) não ficarão só na saída de Ricardo Teixeira.

A aposta é que Joana Havelange, integrante do COL e filha do ex-presidente do órgão e da CBF anuncie seu pedido de demissão em breve. Avaliam que sem a blindagem do pai ela será contestada e pressionada. Assim, deve preferir sair a se desgastar.

Joana vinha sendo preparada para aparecer mais em público e dar entrevistas como personagem influente no COL. Uma de suas raras aparições oficiais foi no sorteio das Eliminatórias, no ano passado, no Rio. Foi um dos estágios dessa preparação.

Coincidentemente, após seu pai começar a ensaiar a passagem de bastão, ela não voltou a sair da toca. Como aconteceu no caso de Teixeira, já há gente rondando sua cadeira, mesmo sem saber se ela ficará mesmo vaga.


Parentesco faz Joana Havelange desrespeitar regra em evento da Copa
Comentários COMENTE

Perrone

A cena chamou atenção no restaurante montado na Marina da Glória, no Rio, durante a semana do sorteio das eliminatórias da Copa de 2014.

Joana Havelange, diretora executiva do COL, o comitê organizador do Mundial, pede um refrigerante para acompanhar a refeição e leva a latinha.

Depois dela, um jornalista também quer ir para a mesa com a lata, mas ouve que é proibido. Precisa passar a bebida para um copo e deixar a latinha. Sabendo de quem se trata, aponta para a moça e diz que ela levou a lata. “Você sabe quem é ela? Ela é neta do João Havelange, filha do Ricardo Teixeira”, argumenta o atendente.

“Mas eu também tenho avô e pai”, rebate o jornalista, que acaba levando o refrigerante no copo. Não quero fazer tempestade em copo d´água, mas uma das principais figuras da organização da Copa deveria respeitar até as regras mais banais e dar o exemplo. Parentesco e sobrenome não podem servir como palavra mágica.