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Arquivo : João Vítor

Declaração de César Sampaio gera turbulência no Palmeiras em véspera de jogo com Grêmio
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Na véspera de uma partida importante para o Palmeiras na luta contra o rebaixamento, diante do Grêmio, o Palestra Itália ficou em polvorosa por causa da caça ao dedo-duro que entregou João Vítor. O assunto teima em atormentar os palmeirenses.

Nesta sexta, uma declaração de César Sampaio ao UOL Esporte provocou a turbulência.

O resultado foi uma série de protestos de conselheiros contra o gerente de futebol, pedidos para que membros do Conselho Deliberativo, funcionários e até o segurança de Felipão sejam proibidos de chegar perto do vestiário alviverde. Todos suspeitos de alimentar a imprensa.

Sampaio disse que está disposto a descobrir quem vazou para a imprensa que João Vítor chegou com hálito de álcool a um treinamento. Prometeu entregar o X9 para a temida Mancha Alviverde. A afirmação causou indignação de conselheiros. Eles alegam que o gerente incitou a violência e prejudicou a imagem do clube. Sampaio não atendeu aos telefonemas do blog.

Reclamam também que o ex-jogador deveria estar preocupado em resolver os problemas do time e em dar respaldo para Felipão. Mas que acabou jogando combustível na fogueira.

 

A declaração repercutiu também na FPF. Foi recebida com preocupação por gente da área de segurança da entidade.

Fora do clube, outra movimentação alimentou mais o assunto. Acaz Fellegger, assessor de imprensa de Scolari, divulgou uma nota de esclarecimento por ter sido citado por Sampaio na reportagem do UOL Esporte, que assinei com Danilo Lavieri.

Em seu comunicado, explicou que informou ao Jornal da Tarde e ao Estado de S.Paulo que Felipão não se pronunciaria em matéria sobre a suspeita de haver “chinelinhos” no elenco. A reportagem dizia que a comissão técnica desconfiava de corpo mole de alguns atleta.

Como o assessor agora admitiu que não negou existir desconfiança por parte do treinador, deu margem para os jogadores continuarem suspeitando de que Scolari autorizou o vazamento.

Nesse cenário, é improvável que a perseguição ao dedo-duro logo termine. Assim, dirigentes, jogadores e membros da comissão técnica continuarão fazendo reuniões e gastando tempo em busca do tal informante.

Poderiam aproveitar melhor toda essa energia tentando colocar atletas em forma, buscando brecar as seguidas lesões e corrigindo falhas.

Ironciamente, enfrentarão o time de Kléber, que deixou o Palmeiras acusado de conturbar o vestiário. E de contribuir para o vazamento de informações por meio de seu empresário, Pepinho, que sempre negou as acusações.


Após comemorar “faxina”, Palmeiras volta a conviver com problemas da era Kléber
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A “faxina” feita no Palestra Itália foi apontada por membros da comissão técnica do Palmeiras e por cartolas como um dos principais fatores que levaram o time ao título da Copa do Brasil. Porém, com o triunfo ainda fresco na memória dos torcedores, o clube já enfrenta problemas comuns antes da “limpeza”.

Voltaram a acontecer atritos entre gente da comissão técnica, jogadores e cartolas. Atletas outra vez são acusados de indisciplina, exagero nas baladas e falta de vontade. De novo, há um clima de caça aos delatores que entregam os podres do elenco para imprensa.

Curiosamente, tudo isso era dado como página virada durante a comemoração do título. As saídas de Kléber, Lincoln e até do gerente Sérgio do Prado, entre outras, eram consideradas responsáveis pelo ar puro no vestiário alviverde.

Agora eles não estão por lá. E bastou o time cair de rendimento para as mesmas queixas se multiplicarem pelo clube. Colegas de João Vítor querem saber quem vazou a informação de que ele chegou com hálito de cachaça. Como mostra reportagem do UOL Esporte, a diretoria não gostou de ler no Estado de S. Paulo que existe desconfiança de que há “chinelinhos” no grupo. E aposta que gente ligada à comissão técnica vazou a informação.

Agora ficou difícil sustentar que a turma “banida” era a única que deixava o ambiente carregado no Palestra.


Mesmo após vitória, Palmeiras sofre intimidação de torcida em aeroporto
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O volante João Vítor estava no setor de Raio X do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, nesta manhã, quando um torcedor, aparentemente da Mancha Alviverde, berrou com ele. Isso poucas horas depois de o Palmeiras derrotar o Grêmio por 2 a 0 e dar um grande passo para chegar à final da Copa do Brasil.

O episódio com João Vítor, que já foi agredido por torcedores uniformizados, não foi o único motivo de constrangimento para a delegação no aeroporto. Jogadores se sentiram intimidados por um pequeno grupo com roupas da Mancha. Eles circulavam encarando os atletas.

Antes do embarque para o Rio Grande do Sul, os jogadores já tinham passado por constrangimento graças a membros da Mancha. Eles se reuniram com o elenco numa churrascaria para apoiar a equipe.

Os dois episódios reforçam uma antiga tese no Palestra Itália: o Palmeiras costuma jogar mais pressionado em casa do que fora de seus domínios.

O blog telefonou para Marcos Ferreira, presidente da Mancha, mas seu celular estava desligado.


Violência contra colega desanima Marcos a prolongar carreira
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Amigos de Marcos afirmam que a briga entre torcedores do Palmeiras e o jogador João Vítor pesou contra a possiblidade de o goleiro esticar sua carreira por mais um ano.

Eles contam que ouviram do atleta que o desejo de adiar a aposentadoria é grande. Mas episódios como esse tiram sua motivação.

Marcão avalia que não precisa mais passar por tais dissabores. Situações desse porte fazem o camisa 12 se lembrar dos sacrifícios que enfrentaria para conviver mais 12 meses no ambiente do futebol. Ainda mais num clube em constante efervecência política.

Mesmo chateado e preocupado, ele ainda não descarta pendurar as luvas só ao final de 2012. Porém, a lista de contras ganhou mais um tópico.


Sindicato sugere paralisação de jogadores em novos casos de agressão
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Na reunião que deve ter com jogadores do Palmeiras nos próximios dias, Rinaldo Martorelli, presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, vai sugerir que o elenco divulgue um manifesto contra a agressão sofrida por João Vitor.

Uma das ideias do sindicalista é que os palmeirenses digam à  torcida que se houver novo ato de violência eles vão se recusar a entrar em campo na partida seguinte. O W.O. provocaria perda de pontos no campeonato.

Martorelli também planeja se encontrar com capitães dos outros times paulistas e com sindicatos de outros Estados. Quer fazer um manifesto nacional. Assim, todos os times não entrariam em campo depois de uma agressão.

Um encontro foi combinado com o goleiro Marcos, mas ainda não tem data definida.