Blog do Perrone

Arquivo : abril 2013

Juvenal Juvêncio é cotado para ser candidato de oposição na FPF
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Líderes da oposição na Federação Paulista estudam lançar Juvenal Juvêncio como candidato à presidência da entidade em 2014. Formalmente, o presidente do São Paulo ainda não foi consultado. Mas ele é visto como um dos nomes mais fortes para peitar o grupo de Marco Polo Del Nero.

“Já pensou como seria maravilhoso o Juvenal na federação? Ele é firme e brigaria pelos clubes”, disse ao blog o vice-presidente do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg. Apesar de gostar da ideia, o dirigente corintiano diz que não está participando das articulações visando o pleito na FPF e nem fazendo campanha.

O blog apurou que mais gente no Corinthians aprova o nome de Juvenal, apesar das históricas brigas dele com Andrés Sanchez, principal adversário de Del Nero.

Juvenal encerra seu mandato no São Paulo em abril de 2014, assim estaria livre para assumir a FPF naquele ano. Em seu currículo, ele tem um histórico de brigas com Del Nero, mas se aproximou do cartola um pouco antes da queda de Ricardo Teixeira na CBF. Recentemente, têm feito críticas nos bastidores à dupla formada por Del Nero e José Maria Marin.

O blog telefonou para Juvenal, mas ele não atendeu às ligações.

A aliança oposicionista nasceu da vontade de conselheiros dos grandes da capital e de dirigentes do interior insatisfeitos com Del Nero. Outra possibilidade é lançar um candidato de um time do interior.

Os descontentes dizem que a federação não é uma entidade voltada a atender em primeiro lugar aos interesses do clube, ideia semelhante à defendida por Rosenberg.

“A federação hoje é muito parecida com o que era o Clube dos 13. Ela não trabalha diretamente para os clubes e ainda temos que pagar para ela. O melhor jeito de mudar isso é cada vez melhorar a administração dos clubes. Isso vai acabar obrigando as federações e a CBF a mudarem também”, declarou o vice corintiano.

Do lado situacionista, o deputado Vicente Cândido (PT-SP), sócio de Del Nero, é um dos nomes cotados para se candidatar.


Presidentes de clubes também abandonam Marin
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Depois da Fifa e do Governo Federal, é a vez de os presidentes de clubes virarem as costas para José Maria Marin. Os principais cartolas do país  avaliam que mostrar proximidade com Marin agora só traria desgaste, seria como uma contaminação.

Por isso, para alguns dos cartolas paulistas, aparecer na reunião sobre as quartas-de-final do Paulista, nesta noite, virou algo constrangedor. Marin costuma participar dos eventos da entidade.

Até Juvenal Juvêncio, outrora forte aliado do cartola, se distanciou. Além das situações embaraçosas protagonizadas por Marin, acredita que o presidente não cortou como deveria os vínculos com Ricardo Teixeira, seu desafeto.

No Rio, os deslizes de Marin aumentam o sentimento dos clubes cariocas de se unir para combater a “paulistanização” da CBF.

Há também os que querem mais do que abandonar Marin na fritura. Representantes do Ministério do Esporte já ouviram pedidos de dirigente para que o Governo interfira e afaste o cartola do COL. Mas a resposta foi de que isso não é assunto para Dilma Rousseff.


Juvenal fez imersão no CT por vaga e sufocou motim político com classificação
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Juvenal Juvêncio é provavelmente o mais aliviado no São Paulo com a classificação para as oitavas-de-final da Libertadores. O cartola era desenhado por seus interlocutores como um sujeito desesperado. Parecia ter envelhecido mais nos últimos meses do que em dois anos.

Tanto que o presidente fez uma imersão no CT na semana do jogo com o Galo. Esteve lá na segunda e na terça. Na quarta, passou praticamente o dia todo no centro de treinamento. Queria cuidar de todos os detalhes.

Cair na primeira fase abalaria sua autoridade política. Conselheiros situacionistas já criticavam o presidente pelas costas e culpavam o cartola pelo sofrimento do time.

Uma eliminação precoce regaria a semente para o crescimento de um movimento interno contra Juvenal. Mas o triunfo sobre o Galo sufocou o motim. JJ deve essa, principalmente, a Ney Franco e Rogério Ceni.


Ney Franco irrita direção do São Paulo ao insistir com Paulo Miranda na lateral
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A diretoria do São Paulo não quer trocar de técnico agora. Mas está irritada com algumas decisões do treinador. A insistência em improvisar Paulo Miranda na lateral direita é a principal queixa.

Para os dirigentes, Miranda foi um dos mais fracos em campo na derrota por 2 a 1 para o The Strongest. Uma das sugestões da cartolagem é que, se for para improvisar, o treinador deve dar oportunidade ao jovem volante Rodrigo Caio. Na Bolívia e nos dois jogos anterirores, Miranda foi subsituído.

A insatisfação da cúpula são-paulina com as escalações de Ney Franco ficou clara em entrevista dada na última sexta por Juvenal Juvêncio para a rádio ESPN.  O presidente afirmou esperar que após a derrota na Bolívia Ney  tenha uma posição mais crítica sobre o elenco.

Além de Paulo Miranda, as recentes atuações do lateral-esquerdo Carleto também desagradam aos dirigentes.


Nos bastidores, direção do São Paulo discorda de Rogério e fala em novo erro do goleiro
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Falha ofuscou gol de Rogério de pênalti

Apesar de (ainda) não ter se manifestado publicamente, a cúpula do São Paulo avalia que Rogério falhou no segundo gol do The Strongest nesta quinta. Os cartolas estão incomodados porque consideram que o camisa 01 tem falhado sistematicamente.

Ao verem o lance no estádio, dirigentes, entre eles o presidente Juvenal Juvêncio, avaliaram que Rogério errou. Mas telefonaram para colegas que acompanhavam a partida pela TV para indagar sobre o lance. Receberam a confirmação do erro. Por sua vez, Rogério deu entrevista afirmando que não falhou.

Existe a preocupação da direção em relação a possibilidade de uma nova falha contra o Atlético-MG, no jogo em que o São Paulo definirá seu futuro na Libertadores. Mesmo assim, não há sinais de que Juvenal vá procurar Ney Franco ou o próprio Rogério para falar sobre o assunto.

A avaliação no Morumbi é de que se meter com o goleiro é mexer num vespeiro. Melhor deixar Ney Franco arriscar sua própria mão. Essa sensação foi reforçada antes mesmo do jogo com o The Strongest quando um grupo de torcedores homenageava o capitão do time em frente ao hotel com gritos de “o melhor goleiro do Brasil”. Não estavam nem aí para as más atuações.


Ameaçado de perder salário, Ricardo Teixeira se encontra com diretor financeiro da CBF em Miami
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Em meio à campanha pelo fim de seu salário na CBF, Ricardo Teixeira almoçou com o diretor financeiro da entidade em Miami. Antônio Osório passou as férias de fim e início de ano nos Estados Unidos e aproveitou para rever o ex-presidente.

A visita coincide com declarações de José Maria Marin de que em breve vai parar de pagar cerca de R$ 120 mil mensais a seu antecessor, hoje consultor da confederação.

Por meio da assessoria de imprensa da CBF, Osório afirmou que o encontro foi pessoal e que não teve a ver com a confederação.

Rodrigo Paiva, responsável pelo departamento de comunicação da CBF, também passou férias em Miami e se encontrou com o ex-chefe no último dia do ano.

A campanha contra os salários de Teixeira é liderada por Juvenal Juvêncio. Nesta quinta, o presidente do São Paulo pediu publicamente o fim do pagamento.


Com pacote de mudanças, Marin agrada a são-paulino Juvenal e fere corintiano Andrés
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José Maria Marin esperou acabar a temporada da seleção brasileira para colocar em prática medidas simpáticas ao São Paulo e desfavoráveis ao Corinthians.

A largada foi dada com a queda de Mano Menezes, que provocou o pedido de demissão por parte de Andrés Sanchez, desafeto de Juvenal Juvêncio.

Nesta quinta, Marin deu mais um passo rumo à colisão com o alvinegro do Parque São Jorge. Voltou atrás e recusou o convite para chefiar a delegação corintiana no Mundial de Clubes do Japão.

O pacote de ações deve acalmar o presidente são-paulino. Segundo interlocutores de Juvenal, ele acredita que chegou a vez de Andrés comer o pão que o diabo amassou. Como aconteceu com o são-paulino nos tempos em que Ricardo Teixeira comandou o futebol brasileiro. Mas Juvenal estava irritado com a demora de Marin em concretizar a reviravolta.

Também de acordo com o estafe do cartola tricolor, ele ficou contrariado com o último período de treinamentos da seleção brasileira no CT corintiano.

Juvenal só tem motivos para comemorar novas decisões de Marin

Andrés não foi o único adversário político de Juvenal atingido com as recentes ações de Marin. Teixeira viu sua filha perder poder no COL (Comitê Organizador Local da Copa).

Diretora da entidade, antes ela só ficava abaixo do pai e depois de Marin na hierarquia do Comitê. Mas Ricardo Trade, que estava no mesmo patamar dela, foi promovido. A mudança teve o efeito de um rebaixamento de Joana Havelange.

Se quiser agradar mais a Juvenal, Marin terá que ousar e cortar o salário pago a Teixeira, agora consultor da CBF. O são-paulino não engole a remuneração dada a seu inimigo político.


Goleada do São Paulo livra Juvenal Juvêncio de cobranças sobre saída de René Simões
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Noite de festa ofusca saída de René Simões

Além de fazer a alegria da torcida, a goleada de 5 a 0 sobre a Universidad de Chile deve abafar o mal-estar criado no Morumbi com a saída de René Simões do comando das categorias de base.

O pedido de demissão deixou conselheiros e até diretores desconfiados de que o funcionário entrou em rota de colisão com o presidente. Foram ao Pacaembu ávidos por uma resposta. De acordo com a versão oficial, Simões saiu por questões pessoais.

Antes da partida, os descontentes diziam que o avanço na Sul-Americana faria o assunto cair no esquecimento. E da maneira como o time atropelou os chilenos é improvável que alguém se anime a cobrar Juvenal. Pelo menos nas próximas horas.


Distante de Dilma, Marin recebe críticas de Santos e São Paulo
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Marin segue distante de Dilma

A dificuldade de José Maria Marin em se relacionar com Dilma Rousseff faz o presidente da CBF ser criticado por cartolas de São Paulo, justamente sua principal base de apoio.

Cultivar bom relacionamento com a presidenta é fundamental para os clubes terem seus pedidos atendidos na esfera federal. Principalmente em relação a suas dívidas fiscais.

Na última reunião do Conselho Deliberativo do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, disse que Marin ainda não foi recebido por Dilma. E que lamenta o distanciamento, pois encarou a chegada do novo presidente da confederação com “uma possibilidade de renovação de ideias”. Mesmo assim, o cartola diz manter a melhor relação possível com a CBF.

No Morumbi, não houve manifestação pública. Mas em conversas reservadas Juvenal Juvêncio também demonstra descontentamento com a dificuldade de Marin em se aproximar de Dilma. Cartolas tricolores afirmam que o presidente da CBF se contenta com uma ineficiente política de distribuir sorrisos e tapinhas nas costas em parlamentares.

O blog apurou também que Marin desagradou a Juvenal por ainda não ter feito uma profunda reformulação na seleção brasileira e por remunerar Ricardo Teixeira, desafeto do são-paulino. Além disso, Juvenal não gosta da insistência do cartola para que o São Paulo assine contrato com o Comitê da Copa para colocar o CT de Cotia no Mundial.

Não é demais lembrar que o presidente são-paulino foi o principal defensor de Marin quando um grupo de federações queria nova eleição para substituir Teixeira.

A assessoria de imprensa da CBF não respondeu aos questionamentos enviados pelo blog por e-mail.


Confirmação de favoritismo de Haddad alivia São Paulo e Palmeiras
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 As últimas pesquisas sobre a eleição paulistana são tranquilizadoras para dirigentes de São Paulo e Palmeiras. Os dois clubes entraram na reta final da campanha de Fernando Haddad, que, segundo o Datafolha, será o novo prefeito, e temiam uma reviravolta. Havia receio de retaliações por parte do PSDB em caso de vitória de José Serra.

Tricolores e alviverdes ainda dependem da prefeitura para concluir os projetos de reforma em seus estádios. E também para o funcionamento deles como casas de espetáculos. Esse foi um dos motivos para apoiarem o favorito. Mas nos dois clubes há cartolas que consideraram a estratégia arriscada.

No São Paulo, Juvenal Juvêncio estava ciente do risco e por isso hesitou em aceitar o convite para participar de encontro com o candidato petista. Foi convencido pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Para aliados do presidente, pesou na decisão sua mágoa com o ex-governador Serra por não ajudar como poderia na batalha para colocar o Morumbi na Copa do Mundo.

Segundo Datafolha, Haddad chegou à véspera da eleição com 58% das inteções de voto, e Serra com 42%

No Palmeiras, o apoio a Haddad ainda gera polêmica. Parte dos conselheiros argumenta que Arnaldo Tirone deveria ter se mantido neutro, pois Serra é torcedor do alviverde. Talvez por isso, o presidente palmeirense tenha sido tão discreto durante o evento petista. Sua timidez até rendeu críticas de militantes do PT.

Já no Corinthians há o temor de que o esforço de Andrés Sanchez para apoiar Haddad aumente o desejo do Governo Estadual de não colocar dinheiro público nas arquibancadas provisórias do Itaquerão. Por ora, o discurso tucano é de que na falta de um patrocinador será honrado o compromisso de bancar as instalações.

Nesse cenário, os cartolas paulistanos se preocuparam como nunca com a eleição municipal. E a provável vitória do candidato escolhido por eles deve gerar uma enxurrada de pedidos à nova administração.