Blog do Perrone

Arquivo : Lava Jato

Lava Jato está entre obstáculos para Andrés controlar futebol corintiano
Comentários Comente

Perrone

O grupo Renovação e Transparência apoiou Roberto de Andrade contra o processo de impeachment sofrido pelo presidente, mas em troca quer voltar a ter participação nas decisões do futebol corintiano e em outras áreas. O argumento é o de que Andrade precisa deixar de ser centralizador e contar com a colaboração de conselheiros experientes.

 O caminho para isso seria a nomeação de dirigente escolhido por Andrés Sanchez, líder dessa ala, ou do próprio deputado federal para atuar na diretoria de futebol. O plano porém enfrenta obstáculos. O principal deles é o fato de Andrés ter sido citado em delação na Lava Jato como recebedor de dinheiro da Odebrecht para caixa dois de sua campanha a deputado federal, o que ele nega.

Colocá-lo na diretoria de futebol já seria difícil por causa de suas atribuições como membro da Câmara. Mas agora seria atrair para o clube um problema pessoal dele já que a delação não envolve a Arena Corinthians no suposto pagamento. Ou seja, numa entrevista para falar sobre o time, ele poderia ser questionado sobre a delação.

Se empossar Andrés ou alguém indicado por ele, Andrade dará munição para a oposição que entende ser prudente deixar o ex-presidente neutralizado até que se defina sua situação na Lava Jato.

Outra questão que dificulta a retomada de poder é o fato de que Andrés e seu grupo discordam da forma como o futebol é administrado. De cara, o gerente de futebol Alessandro seria afastado, pois é criticado internamente por Sanchez e alguns de seus principais colaboradores. Também seria incompatível a convivência com Flávio Adauto, outro alvo de críticas. Por sua vez o atual diretor de futebol dificilmente aceitaria ser “rainha da Inglaterra” para Andrés. Andrade acabaria forçado a afastar Adauto também, mas o presidente é avesso a mudanças radicais.

A queda do diretor de futebol geraria constrangimento com Paulo Garcia, próximo a Adauto e considerado no clube o mentor de sua indicação. O influente conselheiro ainda indicou para a secretaria geral Antônio Jorge Rachid Júnior, que foi um dos principais articuladores da vitória de Andrade contra o Impeachment. Assim, a saída de Flávio poderia soar como traição a quem colaborou com o presidente no momento mais difícil de sua gestão.

Por tudo isso, o caminho menos turbulento seria Roberto permitir que o grupo de Andrés colabore informalmente, sem ocupar cargo no departamento de futebol. Mesmo assim, teria que administrar divergências.


Como o Corinthians se defende em polêmica envolvendo patrocínio e Lava-Jato
Comentários Comente

Perrone

Depois de o UOL Esporte mostrar que as empesas Apollo Sports Solutions e Apollo Sports Capital, que alugaram espaço nas costas da camisa do Corinthians, têm ligação com o português Antônio Manuel de Carvalho Baptista Vieira, denunciado na Lava-Jato, o departamento de marketing corintiano foi alvo de uma avalanche de críticas de conselheiros e torcedores. Preocupado não só com a reação negativa, mas com o fato de a polêmica poder afastar novos patrocinadores, os responsáveis pelo departamento elaboraram uma série de argumentos para se defender. Veja abaixo os principais.

1 – Legalidade

Em sua defesa, o departamento de marketing corintiano alega que fez um intenso estudo sobre o novo patrocinador e verificou que ele funciona regularmente, atendendo todas as exigências das leis brasileiras.

2 – Alvo da Lava-Jato

Um dos argumentos é o de que o clube não precisa e não tem como conhecer todos os acionistas das empresas que o patrocinam. É assim com a Nike, por exemplo. Além disso, Antônio Manuel de Carvalho Baptista Vieira não participou das negociações, segundo os corintianos. Ainda assim, o marketing alvinegro lembra que a denúncia contra ele na Lava-Jato por lavagem de dinheiro foi rejeitada pelo juiz Sergio Moro.

3 – Grana

O patrocínio vai render cerca de R$ 10 milhões por ano ao clube até 2019. O valor é considerado pelos cartolas do Corinthians muito bom em tempos de crise e num momento em que a maioria dos clubes sofre para conseguir patrocínio.

4 – Alternativa

Quem critica o clube por não conseguir colocar nas costas da camisa a marca de uma grande e famosa empresa, ouve que os tempos mudaram. A tese é de que o cenário de crise, o escândalo de corrupção no qual a CBF se envolveu e que culminou com a prisão de José Maria Marin e episódios de truculência e violência envolvendo torcedores fizeram as principais empresas do país se afastarem do patrocínio esportivo. Nesse momento delicado, segundo quem trabalha no marketing corintiano, os fundos de investimento passaram a ser uma boa e segura alternativa para parcerias. A Apollo Solutions é um fundo de investimento que promove um rodízio de seus parceiros nas costas da camisa corintiana.


Lava-Jato e problemas da arena fazem cartolas temerem por imagem corintiana
Comentários Comente

Perrone

A queda do Corinthians na tabela do Brasileirão e a indefinição sobre o técnico para a próxima temporada já seriam motivos suficientes para preocupação no Parque São Jorge. Porém, a situação do time foi ofuscada nos últimos dias por questões que envolvem o estádio alvinegro e a operação Lava-Jato da Polícia Federal. Conselheiros e membros da diretoria temem que a imagem do clube fique manchada com fatos negativos, além de se instalarem crises política e administrativa. Um dos temores é de que a sequência de notícias ruins para a agremiação faça que em breve o clube tenha dificuldade para encontrar novos patrocinadores, o que agravaria sua situação financeira.

O envolvimento de um dos parceiros do clube na Lava-Jato, a dúvida sobre até que ponto o estádio corintiano pode estar envolvido na operação, as dificuldades para pagar a arena e o processo movido pelo escritório de arquitetura Coutinho, Diegues e Cordeiro, responsável pelo projeto do estádio, para receber R$ 11,1 milhões referentes a empréstimo ao Corinthians e os obstáculos para que uma auditoria verifique se a Odebrecht entregou o estádio como deveria,  estão entre os fatos que fazem os cartolas temerem pela imagem do clube.

“Que negócio da China foi esse a construção do estádio, que enlameou o clube? Falaram que eram amigos do presidente (Lula), que isso e aquilo, mas estamos com o nome enlameado e devendo R$ 1,6 bilhão (da construção da arena). Precisamos promover o resgate ético, moral e financeiro do clube”, disse o conselheiro Romeu Tuma Júnior.

Na diretoria há também quem tem o receio de que diretores atuais tenham sua imagem afetada sem terem participado da construção da arena. Por isso, afirmam ter o interesse em uma investigação rigorosa para que, se existirem irregularidades, sempre negadas pelos envolvidos no projeto, os responsáveis sejam conhecidos e reparem eventuais danos à instituição.

O fato de a Odebrecht, responsável pela construção da arena, ser uma das principais atingidas na Lava-Jato, deixou conselheiros corintianos preocupados desde o início das investigações. Porém, o temor de que exista algo irregular aumentou depois de André Luiz Oliveira, o André Negão, vice-presidente do clube, ter sido alvo de uma condução coercitiva sob suspeita de ter recebido propina de R$ 500 mil da construtora. Ele negou o recebimento e também que sua ida à delegacia tenha algo a ver com o Corinthians.

A tensão aumentou após o UOL Esporte mostrar nesta segunda que as empresas Apolo Sports Solutions e Apolo Sports Capital, que fizeram proposta pelos naming rights da arena e compraram espaço nas costas da camisa do clube têm ligação com o português Antônio Manuel de Carvalho Baptista Vieira, réu na Lava-Jato.

Esse tema e os outros problemas ligados à arena roubaram as atenções em reunião de conselheiros nesta segunda no Parque São Jorge para debater mudanças no estatuto alvinegro.

Opositores estudam formas de cobrar os envolvidos nos negócios problemáticos, mas parte dos opositores entende que faltam líderes para organizar a tropa. Assim, temem ver de forma impotente o clube se afogar no mar de fatos negativos.


Sócio cobra ação do Corinthians contra Odebrecht por obras da arena
Comentários Comente

Perrone

O sócio do Corinthians Roberto Willian Miguel, conhecido como Libanês, protocolou requerimento nas presidências do clube e do Conselho Deliberativo pedindo que a diretoria tome medidas judiciais contra a Odebrecht por causa da não conclusão da arena alvinegra até hoje.

O documento, assinado pelo advogado Edmilson Norberto Barbato, também pede que o os presidentes Roberto de Andrade e Guilherme Gonçalves Strenger solicitem, em nome do Corinthians, ao juiz Sérgio Moro cópias de eventuais inquéritos e processos envolvendo a arena Corinthians, o vice-presidente do clube André Luiz Oliveira, o André Negão, alvo de uma condução coercitiva na operação Lava Jato, e o ex-presidente corintiano Andrés Sanchez. Oliveira trabalha no gabinete político da Andrés, deputado federal pelo PT, em São Paulo.

O sócio também requer informações detalhadas sobre o custo da arena e a posição atual da dívida corintiana em relação ao estádio.

Trecho do requerimento diz que “se verifica omissão da diretoria que até o presente momento não propôs (ou não deu notícias de ter proposto) nem sequer uma medida cautelar de produção de provas” ou uma ação para “compelir a construtora a finalizar o que é de sua alçada, sob pena de multa diária por atraso”.

Depois dessas explicações, é solicitado que “sejam promovidas sem maiores delongas todas as medidas judiciais cabíveis para resguardar os interesses” do clube contra a Odebrecht ou o fundo que administra a arena ou ainda terceira pessoa jurídica que possa ser considerada responsável.

Como mostrou o blog em setembro do ano passado, a construtora deu a obra por encerrada e entregou o estádio de maneira bem diferente em relação ao projeto inicial. Recentemente, o clube contratou uma empresa para fazer a auditoria que vai determinar se a Odebrecht deixou de realizar obras pelas quais o clube tem que pagar. Só depois da conclusão desse trabalho a diretoria vai conversar com a construtora sobre o que fazer. A ideia é descontar do preço final o que não tenha sido feito.

Essa não é a primeira cobrança feita por Miguel no clube. Ele já pediu informações sobre as remunerações pagas a Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Insatisfeito com as respostas, entrou com uma ação de exibição de documentos na Justiça.

O blog telefonou para Strenger, mas o celular do presidente do conselho estava desligado.


Veja o que quatro conselheiros do Corinthians têm a ver com a Lava Jato
Comentários Comente

Perrone

Entre os mais de 250 conselheiros do Corinthians, quatro têm alguma relação com a operação Lava Jato. A situação é reflexo da aproximação do clube com o PT, que começou ainda na administração Alberto Dualib. Claro que isso não significa suspeita de atos irregulares por parte do clube. Veja abaixo quem são os quatro conselheiros.

Lula – Alvo mais ilustre da Lava Jato, ele foi indicado para ser conselheiro vitalício quando ainda era presidente da República, em 2003. Na ocasião, o presidente do clube (Alberto Dualib) podia indicar quem ocuparia o cargo. Não havia votação como hoje. O petista foi importante para convencer a Odebrecht a construir o estádio corintiano, como ele mesmo chegou a admitir em discurso no Parque São Jorge. Mas, desde que foi nomeado, nunca compareceu a uma reunião do Conselho Deliberativo. A informação é confirmada por Guilherme Gonçalves Strenger atual presidente do órgão. Conselheiros vitalícios podem perder o cargo se faltarem a cinco sessões seguidas ou a dez alternadas sem apresentar justificativas. Strenger não soube dizer se todas as ausências de Lula foram justificadas.

Luiz Paulo Teixeira Ferreira – Deputado federal pelo PT, Paulo Teixeira acompanhou Lula como testemunha no depoimento do ex-presidente à Polícia Federal após condução coercitiva. Ele também aparece no processo como testemunha do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto. Segundo o “Blog do Josias”, Teixeira precisou explicar ao juiz Sérgio Moro como um repasse de R$ 190 mil feito pela empreiteira Enegevix parou na contabilidade de sua campanha em 2014. Ele afirmou se tratar de um engano. Teixeira também se tornou um dos principais críticos da Lava Jato. Segundo colegas de conselho, ele costuma comparecer às reuniões do órgão no Corinthians, para o qual foi indicado com vitalício.

Vicente Cândido – Também, deputado federal pelo PT, ele foi eleito para um período de três anos como conselheiro em 2014, quando Mário Gobbi venceu a eleição para presidente. O político entrou na chapa principalmente pelo bom relacionamento com Andrés Sanchez e por seu trânsito em Brasília. Na ocasião, ele era relator da lei geral da Copa. Em 2014, a “Folha de S.Paulo” publicou que o nome dele aparecia em relatório da Lava Jato por causa de uma declaração do doleiro Alberto Youssef, um dos principais personagens do escândalo de corrupção. Ele teria afirmado que, a seu pedido, um executivo esteve com Cândido em São Bernardo em busca de recursos, mas não obteve êxito. Na ocasião, o deputado disse ao jornal ter conhecido o doleiro numa viagem para Cuba, mas afirmou não se lembrar de ter encontrado com um emissário dele. No clube, Vicente costuma participar das reuniões do Conselho. No final de 2015, ele foi destaque do site oficial do Corinthians por entregar uma camisa do time ao presidente do Banco Industrial e Comercial da China, apresentado na nota como o maior banco do mundo.

André Luiz Oliveira, o André Negão – Vice-presidente do Corinthians foi alvo de uma condução coercitiva para explicar à polícia porque seus endereço e telefone apareciam numa suposta planilha de pagamentos de propina da Odebrecht, que construiu o estádio corintiano,  sob a alcunha de Timão. O valor registrado era de R$ 500 mil. Ele acabou detido por algumas horas por ter em casa duas armas irregulares. André não tem ligação umbilical com o PT, mas atuou na linha de frente da campanha de Andrés Sanchez a deputado federal e hoje trabalha no gabinete dele em São Paulo. O dirigente nega ter recebido propina. Seu sonho é ser o primeiro presidente negro do Corinthians.

 


Comissão de ética vai apurar caso de vice corintiano citado na Lava Jato
Comentários Comente

Perrone

Em resposta à carta aberta escrita por representantes da oposição, o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Guilherme Gonçalves Strenger, enviou para a Comissão de Ética do órgão a situação de André Luiz Oliveira, vice-presidente do clube citado na Lava Jato. Também respondendo aos opositores, ele criou uma comissão para analisar o resultado do trabalho de auditores independentes na arena do clube.

Oliveira foi alvo de um mandado de condução coercitiva para depor na Polícia Federal na semana passada sobre seu endereço, com o codinome Timão, e seu telefone aparecerem em suposta planilha de pagamentos de propinas por parte da Odebrecht, que construiu a arena corintiana.

“A comissão de ética do conselho vai apurar se o vice-presidente fez algo infringindo a ética, de acordo com o estatuto. Ele já deu entrevista dizendo que não fez nada irregular e terá todo o direito de defesa. Não faço parte dessa apuração, mas acredito que ela ocorrerá paralelamente à investigação no Ministério Público (federal)”, disse Strenger ao blog.

Ele afirmou também que não pediu e não recebeu solicitações para o afastamento do dirigente durante a investigação.

Oliveira, conhecido como André Negão, afirma não estar envolvido em recebimento de propina, mas confirma que chegou a ficar detido na delegacia por ter em casa duas armas com registros vencidos.

“No caso da auditoria no estádio, a comissão terá que esperar o trabalho dos auditores. Então, ela vai analisar o resultado e dizer se devemos tomar alguma providência”, declarou o presidente do conselho.

A comissão já foi nomeada e é presidida por Carlos Antonio Luque. Os demais membros são Antônio Roque Citadini, Emerson Piovezan, diretor de finanças do clube, Newton David Ferrari e Flávio Adauto.

O Corinthians só vai considerar a obra como aceita depois de uma auditoria analisar se tudo foi feito conforme o contrato. Há também outra auditoria sobre a parte arquitetônica da arena, além de trabalhos de auditores para investigar causas do desabamento de uma parte do forro do teto na entrada da área vip e os motivos para a abertura de dois buracos do lado de fora do estádio após fortes chuvas.

A carta dos opositores ainda pedia esclarecimentos sobre a negociação de direitos do volante Ralf, que envolveu o empresário e ex-conselheiro Fernando Garcia. Strenger encaminhou o assunto para a diretoria.


O que faz e quanto ganha a filha de José Dirceu na Arena Corinthians
Comentários Comente

Perrone

Entre agosto e setembro do ano passado, a Arena Corinthians precisava de alguém para trabalhar em sua área financeira. Andrés Sanchez então encaminhou o currículo de uma candidata, Joana Saragoça, sem esconder algo especial sobre ela: é filha de José Dirceu, petista como o ex-presidente alvinegro, amigo dele de longa data e preso na operação lava jato, além de ter sido condenado no mensalão.

O material de Joana foi analisado junto com os de mais dois ou três candidatos por Nilton Leão, que era o responsável pelo setor e se desligou recentemente do estádio. Ela também foi entrevistada.

Apesar do empurrão inicial, Andrés não impôs a contratação da filha de Zé Dirceu, mesmo assim ela venceu a concorrência para ganhar cerca de R$ 6 mil mensais. Formada em relações internacionais, a jovem tem como bagagem em instituição financeira um estágio no Banco Safra, segundo seu perfil na rede social Linkedin.

Quase ninguém no estádio sabia de quem a nova gerente financeira da arena é filha, até a coluna Painel FC, da Folha de S.Paulo, noticiar o fato nesta quarta. Ao jornal, Andrés, porém, negou ter indicado Joana.

Apesar do cargo de gerência, Joana não participa das decisões financeiras mais importantes sobre o estádio. A maior parte de seu trabalho é cuidar de pagamentos. Ela ainda não participou de nenhuma reunião com o fundo que administra a casa corintiana, pois não está na linha de frente.

A direção corintiana não tinha interesse de que a informação sobre Joana bater ponto no estádio caísse na boca do povo. Agora que caiu, quem sabia da contratação rasga elogios para a filha de Zé Dirceu. O blog chegou a ouvir que ela é uma das melhores profissionais da arena e que não interessa quem é seu pai, pois seu trabalho é bem feito.

Não é o que pensa a oposição corintiana, que ficou indignada ao saber do babado. Os opositores avaliam que o clube procurou sarna para se coçar ao contratar a filha de um personagem importante do mensalão e da lava jato, mesma operação em que a Polícia Federal suspeita de recebimento de propina por parte de André Luiz Oliveira, vice-presidente corintiano, braço direito de Andrés e que atua como funcionário público no gabinete do deputado federal petista. A suspeita é de que ele tenha recebido R$ 500 mil da construtora da Arena Corinthians. O cartola nega o recebimento.

Opositores alvinegros ainda avaliam se pedirão explicações sobre a contratação de Joana. Nesta quarta, a oposição divulgou uma carta na qual se manifesta sobre recentes e importantes casos no clube.

LEIA MAIS:

Diretor suspeito da Odebrecht atuou para encarecer Arena Corinthians
BNDES pode cobrar dívida inteira do Corinthians se provada propina na arena
Veja documentos que mostram como vice corintiano apareceu na Lava Jato
Corinthians promete apurar possíveis irregularidades em construção da Arena
“Se for verdade a propina, somos vítimas”, diz Andrés sobre a Lava Jato
Vice corintiano ganha R$ 13 mil na Câmara e doou para campanha de Andres
Vice do Corinthians paga fiança, é liberado e diz: “nunca recebi nada”
Tabelinha: Lava Jato chegar ao Corinthians era questão de tempo, diz Juca
Lava Jato leva vice-presidente do Corinthians para depor à polícia federal
Tite desconversa ao ser questionado sobre investigações da Lava Jato


Corinthians em alerta: executivo preso é amigo de Andrés e ajudou na arena
Comentários Comente

Perrone

 

A construção da Arena Corinthians passa por Alexandrino Alencar, executivo da Odebrecht preso nesta sexta na nova fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Ele e Emílio Odebrecht ouviram de Lula, quando ainda era presidente, o pedido para erguer a arena corintiana. Quem conta a história é Andrés Sanchez, em seu livro “O mais louco do bando”, no qual ainda afirma ser amigão de Alexandrino.

A prisão do executivo deixou cartolas e conselheiros do clube em estado de alerta. As investigações feitas pela PF, que já eram acompanhadas de longe, agora ganharam atenção especial. Principalmente por parte de conselheiros da oposição, que reclamam que o estádio corintiano é uma caixa-preta.

Curiosamente, após muito tempo pedindo informações sobre a arena, os líderes da oposição alvinegra dizem que agora nada farão. Não podem obter mais dados do que a polícia federal irá conseguir, avaliam.

Então, é cruzar os braços e ver se as investigações atingem ou não o estádio. E, enquanto isso, ler ou reler a obra de Andrés. No livro, ele detalha o encontro que teve com Alexandrino para falar sobre o estádio pela primeira vez.

Andrés escreveu: “Com seu usual tom ameno, amistoso, Alexandrino contou de uma viagem que tinha feito a Brasília com Emílio Odebrecht, presidente do Conselho de Administração da empresa. Na reunião, a construtora tratava com o presidente Lula de assuntos do setor petroquímico. À saída, Lula, despedindo-se de Odebrecht e Alexandrino, mudou de assunto: bem que vocês podiam dar uma mão para esse garoto, presidente do Corinthians, fazendo o estádio, heim?”

O ex-presdiente corintiano, atualmente deputado federal pelo PT-SP e superintendente de futebol do clube, também explica na publicação que Alexandrino era seu “amigão do peito, quase parente”. Conta que se conheceram quando o executivo era diretor da empresa OPP, que depois deu origem a Braskem, “de quem a Sol (da família de Andrés) sempre foi uma das principais clientes” na compra de matréia-prima para embalagens.

Alexandrino foi preso numa operação que nada tem a ver com estádios. A PF investiga a existência de um cartel de construtoras, movido a propinas, que atuava na Petrobras.


MP arquiva investigação que ligava arena corintiana à Lava Jato
Comentários Comente

Perrone

O Ministério Público de São Paulo arquivou a investigação sobre possível envolvimento da retirada dos dutos da Transpetro do estádio do Corinthians com o esquema de corrupção revelado pela operação Lava Jato.

O promotor Valter Foleto Santin (Patrimônio Público e Social da Capital) concluiu que não houve desvio de recursos públicos ou pagamento de propina na operação.

“Não consta que para a remoção de dutos tenha sido usado dinheiro público ou de sociedade de economia mista, pois o clube responsabilizou-se pelos gastos e há comprovação de pagamento. Não há indicações de prejuízo ao patrimônio público, sem necessidade de prosseguimento das investigações em relação ao remanejamento dos dutos. Outros temas ligados ao estádio são objeto de outros procedimentos”, escreveu o promotor em sua decisão.

O procedimento preparatório para um inquérito civil havia sido aberto pelo MP por causa de reportagem da revista Carta Capital, em junho do ano passado. A matéria informava que a obra no estádio corintiano aparecia numa planilha de contratos do doleiro Alberto Youssef, um dos protagonistas do escândalo na Petrobras.

Em seu despacho, Santin informou que o Ministério Público Federal também arquivou inquérito, em 2013, sobre suposto uso de dinheiro público na remoção dos dutos por não constatar irregularidade.

A Transpetro alega que o pagamento pelos serviços que prestou na transferência dos dutos, antes em local não seguro para a construção do estádio, foi feito pelo Corinthians. Foram, segundo o MP, três pagamentos, nos seguintes valores: R$106.133, 81, R$ 62.774,35 e R$ 50.697,04. Esse gasto diz respeito apenas ao serviço da empresa. O clube alega que a despesa total foi de R$ 10,2 milhões.

A decisão do promotor, como de praxe, será encaminhada ao Conselho Superior do Ministério Público, que deve homologar o arquivamento.

Veja abaixo trechos do despacho do promotor.

Reprodução

 

Reprodução

 

 


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>