Blog do Perrone

Arquivo : maio 2013

Jogo de eliminação do Grêmio aumenta desgaste da Libertadores e de Luxemburgo
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Faltou gandula no final, sobrou torcedor em volta do campo para estender um bandeirão, e Elano achou normal ser atingido por uma moeda em cobrança de escanteio. As cenas bizarras marcaram a eliminação do milionário elenco do Grêmio diante do humilde Santa Fé.

Foi mais uma partida que reforçou a imagem de torneio de segunda linha da Libertadores. E desgastou Vanderlei Luxemburgo como treinador com carta branca para investir em reforços.

Depois de ter quase tudo o que quis da diretoria, Luxa tinha a obrigação de levar o Grêmio mais longe, principalmente por enfrentar nas oitavas-de-final um adversário sem histórico vencedor na competição. E que terminou o jogo comemorando a vaga nas quartas como se fosse para final. Com direito até a criança em campo para festejar, em mais uma cena de futebol amador.


Ney Franco enfrenta rejeição no elenco, na diretoria e até na comissão técnica do São Paulo
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Morumbi virou campo minado para Ney

Caso sobreviva no cargo após a humilhação diante do Galo, Ney Franco terá que driblar um campo minado no Morumbi. O treinador enfrenta a rejeição de parte do elenco, de muitos diretores  e há até um foco de insatisfação na comissão técnica.

Entre os jogadores, o desentendimento em público com Rogério Ceni , no jogo  contra a LDU, no ano passado, deixou sequelas. Gente com trânsito no vestiário diz que o goleiro tem sérias restrições ao trabalho do chefe e faria muita coisa diferente dele, apesar de não falar isso publicamente.

A cúpula são-paulina não gosta que o goleiro peite o treinador. Porém, também dispara críticas contra Ney. Principalmente por  insistir com alguns jogadores que não agradam aos cartolas, como Paulo Miranda.

Além disso,  a facilidade com que o Galo atropelou o clube do Morumbi na Libertadores aumenta a sensação de parte dos dirigentes de que o técnico não está no ponto para treinar um time grande. O tiroteio verbal  diante da câmeras com alguns atletas já tinha deixado essa impressão.

Mas, para tornar o trabalho de Ney ainda mais difícil, existe até na comissão técnica quem prefira no comando um treinador mais experiente. Paulo Autuori provocou suspiros por lá enquanto estava dando sopa.

Com tantas dificuldades, sobrou para o treinador a opção de se escorar em Adalberto Baptista, diretor de futebol que o defendeu em vários episódios e que nesta quarta sinalizou com a permanência do técnico.


Ney Franco só precisava evitar goleada para não correr risco de demissão
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Antes do jogo com o Atlético-MG, o comentário da cartolagem são-paulina era de que, se o time fosse eliminado num jogo equilibrado, Ney Franco não correria risco de demissão.

Mas, em caso de uma queda com goleada, a situação do técnico ficaria imprevisível. Dependeria do tamanho da irritação do presidente Juvenal Juvêncio.

Deu a segunda opção. Com os 4 a 1 para o Galo e a eliminação humilhante nas oitavas-de-final da Libertadores, a chance de Ney sobreviver é pesar mais a vontade do presidente de se livrar do constante rodízio de treinadores vivido pelo clube.


Esperança do São Paulo, Ganso vale quase tanto quanto todas contratações do Atlético-MG em 2012
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Ganso é uma das esperanças do São Paulo

Uma das principais esperanças do São Paulo na partida desta noite, contra o Atlético-MG, Ganso custou quase a mesma quantia que o adversário gastou o ano passado inteiro com contratações.

De acordo com o balanço de 2012 do time mineiro, o clube dirigido por Alexandre Kalil investiu R$ 28,7 milhões em contratações no período. Ganso valeu R$ 23.940.000. A DIS, parceira da equipe paulistana pagou cerca de R$ 7 milhões desse valor.

Em 2012, houve um abismo entre os investimentos dos rivais em reforços. O balanço são-paulino registra R$ 56 milhões em despesas com contratações. Ou quase o dobro do que os mineiros, favoritos para ficar com a vaga nas quartas-de-final da Libertadores,  investiram.

Mas o Galo demonstra mais apetite em 2013. Só com Diego Tardelli gastou cerca R$ 13 milhões, pouco menos da metade de seu investimento na temporada passada.

Enquanto isso, o São Paulo apostou neste ano principalmente em Lúcio, considerado barato, pois já tinha rescindido seu contrato com a Juventus.

Mas, enquanto os dirigentes do Morumbi acreditam que o meia pode justificar o investimento desequilibrando a partida no Independência, o sentimento em relação ao zagueiro é de que o barato saiu caro.

Responsabilizam Lúcio, expulso no primeiro jogo, pela derrota por 2 a 1 e pela situação delicada na partida de volta.


São Paulo sabe pelo site do Galo sobre árbitro uruguaio e se irrita
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A diretoria do São Paulo alega que soube pelo site do Atlético-MG que o jogo de volta pelas quartas-de-final da Libertadores terá arbitragem uruguaia. O episódio aumenta a tensão entre os dois clubes nos bastidores.

Para os são-paulinos, o Galo deu mais uma demonstração de proximidade com a cúpula da CBF ao divulgar em sua página oficial na internet, na última sexta, que Roberto Silveira apitará o jogo no Independência.

O anúncio feito pelo Galo aconteceu antes mesmo de a Conmebol divulgar oficialmente a arbitragem.

No Morumbi, a opinião é que um juiz estrangeiro pode sucumbir mais facilmente à pressão da torcida local.

Os são-paulinos também queriam juiz brasileiro no primeiro jogo e se irritaram ao saber que o Galo pediu por escrito árbitro de fora numa carta endossada por José Maria Marin.


Expulso, Lúcio foi único medalhão a decepcionar em clássico pela Libertadores
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O São Paulo moveu montanhas para ter Ganso. E ele não fez feio no jogo mais importante de seu time no ano até aqui. Brilhou ao iniciar a jogada do gol de Jadson diante do Atlético-MG.

Mas a vantagem durou pouco porque Ronaldinho Gaúcho, maior contratação da história do Galo, fez a sua parte empatando o jogo. Diego Tardelli, principal reforço do Atlético para a Libertadores, virou o placar.

Com 2 a 1, até que ficou fácil para o Galo, que tinha um a mais em campo graças à expulsão de Lúcio, contratado com pompa para arrumar a defesa são-paulina. Desejado por Juvenal Juvêncio havia tempos, ele falhou na hora “h”. Foi o único dos medalhões a decepcionar no primeiro duelo das oitavas-de-final entre São Paulo e Galo.


Presidente do Galo também irrita corintianos
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Não é só o São Paulo que está irritado com Alexandre Kalil. Dirigentes do Corinthians também estão bufando por causa da ida do atleticano à Conmebol, de carona no avião da CBF, antes do início dos mata-matas da Libertadores.

Rival do tricolor paulista nas oitavas, o Galo cruzará o time do Parque São Jorge nas semifinais, se ambos chegarem até lá. Mas o fato de um possível adversário ter a chance de influenciar na escolha dos árbitros, como teme o São Paulo, não é o único motivo que chateia os corintianos.

Grande parte do incômodo se deve à CBF ter aberto as portas da Conmebol para Kalil logo depois de ele dizer que Andrés Sanchez implodiu o Clube dos 13 para ganhar um estádio, episódio negado pelo ex-presidente corintiano.

No Parque São Jorge fala-se que o presidente do Galo foi recompensado pela CBF com uma ajuda nos bastidores da Conmebol. Isso por disparar contra Andrés, inimigo de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.

Por sua vez, Kalil se defende afirmando que todos participantes da Libertadores tem o direito de ir à sede da entidade.

E a CBF responde que levaria quem pedisse. Mas, longe dos microfones, a conversa na confederação é de que ninguém anda de braços dados com inimigos. Assim, é natural que Marin e Del Nero viagem com um (novo) amigo, como Kalil.


Nas oitavas, Atlético-MG herda do Corinthians pressão por título inédito
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Time mais festejado na primeira fase da Libertadores, o Atlético-MG passa a conviver nos mata-matas com o incômodo de nunca ter sido campeão do torneio. Pressão que por anos atormentou e prejudicou o Corinthians. O atual campeão por duas vezes foi o melhor da etapa inicial sem obter o título inédito.

A dificuldade do Galo será ainda maior por enfrentar o São Paulo, que abalou seu status na competição. O tricolor paulista entra revigorado pela combinação de garra e técnica demonstrada na partida de quarta.

Entre os brasileiros, os são-paulinos só não iniciam as oitavas mais aliviados do que os palmeirenses. O alviverde enfrentará o Tijuana com a leveza de quem já chegou onde pouca gente acreditava.

Alívio é o que Corinthians e Boca não sentiram ao serem empurrados para reprisar já nas oitavas a final do ano passado. Antes alvo de chacota, agora o time paulista mete medo na torcida dos argentinos.

Mas o campeão ainda não joga tão bem quanto na temporada anterior. Assim como o Fluminense, que também pressionado a buscar a taça inédita pega o Emelec. Sem reencontrar o futebol de 2012, o Flu penou num grupo que só tinha de forte o Grêmio, também classificado no sufoco.

Pelo menos em tese, os gaúchos devem ter menos dificuldade agora contra o Independiente Santa Fé, da Colômbia.


Juvenal fez imersão no CT por vaga e sufocou motim político com classificação
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Juvenal Juvêncio é provavelmente o mais aliviado no São Paulo com a classificação para as oitavas-de-final da Libertadores. O cartola era desenhado por seus interlocutores como um sujeito desesperado. Parecia ter envelhecido mais nos últimos meses do que em dois anos.

Tanto que o presidente fez uma imersão no CT na semana do jogo com o Galo. Esteve lá na segunda e na terça. Na quarta, passou praticamente o dia todo no centro de treinamento. Queria cuidar de todos os detalhes.

Cair na primeira fase abalaria sua autoridade política. Conselheiros situacionistas já criticavam o presidente pelas costas e culpavam o cartola pelo sofrimento do time.

Uma eliminação precoce regaria a semente para o crescimento de um movimento interno contra Juvenal. Mas o triunfo sobre o Galo sufocou o motim. JJ deve essa, principalmente, a Ney Franco e Rogério Ceni.


Classificação na Libertadores ressalta acerto da diretoria do Palmeiras ao manter Kleina
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A vitória sobre o Libertad e a classificação para as oitavas-de-final da Libertadores ressaltam o principal acerto do presidente Paulo Nobre até aqui na opinião deste blogueiro: manter Gilson Kleina após os 6 a 2 sofridos diante do Mirassol.

Se tivesse sucumbido à pressão de conselheiros, ele teria trocado de treinador, colocando a missão de classificar o time nas mãos de alguém que teria que começar do zero. Seria muito mais difícil.

Ao contrário do que ocorreu outras vezes na história alviverde, o time não entrou em parafuso. Pelo contrário, se recuperou rapidamente.

Contratado pela diretoria anterior, Kleina pode até ser demitido em caso de eliminação na Libertadores e no Paulista. Seria uma atitude contraditória por parte de Nobre. Porém, menos devastadora do que a troca em plena competição sul-americana.