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Arquivo : março 2012

São Paulo ganha status na CBF com discusro de Juvenal contra Liga, mas Corinthians é ameaça
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No encontro da última segunda, que reuniu na CBF dirigentes de clubes paulistas e cariocas com José Maria Marin, Juvenal Juvêncio se destacou como líder do movimento contra a criação de uma Liga Nacional.

O presidente do São Paulo pediu a palavra e explicou que o momento não é o de criar uma nova entidade. Entre outros motivos porque não há contrato da Globo para ser negociado. E porque a atitude soaria apenas como um gesto oportunista para aproveitar o momento de início de gestão do novo presidente.

Juvenal deixou a sede da CBF certo de que os representantes de Palmeiras, Santos, Vasco, Fluminense, Flamengo e Botafogo concordaram com suas palavras. Todos juntos desanimariam outros times que queriam a Liga, como o Atlético-MG.

O são-pauilno nega que tenha discursado com objetivos políticos. Mas é inegável que a atitude fortalece mais ainda o cartola com o novo presidente da CBF, ex-jogador do São Paulo, e com Marco Polo Del Nero, cartola  da FPF, da Conmebol e da Fifa, além de seu ex-desafeto.

Mas há um obstáculo que pode impedir Juvenal de triunfar como dirigente que sufocou a Liga: o Corinthians. O alvinegro não enviou representante para o encontro. E não se pronunciou oficialmente sobre a criação de uma nova entidade.

Tradicionalmente, os corintianos se alinham com o Flamengo. Por sua vez, Patrícia Amorim é contrária a Liga, defendida por Márcio Braga, seu desafeto político. Mas não há garantias de que o Corinthians não vá tentar arrastá-la para outro lado.

Andrés Sanchez, ex-presidente alvinegro, não se bica com Del Nero e Marin, o que pode levá-lo a tentar convencer Mário Gobbi, seu sucessor no Parque São Jorge, a fazer oposição à CBF. Se isso acontecer, haverá uma nova edição do duelo entre corintianos e são-paulinos, como ocorreu na implosão do Clube dos 13.

A tendência, no entanto, é de que o jogo de xadrez se arraste nos bastidores antes de uma declaração de guerra.


Marin convoca clubes em busca de apoio e oferece até carona em jatinho da CBF
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José Maria Marin se antecipou aos dirigentes de clubes que queriam se reunir na sede da CBF para discutir uma lista de exigências a ser entregue posteriormente ao presidente.

O substituto de Ricardo Teixeira telefonou para cartolas de equipes da Série A do Brasileiro e convidou todos a comparecer na CBF, no Rio, na próxima segunda-feira. Será a primeira reunião do novo presidente da confederação com os cartolas dos principais times.

Pelo menos dois dirigentes paulistas afiram terem sido convidados por Marin para pegar uma carona no jatinho usado pela CBF para ir e voltar do encontro.

A convocação é o gesto inicial do novo presidente para evitar que os clubes se rebelem contra a entidade e pulem para o lado das federações contrárias ao domínio paulista na confederação.

E Marin nem precisa se preocupar muito. Já tem o apoio da maioria das federações. Além disso, grande parte dos clubes quer evitar o confronto. Prefere negociar com o dirigente. Os times tem a oferecer seu apoio em troca da bênção da CBF para criarem uma Liga.

Uma alternativa aceita pelos dirigentes é ganhar espaço dentro da própria confederação para tomar decisões relativas ao Brasileirão. Por meio de uma diretoria ligada a eles na entidade, administrariam o Nacional. Seria um projeto piloto da Liga.

O blog não conseguiu falar por telefone com Marin sobre o assunto.


Cartolas barganham apoio ao novo presidente da CBF em troca de criação da Liga
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Cartolas interessados em criar uma Liga enxergam na fragilidade de José Maria Marin na presidência da CBF uma chance de emplacar seu projeto. O plano, ainda em discussão, é oferecer apoio para o substituto de Ricardo Teixeira sobreviver no cargo. Em troca, ele se comprometeria a entregar a administração do Brasileirão aos clubes.

Marin assumiu por ser o vice mais velho, mas o direito estatutário não impediu que uma guerra pela cadeira de Teixeira começasse antes mesmo de ela ficar vaga.

Federações de Estados como Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia não querem o paulista no posto e pedem nova eleição. Alegam que concordaram em estender o mandato de Teixeira até 2015 e que o voto de confiança não é transferível.

Nesse cenário, o apoio dos mentores da Liga seria fundamental. Se todos os presidentes se unirem, Marin terá ao seu lado 20 eleitores dispostos a impedir o novo pleito. São 27 federações votantes.

Mas a roda pega justamente na união dos clubes. Alexandre Kalil, do Atlético-MG, tem planos diferentes. Defende uma votação para que os clubes escolham o próximo presidente. Só depois disso ele falaria sobre criar a Liga. E o mineiro quer que Fábio Koff, desidratado presidente do Clube dos 13, lidere o processo.

Os ex-presidentes do Flamengo Márcio Braga e Kléber Leite arregaçaram as mangas para tentar acomodar os interesses de todos os cartolas. Querem marcar uma reunião nos próximos dias. Se conseguirem uma união, irão procurar Marin para colocar em prática a segunda parte do plano.

Também pretendem argumentar que a CBF já tem vária atribuições, por isso seria melhor deixar o campeonato nas mãos dos clubes. Os cartolas também teriam a missão de brigar com a Confederação Sul-Americana por remunerações melhores em suas competições.


Antipatia da Globo e rejeição a Andrés travam criação de Liga
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A criação de uma Liga para substituir o Clube dos 13 está na geladeira. Segundo três cartolas ouvidos pelo blog, um dos principais motivos é o fato de a Globo não ver com simpatia a fundação de uma entidade. De acordo com eles, a emissora prefere deixar o controle da situação com a CBF, sua parceira.

Oficialmente, a Globo diz não ter preferência e assegura não se envolver no assunto. Porém, durante a disputa pelos direitos de transmissão do Brasileirão, sua decisão de negociar separadamente com os times alimentou o desejo por uma nova associação.

Agora, com as transmissões asseguradas, os executivos da emissora não demonstram o mesmo interesse. Além disso, Andrés Sanchez, antes favorito para presidir a nova Liga, já não tem o prestígio de outrora junto a alguns de seus colegas.

Principalmente os do Rio de Janeiro. Cartolas cariocas avaliam que o corintiano quis aparecer demais no processo de implosão do C13, dando declarações desastrosas. Acreditam também que ele forçou a barra para virar o novo líder do futebol brasileiro. Para evitar o desgaste de uma eleição, que provocaria novos atritos políticos, parte dos dirigentes prefere deixar tudo como está.

Em reunião do C13 na última sexta, não se tocou no assunto destituição de Fábio Koff. Todo aquele ódio parece ter ido embora com a chegada dos milhões da Globo. Ficou combinado que cada clube pagará suas dívidas com os repasses que a emissora tem a fazer do contrato antigo. Quem tem mais dinheiro para pagar do que para receber ficou de procurar a Globo e o banco credor para trocar o avalista. Koff ficará livre da responsabilidade.

Por causa da quitação dos débitos, é improvável que uma nova entidade seja criada antes de dezembro. O problema é que, sem administrar o contrato com a Globo, o Clube dos 13 não teria como sobreviver a partir de janeiro. Depois de todo o reboliço causado, é difícil imaginar as equipes tirando dinheiro de seus cofres para sustentar a associação. Para CBF e Globo, o cenário mais cômodo é o C13 fechar as portas e não ser substituído. As duas teriam controle total da situação.


Um dos projetos para nova Liga coloca São Paulo entre os fundadores
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O G4 paulista, grupo que reúne os grandes de São Paulo em ações de marketing, planeja convidar Flamengo e Vasco para formar o G6 Brasil. A entidade seria um embrião para a criação de uma Liga nacional em substituição ao Clube dos 13.

Depois de se consolidar, o G6 convidaria os dois grandes de Minas e o Rio Grande do Sul, completando o grupo com Botafogo e Fluminense para criar o G12 Brasil.

Se o plano der certo, o São Paulo, maior defensor do Clube dos 13 ao lado do Atlético-MG e que ainda se diz fiel à associação, seria um dos fundadores da nova Liga. O projeto deve ganhar força após o clube do Morumbi oficializar o acordo com a Globo.

Outra possibilidade para a fundação da entidade não passa pelo G4. Os dissidentes do C13 iriam diretamente na CBF pedir bênção para o movimento e criariam a Liga. Em comum, os dois planos têm o desejo dos cartolas de transformar o corintiano Andrés Sanchez em presidente.


Andrés tem preferência para presidir Liga com Fla e Cruzeiro na cúpula
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Os dissidentes do Clube dos 13 já discutem a composição da diretoria da Liga que pretendem formar. Por liderar a implosão da antiga entidade, Andrés Sanchez tem a preferência para assumir a presidência.

Se o corintiano não aceitar o convite, a vaga passará para o Flamengo, segundo cartolas do clube da Gávea. Kléber Leite é o nome forte, mais pela bênção de Ricardo Teixeira do que por afinidade com a atual diretoria rubro-negra. Haverá eleição, provavelmente com chapa única, já que a maioria dos rebeldes concorda com essa composição.

O cenário mais provável, de acordo com os arquitetos da nova associação, é Zezé Perrella ser um dos vices-presidentes, ao lado do indicado pelo Flamengo. Ambos escoltariam Andrés.

Além de tripudiar sobre Juvenal Juvêncio, seu maior adversário na cartolagem nacional, o corintiano teria com a nova Liga caminho aberto para seguir como dirigente do futebol brasileiro. Seu mandato no Parque São Jorge termina em dezembro. E a nova entidade ainda levará um certo tempo para sair do papel.

Até agora  não está definido se a Liga só administrará o Campeonato Brasileiro ou criará uma nova competição.


Rebeldes esperam por São Paulo e Galo para montar Liga com 18 clubes
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Pelas contas dos dissidentes do Clube dos 13, o grupo já  tem 16 times alinhados com a Globo para formar uma nova Liga. Nesse cálculo estão Internacional e Atlético-PR, integrantes da base aliada do C13.

Os outros 14 seriam Corinthians, Palmeiras, Santos, Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Grêmio, Coritiba, Goiás, Sport, Bahia e Vitória. 

Os dirigentes acreditam que com 16 equipes já podem criar a Liga. Mas querem pelo menos 18. Esperam que Atlético-MG e São Paulo se juntem à turma em breve. Avaliam que a dupla não pode ser alijada do processo.

As discussões sobre o formato da Liga ainda estão no início. Mas, antes de ter os participantes e a emissora de TV, o projeto já tinha  o aval da CBF. Faz tempo que Ricardo Teixeira quer se ocupar só com seleção, Copa de 2014 e sua candidatura à presidência da Fifa. Planeja deixar o Brasileirão sob os cuidados de um homem de sua confiança. Por isso tentou eleger Kléber Leite para a presidência do Clube dos 13.

Como o candidato da CBF perdeu a eleição, Andrés Sanchez deu início ao plano de implodir o C13 para que a confederação “terceirizasse”  o Nacional.

Os rebeldes agora terão que escolher um entre dois caminhos para a futura associação: apenas gerir o Campeonato Brasileiro ou criar de fato uma competição.

Caso a opção seja por administrar o Nacional nos moldes atuais, estará consumada apenas uma rasteira no C13, em Fábio Koff  e em Juvenal Juvêncio.

Se a Liga criar realmente uma nova competição, um dos principais temas a serem definidos é a permanência dos pontos corridos ou a volta dos mata-matas, modelo bem visto pela Globo. Outro fator crucial seria a questão do acesso e do rebaixamento. Não há um consenso sobre o tema entre os líderes do movimento. 

Caso aconteça uma nova competição com 18 times,  Guarani e Portuguesa, até agora leais ao C13, ficariam fora. Levariam a pior na guerra pelos direitos de transmissão do Brasileiro.