Blog do Perrone

Arquivo : agosto 2012

Medalha do futebol é a única do Brasil sem dinheiro público
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Das 17 medalhas obtidas pelo Brasil em Londres, só a prateada do futebol foi conquistada por uma modalidade ou atletas que não contam com apoio direto de dinheiro público.

O judô, responsável por quatro medalhas, é patrocinado pela Infraero. E o quarteto medalhado é beneficiário do Bolsa Atleta, programa do Ministério do Esporte. Assim como os três medalhistas do boxe, patrocinado pela Petrobras.

Já a Confederação Brasileira de Vôlei, que comemora outras quatro medalhas, é apoiada pelo Banco do Brasil. Os Correios são parceiros da natação, dona de uma prata e um bronze. A Caixa Econômica Federal patrocina a ginástica, esporte do medalhista de ouro Arthur Zanetti, também atleta bolsista.

 Na vela, Bruno Prada, bronze, ganha ajuda de custo do Bolsa Atleta. No Pentatlo Moderno,  Yane Marques, terceira colocada em Londres, é  apoiada pelo programa governamental.

O resultado reforça a tendência de o Estado bancar o esporte brasileiro. O apoio financeiro vai aumentar nos próximos anos. É necessário que os órgãos de controle do governo também incrementem a fiscalização do uso de dinheiro público pelas confederações.

Evitar desvios e desperdícios é fundamental para a evolução do Brasil no quadro de medalhas. Por ora, o crescimento técnico não acompanha o aumento de investimento público.

Levantamento do UOL Esporte mostra que a preparação dos atletas para os Jogos de Londres consumiu  R$ 2,1 bilhão contra pouco mais de R$ 1bilhão para a Olimpíada de Pequim. Ou seja, a injeção de dinheiro público dobrou, mas só duas medalhas a mais foram conquistas em Londres: 17 contra 15 em 2008.


Dinheiro público e saída de Teixeira não bastaram para salvar futebol feminino
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 Eliminada diante no primeiro mata-mata do futebol feminino olímpico, a seleção brasileira era ao mesmo tempo cartão postal da nova direção da CBF e do Ministério do Esporte.

Dez jogadoras do time que fracassou diante do Japão são beneficiárias do bolsa-atleta. Entre elas a goleira Andréia e Maurine, que recebem ajuda de custo mínima de R$ 3.1000 mensais do Governo Federal.

Além do apoio governamental, as meninas passaram a ter um pouco mais de atenção da CBF com a saída de Ricardo Teixeira, que praticamente ignorava a equipe. Com José Maria Marin, ao menos o estafe do time nacional ganhou mais integrantes. E um canal aberto com a direção da confederação.

O sucesso do futebol feminino olímpico ajudaria Marin a mostrar que a CBF está sob nova direção. Mas não deu. A derrocada de Marta e suas colegas mostra que a pincelada de verniz foi insuficiente para dar um brilho dourado ou ao menos um bronzeado para o futebol feminino.

CBF, COB e Ministério do Esporte precisam primeiro organizar um campeonato nacional de verdade e constante. Não é fácil. Para a engrenagem funcionar o torcedor tem que sair de casa para ver as mulheres em ação. E isso só vai acontecer se o espetáculo for atraente e existir identificação entre plateia e time.

Ao menos um projeto de desenvolvimento foi entregue ao Governo, como disse René Simões, comentarista e diplomado no assunto, ao final da transmissão da Record na melancólica despedida brasileira.


Página na internet cria central de ações contra presidente do Flamengo
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O movimento “Fica Patrícia: em Londres”, ganhou uma versão digital (ficapatricia.com). Ela se propõe a concentrar as ações de protesto contra a presidente do Flamengo.  A página na internet também tem o objetivo de recolher assinaturas para pedir a permanência da dirigente na Inglaterra, onde acompanha os atletas do clube na Olimpíada.

Montagem publicada na página “Fica Patrícia: em Londres”

Claudio Cruz, fundador da Raça Rubro-negra, é o criador do movimento. “O clube já viveu altos e baixos em sua centenária história, mas nunca esteve em uma situação que ao mesmo tempo unisse resultados esportivos medíocres, desorganização administrativa, caos financeiro, apatia da direção e seguidas humilhações públicas”, diz trecho do texto de apresentação da página criada pelos manifestantes.

Aliados políticos de Patrícia classificam a série de protestos contra a dirigente como uma covardia organizada pela oposição com interesse meramente político.

Reprodução de página criada para reunir ações contra Patrícia Amorim


Medalhas no judô reforçam política brasileira de bancar esporte com dinheiro público
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As medalhas de Sarah Menezes (ouro) e Felipe Kitadai (bronze) no judô em Londres são frutos da polêmica política esportiva escolhida pelo Brasil: o investimento de dinheiro público na formação de atletas.

De acordo com o site do Ministério do Esporte, a campeã recebe ao menos R$ 3.100 mensais pelo programa bolsa-atleta na categoria olímpica. É a segunda maior ajuda. A primeira é para a categoria pódio, que oferece até R$ 15 mil mensais.

Kitadai, por sua vez, ganha um mínimo de R$ 1.850 mil por mês do governo como bolsista na categoria internacional.

O judô brasileiro é um dos principais exemplos da escolha governamental, feita  sem uma recomendável consulta popular. São dez bolsistas na delegação olímpica. E a confederação é patrocinada pela Infraero, além de contar com dinheiro da Lei de Incentivo ao esporte.

O bom desempenho dos judocas nacionais no início da Olimpíada é um alento para quem se acostumou a ver os programas do Ministério do Esporte envolvidos em acusações de mau uso do dinheiro público. Um exemplo de que pode dar certo.


Dilma aceita pedido e recebe Blatter em Londres
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Dilma Rousseff vai abrir um espaço em sua agenda olímpica para receber Joseph Blatter. O encontro foi agendado para as 15 horas (de Londres) desta quinta no hotel em que o estafe presidencial está hospedado em Londres.

O presidente da Fifa fez o pedido ao ministro do Esporte, seguindo o trâmite desejado no Planalto. A presidenta faz questão de que Aldo Rebelo seja o intermediário de todas as conversas com a federação internacional.

A reunião deve ser rápida e servirá para uma atualização sobre os preparativos para a Copa-14. O escândalo envolvendo Ricardo Teixeira, João Havelange e propinas não está na pauta.


Seleção testa estratégia que transforma time em simpático, mas vulnerável
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A seleção brasileira estreia nesta quinta em Londres com a missão de provar que a CBF não errou ao expor o time de Mano Menezes a torcedores, empresários, cartolas e dirigentes em busca de uma imagem mais simpática.

A facilidade de acesso à equipe nacional fez a concentração da seleção no Rio ser chamada de mercado de peixes por empresários experientes no trato com as estrelas do time canarinho. Eles afirmam que ficaram surpresos com a liberdade para manter contato com seus clientes no hotel.

Alinhavar contratos, levar presentes ou simplesmente bater papo com os craques era fácil demais, segundo os agentes. Torcedores, maria-chuteira, o técnico André Villas-Boas e até colegas de profissão, como o holandês Seedorf, desfilaram pela concentração brasileira.

A CBF admite que correu riscos ao baixar a guarda. Mas justifica ser uma tentativa de mudar a cara do time nacional. Quis acabar com a fama de antipática, que marcou a equipe sob o comando de Dunga.

A confederação não nega que a exposição desgasta o time (como na Copa de 2006) e sustenta que deu um refresco para os jogadores colocando a delegação num hotel fechado e afastado em Londres. No Rio, 70% dos hóspedes não eram da seleção. Mas mesmo assim, nos primeiros dias na Inglaterra, clubes europeus avançaram nos jogadores de Mano.

Para a CBF, no entanto, nos dias agitados  no Rio, havia rígidos limites. Quatro seguranças no andar reservado aos jogadores. Outro tanto no piso em que ficou a comissão técnica. Tudo para evitar visitas aos quartos. Até o pai de Neymar foi barrado ao tentar entrar nessa área privada. Mas há empresário jurando que furou o cerco. Impossível, rebate o estafe da seleção. Sobrou para os jogadores a missão de atropelar a polêmica em campo.

Colaborou Carlos Padeiro, do UOL, em Londres