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Diretores do São Paulo cobram de Osório habilidade com jovens jogadores
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Carlos Miguel Aidar evitou atrito com Juan Carlos Osorio no momento em que o treinador afirmou para o dirigente não ter sido avisado antes de sua contratação do desmanche no time. O presidente do São Paulo explicou ao técnico a difícil situação financeira do clube e relatou que precisa aproveitar as oportunidades de mercado.

Porém, diretores são-paulinos pegam mais pesado com o colombiano. Eles afirmam que, enquanto negociava sua ida para o Morumbi, o treinador deixou claro que gostava de trabalhar com atletas da base. Entendem, então, que está 1 a 1. Se o técnico ficou surpreso com as saídas de Souza, Paulo Miranda, Denilson e Dória, os dirigentes não esperavam queixa de quem havia demonstrado interesse em lançar jovens atletas.

O resultado é que cartolas do clube aumentam a pressão para que Osorio obtenha bons resultados escalando jogadores formados no CT de Cotia. Na avaliação dos dirigentes, a safra é promissora e o técnico não tem do que reclamar. Entre os novatos que os diretores são-paulinos mais confiam está o zagueiro Lucão. Ele falhou no primeiro gol na derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR, na última quarta, e foi alvo de críticas do meia Paulo Henrique Ganso.

Nesta sexta, Osório declarou em entrevista coletiva discordar da quantidade de atletas vendidos pelo clube. Disse ter garimpado talentos nas categorias de base. Mas mostrou preocupação com a falta de experiência de parte do time com a seguinte afirmação: “Aqui, no elenco que temos agora, há 12 jogadores, no máximo 15, com 100 jogos ou mais. O resto 50 ou menos. Cada um tire sua conclusão”. É justamente o tipo de declaração que diretores do clube não esperavam após conhecerem o discurso do treinador antes de assinar contrato.


Jovem do São Paulo ensina Rogério e Ganso a se comportarem na crise
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De onde se esperava maturidade veio imaturidade. E vice-versa. Essa surpresa marcou a derrota do São Paulo para o Atlético-PR, por 2 a 1, nesta quarta.

O primeiro a agir sem a sensatez necessária num momento crítico foi Paulo Henrique Ganso. Na saída para o intervalo, ele disse para a Globo que o primeiro gol do adversário foi fruto de uma falha individual. “Foi erro de quem estava marcando, e nós sabemos quem foi”. Assim, o camisa 10 de 25 anos, contratação mais cara do clube nos últimos tempos, apontou o dedo para Lucão, um colega de 19 anos, aposta da diretoria, para reformular o time controlando gastos. Poderia ter aproveitado o senso crítico e ter analisado sua própria atuação.

No final do jogo, foi a vez de o jogador mais experiente do time e um dos maiores ídolos da história do clube jogar contra a reformulação. Rogério Ceni colocou o seu desejo pessoal de conquistar título no mínimo no mesmo grau de importância do projeto da diretoria de saneamento financeiro.

“É difícil. As pessoas falam do dinheiro, mas estou no clube há 25 anos e sei que as coisas se resolvem… entendo a necessidade financeira do clube, mas eu também entendo a minha necessidade de ser campeão. São conflitos que temos que resolver”, disse o capitão em entrevista ao Premier.

Rogério poderia ter defendido o espaço na equipe para os jovens formados em casa como ele, mas deu a entender que defende a política de empurrar as dívidas com a barriga justamente quando mais se discute a gestão responsável no futebol.

No final, Lucão mostrou para Ceni e Ganso como falar em primeira pessoa num momento de crise. Assumiu sua falha no gol de abertura do placar com tranquilidade de veterano, apesar de ter menos tempo de vida do que seu capitão tem de clube.

 


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