Blog do Perrone

Arquivo : março 2013

Associação ligada a presidente do Santos nega pagar salário ao dirigente e aciona advogados
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Atualização

Indagada pelo blog, a direção da Resgate Santista, associaação da qual faz parte o presidente do Santos, negou que pague salário para o dirigente.

Na última segunda, em reunião do Conselho Deliberativo, o conselheiro Rubens Marino afirmou ter ouvido de Walter Schalka, ex-membro do Comitê Gestor do Santos, que Laor é remunerado para presidir clube. O blog não conseguiu entrar em contato com Schalka.

Após a publicação do post, Marino procurou o blog para afirmar que não citou a Resgate em seu depoimento. “Só ouvi do Schalka que o presidente é remunerado, mas não sei por quem”. A assessoria de imprensa do Santos nega que pague o dirigente.

Veja abaixo nota enviada  por Fábio Vianna, presidente da Resgate.

“Desconhecemos e na verdade nos surpreendemos com as afirmações feitas pelo Sr. José Rubens Marino, na reunião do CD.

Contudo, informamos que nossos departamentos jurídico e financeiro já foram acionados para tratar do assunto e deixamos claro que o conselheiro supra mencionado nunca pertenceu a Associação Movimento Resgate Santista”.

Quem convive com o presidente santista, licenciado por motivos de saúde, afirma que ele só recebe remuneração da Adviser Consultores, empresa que ele criou e preside.


Por Neymar, conselheiros articulam pedido de impeachment de presidente do Santos
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Neymar pode sair do Santos de graça

Um grupo de Conselheiros do Santos prepara abaixo-assinado para pedir o impeachment do presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor. São necessárias assinaturas de 20 colegas para levar o caso em votação ao Conselho Deliberativo.

O principal argumento é de que a última renovação de contrato de Neymar teria sido lesiva ao clube. Isso porque o final do acordo foi antecipado de fevereiro de 2015 para julho de 2014. Assim, logo após a Copa do Mundo, o jogador estará livre para deixar o Santos de graça.

Normalmente, os clubes reajustam os salários de atletas para aumentarem seus vínculos. O time ganha mais tempo para lucrar numa possível venda.

“Renovaram o contrato na empolgação. Agora vemos que isso vai dar um grande prejuízo ao clube. O pai do jogador já disse que não quer renovar mais porque agora vai ser o único dono, ficará com todo o dinheiro. No meu entender, isso é caso de impeachment”, disse Rubens Marino, ex-vice presidente santista e um dos líderes do movimento.

Laor está hospitalizado,  mas costuma dizer que diminuir o tempo de contrato foi a única forma de manter Neymar.

Os que defendem a decisão fazem contas. Calculam que, se o jogador tivesse sido vendido em 2010 ou 2011, o Santos teria recebido cerca de R$ 50 milhões. E que a manutenção de Neymar rendeu muito mais.

A tese é defendida com números do balanço de 2012, ainda não publicado. Ele mostra que o Santos arrecadou no ano passado R$ 189 milhões. Em 2009, a receita foi de cerca de R$ 70 milhões. Neymar é considerado o principal responsável pelo salto. Isso além dos títulos conquistados como a Copa do Brasil e a Libertadores.

O atacante também divulgou a campanha para aumentar o número de sócios. A quantidade passou de 20 mil para 60 mil, segundo números da direção.

Outra queixa dos descontentes é uma suposta irregularidade na assinatura do acordo com a parceira CSU. O documento teria sido assinado pelo vice Odílio Rodrigues que não estava empossado como presidente interino, ferindo o estatuto.

No final de 2012, como mostrou o UOL Esporte, por outros motivos, conselheiros também chegaram a falar em impeachment.


Filho de dirigente do Santos critica presidente no Twitter e aumenta crise política no clube
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Uma constrangedora tuitada agravou o racha político na cúpula do Santos. Vinício Grossi, filho de Pedro Luiz Nunes Conceição, homem forte do futebol santista, fez pesadas críticas ao presidente do clube e ao técnico Muricy Ramalho.

Logo após a derrota para a Ponte Preta, no domingo, ele chamou Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro de fanfarrão, acusou o cartola de prevaricar e de proteger uma funcionária que tinha sido demitida pela gerência do clube.

Vinício pediu a saída de Laor e a demissão do treinador. Depois, os comentários foram retirados, ele escreveu estar arrependido e pediu que seus amigos também apagassem as venenosas manifestações, imediatamente reproduzidas.

O episódio fez a temperatura subir porque Pedro é visto como virtual candidato à presidência do Santos em dezembro de 2014. Procurado pelo blog, no entanto, ele negou a intenção de se candidatar.

Conforme já escrevi aqui, do endereço de e-mail usado por Pedro partiram recentemente críticas a Laor. Na ocasião, Pedro negou ser o autor. Apesar de também desmentir a divisão, ele é considerado hoje na Vila Belmiro um dirigente na contramão do presidente.

O blog apurou que o novo incidente irritou Laor e será discutido na próxima reunião do Comitê Gestor do Santos, também conhecido como CG.  Vinício é tido como uma pessoa bem informada sobre o clube por ser filho de Pedro, que é membro do comitê.

“Não posso me responsabilizar por algo que um homem de 30 anos escreveu, e o que aconteceu não tem nenhuma influência na gestão do Santos”, disse Pedro ao blog.

“O peso político que procuram dar a esse episódio está vinculado à versão equivocada de que sou candidato, mas o alvo está errado. Não era, não sou e não serei candidato em dezembro de 2014”, completou Pedro.

Por meio da assessoria de imprensa do clube, Laor disse que não responderia a comentários mal educados típicos de arquibancada.

O blog apurou que o presidente pouco conhece a funcionária que teria protegido, segundo Vinicio. Mas tomou a decisão de cancelar a demissão dela por considerar que houve falha no processo.

Vinício não foi localizado pelo blog. Seu pai disse que ele não gostaria de falar sobre o assunto. Veja abaixo as polêmicas tuitadas. Os trechos impublicáveis foram cobertos pelo blog em vermelho.

Reprodução das críticas feitas pelo filho de Pedro Luiz

 

Vinício se arrependeu do comentário


Com cúpula do Santos rachada, presidente é criticado por “melar” negociação com Willian José
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Santos perdeu Willian José para o Grêmio

Um racha no Comitê de Gestão do Santos transformou o presidente do clube em alvo de severos ataques. Em conversas reservadas e em trocas de e-mails ele é descrito como responsável por “estragar” negociações feitas pelo clube.

Um dos negócios que não deram certo foi a tentativa de contratar Willian José. O blog apurou que o departamento de futebol santista tinha um contrato pronto com o jogador, por empréstimo de um ano e meio, mas Laor, como é conhecido o presidente, não quis assinar o documento.

Inicialmente, investidores ingleses ligados ao atacante queriam colocar uma cláusula pela qual o jogador poderia deixar a Vila Belmiro em junho, mediante o pagamento de 5 milhões de euros. O Santos fez uma contraproposta e subiu o valor para 9 milhões de euros. A oferta foi aceita.

Estava tudo pronto para o acerto, mas na reunião para sacramentar o empréstimo, Laor decidiu ir e não aceitou as condições.

O episódio virou munição pesada contra o cartola. O blog teve acesso a cópia de um e-mail, que tem como remetente o mesmo endereço usado por Pedro Luiz Nunes Conceição, membro do Comitê Gestor.  A mensagem reprova a atitude do presidente na operação Willian José.

O texto diz que Laor afirmou, com “empáfia”,  que os investidores blefavam ao dizer que o Grêmio tinha interesse no atacante. Mas que ele não caiu nessa e ainda acreditava que os ingleses procurariam o Santos para fechar negócio sem a cláusula de saída no meio de 2013.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente disse ao blog que o problema não foi financeiro. O que pesou para a desistência foi a vontade dos investidores de tirarem  o jogador do clube na metade do ano. Não compensaria ficar com o atleta por tão pouco tempo.

Porém, quem defendia o negócio, diz que seria excelcente ter lucro com o jogador em seis meses, caso o atleta saísse.

Por e-mail, Pedro  negou que seja o autor do texto com críticas a Laor.

“Lamento o uso do meu nome desta forma. Não enviei este tipo de mensagem para quem quer que seja. E há no conteúdo o da mesma alguns detalhes que sinalizam que o documento (e-mail) pode ter sido “fabricado”. Infelizmente, como sempre ocorre no caso dos jornalistas, tem a tal fonte que precisa ser preservada e nos aqui expostos desta forma”, declarou Pedro. No entanto, ele não contestou os detalhes da negociação.

Um dos motivos de racha no Comitê de Gestão é o desejo de parte do grupo de que Pedro seja candidato. Outra ala, acha cedo para se falar em eleição e vê desrespeito com o atual presidente, que fica no cargo até o final de 2014.

 O blog apurou que Pedro está a procura de um assessor de imprensa particular. No clube a atitude foi vista como mais um passo rumo à campanha eleitoral. O dirigente nega já estar articulando uma candidatura. “Não faz sentido falar em eleição, quando a atual gestão tem dois anos pela frente. É uma falta de respeito e este assunto não tem sido pautado por mim. Desconheço existir um movimento específico para que alguém, seja quem for, seja candidato. Se existe, não passa por mim”, disse Pedro, também por e-mail.
Ele respondeu ainda sobre divergências no Comitê de Gestão. “As eventuais discordâncias de opinião no Comitê (somos em nove pessoas, não há unanimidade em tudo) ficam dentro do Comitê”.

Novo grupo de conselheiros que votaram na atual diretoria do Santos estreia com críticas a Muricy
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 Novo grupo político formado por conselheiros e sócios do Santos que elegeram a diretoria atual, deu os seus primeiros passos com a corneta apontada para Muricy Ramalho. O treinador é alvo de críticas estampadas no site do movimento “Eu Sou Santos”, inaugurado nesta quinta.

“O Comitê de Gestão santista, contrariando sentimento que parece generalizado entre os santistas, mantém total confiança em Muricy Ramalho… Em pouco mais de um ano na Vila, Muricy nunca demonstrou predileção especial pelo famoso DNA santista…”, afirma coluna assinada pelo participante do grupo Marcão Fonseca. Ele também pede para que a direção dê menos ouvidos ao treinador no momento de contratar.

 “É um grupo crítico que aplaudirá o que merecer ser aplaudido e criticará o que merecer ser criticado”, escreve Luiz Roberto Serrano, um dos líderes do movimento ao definir a corrente na página www.eusousantos.com.br.

 Parte de seus membros saiu da Associação Movimento Resgate Santista, que lançou a candidatura do atual presidente, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. Ao explicar a saída de alguns integrantes, os remanescentes da Resgate, sem citar nomes, falam que os dissidentes queriam sufocar críticas à diretoria.

A nova corrente diz que não tem candidato para próxima eleição, em 2014. Mas, ao disparar contra o treinador acerta também a diretoria. Assim, a cúpula é espinafrada por seus eleitores divididos em duas alas. E ainda existe a munição da oposição.


Remanescentes de grupo que elegeu presidente do Santos negam disputa eleitoral e relatam pressão para ignorar erros da diretoria
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Grupo que lançou Laor rachou

Em e-mail enviado ao blog, um dos líderes do grupo político que elegeu o presidente do Santos dá a sua versão sobre o esfacelamento da base de apoio da diretoria. Relata que o racha aconteceu porque a ala a qual pertence se recusou a fazer vistas grossas a erros da direção em nome da governabilidade.

A mensagem foi remetida por Felipe Ferreira, vice-presdiente da Associação Movimento Resgate Santista (AMRS).

Ele escreveu motivado por post publicado aqui sobre o racha no grupo. Ferreira nega que haja uma disputa eleitoral antecipada, como afirmei (o blog mantém as informações).

Ele faz elogios administração de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, mas cita que sua corrente se recusou a abafar críticas à diretoria. Foi o estopim para o racha.

Didático, Ferreira enviou ao blog nota emitida por seu grupo no dia 1º de novembro para explicar aos santistas a saída de membros do movimento. De acordo com o comunicado, após a conquista da Libertadores, o desempenho do time e da gestão caíram. E a AMRS “fez o seu papel” de aplaudir acertos e apontar erros. Porém, uma ala defendia que o grupo apoiasse integralmente a diretoria, mesmo que o trabalho não estivesse sendo bem feito. E que não fiscalizasse a administração.

Como exemplo, a nota registra que a corrente “chapa-branca” queria que o grupo “esfriasse a ira dos torcedores” em relação a problemas com o programa Sócio-Rei, como se “estivesse tudo funcionando corretamente”.

Ainda de acordo com o relato, como prevaleceu o desejo de apontar as críticas, os descontentes deixaram o movimento. O comunicado não cita nomes, mas afirma que o grupo foi injustamente acusado pelos que saíram de desejar e não conseguir trabalhar no Santos. Assegura ainda que parte dos dissidentes trabalha no clube e talvez por isso tenha tentado sufocar as críticas.

Confira trecho da nota emitida pela atual diretoria da Resgate e enviada ao blog com explicações sobre o racha.

 

A divergência só surgiu porque alguns membros não concordaram com essa postura da AMRS de a-)aplaudir os acertos, b)criticar os erros e c-)propor soluções de melhoria. Na visão dessas pessoas, a Resgate, por ter ajudado a eleger a diretoria do SFC, tinha a obrigação de apoiar 100% das decisões da direção do SFC, incondicionalmente, certas ou erradas;

Exemplo da diferença de visão entre as 2 “Correntes”: problemas no programa sócio-torcedor. Na visão da “Corrente 1″ (neutra, não crítica, de apoio “cego”) a AMRS deveria se manter neutra e “esfriar a ira” dos sócios, como se estivesse tudo funcionando corretamente, quando, na verdade, todos sabíamos dos problemas no Sócio-rei. Já nós da “Corrente 2″ (ativa, crítica, propositiva) entendíamos que a Resgate deveria não só apontar/informar os erros relatados pelos sócios santistas, como também até sugerir soluções de softwares, processos, fornecedores, etc, para que, no final, o SFC e seus sócios fossem beneficiados;

 Vendo que o modo de pensar de nós da “Corrente 2″ (ativa, crítica, propositiva) prevaleceria, a “Corrente 1″ (neutra, não crítica, de apoio “cego”) tentou “mudar as regras do jogo”, para que pudesse eleger uma diretoria na Resgate que a transformasse num “Movimento” 100% favorável a direção do SFC, onde não houvesse fiscalização ou crítica ao trabalho que vem sendo feito por LAOR e equipe. Seria um “Movimento” totalmente, como se diz na política, “chapa branca”. Tentaram mudar, mas não conseguiram;

 Não conseguindo seu intento, simplesmente decidiram se desfiliar da Resgate…

 

Abaixo, explicações do vice-presidente da resgate sobre o atual momento político do clube.

Quanto aos assuntos e movimentações políticas, agora, em dezembro, encerrará o primeiro ano do segundo mandato da atual gestão do Santos Futebol Clube, cujo presidente é o Sr. Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, restando, ainda, mais dois anos, ou seja, seria algo sem propósito promover articulações e ações, pensando na eleição de 2014.

 Nesse momento, a atual gestão do clube, responsável por 6 títulos em 3 anos, pela manutenção do melhor jogador de futebol do Brasil e um dos melhores do mundo, Neymar, num projeto audacioso que rendeu e gera receitas diversas, com ampliação das ações de marketing, aumento de quotas de patrocínios, exposição de mídia, crescimento de torcida, conforme pesquisa Stochos Sports & Entertainment, além de ser o único clube do país, apresentando superávit e decréscimo da dívida no seu balanço patrimonial de 2011, dentre diversas outras ações positivas, planeja-se para reforçar o elenco para a próxima temporada e ampliar suas ações nos diversos departamentos que possui, contando com o apoio crítico, propositivo e participativo da AMRS, grupo político, a qual pertence o Sr. Presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro.


Guerra eleitoral antecipada mina direção de futebol santista
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Enquanto pena para contratar jogadores pedidos por Muricy Ramalho, a diretoria do Santos vê uma guerra interna deteriorar suas bases de apoio. O risco de contaminação do futebol alvinegro é alto. Isso porque um dos alvos dos disparos é Pedro Luiz Nunes Conceição, membro do Comitê Gestor que atua na gestão da equipe.

O conflito tem origem na divisão do grupo responsável pela gestação da candidatura de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor.

Fernando Silva, ex-homem forte do futebol, foi alijado do poder na segunda fase da administração Laor. Sua saída rachou o grupo político Resgate Santista, berço da atual diretoria.

Agora, faltando dois anos para a próxima eleição, conselheiros ligados a Silva intensificaram ataques a Pedro, visto como possível candidato no próximo pleito. Também são alvejados Caio de Estefano e Luciano Moita, moradores de Santos e que integram o Comitê de Gestão, recheado de paulistanos.

A munição usada na batalha inclui a ameaça de divulgação de dossiês e pedidos de sindicância contra os dois lados da história. As redes sociais começam a ser usadas no conflito.

 Mais visado, Pedro é criticado por não conseguir contratar jogadores de peso para livrar a equipe da dependência de Neymar e pela queda de rendimento do time sob sua batuta.

A resposta da ala que defende o cartola é ensaiar uma lavagem de roupa suja em público para revelar os motivos que teriam provocado a saída de Fernando Silva, também visto como pré-candidato à presidência.

Nesse clima de tensão, a cúpula santista fica impedida de se concentrar apenas em montar um time capaz de recuperar o prestígio perdido em 2012.

Procurado pelo blog, Pedro não atendeu ao celular. Fernando não foi localizado para falar sobre o assunto. Já o vice-presidente Odílio Rodrigues negou haver um racha no Comitê Gestor. Disse que todas as decisões do grupo são tomadas em comum acordo.


Distante de Dilma, Marin recebe críticas de Santos e São Paulo
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Marin segue distante de Dilma

A dificuldade de José Maria Marin em se relacionar com Dilma Rousseff faz o presidente da CBF ser criticado por cartolas de São Paulo, justamente sua principal base de apoio.

Cultivar bom relacionamento com a presidenta é fundamental para os clubes terem seus pedidos atendidos na esfera federal. Principalmente em relação a suas dívidas fiscais.

Na última reunião do Conselho Deliberativo do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, disse que Marin ainda não foi recebido por Dilma. E que lamenta o distanciamento, pois encarou a chegada do novo presidente da confederação com “uma possibilidade de renovação de ideias”. Mesmo assim, o cartola diz manter a melhor relação possível com a CBF.

No Morumbi, não houve manifestação pública. Mas em conversas reservadas Juvenal Juvêncio também demonstra descontentamento com a dificuldade de Marin em se aproximar de Dilma. Cartolas tricolores afirmam que o presidente da CBF se contenta com uma ineficiente política de distribuir sorrisos e tapinhas nas costas em parlamentares.

O blog apurou também que Marin desagradou a Juvenal por ainda não ter feito uma profunda reformulação na seleção brasileira e por remunerar Ricardo Teixeira, desafeto do são-paulino. Além disso, Juvenal não gosta da insistência do cartola para que o São Paulo assine contrato com o Comitê da Copa para colocar o CT de Cotia no Mundial.

Não é demais lembrar que o presidente são-paulino foi o principal defensor de Marin quando um grupo de federações queria nova eleição para substituir Teixeira.

A assessoria de imprensa da CBF não respondeu aos questionamentos enviados pelo blog por e-mail.


Derrota para Ponte aumenta incertezas sobre futuro do Santos e gera tensão na Vila
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Neymar não finalizou e só acertou um drible contra a Ponte Preta

 A pífia atuação diante da Ponte Preta aumentou as incertezas no Santos em relação à próxima temporada. Com o time praticamente sem chances de disputar a Libertadores, a tensão cresce, e as críticas atingem até Neymar.

Principalmente por não chutar a gol na derrota por 1 a 0 em Campinas, o craque foi cornetado por torcedores, conselheiros e comentaristas como não acontecia havia tempos.

 Simultanemente, Muricy Ramalho paga a conta pelo fato de o time inteiro ter disparado apenas uma bola na direção do gol adversário, enquanto a Ponte fez 18 arremates. Os números são do Datafolha.

Para o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, sobra a pressão para apresentar reforços de peso rapidamente. Ele também é cobrado para explicar como manter um time caro e com Neymar sem as receitas geradas pela Libertadores.

             O Santos ficou distante de uma vaga na Libertadores

“A maneira como jogamos contra a Ponte Preta foi vergonhosa. Pelo que os dois times apresentaram, parece que é o técnico da Ponte quem ganha cerca de R$ 800 mil mensais, não o nosso”, disparou o conselheiro Celso Leite. Ele votou em Laor, mas hoje crítica a atual administração. “O Santos não montou um time para o Neymar jogar. Ele não tem companheiros à altura”, completou o conselheiro.

Há colaboradores do presidente santista que pensam de maneira semelhante e pressionam o cartola a montar uma equipe que não dependa só do camisa 11.

“O Santos do jeito que está não dá para continuar. Não pode jogar como jogou contra a Ponte Preta. Chega de desculpas, justificativas e promessas de planejamento para 2013″. Essas são algumas das críticas que Luiz Roberto Serrano, conselheiro da base aliada de Laor, publica nesta segunda em seu blog.

Por sua vez, a diretoria avalia que as críticas são precipitadas e pede aos conselheiros que esperem as contratações para analisar a qualidade dos reforços.  No entanto os cartolas não escondem que o dinheiro da Libertadores fará falta.

Muricy já sentiu o tamanho da encrenca e voltou a cobrar reforços logo após a derrota em Campinas. Indício de que há o risco de o Santos passar as últimas rodadas do Brasileirão lavando roupa suja diante das câmeras.


Em reunião do Conselho, presidente do Santos volta a criticar Mano: ‘Convocações de Neymar só servem para manter emprego do técnico’
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Santos reclama das seguidas convocações de Neymar

O pedido de Mano Menezes para que os clubes entendam as necessidades da seleção não comoveu o presidente do Santos. Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro voltou a criticar o treinador do time nacional por sempre chamar Neymar.

Durante reunião do Conselho Deliberativo do clube, na segunda, o dirigente disse que as convocações de Neymar só servem para garantir o emprego do treinador da seleção. Laor, como é conhecido o presidente, afirmou também que tem dificuldade em conviver no “terreno pantanoso do futebol”, termo usado antes pelo conselheiro e vereador Celso Jatene .

Para parte dos conselheiros presentes, as declarações do dirigente soaram como afirmação de que há um complô na CBF para prejudicar o Santos.

Por meio da assessoria de imprensa do clube, Laor negou ao blog que acredite em complô. Mas confirmou a declaração sobre a presença de Neymar em amistosos contra adversários menos importantes servir apenas para manter Mano no cargo.

Afirmou também que entende as razões do treinador e da CBF mas que como porta-voz dos associados e torcedores precisa registrar o protesto. Lembrou que Neymar irá desfalcar o time em 15 jogos do Brasileirão e que o Santos vê um risco enorme de não se classificar para a Libertadores, o que representaria um prejuízo muito grande.

O departamento de comunicação santista diz que mais do que reclamar, o presidente colabora para tentar resolver o problema. Ele contratou um consultor para sugerir mudanças no calendário nacional.