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Pior paulista no Brasileirão-16, SPFC foi o que mais investiu em reforços
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Em 2016, o São Paulo foi o último colocado entre os times paulistas na classificação do Campeonato Brasileiro com o décimo lugar. A posição destoa da condição de clube do Estado que mais gastou com contratações no ano passado.

Os balanços das agremiações referentes a 2016 mostram a liderança são-paulina no quesito custos de reforços apesar de o tricolor ter receita superior apenas em relação ao Santos.

O time do Morumbi registrou em R$ 89.373.000 o custo com aquisições de direitos econômicos de oito atletas. Campeão brasileiro, o Palmeiras anotou em R$ 87.397.000 essa despesa. O gasto do vice-campeão Santos foi bem menor: R$ 44.575.000. Já o Corinthians, que terminou o brasileiro em sétimo, colocou em seu balanço que a o custo com contratações e vendas de jogadores foi de R$ 69.937.000.

“Não dá pra fazer essa conta (de quanto o clube gastou) sem olhar as receitas que tivemos. Não fizemos nenhuma loucura. Só contratamos quando tínhamos entrada de dinheiro correspondente para cobrir os gastos”, disse Adilson Alves Martins, diretor financeiro do São Paulo.

De fato, a receita operacional bruta (sem desconto de impostos e encargos) do departamento de futebol foi superior aos custos dos reforços. Ela atingiu R$ 337.213.000. O valor, no entanto, é inferior às arrecadações brutas obtidas na mesma modalidade por Corinthians (R$ 458.295.000) e Palmeiras (R$ 410.618.000). O futebol santista apresentou receita bruta de R$ 254.985.000.

O gasto são-paulino com contratações foi puxado pela compra do zagueiro Maicon junto ao Porto. Ele está registrado no balanço em R$ 43.675.000. Quase a metade do total investido em reforços. “Mas o Porto se comprometeu a comprar dois jogadores da nossa base (Inácio e Luizão) pagando 3 milhões de euros por 50% de cada um. Então, na prática, não temos que pagar R$ 43,6 milhões”, disse o diretor financeiro do clube. Como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, o São Paulo ainda precisa desembolsar cerca de R$ 15 milhões para quitar a compra do zagueiro.

Os direitos econômicos de Maicon foram comprados num momento crucial para o clube. O empréstimo dele vencia durante a disputa da Libertadores. Se a compra não fosse feita, o beque não poderia disputar as semifinais. Naquele momento, o jogador era tido como principal líder da equipe por torcida e dirigentes. Ele acabou expulso no primeiro jogo do mata-mata contra o Atlético Nacional (Colômbia). Na partida de volta, o São Paulo foi eliminado.

 


Política e acertos com Maicon e Cueva atrapalharam renovação de Ganso
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A decisão de Ganso de não renovar com o São Paulo é resultado de uma sucessão de fatos que começaram a ocorrer antes de aparecer a proposta do Sevilla. A demissão do diretor de futebol Luiz Antônio da Cunha e as negociações do clube por Cueva e Maicon ajudaram a abrir a porta de saída do Morumbi para Ganso. O meia já avisou para a diretoria que se não for vendido para a Espanha não renovará seu compromisso, válido até setembro do ano que vem.

No início de junho, o clube estava esperançoso em relação a renovação por meio de um plano capitaneado por Cunha. Ele chegou a oferecer R$ 400 mil mensais ao atleta, que recebe R$ 300 mil, e acenou com a possibilidade de Ganso ganhar luvas de 4 milhões de euros.

A intenção do dirigente era que a DIS, dona de 68% dos direitos econômicos do jogador, bancasse as luvas. O meia ainda teria a garantia de ser liberado entre o final de 2016 e o início de 2017 se o São Paulo recebesse uma oferta de 10 milhões de euros só pela fatia tricolor.

O empresário de Ganso, Giuseppe Dioguardi, achou os valores baixos e disse que o jogador não aceitaria renovar nessas condições. A DIS também não topou pagar integralmente as luvas, mas achou justo dividir a quantia com o São Paulo e se colocou à disposição para negociar.

Porém, um dia depois de as partes, incluindo Leco, se encontrarem para discutir o tema, a demissão de Cunha foi oficializada. Ele deixou a direção de futebol do São Paulo alegando não ter conseguido implantar seu método de trabalho. Um dos motivos foi não ter sido ouvido ao pedir que o clube não contratasse Cueva e se concentrasse na resolução da situação de Maicon, que estava no final de seu empréstimo.

A partir da saída de Cunha, o negócio com Ganso esfriou. Gustavo Vieira de Oliveira, executivo de futebol são-paulino, estava em Portugal cuidando da operação Maicon, e ninguém voltou a procurar o meia e a DIS para fazer uma nova oferta.

Após assegurar a permanência de Maicon, o São Paulo tentou retomar as conversas com o empresário de Ganso. Mas, nesse ponto, o estafe do meia estava chateado com o fato de a diretoria gastar 6 milhões de euros (mais porcentagens dos direitos econômicos de Lucão e Inácio) para comprar Maicon e pelo menos US$ 2 milhões para trazer Cueva depois de ter dito que não tinha como pagar as luvas de Ganso e nem oferecer um salário maior. A DIS também ficou incomodada. Ainda teve importante peso na decisão de Ganso o fato de seu estafe acreditar que pode conseguir luvas e salários bem melhores do que os oferecidos até então pelo São Paulo quando ficar livre do contrato atual.

A diretoria são-paulina, porém, discorda que as negociações com Maicon e Cueva tenham prejudicado as conversas com Ganso, e assegura que o presidente sempre foi a favor da extensão do contrato do meia. Para a direção tricolor, Ganso já tinha a intenção de deixar o clube ao final de seu contrato, antes das negociações com Maicon e Cueva.

Com o processo de renovação praticamente congelado, apareceu a proposta do Sevilla, revelada pelo blog. Ganso agiu rápido e avisou a diretoria que não iria renovar contrato se o se a transferência não fosse feita. Leco, então, indicou que fará o negócio, mas até a noite desta quinta o martelo não tinha sido batido. Clube e DIS não chegaram a um acordo sobre como seria a divisão dos 9.450.000 oferecidos pelo Sevilla em sua proposta.

O clube espanhol sinaliza que pode procurar outro jogador se o São Paulo não se resolver logo.


Muito além da chance de título, o que o São Paulo põe em jogo na Colômbia
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Superar a derrota para o Atlético Nacional por 2 a 0 em casa e conseguir uma histórica classificação para a final da Libertadores não é tudo que está em jogo para o São Paulo nesta quarta na Colômbia. Veja abaixo os outros reflexos que a partida decisiva deverá ter no futuro tricolor.

Grana

Chegar à final da Libertadores representaria para o clube a entrada de pelo menos mais US$ 1,5 milhão em premiação. Essa é a quantia que a Conmebol dará ao vice-campeão. O título vale US$ 3 milhões. Além disso, como finalista, o São Paulo teria a renda de mais um jogo em casa. Na abertura das semifinais, a arrecadação foi de R$ 7.526.480,00. Já a queda deve condenar a equipe a arrecadações pífias no Brasileirão, caso não haja uma rápida recuperação.

Política

Ser o presidente que levou o São Paulo de volta a uma final de Libertadores, após dez anos sem disputar o título, fortaleceria a campanha do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, à reeleição. Ele é o único que já anunciou a candidatura para o pleito de abril do ano que vem. A conquista da taça o tornaria imbatível na votação, acreditam alguns de seus aliados. Porém, a eliminação provavelmente deixará como última imagem de Leco no torneio a de ter alimentado a oposição com a decisão de levar para a Colômbia entre os diretores convidados Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice de futebol, atualmente diretor de relações institucionais e que foi expulso do Conselho Deliberativo. A ligação do presidente com Guerreiro é uma das armas dos oposicionistas para tentar tirar votos de Leco.

 Bauza

Em jogo está o prestígio de Edgardo Bauza e a paciência que o torcedor terá com ele daqui para frente. O treinador desembarcou no Morumbi como especialista em Libertadores por ter conquistado dois títulos do torneio. Se reverter na Colômbia a difícil situação da equipe, reforçará esse status. A eliminação aumentaria o barulho em torno de algumas decisões do técnico, como colocar Ganso em campo no segundo tempo do jogo contra o Fluminense e ver o meia se machucar, ficando fora das semifinais. Há também a questão de ele ter preferido improvisar o time a botar Lugano em campo após a expulsão de Maicon no primeiro jogo da semifinal.

Ídolo

Chegar à final vale para Maicon a chance de provar sua importância ajudando o São Paulo à disputar a decisão. Se o time cair na Libertadores, ele terá de conviver com o carimbo de jogador que custou R$ 21,6 milhões e teve participação importante na eliminação ao ser expulso no primeiro jogo com o Atlético Nacional quando a partida ainda estava empatada. Após seu cartão vermelho, os colombianos chegaram com certa facilidade ao placar de 2 a 0.

Despedida

Se o São Paulo for eliminado na Libertadores nesta quarta, a partida contra o Fluminense pelo Brasileirão deverá ficar marcada como a última oficial de Ganso pelo clube. O meia tem boas chances de se transferir para o Sevilla e com a queda nas semifinais perderia a chance de se despedir ajudando o clube a conquistar o título continental.

Clássico

Uma classificação heroica na Colômbia certamente faria o time tricolor chegar com mais moral em Itaquera para enfrentar o Corinthians pelo Brasileirão no domingo, ainda que Bauza decida atuar com reservas. Porém, é natural o abatimento entre times brasileiros eliminados da Libertadores.

Torcida

A vaga na final não daria chances para protestos da Independente, principal organizada são-paulina. Já a eliminação aconteceria justamente no primeiro jogo após a diretoria romper com a uniformizada por causa dos distúrbios na primeira partida das semifinais em volta do Morumbi. A queda pode ser a senha para a Independente fazer fortes cobranças à direção.


Diretor do SPFC faz as contas e afirma: ‘Compra de Maicon não foi loucura’
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Maicon em ação contra o Fluminense (Crédito: Rubens Cavallari/Folhapress)

Maicon em ação contra o Fluminense (Crédito: Rubens Cavallari/Folhapress)

Três meses após aprovar seu balanço financeiro com um déficit de cerca de R$ 73 milhões em 2015, o São Paulo anunciou na última terça-feira a segunda contratação mais cara de sua história. Vai desembolsar R$ 21.625.200 pela cotação do dólar desta quarta para ficar com Maicon, além de ceder parte dos direitos econômicos de Lucão e Inácio, que devem jogar no Porto. O investimento milionário fez ecoar no Morumbi a pergunta: gastar tanto dinheiro num só jogador não é uma loucura para quem andava economizando cada centavo?

Para responder a questão que aflige conselheiros tricolores, o diretor financeiro Adilson Alves Martins dispara números com a velocidade de uma metralhadora. E assegura: “não fizemos loucura”.

Primeiro, ele explica o acordo que tem com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva. “Basicamente, o combinado é que, se houver um estouro por causa de alguma contratação, vamos vender alguém para compensar ou emprestar jogadores para reduzir as despesas”, disse o diretor financeiro.

No orçamento do clube para 2016 não está previsto quanto será gasto com contratações, só o valor a ser arrecadado com vendas de jogadores: R$ 24 milhões. Assim, não há um documento que explique certeiramente se a manutenção de Maicon estourou o orçamento.

Mas o diretor financeiro usa fatores como a receita obtida na Libertadores até aqui, novos contratos de patrocínios, saída de jogadores, incluindo dos dois que devem ficar no Porto, parcelamento da compra do zagueiro em três anos, luvas do novo contrato com a Globo e diminuição de juros bancários para justificar que não houve maluquice na compra.

“Não fiz a ainda a conta para saber quanto temos que arrecadar com vendas para cobrir essa compra porque existem muitos elementos envolvidos. A receita da Libertadores, por exemplo. No orçamento, não havia a previsão de chegarmos na semifinal. E podemos ir até a final, pode entrar mais dinheiro e cobrir o investimento feito no Maicon”, afirmou Martins.

Segundo ele, o São Paulo já recebeu como prêmio da Conmebol US$ 400 mil por chegar à fase de grupos do torneio sul-americano, US$ 950 mil por passar para as oitavas de final,  US$ 1,2 milhão pelo avanço às quartas e US$ 1,8 milhão pela chegada às semifinais. Ser campeão vale mais US$ 3 milhões. O vice-camepeonato dá direito a US$ 1,5 milhão. Ou seja, se o clube for finalista, só em premiação arrecadará com a Libertadores pelo menos cerca de R$ 18,9 milhões. Em caso de título o valor crescerá para aproximadamente R$ 23,8 milhões. Mas ainda existe a verba obtida com a venda de ingressos para os jogos da competição.

“Outra receita importante que tivemos foram os R$ 57 milhões líquidos que recebemos de luvas pelo contrato com a Globo”, declarou Martins. O dinheiro que veio da emissora ajudou o clube a diminuir seu débito com bancos. “Reduzimos a dívida bancária em 50% e economizamos R$ 5 milhões em juros bancários”, afirmou ele.

No quebra-cabeça montado pelo cartola para tentar provar que a permanência de Maicon não fere a realidade financeira tricolor, o diretor também coloca a venda de Ewandro para Udinese. Ela vai render mais de R$ 7 milhões ao clube.

Porém, há também outros novos gastos, como os provocados pela chegada de Cueva, que custou US$ 2,5 milhões parcelados. E existem ainda as demais despesas para serem pagas.

“O importante é no final do ano fecharmos as contas, vamos fazendo ajustes conforme as necessidades”, concluiu o dirigente.

Em meio a números e projeções, há entre parte dos conselheiros são-paulinos dois sentimentos distintos: a alegria pelo “fico” de Macion e a apreensão de não saber exatamente o que o sacrifício de hoje representará amanhã para o clube.

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Diretor do SPFC defende congelar reforços até definir situação de Maicon
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Para Luiz Antônio da Cunha, diretor de futebol do São Paulo, o clube deve congelar as negociações por novos reforços até resolver a situação de Maicon. Porém, pelo menos por enquanto, o executivo Gustavo Vieira de Oliveira segue tratando de outros negócios enquanto discute com o Porto a permanência do zagueiro.

Além de ver necessidade em concentrar todos os esforços na manutenção do beque, emprestado até o final do mês, Cunha avalia que outras contratações dependem do desfecho com o time português. Dependendo do que for gasto para segurar o zagueiro, não sobrará dinheiro para mais reforços no entendimento do cartola.

“Na minha opinião tem que parar tudo e se concentrar só no Maicon. Depois que resolvermos, vamos ver quanto temos de dinheiro disponível, analisamos os pedidos do técnico e se dá para atender. Isso é o que eu penso. Todo mundo sabe que nossa situação financeira não é confortável”, disse Cunha ao blog.

Com a grana curta, o São Paulo tenta envolver jogadores numa troca com o Porto, mas não dá detalhes da negociação tocada por Gustavo.

“Pela última informação que recebi (do executivo) estou otimista. Mas não depende só de nós. E se aparecer um clube europeu oferecendo uma fortuna? Um jornalista português me disse que ofereceram dez milhões de euros ao Porto. Respondi que se isso realmente acontecer, estamos fora, não temos como entrar numa disputa dessas”, afirmou Cunha.

O técnico Edgardo Bauza pediu cerca de cinco atletas para a diretoria. O diretor de futebol considera três reforços um bom número. Já chegaram o meia peruano Christian Cueva e o atacante Ytalo, que veio do Audax.


Função tripla de Maicon faz São Paulo se esforçar para segurar zagueiro
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Ao contratar Maicon o São Paulo esperava arrumar sua zaga. Porém, conseguiu mais do que isso. A avaliação da diretoria tricolor é de que o beque ajudou a resolver outros dois problemas: dar um líder para o elenco e um ídolo para torcida.

No final do ano passado, com a aposentadoria de Rogério Ceni, os cartolas estavam preocupados com a falta de liderança no time. Ganso, Denis e Alan Kardec estavam entre as apostas dos dirigentes para ocupar ou dividir o papel que era exercido por Ceni.

Desde que chegou, Maicon ganhou espaço no elenco e virou um dos líderes. Foi considerado fundamental pelos dirigentes para mudar a postura dos atletas, antes considerados apáticos em campo. Internamente, ele era um dos que mais cobravam um comportamento diferente.

Aliando bom desempenho em campo e garra, naturalmente Maicon conquistou a torcida, carente de ídolos, já que Pato e Luis Fabiano também tinha deixado o time. Não havia elos entre os torcedores e o time. A relação era péssima por causa dos maus resultados.

Essa função tripla de Maicon (arrumar a defesa, ser um dos líderes do grupo e aproximar o clube dos fãs) faz com que a direção queira mover montanhas para segurar o jogador, emprestado pelo Porto.

A missão é das mais complicadas, pois os portugueses batem o pé para não renovarem o empréstimo que termina no final de junho e o São Paulo não tem dinheiro para comprar o atleta. O clube brasileiro parece estar num beco sem saída, mas o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva diz ter uma alternativa para desatar o nó. A estratégia e os valores que ela envolve são mantidos em sigilo no Morumbi.


Direção do SPFC festeja resultado de broncas e contratações de ‘brigões’
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Com o time classificado para as semifinais da Libertadores, a diretoria do São Paulo festeja o resultado das broncas que deu nos jogadores e das contratações feitas no início do ano. Nos dois casos, a direção buscava uma equipe com espírito valente para enfrentar os desafios do torneio continental. Agora conseguiu o que queria.

A avaliação é de que tanto cobrar que o elenco tivesse coração, que sentisse as derrotas e lutasse contra elas, o time passou a esbanjar valentia.

Além das cobranças, as contratações feitas para esta temporada buscavam dar esse perfil lutador à equipe. Foi assim com o técnico Edgardo Bauza, o argentino Calleri, o chileno Mena e o reserva Lugano. Mas um brasileiro, Maicon, é considerado internamente um dos principais responsáveis por fazer despontar a raça tricolor. Ele é citado como um dos que mais cobram atitude guerreira do time.

O fato de os são-paulinos não fugirem da briga, literalmente, contra Toluca, River Plate, The Strongest (na Bolívia) e Atlético-MG (principalmente no Morumbi) é apontado como prova de que a diretoria atingiu sua meta quando montou a equipe pensando na Libertadores.

Até uma forte discussão entre os atletas no vestiário após a goleada por 4 a 1 sofrida diante do Audax, no Campeonato Paulista, foi festejada como sinal de que o time estava incorporando o espírito desejado pelos cartolas.

O sentimento agora é de que se o São Paulo deixar passar a chance de ganhar a Libertadores, não será por falta de raça ou comprometimento, o que assombrava a diretoria no começo do ano.


Recomeço da seleção é mais desorganizado fora de campo do que dentro dele
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A primeira rodada de amistosos da seleção brasileira na volta de Dunga terminou sem grandes novidades dentro de campo. O desempenho da equipe mostrou que o treinador segue fiel ao seu estilo de forte marcação, que muitas vezes vira truculência, e de aposta nas jogadas a partir de bola parada. O time começa a ter uma cara, velha e carrancuda, mas começa a ter.

As duas vitórias pela contagem mínima sobre Colômbia e Equador já seriam suficientes para imaginar que o futuro próximo será de sofrimento para o torcedor brasileiro. É claro que é possível ser campeão sofrendo.

Porém, o que desandou foi a gestão da seleção fora de campo. Em seu primeiro teste como dirigente do time nacional, Gilmar Rinaldi não cumpriu a promessa de transparência feita quando assumiu o cargo. O ex-goleiro e ex-empresário se enrolou no corte de Maicon justamente por não ser transparente como prometera. Ele não tem culpa se irresponsáveis resolveram inventar versões, mas é preocupante o fato de alguém num cargo tão importante não conseguir administrar uma situação corriqueira no futebol como jogador que volta atrasado da folga.

Difícil não acreditar que Gilmar vacilou no episódio por sua falta de experiência na função. O agora cartola teve apenas uma passagem cargo semelhante no Flamengo.

Mais uma vez, a culpa não é de Gilmar. Fica na conta de Marco Polo Del Nero, futuro presidente da CBF, que prefere alguém de sua confiança e inexperiente a um profissional rodado, mas que não é um velho conhecido seu.

Só que o caso Maicon não foi o único que mostrou desorientação fora de campo. No começo do trabalho, estava combinado que o time principal teria uma cota de jogadores da base. Repentinamente, o protocolo mudou. Não havia mais cota. Curiosamente, no primeiro aperto foi convocado o lateral Fabinho, que estava com a seleção sub-21 no Qatar.

Em seu site, a CBF publicou que a convocação de Fabinho reforçou a integração entre a equipe principal e as demais. Se isso era tão importante, ele poderia ter sido chamado desde o início. Gilmar, Dunga e Gallo precisam definir, enfim, como serão feitas a renovação do time principal e a preparação da seleção olímpica. Do jeito que fizeram com Fabinho parece bagunça. E se existe dificuldade para lidar com o básico é de se pensar: imagine na Copa, da Rússia.


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