Blog do Perrone

Arquivo : março 2013

Membros da Mancha receberam ingressos de graça para jogo na Argentina
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Integrantes da Mancha Alviverde ganharam ingressos para o jogo do Palmeiras contra o Tigre, segundo fonte ligada à diretoria. Membros da torcida são acusados de agredir os jogadores no aeroporto, antes da volta ao Brasil, após a derrota pela Libertadores.

Pelo relato, o clube brasileiro recebeu como cortesia dos argentinos 100 bilhetes. Eles foram repassados também sem custos para torcedores que queriam ir ao estádio, fossem eles integrantes de organizadas ou não. A venda não era permitida. Em entrevista coletiva, o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, admitiu que o clube doa ingressos em partidas fora de casa.

Também de acordo com pessoa próxima à direção, uma das uniformizadas do clube pediu dinheiro para colocar combustível no ônibus que levaria seus torcedores para a Argentina. Mas o pedido não foi atendido pelo presidente.

Nos próximos jogos fora, se o Palmeiras receber ingressos de graça, não fará mais o repasse às organizadas. Nobre reagiu de forma dura ao ataque sofrido por seus atletas e suspendeu a venda de bilhetes na sede da Mancha para partidas do time.

No ano passado, o Ministério Público já havia pedido para os clubes evitarem a comercialização de ingressos nas sedes das organizadas.

O blog telefonou para Marcos Ferreira, presidente da Mancha, para falar sobre os ingressos gratuitos. Mas ele não atendeu às ligações.


Um ano após morte de palmeirense, caso tem sete indiciados e nenhum preso
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Quase um ano após a morte do palmeirense André Alves Lezo, as investigações sobre o caso continuam e ninguém está preso, segundo Ricardo Cabral, advogado da Gaviões da Fiel.

O Ministério Público indiciou sete torcedores da Gaviões no ano passado. Entre as acusações estão  homicídio simples e formação de quadrilha.

A polícia chegou a fazer várias prisões, mas todos os envolvidos ganharam o direito de responder ao processo em liberdade.

Douglas Deungaro, ex-presidente da organizada corintiana, chegou a ser preso, mas não foi indiciado. Aparece no processo apenas como declarante.

Antônio Alan Souza Silva, o Donizete, presidente da Gaviões, também foi  preso em maio do ano passado. Saiu dias depois e não está entre os indiciados. Ele foi proibido de assistir aos jogos do Corinthians, mas derrubou a decisão na Justiça.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, o caso foi remetido  para a Polícia Civil em dezembro para novas averiguações. O site do TJ registra o local físico do processo como “mesa do escrevente”.

A expectativa de advogados que trabalham no caso é de que o julgamento não aconteça antes de mais dois anos. No entanto, policiais e torcedores afirmam saber quem matou o integrante da Mancha. No último confronto entre Corinthians e Palmeiras, a Gaviões fez coro para chamar a uniformizada alviverde de torcida de “cagueta”. Referência ao fato de que a rival teria entregado à polícia o nome do assassino.


Mancha pede a presidente do Palmeiras que “vilões” sejam barrados no fim do Brasileiro para evitar clima hostil
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Marcos Ferreira, presidente da Mancha, principal torcida organizada do Palmeiras, conversou nesta quarta com Arnaldo Tirone. Ele sugeriu ao presidente do clube que o time encerre sua participação no Brasileirão sem usar jogadores vistos com antipatia pelos torcedores. Seria uma forma de evitar atos hostis contra os atletas.

Ao mesmo tempo, o torcedor alega que assim Gilson Kleina poderia observar melhor jogadores revelados em casa e que não ficarão no Palestra Itália em 2013.

 “Sabemos que muitos vão ter seus contratos encerrados em dezembro e vão embora. Como o Palmeiras não vai contratar 15 jogadores, seria bom aproveitar para já ir testando os garotos da base”, disse Marcos ao blog.

“Minha vontade pessoal é de que só o Barcos fosse aproveitado nos últimos jogos. Se colocarem para jogar Thiago Heleno, Leandro Amaro e outros, a torcida inteira vai xingar. Não só a Mancha, todos que estiverem no estádio. Então é melhor evitar”, completou o torcedor, que é sócio do clube há quatro anos.

Mas vários estão fora de combate para a partida de domingo, contra o Atlético-GO, como Barcos, suspenso. Isso transforma em opção um pelotão que desagrada aos torcedores. Thiago Heleno e Leandro Amaro estão entre esses atletas considerados vilões por parte dos palmeirenses e que podem atuar.

Leandro Amaro está entre os que a Mancha não quer

O representante da Mancha ouviu do presidente do Palmeiras que a decisão caberá exclusivamente ao técnico. Apesar de falar sobre os possíveis gestos de hostilidade em relação aos atletas, ele nega que o plano da torcida seja coagir os jogadores.

 “Nos últimos anos vimos que esse tipo de protesto não funciona. A postura da Mancha é cobrar uma mudança política para que o Palmeiras deixe de ser um clube dominado por algumas famílias. Além disso, o futebol e o marketing precisam ser profissionalizados”, disse.


Corinthians entra com mandado de segurança para tentar recuperar dinheiro apreendido com torcida
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O Corinthians impetrou um mandado de segurança para tentar recuperar dinheiro apreendido pela polícia na sede da Gaviões. O clube alega ser o dono de aproximadamente R$ 150 mil achados pelos policiais. A quantia seria referente à venda de ingressos feita pela torcida para jogos do time.

O caso se arrasta desde março, e o Corinthians já teve um pedido de liminar para reaver o dinheiro negado. Para a Justiça, o clube não conseguiu comprovar ser o dono da bolada.

A apreensão fez parte da investigação sobre a morte de dois torcedores do Mancha em briga com a Gaviões. Por ora, Justiça alega que o dinheiro deve seguir retido até o final do processo.

“Nós temos como comprovar que essa quantia é nossa. A polícia apreendeu também máquinas de ingressos e por meio delas deve ser possível comprovar quanto foi vendido”, disse ao blog Luiz Alberto Bussab, diretor de negócios jurídicos do Corinthians.

Segundo ele, organizada costumava entregar a receita arrecadada com a comercialização dos bilhetes um ou dois dias após os jogos. No início do processo, o Ministério Público orientou os clubes de São Paulo a não permitirem mais a venda de ingressos nas torcidas. E a não doar entradas para as organizadas.

Agora os corintianos aguardam a Justiça julgar o mandado de segurança.


Relação entre clubes e organizadas tem de distribuição de ingressos à dívida esquecida
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O aumento da violência entre as torcidas organizadas do ano passado para cá foi insuficiente para Corinthians, Palmeiras e Santos cortarem regalias dadas a elas. Só agora, por recomendação da polícia, como mostra reportagem assinada por Carlos Padeiro no UOL Esporte, algumas práticas devem mudar.

No Corinthians, o mais comum dos benefícios é justamente a entrega de ingressos para as organizadas venderem em suas sedes aos associados, costume agora condenado pela polícia, como revela o colega Padeiro.

As uniformizadas recebem os ingressos e só precisam pagar depois de vender os bilhetes para seus membros.

Em concorridas partidas do time como visitante, só as uniformizadas têm os bilhetes. É comum ver cambistas vendendo bilhetes reservados para elas, fato que ocorre também com palmeirenses e santistas.

Apesar de o Corinthians negar dar ajuda financeira às uniformizadas, há uma antiga discussão entre oposição e situação por causa de uma dívida de R$ 65 mil da Gaviões com o clube. O débito foi feito enquanto o presidente era Alberto Dualib, que diz nunca ter recebido o dinheiro.

Após Andrés Sanchez assumir a presidência, a dívida, referente à venda de ingressos, desapareceu da contabilidade corintiana. Porém, nenhum documento de quitação foi apresentado.

Os corintianos também foram mais de uma vez a delegacias ajudar torcedores em apuros após ou até mesmo antes de jogos do time. Foi assim quando um deles agrediu os jogadores depois da queda para a Série B, dentro do ônibus da equipe, em Porto Alegre.

Já o Santos colabora cedendo ingressos de graça para as organizadas. O clube continuou presenteando Torcida Jovem e Sangue Jovem, mesmo depois de seus componentes saírem no braço no Pacaembu, no ano passado.

Pouco depois de assumir a presidência santista, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro disse aos torcedores que daria as entradas desde que eles se comprometessem a não brigar com os adversários. O dirigente afirma que o caso no Pacaembu foi um desentendimento isolado, provocado por “cabeça quente”, por isso não suspendeu a ajuda.

No Palmeiras, em 2011, Roberto Frizzo, vice de futebol, pediu para o departamento financeiro do clube estudar um fórmula para ajudar as organizadas com a distribuição gratuita de ingressos.

O dirigente pretendia que elas economizassem dinheiro para bancar as despesas das caravanas nos jogos fora de casa. A diretoria diz que a proposta foi engavetada. Na ocasião, a Mancha Alviverde já hostilizava cartolas e jogadores.

Acabar com a ligação umbilical não deve ser simples nos três casos. As organizadas já têm representantes nos Conselhos Deliberativos dos clubes. Além da tradicional pressão nas arquibancadas, podem fazer barulho internamente.


Polícia e Ministério Público trabalham para fechar Gaviões e Mancha
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Uma força-tarefa entre Polícia Civil e Ministério Público tem como objetivo banir definitivamente Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde dos estádios.

A missão dos policiais civis na investigação sobre o confronto entre as duas torcidas no último domingo é conseguir munição para o MP pedir o fechamento das uniformizadas.

Assim, o trabalho não se limita aos acontecimentos do último final de semana. A ideia é comprovar que as organizadas praticam atividade criminosa constante.

“Foram dadas muitas chances para as torcidas, elas buscaram esse caminho, o de uma punição mais dura. O Estatuto do Torcedor diz que as torcidas também precisam tomar medidas contra a violência. Elas não fizeram nada, só brigaram. Se existe torcida que só briga, sou a favor de que ela seja fechada”, disse ao blog o coronel Marcos Marinho, responsável na Federação Paulista pelo departamento de segurança nos estádios, além de presidente da Comissão de Arbitragem.

 As autoridades, no entanto, admitem o alto grau de dificuldade da tarefa. A Mancha, por exemplo, já foi extinta, mas conseguiu voltar trocando o Verde de seu nome por Alviverde.