Blog do Perrone

Arquivo : Mano Menezes

Seleção ainda paga por demissão de Mano Menezes fora de hora
Comentários 193

Perrone

No empate em um gol com a Rússia, a seleção brasileira apresentou um futebol compatível com um time em formação, comandado apenas pela terceira vez por seu técnico. Incompatível, porém, com uma equipe que está às vésperas de disputar em casa a Copa das Confederações e a pouco mais de um ano de jogar o Mundial em seus domínios com a obrigação de vencer.

Por conta da decisão da cúpula da CBF de ejetar Mano Menezes tão perto das duas competições, o Brasil destoa de seus principais adversários, que há muito abandonaram a fase de testes e formação.

O quadro só não é dramático graças ao histórico de Felipão de reverter situações desfavoráveis em pouco tempo durante torneios no formato de mata-mata.


Jorginho e Mano fazem sombra para técnico do Palmeiras
Comentários 190

Perrone

Kleina sofre com corneteiros

Conselheiros que ajudaram Paulo Nobre a se eleger presidente do Palmeiras já fazem barulho contra Gilson Kleina. Afirmam que o treinador arma mal a equipe taticamente e não consegue fazer a “leitura” do vestiário para identificar problemas no elenco.

Nessa toada, iniciaram uma campanha pela troca de treinador. Jorginho, do Bahia, e Mano Menezes, desempregado, são os nomes preferidos.

O ex-treinador da seleção brasileira aparece com menos força, por ser  caro. Mas Jorginho preenche quase todos os requisitos. Tem um salário que o Palmeiras pode pagar, conhece o clube, é considerado disciplinador e já trabalhou com Omar Feitosa, gerente do alviverde, na mesma comissão técnica no Palestra Itália.

Indagado sobre a situação de Kleina, Nobre disse nesta terça ao Sportv que gosta do treinador e de seu perfil, de quem ainda busca sucesso num time grande. Afirmou, porém, que metas estão sendo traçadas. Se elas não forem alcançadas, haverá mudança.


CBF quer auxiliar com poderes para controlar convocações da seleção
Comentários 29

Perrone

O futuro técnico da seleção brasileira passará pela incômoda situação de ter um auxiliar com poderes acima da média de quem ocupa o cargo. O desejo de José Maria Marin é contratar o são-paulino Milton Cruz e dar a ele a missão de controlar as convocações do time nacional.

Numa das conversas que teve com o amigo Milton, Marin disse que não entendia a convocação de alguns jogadores e se incomodava com comentários na imprensa sobre Mano Menezes chamar atletas ligados ao seu empresário, Carlos Leite.

Por isso, o cartola afirmou que precisava de alguém com conhecimento técnico para questionar o treinador.

O plano é que o novo assistente também possa passar recados da cúpula da CBF de maneira sutil ao técnico. Poderá sinalizar ao treinador que a convocação de um determinado atleta não agrada aos dirigentes, sem formalizar um veto. Assim, Marin fica blindado.

Se confirmada a contratação de Milton, ele repetirá praticamente tudo o que já faz no São Paulo. Como, por exemplo, informar ao presidente Juvenal Juvêncio sobre o clima no vestiário.

A avaliação dos cartolas da CBF é de que Felipão, o preferido da cúpula para o cargo, assimilaria bem a presença de um auxiliar tão forte. Acreditam que apesar da fama de durão, Scolari é sensível aos anseios de seus chefes.


Marin quer são-paulino Milton Cruz como homem de confiança na nova seleção
Comentários 39

Perrone

Com Renan Prates, do UOL Esporte

Milton Cruz tem amizade com Marin

José Maria Marin quer aproveitar a reformulação na seleção brasileira para, enfim, ter alguém de sua confiança por perto. O plano é levar Milton Cruz, seu amigo e eterno auxiliar-técnico do São Paulo.

Por mais de uma vez, o presidente da CBF prometeu a Milton que ele seria contratado. E pediu para que esperasse até o fim de 2012, segundo interlocutores do cartola e também do assistente.

 Eles contam ainda que o dirigente costuma dizer das dificuldades de assumir a CBF com um estafe montado por seu antecessor. Sente a falta de alguém que o mantenha informado sobre o que acontece no vestiário. E que, ao mesmo tempo, indique ao treinador o caminho preferido pela direção da confederação. Nada diferente do que Milton faz no Morumbi.  

Mas no clube esse sistema é tradicional. Quem assina contrato com o São Paulo sabe que precisará trabalhar com Milton. Na seleção, a novidade pode causar constrangimentos ao técnico escolhido para substituir Mano Menezes. Quem conhece bem Felipão acredita que ele não se incomodaria com a companhia do são-paulino.


Demora para anúncio de substituto de Mano pode ajudar Tite; briga com Ronaldinho atrapalha Luxemburgo
Comentários 27

Perrone

Veja abaixo o que ajuda e atrapalha os principais candidatos naturais ao cargo de técnico da seleção brasileira.

 Tite

A  favor – A decisão de anunciar o novo técnico em janeiro dá mais condições para o corintiano tentar tirar a diferença em relação ao favorito Felipão. Se ganhar o Mundial, pesará o barulho feito pela Fiel. José Maria Marin é sensível à opinião popular.

Contra – Foi contratado por Andrés no Corinthians. Marin e seu vice, Marco Polo Del Nero, não falam a mesma língua que o diretor de seleções.

Felipão

A  favor – É o preferido de Marin, tem fama de “Copeiro” e um título Mundial na bagagem.

Contra – O relacionamento entre ele e parte do elenco do Palmeiras se deteriorou antes de sua saída. Não havia nada de Família Scolari. Andrés conversa muito com atletas e pode jogar o assunto na mesa.

Vanderlei Luxemburgo

A favor – Voltou a  fazer um trabalho de alto nível no Grêmio e recuperou parte de seu prestígio.

Contra ­– Seu histórico de polêmicas e o rompimento com Ronaldinho Gaúcho, que tem a simpatia de José Maria Marin. Sofre rejeição de boa parte da torcida.

Muricy Ramalho

A  favor – Currículo vencedor e o fato de ser o treinador atual de Neymar.

Contra – Por conta da má fase atual do Santos e da passagem ruim pelo Palmeiras, time de Marco Polo Del Nero, não faltam dirigentes para trabalhar contra sua “candidatura”. Disse não a Ricardo Teixeira, atual consultor da CBF.


Dirigentes paulistas já dão Felipão como certo na seleção
Comentários 45

Perrone

Mano Menezes mal tinha sido demitido, e dirigentes da Federação Paulista de Futebol, um quartel general informal da CBF, já davam como certo que Luiz Felipe Scolari será o novo técnico da seleção brasileira.

A aposta na entidade é de que ele seja anunciado em janeiro. Inicialmente, Felipão não era o preferido de José Maria Marin. Muricy Ramalho liderava o ranking imaginário do cartola.

Porém, a queda de rendimento do Santos e a conquista da Copa do Brasil pelo Palmeiras permitiram a ultrapassagem de Felipão. Aos olhos da cúpula da CBF, ele abandonou o alviverde a tempo de não se queimar com o rebaixamento.

Contribui para o favoritismo de Scolari o fato de ele ter assumido a seleção em sua primeira passagem sem muito tempo para trabalhar, mas conseguir ganhar a Copa. Também ajuda o fato de ele estar desempregado. Se não colabora, pelo menos não atrapalha Felipão o bom relacionamento dele com a dupla de amigos Sandro Rossell, presidente do Barcelona, e Ricardo Teixeira, consultor da CBF.


CBF reduz premiação de assistentes de Mano; diretor de comunicação também é atingido
Comentários 7

Perrone

                                                Foto: Ricardo Stuckert/CBF

A CBF mexeu no bolso dos assistentes de Mano Menezes. Integrantes da comissão técnica que ganhavam bicho igual ao dos jogadores tiveram cortes de até 75% em suas premiações.

A medida atinge o auxiliar técnico Sidnei Lobo, o preparador físico Carlinhos Neves, o treinador de goleiros Francisco Cersósimo e o analista de desempenho Rafael Vieira.

Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF e que era um dos homens de confiança de Ricardo Teixeira, também passou a ganhar menos do que os atletas. Agora recebe 25% da premiação por vitória.

O blog procurou o diretor de comunicação para obter uma posição oficial da confederação sobre as premiações. Ele respondeu que se trata de assunto interno e que não seria abordado publicamente.

 Sobre seu caso específico, completou que “gostaria de deixar registrado que estou muito feliz e realizado com o trabalho que exerço na CBF e na seleção brasileira e com a confiança em mim depositada pela diretoria da CBF.”

Internamente, a direção da confederação avisou aos funcionários que a decisão foi motivada por um ajuste nas despesas da entidade.

A medida, no entanto, pode ser considerada ousada. No futebol, como em qualquer área, diminuir a remuneração, ainda que seja um bônus, é uma fábrica de insatisfações. Principalmente ao acertar gente próxima a um treinador que vira e mexe tem o cargo ameaçado.


Em reunião do Conselho, presidente do Santos volta a criticar Mano: ‘Convocações de Neymar só servem para manter emprego do técnico’
Comentários 39

Perrone

Santos reclama das seguidas convocações de Neymar

O pedido de Mano Menezes para que os clubes entendam as necessidades da seleção não comoveu o presidente do Santos. Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro voltou a criticar o treinador do time nacional por sempre chamar Neymar.

Durante reunião do Conselho Deliberativo do clube, na segunda, o dirigente disse que as convocações de Neymar só servem para garantir o emprego do treinador da seleção. Laor, como é conhecido o presidente, afirmou também que tem dificuldade em conviver no “terreno pantanoso do futebol”, termo usado antes pelo conselheiro e vereador Celso Jatene .

Para parte dos conselheiros presentes, as declarações do dirigente soaram como afirmação de que há um complô na CBF para prejudicar o Santos.

Por meio da assessoria de imprensa do clube, Laor negou ao blog que acredite em complô. Mas confirmou a declaração sobre a presença de Neymar em amistosos contra adversários menos importantes servir apenas para manter Mano no cargo.

Afirmou também que entende as razões do treinador e da CBF mas que como porta-voz dos associados e torcedores precisa registrar o protesto. Lembrou que Neymar irá desfalcar o time em 15 jogos do Brasileirão e que o Santos vê um risco enorme de não se classificar para a Libertadores, o que representaria um prejuízo muito grande.

O departamento de comunicação santista diz que mais do que reclamar, o presidente colabora para tentar resolver o problema. Ele contratou um consultor para sugerir mudanças no calendário nacional.


Vitória sobre Japão marca fase mais confortável de Mano na seleção
Comentários 9

Perrone

Kaká ajudou Mano, e vice-versa

Mano Menezes nunca esteve tão seguro no cargo de técnico da seleção brasileira. A vitória sobre o Japão aumenta a tranquilidade do treinador, sobrevivente de um intenso processo de fritura.

Os últimos resultados já tinham abafado a voz de críticos do treinador na CBF, como Marco Polo Del Nero. E o futebol eficiente contra o Japão deve enfraquecer ainda mais seus desafetos. Não que a seleção já esteja no mesmo nível das mais fortes do mundo. Mas José Maria Marin sempre deixou claro que só troca de técnico num momento de completa insatisfação popular. Não é o caso agora.

A facilidade com que Paulinho e Kaká se encaixaram no time foi fundamental para dar novo fôlego ao treinador. Se ainda não está garantido no Mundial de 2014, Mano já está com os dois pés na Copa das Confederações, um ano antes.


Retorno de Kaká mostra que Brasil tem mais dificuldade em montar time do que para entregar estádios da Copa
Comentários 10

Perrone

 O excelente retorno de Kaká à seleção contra o Iraque marca mais uma reviravolta na preparação do time brasileiro. Mano Menezes terá mesmo que rever seus conceitos e remontar a equipe que teima em não ficar pronta para a Copa do Mundo.

É mais um recomeço de trabalho. Seguindo ordens de Ricardo Teixeira, o treinador deu o pontapé inicial rumo a 2014 banindo jogadores que fracassaram na África do Sul.

Não deu liga e ele recorreu a alguns veteranos, como Ronaldinho Gaúcho, mas se decepcionou com eles. Retomou o trabalho com os novatos, não venceu a Olimpíada e voltou a abrir as portas para um ou outro medalhão. Luis Fabiano foi lembrado, mas não parece estar nos planos para o Mundial, ao contrário de Kaká.

A menos de um ano da Copa das Confederações, o jogador do Real pinta agora como o escolhido para liderar a molecada, que até então era treinada para se virar sozinha. O volante Paulinho, distante da seleção num passado recente, também começa a ganhar espaço.

Com essas idas e vindas, o Brasil começa a ter mais problemas para construir o time do que para erguer os estádios da Copa.

A Fifa acredita até que as arenas de Recife e Salvador, ainda oficialmente ameaçadas de ficarem fora da Copa das Confederações, estarão prontas. Porém, já existe um certo receio de cartolas da federação internacional de que o país anfitrião não chegue à competição na ponta dos cascos. E nem no Mundial.