Blog do Perrone

Arquivo : novembro 2012

Marin quer são-paulino Milton Cruz como homem de confiança na nova seleção
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Com Renan Prates, do UOL Esporte

Milton Cruz tem amizade com Marin

José Maria Marin quer aproveitar a reformulação na seleção brasileira para, enfim, ter alguém de sua confiança por perto. O plano é levar Milton Cruz, seu amigo e eterno auxiliar-técnico do São Paulo.

Por mais de uma vez, o presidente da CBF prometeu a Milton que ele seria contratado. E pediu para que esperasse até o fim de 2012, segundo interlocutores do cartola e também do assistente.

 Eles contam ainda que o dirigente costuma dizer das dificuldades de assumir a CBF com um estafe montado por seu antecessor. Sente a falta de alguém que o mantenha informado sobre o que acontece no vestiário. E que, ao mesmo tempo, indique ao treinador o caminho preferido pela direção da confederação. Nada diferente do que Milton faz no Morumbi.  

Mas no clube esse sistema é tradicional. Quem assina contrato com o São Paulo sabe que precisará trabalhar com Milton. Na seleção, a novidade pode causar constrangimentos ao técnico escolhido para substituir Mano Menezes. Quem conhece bem Felipão acredita que ele não se incomodaria com a companhia do são-paulino.


Vitória sobre o Cruzeiro é deixa para São Paulo mudar de ideia e efetivar Milton Cruz
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A vitória por 3 a 2 sobre o Cruzeiro pode deixar no são-paulino a sensação de que a diretoria merece nota 10 por ter demitido Emerson Leão. Em tese, o time correu mais para mostrar que estava insatisfeito com o treinador (e vários jogadores estavam mesmo). O resultado também sugere que os dirigentes acertaram ao forçar a ida de Casemiro para reserva.

Mas o buraco é bem mais profundo. Não é a primeira vez que o São Paulo ou qualquer outro time vence após a troca de treinador. A reação imediata não é garantia de força prolongada. Pelo contrário. Até aqui a cúpula são-paulina só mostrou que voltou a recorrer a soluções imediatistas. Uma fórmula manjada.

Para sair do lugar comum, Juvenal Juvêncio deveria enfim efetivar Milton Cruz como técnico, algo que o auxiliar nunca quis. O triunfo em Minas deveria ser degustado pelo eterno assistente como uma dose de coragem para que ele pedisse para ficar no cargo. Chegou a hora de Milton e da diretoria saírem da zona de conforto e assumirem responsabilidades maiores. Está muito fácil para a diretoria trocar de treinador, posar de sabichona com o interino e depois voltar a viver um caos. E Milton deveria ter ambição maior. Afinal de contas, existe treinador mais afinado com a diretoria são-paulina do que ele?


Sombra de Milton Cruz e multa baixa pressionam Adilson no São Paulo
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Uma ala da diretoria do São Paulo defende a troca imediata de Adilson Batista pelo auxiliar Milton Cruz. A ideia é deixar o assistente no comando do time até dezembro. O clube esperaria a dança das cadeiras no final do ano para contratar um substituto.

Os defensores da manobra alegam que um dos motivos para a diretoria não ter que aturar o técnico é o fato de sua multa rescisória ser equivalente a apenas um mês de salário.

Apesar de não estar satisfeito com o desempenho de seu treinador, Juvenal Juvêncio diz descartar demiti-lo agora, principalmente pela falta de bons nomes disponíveis no mercado. Como Milton Cruz é um dos homens de confiança do presidente, os cartolas que fritam Adilson enxergam na interinidade do assistente uma maneira de convencer Juvenal.

O presidente deve manter o seu estilo de ouvir mais do que falar, sem dar pistas sobre seus planos. Enquanto isso, a temperatura da frigideira aumenta.