Blog do Perrone

Arquivo : março 2013

Clássico no Morumbi reflete fragilidade de clubes em combate à agressividade
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Santistas hostilizam Ganso

Como mandante, o Santos recebe neste domingo o Corinthians longe da Vila Belmiro. O clássico no  Morumbi simboliza a dificuldade dos quatro grandes de controlar a agressividade de seus torcedores e até de seu estafe, no caso são-paulino..

Os santistas foram punidos por causa da chuva de moedas na direção de Ganso e cumprem a punição contra os corintianos, obrigados a jogar com portões fechados na Libertadores.

Dono do palco do clássico desta tarde, o São Paulo perdeu um mando de jogo pela briga de seus seguranças com a delegação do Tigres na final da Sul-Americana.

Completando o cenário, o Palmeiras perdeu quatro mandos na Série B em razão do confronto entre alguns de seus torcedores e policiais militares no jogo contra o Botafogo no ano passado.

Vandalismo palmeirense no Pacaembu

O quarteto é reincidente. A confusão no Morumbi na decisão da Sul-Americana, por exemplo, não foi a primeira vez em que visitantes reclamaram de truculência no estádio. A prisão do argentino Desábato, do Quilmes, acusado de racismo, foi o caso mais emblemático.

Ganso também não inaugurou as chuvas de moedas na Vila. Vanderlei  Luxemburgo e Fábio Costa já tinham sido premiados.

No caso do Palmeiras, antes do entrevero diante do Botafogo, o clube havia perdido quatro mandos de jogos na Série A porque seus torcedores arrebentaram o Pacaembu em derrota para o Corinthians.

E os corintianos viram a Gaviões da Fiel brigar em Bragança Paulista, no final do confronto com o Bragantino, logo na primeira partida após a morte do boliviano Kevin Douglas Beltran. Foi a terceira vítima fatal em praticamente um ano envolvendo a organizada. Em 2012, dois palmeirenses morreram.

A repetição de antigos problemas mostra uma evolução capenga de clubes que aumentam suas receitas, exibem craques como Neymar, Pato e Luis Fabiano, mas não conseguem se modernizar para coibir atos violentos.


Para contratar Ganso, São Paulo até cedeu camarote no Morumbi à empresa do Grupo Sonda
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Durante a negociação por Paulo Henrique Ganso, a diretoria do São Paulo prometeu ceder um camarote no Morumbi para a DIS, braço esportivo do Grupo Sonda.

 Por um período ainda não definido, a dona de 68% dos direitos do atleta usará de graça o espaço, que custa R$ 800 mil por ano. Depois, terá que pagar aluguel, mas com um desconto. Os detalhes devem ser definidos na próxima segunda.

A cessão é uma forma de compensar a empresa por abrir os cofres e viabilizar a transferência do meia para o Morumbi. Ela gastou R$ 7,5 milhões para completar os cerca de R$ 24 milhões exigidos pelo Santos, aumentando sua fatia nos direitos do jogador. Antes tinha 55%.

No começo da negociação, a DIS pediu participação nos direitos econômicos de jovens são-paulinos para compensar o risco de injetar mais dinheiro em Ganso. O atacante Ademilson era um dos alvos, mas não se chegou a um consenso sobre o valor de mercado do atleta. Clube e empresa afirmam que fatias de jogadores acabaram não entrando no negócio. Mas ficaram combinadas novas parcerias.


Briga de cartolas em jogo da seleção envolve dirigente do Comitê Organizador da Copa
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 Fechou o tempo no camarote da Federação Paulista no Morumbi, sexta, no jogo da seleção brasileira contra a África do Sul. Gilberto Camargo, vice-presidente de relações públicas e sociais da FPF, brigou com Rogério Caboclo, vice de finanças da entidade e membro do COL (Comitê Organizador Local da Copa-14).

Indicado recentemente por José Maria Marin para o COL, Caboclo foi alvo de uma cabeçada disparada por Giba, como é conhecido seu colega de federação. O barraco não foi maior porque o dirigente do Comitê Organizador tentou se controlar, e outro cartola da federação conseguiu separar os dois.

A amigos, Giba comentou que estava irritado porque Caboclo queria colocar mais gente no camarote. Procurados pelo blog, os dois dirigentes não atenderam às ligações. Por meio da assessoria de imprensa da FPF, no entanto, negaram a briga, confirmada por duas fontes.

O mal-estar foi grande, pois a confusão envolvendo gente do COL aconteceu justamente num evento que servia também para São Paulo exibir suas qualidades como um dos palcos da Copa do Mundo.


Mano e CBF demonstram terem desistido de trabalho a longo prazo
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Ao colocar Lucas, reserva na Olimpíada, como titular contra a África do Sul, Mano Menezes mais uma vez desprezou a busca por um padrão de jogo na preparação da seleção. De novo, a equipe penou em campo. Não por culpa de Lucas, mas como resultado da falta de um trabalho constante, com menos mudanças.

Mano parece escalar a equipe de acordo com o que é mais conveniente para sua permanência no cargo. No Morumbi, Lucas foi uma tentativa de tentar trazer a torcida para o lado do time nacional. Não deu certo. Quem resolveu foi Hulk, até então com mais prestígio junto ao treinador.

Pensando mais no dia seguinte do que em 2014, Mano mudou conceitos, chegou a apostar na experiência (com Ronaldinho), retrocedeu e perdeu tempo. Mas segue agindo como quem está mais preocupado com o imediatismo. Assim como a CBF.

 Há na entidade quem acredite que não dá mais tempo para que a seleção chegue à Copa do Mundo com uma maneira sólida de jogar. E que por isso não há pressa para trocar de treinador. Por essa linha de raciocínio, seja com Mano ou um técnico escolhido de última hora, a solução é definir o time poucos meses antes da Copa, formar uma “família”, nos moldes dos Scolari de 2002, e ir pro pau.


Justiça condena São Paulo e FPF a pagarem indenização de R$ 250 mil a torcedor pisoteado no Morumbi
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São Paulo e Federação Paulista foram condenados a pagarem indenização de R$ 250 mil a um torcedor pisoteado no Morumbi no clássico entre o time da casa e o Corinthians, em fevereiro de 2009.

Eduardo Soares do Carmo de Sousa terá direito também a uma pensão de R$ 600 mensais até completar 70 anos. Ele perdeu o baço e teve que reconstruir o pâncreas.

Corintiano, o torcedor ficou ferido num tumulto depois da partida, a primeira com carga reduzida de ingressos para visitantes nos clássicos paulistas, por decisão do São Paulo.

O juiz Vitor Frederico Kumpel entendeu que a confusão ocorreu por falha na segurança do evento. E que, nesses casos, o estatuto do torcedor responsabiliza o clube mandante e a entidade organizadora da competição.

De acordo com o processo, o tumulto ocorreu depois que torcedores do Corinthians atiraram bomba caseira na direção de policiais militares, que revidaram com armas não letais. A Federação Paulista tentou alegar que não era ela a responsável pela segurança. Não adiantou. Na sentença o juiz deixa claro que FPF e São Paulo podem entrar com uma ação para tentar receber os valores da indenização de quem julgam ser culpados pela falha na segurança.

A decisão, em primeira instância, foi publicada nesta quarta no Diário Oficial. Cabe recurso.  Ao blog, o departamento jurídico do São Paulo afirmou que vai recorrer. Leia a sentença abaixo.

 


Morumbi vira sombra para estádios da Copa das Confederações atrasados
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Antes de Ricardo Teixeira deixar a CBF, o São Paulo trabalhava com a informação de que pelo menos dois estádios não ficariam prontos para a Copa das Confederações.

A previsão de problemas se confirmou e a Fifa já pensa em reduzir de seis para quatro as arenas na competição no ano que vem, como mostra o blog do colega Juca Kfouri.

Antes, os são-paulinos se contentavam em fazer Teixeira e o COL passarem pelo constrangimento de explicar ao mundo o motivo para São Paulo estar fora do torneio, com o Morumbi reformado à disposição.

Agora, porém, o jogo político mudou. Com o são-paulino José Maria Marin no lugar de Teixeira e o novo melhor amigo Marco Polo Del Nero na Fifa e no COL, os tricolores viram as chances de o Morumbi entrar no torneio aumentarem, graças aos atrasos dos selecionados, principalmente o estádio de Recife.

Basta Del Nero convencer a Fifa de que melhor do que reduzir o número de arenas é testar a estrutura da cidade de abertura do Mundial. Não é um sonho impossível para quem já viu Teixeira sair do caminho.


Palco da final paulista, Morumbi é criticado pelo Santos
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Apesar de o São Paulo estender o tapete vermelho para a diretoria do Santos no primeiro jogo das finais do Paulista, o clube praiano não ficou seduzido pelo Morumbi.

O alvinegro joga hoje como mandante contra o Guarani na casa são-paulina, mas não se mostra disposto a escolher o Cícero Pompeu de Toledo para futuros jogos importantes, pela Libertadores, por exemplo.

A avaliação do presidente santista, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, é de que o Morumbi é caro demais e difícil de encher, não compensa. Na primeira partida, o São Paulo recebeu R$ 222 mil de aluguel (12% da renda).

Os santistas lembram que no Pacaembu a prefeitura cobra a mesma porcentagem da renda para alugar o estádio, mas estabelece um teto de R$ 50 mil.

Para Laor, como é conhecido o presidente do time de Neymar, o estádio municipal tem outras vantagens. Uma delas é o fato de tudo poder ser explorado pelo inquilino. No Morumbi há camarotes e outros espaços do São Paulo que não podem ser aproveitados.

“E o Morumbi é mais frio, a torcida fica muito longe do campo. Futebol não se joga só com o corpo, se joga também com a cabeça. Na Vila Belmiro e no Pacaembu, a torcida passa mais facilmente sua paixão aos jogadores”, disse Laor ao blog.

Para o dirigente, o Morumbi tem outro problema: o número de flanelinhas é maior do que nos estádios concorrentes.

“Na minha escala de preferência está primeiro a Vila Belmiro, em segundo lugar vem o Pacaembu. Se não pudermos usar um dos dois, aí estudo as outras alternativas. Aceitei a sugestão da federação para jogar no Morumbi porque lá posso abrigar todos os nossos sócios”, completou o cartola. Ele é criticado por conselheiros e por colegas corintianos e palmeirenses que são contra gerar receitas para o São Paulo.


Aluguel em primeiro jogo da final paulista paga uma semana de manutenção do Morumbi
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A renda de aproximadamente R$ 1,8 milhão no primeiro jogo da final do Paulista foi inferior ao que os são-paulinos esperavam. A expectativa era de algo por volta de R$ 3 milhões. Consequentemente, o clube arrecadou menos do que imaginava com o aluguel de seu estádio.

Os são-paulinos ficaram com cerca de R$ 222 mil por cederem sua casa para a primeira partida da decisão. O dinheiro dá para bancar a manutenção do Morumbi por aproximadamente uma semana.

De acordo com o balanço são-paulino, o gasto diário com o estádio em 2011 foi de R$ 32,5 mil (R$ 11,8 milhões no ano inteiro).

A decepção com a receita gerada na abertura das finais, reforça a tese são-paulina de que os shows são mais importantes para manter o estádio do que os jogos. O aluguel para uma apresentação musical sai por cerca de R$ 1,4 milhão.

Mas isso não significa que Juvenal Juvêncio vá olhar com desdém para futuras partidas de rivais em sua casa. O aluguel pode ser inferior ao dos shows, mas grandes jogos são fundamentais para manter os camarotes alugados.

E eles renderam, juntamente com as cadeiras cativas, R$ 20 milhões em 2011. Enquanto isso, as taxas de aluguel, seja para jogos ou shows, deram ao clube R$ 11,8 milhões dos R$ 41,3 milhões arrecadados no total com o estádio.

 Ou seja, manter os camarotes é fundamental para que o Cícero Pompeu de Toledo dê lucro. E as empresas que possuem esses espaços vips não têm interesses só em jogos do São Paulo. Precisam agradar também parceiros que não são tricolores.


“Não faz sentido boicotar o Morumbi”, diz presidente do Santos, acusado de furar boicote
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Dirigentes de Palmeiras e Corinthians reclamam nos bastidores que o Santos roeu descumpriu o trato para não jogar no Morumbi. Apesar da ira dos alvinegros ser maior, os palmeirenses fazem mais barulho.

Cartolas santistas afirmam que já receberam recados de colegas do Palestra Itália revoltados. Recentemente, contam corintianos e palmeirenses, houve uma reunião entre os presidentes dos dois clubes e Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro.

Afirmam que lá foi feito um pacto para que ninguém aceitasse sugestão da Federação Paulista para que as semifinais e finais do Estadual fossem na casa são-paulina. Na ocasião, Juvenal Juvêncio já tinha se reaproximado de Marco Polo Del Nero, e Ricardo Teixeira estava deixando a CBF. O boicote tinha como objetivo evitar o fortalecimento do rival. Os clássicos no Morumbi foram importante fonte de receita para o São Paulo até o Corinthians ser o primeiro a evitar jogos lá.

“Nunca falaram disso comigo, não participei de reunião com esse tema. E todo mundo me conhece. Sabe que se me sugerirem esse tipo de acordo não vou aceitar. Sou contra boicote ao estádio do São Paulo. Não faz sentido boicotar o Morumbi. Se os quatro clubes tem projetos juntos no G4, não podemos boicotar um deles”, disse Laor, como é conhecido o preisdente santista.

Ele também declarou ao blog que corintianos e palmeirenses não reclamaram para ele de sua decisão de aceitar a sugestão da FPF para jogar as duas partidas decisivas no Morumbi.

O precedente pode ser visto como uma porta aberta para o retorno de todos os clássicos na casa são-paulina. Mas não é assim que pensam os aliados de Mário Gobbi. Eles sustentam que o presidente corintiano precisa manter a palavra dada por Andrés Sanchez, seu antecessor, de que o alvinegro não voltara a mandar partidas no campo do rival.

Já no Palmeiras, Arnaldo Tirone é visto como menos radical. E Felipão até já quis mandar partidas no Morumbi, porém a tropa de choque de Tirone o convenceu a recuar com medo de represálias nos bastidores.

Naquela ocasião, o São Paulo estava brigado com a FPF e a CBF. Agora é aliado. Mas o estafe de Tirone bate na tecla de que o presidente precisa manter o pacto com os corintianos.


São Paulo seduz Santos com camarotes para patrocinadores no Morumbi de olho em Libertadores
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A diretoria do Santos afirma que no segundo jogo das finais do Paulista vai cumprir todos os seus compromissos com patrocinadores que têm lugares em camarotes na Vila Belmiro. Isso porque o São Paulo cedeu espaços vips no Morumbi para os parceiros do inquilino.

Além disso, na primeira partida, no domingo, o Santos acomodará parte de seus patrocinadores, apesar de o mandante ser o Guarani.

“O São Paulo não é bobo, é profissional. Eles estão nos tratando muito bem, dando todas as facilidades, estão tentando seduzir o Santos como cliente. Querem que a gente jogue lá se o time chegar à final da Libertadores”, disse ao blog Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro.

O presidente santista afirmou que a questão financeira irá decidir se o clube voltará em breve ao Morumbi. “Primeiro precisamos alcançar a final da Libertadores. Depois, teremos que fazer as contas. Elas precisam ser favoráveis ao Morumbi para voltarmos.”

Enquanto festeja o fato de acomodar seus patrocinadores, a diretoria santista enfrenta protestos de donos de cativas na Vila Belmiro.

 ”Ficamos no prejuízo porque temos que sair de Santos, correr riscos na estrada e ir para São Paulo, apesar de o clube pagar o transporte, no segundo jogo. No Morumbi, se tivermos um problema com nossa carteirinha na entrada, por exemplo, não sabemos onde resolver. Não faz sentido um time de Santos jogar com um de Campinas em São Paulo, parece coisa de português”, disparou o conselheiro Celso Leite, dono de cadeiras cativas na Vila.

O presidente santista respondeu: “Corneteiro sempre tem. Será que os que reclamam preferiam estar jogando com um time do interior numa briga para não ser rebaixado? Felizmente são só os mesmos três que sempre reclamam. Larguei o conforto da minha casa para trabalhar pelo Santos sem ganhar nada e não reclamo. Tenho que pensar na grandeza do clube. Não estou preocupado com aqueles que pensam só no próprio umbigo.”