Blog do Perrone

Arquivo : Mustafá Contursi

Grupo de Mustafá quer que Leila Pereira transfira votos para marido
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Com José Edgar de Matos, do UOL, em São Paulo

Os apoiadores da chapa que tem Leila Pereira como candidata ao Conselho Deliberativo do Palmeiras estão preocupados com a campanha do marido dela, José Roberto Lamacchia. Ambos são donos da Crefisa e da Faculdade das Américas, patrocinadoras do clube.

 A avaliação do grupo, liderado por Mustafá Contursi, é de que como ela trabalha sua candidatura pelo menos desde setembro do ano passado, faz um alto investimento e conseguiu bom espaço na mídia, conseguirá se eleger com facilidade, desde que sua inscrição não seja impugnada. Um grupo de sócios pede a impugnação alegando que ela não tem o tempo mínimo exigido para se candidatar.

Por outro lado, Lamacchia assinou a ficha de candidato sem ter feito campanha prévia. Inicialmente, a ideia era de que ele fosse apenas uma opção para atrair votos para chapa caso Leila tivesse seu regirsto impugnado. Essa preocupação ainda existe, mas há também o desejo de Mustafá e seus aliados de colocar os dois no conselho. Por essas duas razões querem turbinar a campanha de Lamacchia.

O problema é que existem outros candidatos na chapa que precisam de ajuda para se eleger. Assim, o grupo de Mustafá quer que Leila transfira parte de seus votos para o marido, enquanto eles pedem apoio dos sócios para outros postulantes ao cargo.

Pelas contas da turma de Mustafá, ela conseguirá cerca de 150 votos no pleito marcado para o próximo sábado. As projeções são de que entre 28 e 30 indicações garantem a eleição. Ou seja, ela tem simpatizantes suficientes para assegurar a vitória dela e do empresário.

Na semana passada, a festa de lançamento da campanha de Leila mostrou o desequilíbrio na divulgação das duas candidaturas. Não havia menção a Lamacchia no material utilizado no evento, assim como não há na fachada da casa alugada pela presidente da Crefisa em frente ao Allianz Parque.

Por outro lado, Contursi deixou claro durante o lançamento sua preocupação com o dono empresário lembrando sempre da candidatura dele.


Dono da Crefisa assina ficha para ser candidato ao Conselho palmeirense
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José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas), assinou a ficha de inscrição da chapa apoiada por Mustafá Contursi para concorrer a uma vaga no Conselho Deliberativo do Palmeiras.

Sócio do clube desde 1955, ele só deixará de ser candidato se resolver retirar seu nome da chapa.

Com a inclusāo dele, o grupo formado por Mustafá poderá ter na eleiçāo de 10 de fevereiro o casal que controla os principais patrocinadores do Palmeiras. Leila Pereira, presidente da Crefisa, também assinou a ficha.

Só que a empresária teve sua candidatura impugnada por Paulo Nobre no final de sua gestāo. O agora ex-presidente entendeu que ela nāo tem ao menos oito anos como associada para poder se candidatar.

Mas Mustafá entrou com um pedido de reconsideração, alegando que em 1996 agraciou Leila com um título de sócia e que assim ela está apta a se candidatar.

O pedido será analisado pelo atual presidente, Maurício Percivalle Galiotte. Aliados de Mustafá apostam que se o pedido for aceito, e o “casal Crefisa” disputar o pleito, a chapa, com 76 nomes, será imbatível.

 


Vice do Palmeiras ganha força eleitoral com a Crefisa
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O mandato de Paulo Nobre, que não pode se reeleger à presidência do Palmeiras, termina no final deste ano, e o clube já vive clima eleitoral. Maurício Precivalle Galiotte, primeiro vice, e Genaro Marino Neto, segundo vice, são apontados como candidatos a receber o apoio do atual presidente para disputar a eleição.

Nos últimos dias, os apoiadores de Galiotte passaram a usar a Crefisa na campanha para defender a candidatura dele. O argumento é de que o primeiro vice é hoje quem no clube se relaciona melhor com os donos da empresa e também da FAM, patrocinadoras alviverdes. E que sua vitória no pleito seria vital para a renovação do contrato. O atual vínculo foi assinado em janeiro de 2015 com validade de dois anos. Assim, a renovação seria feita após a eleição.

Publicamente, os donos da Crefisa e da FAM não falam sobre a votação no Palmeiras, mas, internamente, o discurso é de que se Maurício for eleito, a empresa seguirá no clube.

O dirigente se aproximou da parceira em meio à crise de relacionamento entre o casal José Roberto Lamacchia e Leila Pereira com Nobre. Enquanto o presidente palmeirense se afastou dos patrocinadores, o vice passou a trabalhar para desatar os nós da relação. Tanto que no aditivo contratual assinado recentemente, após a suspensão do pagamento por parte das duas empresas, só aparece a assinatura de Maurício pelo clube. Na Crefisa, ficou a impressão de que o presidente não quis assinar para ratificar seu distanciamento dos parceiros.

Procurado, Maurício disse que o blog deveria falar com a assessoria de imprensa do clube, que respondeu que “assuntos administrativos e estatutários do Palmeiras não são discutidos no Blog do Perrone”.

Além de ter a simpatia dos patrocinadores, Maurício é visto no clube como o preferido do ex-presidente Mustafá Contursi, que também ajudou a solucionar o último impasse com as parceiras. O vice é definido no Palmeiras como um dirigente que segue filosofias semelhantes às do ex-presidente. Principalmente em relação a priorizar o corte de gastos.

A proximidade dele com Contursi pode gerar rejeições e rachar a situação, na avaliação de integrantes da atual gestão. Isso apesar de a atual diretoria ter sido eleita com apoio de Mustafá.

Nobre não se posicionou sobre a sucessão. No cenário atual, existe a possibilidade de duas chapas originárias da diretoria se formarem, uma com Maurício e outra com Genaro.

Na oposição, já existe pelo menos um pré-candidato, Roberto Frizzo.


‘Popstar’, Mattos incomoda principal aliado de presidente do Palmeiras
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O apoio de Mustafá Contursi tem sido fundamental para Paulo Nobre administrar o Palmeiras sem graves conflitos políticos. Mas o ex-presidente agora está incomodado com a atuação de Alexandre Mattos e quer debater no COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) o desempenho do funcionário.

Nos bastidores do clube, Mustafá tem contestado o número de reforços trazidos pelo dirigente (25 desde que chegou no começo do ano) e principalmente a contratação de veteranos, como Zé Roberto e Alecsandro.

“Acabamos com o Palmeiras B, que revelava alguns jogadores, e estamos montamos um time máster”, diz Mustafá a aliados políticos numa crítica à gestão de Mattos. Vale lembrar que quando o executivo chegou ao clube a equipe b já tinha sido extinta.

Outro ponto que desagrada a Mustafá e seu grupo político é o fato de Mattos ser o protagonista de uma propaganda de TV para divulgar o programa de sócio-torcedor alviverde. Por conta da atuação, Mattos ganhou o apelido de “popstar”.

Mustafá costuma pregar no clube que executivos não marcam gols, por isso não podem ser contratados a peso de ouro. Ele também diz a seus seguidores no clube que dirigentes remunerados menos badalados foram mais eficientes, na opinião dele, como Américo Faria e Sebastião Lapola.

Apesar do descontentamento, Mustafá não tem falado em romper com Nobre. Mas a cobrança por menos gastos e a pressão sobre Mattos vão aumentar.

A assessoria de imprensa do Palmeiras afirmou que o diretor remunerado não iria se manifestar sobre o assunto.

 


Ex-presidente do Palmeiras ataca Valdivia: ‘ganhou muito e jogou pouco’
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“2015 vai ser o ano de Valdívia”. Há no Palmeiras um grupo de conselheiros que acredita e repete isso. Mustafá Contursi não está entre eles. Pelo contrário, rebate essa afirmação. “Os últimos cinco anos foram os anos do Valdivia. Ele ganhou muito e produziu pouco”, diz o ex-presidente.

O movimento a favor da renovação do contrato do chileno deixou Mustafá em estado de alerta. Ele nega ser contra a permanência do jogador. Declara apenas defender o mesmo tratamento para todos os jogadores: ou o atleta se enquadra na política financeira do clube ou vai embora. Isso pode ser traduzido como ser favorável a oferecer contrato de produtividade ao chileno, que tem vínculo com o alviverde até agosto. A partir de fevereiro ele pode assinar contrato com outro clube.

E daí que Mustafá se posicionou de maneira dura em relação ao Mago? Daí que ele é o conselheiro mais ouvido por Nobre. Foi seguindo o manual de instruções elaborado pelo ex-dirigente que o atual presidente conseguiu se reeleger.

Em novembro, mesmo antes de Mustafá se manifestar, Valdivia deu entrevista comentando sobre quem pensa parecido com o ex-presidente. “Não me sinto em dívida com o torcedor. O Palmeiras fez 36 partidas, joguei 16. Fiquei fora 20, mas 7 delas por lesão. Fiquei seis vezes fora por causa da seleção. Cinco vezes fora por causa do tempo na negociação em que o Palmeiras me liberou. Ninguém pode colocar o dedo na minha cara e dizer que a culpa é minha”, disse o jogador na ocasião.


Oposição do Palmeiras reforça ligação de Mustafá com Nobre em campanha
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Enquanto a reação do Palmeiras no Brasileirão fortalece a candidatura de Paulo Nobre à reeleição, o opositor Wlademir Pescarmona confia numa pesquisa encomendada por seu grupo e que indica que 60% dos sócios indecisos rejeitam Mustafá Contursi, principal aliado do atual presidente, para aumentar sua chances de vitória. De acordo com esse levantamento, 30% dos associados ainda não decidiram em quem votar no próximo dia 29.

“Quanto mais o Mustafá aparecer na campanha do Paulo melhor para mim”, diz Pescarmona, que irá intensificar a exploração da aliança entre o ex-presidente e o atual.

Nobre aparece na liderança das intenções de voto nas duas pesquisas encomendadas pelos candidatos.

De acordo com o trabalho encomendado pela oposição, Nobre lidera com 32%. No mesmo levantamento, Pescarmona tem 26%.

Já o estudo feito pela Stochos Sports & Entertainment a pedido da situação aponta Nobre com 70,5% contra 29,5% de Pescarmona, segundo a Folha de S. Paulo. Seguidores do candidato de oposição, no entanto, minimizam o resultado pelo fato de a Stochos ser cliente da Press FC, que presta assessoria de imprensa para o Palmeiras.

“Respeito o trabalho feito pela Sochos, mas é no mínimo antiético contratar uma empresa que é cliente da assessoria de imprensa do clube”, afirmou Pescarmona.

Procurada, a Press FC disse que a alegação dos opositores é tão ridícula que não comentaria o assunto.


Brunoro só não foi demitido do Palmeiras ainda para não sair como vítima
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José Carlos Brunoro está com os dias contados no Palmeiras. O diretor executivo do clube só não é demitido agora, como quer a maioria dos conselheiros, para não sair como vítima.

A tese, defendida principalmente pelo ex-presidente Mustafá Contursi e abraçada pela diretoria, é de que se fosse afastado durante o Brasileirão, Brunoro teria o argumento de que seu trabalho foi interrompido e que a direção do clube agiu de maneira amadora, cedendo a pressão política. No caso de um eventual rebaixamento, ele estaria longe do clube no pior momento.

A decisão é fazer com que, aos olhos do público, o trabalho de Brunoro seja avaliado no fim do ano, apesar de seu desempenho já ter sido reprovado. E que ele carregue a responsabilidade pelo resultado final do Palmeiras na competição.

Até lá, o dirigente segue enfraquecido, com menos poder de decisão no departamento de futebol. Neste momento, é importante para os aliados de Paulo Nobre alardearem no clube que ele não permanecerá caso o presidente seja reeleito. De sinônimo de uma gestão profissional, Brunoro virou repelente de votos no Palmeiras.


Ex-presidentes pedem para Palmeiras jogar “sem arma na cabeça”
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O blog ouviu três ex-presidentes do Palmeiras sobre a fase atual do time, lanterna do Brasileirão. Luiz Gonzaga Belluzzo, Arnaldo Tirone e Mustafá Contursi defendem um esforço para diminuir a pressão psicológica sobre a equipe. A seguir, o que cada um deles diz.

 

Luiz Gonzaga Belluzzo

 

Pressão pela saída de José Carlos Brunoro, principal executivo do clube

“Esse não é momento para ficar colocando culpa. Temos que nos concentrar em apoiar o time. Senão, o combustível nesse campeonato não vai ser bom, se houver esse bate-boca, essas brigas que infelicitam o clube há muitos anos. Temos que apoiar. Não adianta discutir se é o Brunoro, se é não sei quem. Temos que apoiar e só. Não tem jeito, o que nós vamos fazer? Temos que escapar disso, é o primeiro passo. Depois discutimos a eleição. A questão é o clube e a torcida que não podem ser submetidos outra vez ao desgosto de uma queda. O que tem que ser feito, quem sabe é quem está lá dentro. Não vou dar a ‘solucionática’ porque não sou disso”.

O time

“Não é pior do que muitos que estão na frente. Então, há o problema de estado de espírito, o time entra um pouco cabisbaixo. Não tem muito espaço pra fazer muita coisa. Quem é que você vai contratar? Talvez Ronaldinho Gaúcho, que tá dando sopa por aí. O que quero dizer é o seguinte: precisa botar esse time pra funcionar. Contra o Sport, começou bem. Aí tomou um gol e se desfez. Parecia o time do Brasil no 7 a 1. Se as pessoas pensam que estado de conflito no clube não passa para o vestiário, estão enganadas. Então você precisa fazer o gesto de confiança nos jogadores. As pessoas ficam falando mal do atleta no Twitter, essas coisas chegam no vestiário, esse tipo de atitude crítica só agrava situação”.

 

Arnaldo Tirone

 

Técnico

“Teve uma grande mudança no elenco, um técnico novo, que tem um currículo de treinador bem sucedido. Mas não depende só do técnico, não é ele que faz gol, não é ele que bate pênalti. Se o técnico estiver motivado, ele tem que continuar. Trocar de técnico, só se os resultados não aparecerem daqui pra frente. Acho que o próprio treinador não vai ter ânimo de continuar”.

Pressão

“Quanto mais houver pressão sobre os jogadores, pior. O Palmeiras já perdeu no passado com essa pressão. Você trabalha com uma arma na cabeça, fica muito mais difícil para desempenhar o seu trabalho. O Palmeiras está num ano de centenário. Todo mundo cobra. Novos jogadores que chegaram, não conseguiram jogar o que parece que eles sabem. O fator psicológico interfere. Contra o Sport, o Palmeiras começou bem. Uma bola errada, um vacilo, tomou o gol. Isso influencia. Fora de casa mais ainda, e com o revólver na cabeça, porque o time está jogando pressionado”.

Rebaixamento em 2012

“Já passei por uma situação dessas. Naquela época, também foi muito complicado. Nós fizemos de tudo. O que a gente precisa nesses momentos é manter a calma, a atenção. Na minha época foi diferente porque a gente vinha de um título importante, que provocou um certo relaxamento no time. Além disso, perdemos nove ou dez jogadores contundidos. A tensão, a pressão de hoje é parecida com a que nós passamos, mas o momento é diferente porque o Brasileiro ainda tem 55% pra ser jogado”.

Contas para escapar

“Acho que a cada dois jogos tem que ganhar um. Daqui pra frente tem que ter dez ou 11 vitórias”.

Pressão pelo centenário

“O que aconteceu com a seleção? Também tinha essa pressão pra ser campeã mundial. O fator psicológico influenciou. Não sei se agora é parecida, mas o Palmeiras acumulou a pressão do centenário, que é dia 26, com esse momento do time. Todo mundo tinha uma expectativa, o Palmeiras tem que montar um time para o centenário… O atual presidente vem tentando fazer isso, na filosofia da atual diretoria. Ele contratou um técnico que eu também até contrataria. E esse técnico indicou vários jogadores. É complicado porque agora tem que dar certo, se trouxe os jogadores, tem que dar certo. Se chegar outro, técnico tem que aproveitar os jogadores que o clube tem. Tem que dar oportunidade para esses jogadores engrenarem.

O time

“O Palmeiras vem mostrando uma cara de time que quer jogar futebol, mas às vezes falta aquela confiança, entrosamento, falta aparecer aquela qualidade que parece que os jogadores têm. A torcida precisa ter paciência. A primeira coisa é o time não perder a motivação. Os jogadores precisam acreditar no trabalho, acreditar que podem vencer. E o técnico também”.

Pressão pela saída de Brunoro

“Uma época, o presidente Paschoal Giuliano, que foi vencedor, ganhou vários títulos com a segunda Academia, tinha um técnico que era muito amigo dele. Não sei se o Rubens Minelli ou o Oswaldo Brandão. O Palmeiras não vencia havia uns cinco jogos. Ele chamou o técnico e falou: ‘você é muito meu amigo, mas estão me cobrando. O time não está vencendo, além da torcida, a minha diretoria, o conselho estão me cobrando. Eu não posso ir embora. Quem tem que ir embora é você’. E mandou o cara embora. Então, não quero falar do Brunoro. Ele tem um passado na época da Parmalat. Quem tem que decidir é a diretoria. Brunoro tem pessoas contra e a favor. Quando contratei o César Sampaio também tinha gente que não queria a permanência dele. E mantive até o final”.

 

Mustafá Contursi

 

 Técnico

“Filosoficamente, sempre fui pela permanência do treinador em qualquer circunstância. No ano em que trocamos três, com uma equipe boa, em 2002, nós tivemos aquele percalço da Série B. Tivemos Murtosa, Vanderlei Luxemburgo e Levir Culpi. Acho que o treinador precisa ter tempo”.

As causas

“Os acontecimentos de agora não são um reflexo só do campo. Dificuldades econômicas, algumas coisas que não podem ser feitas por causa da falta de dinheiro… O fato é que o clube está desorganizado administrativamente e financeiramente. Enquanto isso não se equilibrar… Não vejo o Palmeiras, historicamente organizado, conseguir se organizar nessas dificuldades. Você tem percebido os meus comentários de anos de que enquanto o clube continuar com o desperdício, continuar com os histerismos momentâneos, com desequilíbrio financeiro, nós não vamos nos organizar. Não sei por qual motivos andamos fazendo investimentos em milhões de euros em jogador, se hoje a relação é só contratual. Não é só questão de contratar jogador, há um inchaço em todos os quadros do clube”.

Próximos passos

“Agora é emergência, luta, muita calma, transmitir confiança ao elenco. Tem que definir quem são os atletas que têm que participar desses jogos, definir a formação titular, tem que ter uma ordem. Não vou fazer um tratado sobre futebol, porque sou cartola e cartola desprezível (risos). Quem tem que resolver isso são os profissionais”.

Pressão no centenário

“Não pressiona, acho que não. Sou muito frio nessas circunstâncias. É um ano como qualquer outro. Claro que é uma marca, mas não significa que é uma obrigação. As circunstâncias que foram comprometendo o centenário são dos últimos anos, não são de agora. Foram deteriorando até chegar nesse momento. Nada começou no dia primeiro de janeiro. Talvez até algumas coisas que venham da minha presidência. O centenário talvez seja a vítima”.


Mustafá se vê usado na escolha de novo técnico do Palmeiras
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Segundo conselheiros do Palmeiras, o ex-presidente Mustafá Contursi vetou a contratação de Vanderlei Luxemburgo por considerar o treinador caro demais. Em entrevista ao blog, no entanto, ele negou interferência na escolha do substituto de Gilson Kleina. Leia abaixo.

Qual sua posição sobre a escolha do próximo treinador do Palmeiras?

Não tenho preferência e nem indicação. É problema de ordem administrativa. É que sou figurinha carimbada. Talvez quando alguém queira provocar uma situação me coloque no meio do furacão. Talvez pra dizer: “não vou trazer porque ele não quer”. Ou: “vou trazer porque o Mustafá não quer, vou mostrar que eu mando”. Não tenho nada com isso.

Mas o COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) deixou claro que é importante pagar o mesmo que a antiga comissão técnica ganhava.

Não discutimos isso. Discutimos todo mês que o clube continua aumentando seu endividamento e não temos como suportar essa situação. É mais uma coisa que é feita ao contrário das minhas opiniões pra mostrar que eu não tenho nenhuma importância no clube. Faz sete oito anos que estou advertindo que o clube está indo para um caminho sem volta pelo seu endividamento e pela queda de receitas. Mas continuam aumentando o endividamento. Se eu tivesse tanta influência para escolher treinador, estaríamos equilibrados financeiramente.

Dá para fazer redução drástica de despesas e ter um time competitivo?

Não se gasta só no time. Não sei quanto existe de desperdício num monte de gente, num monte de contratos de serviço. Onde tem 30 elementos, talvez funcione só com um numa emergência. Precisa ter um plano de emergência. Você lembra quando eu sofria ataques fantásticos? Um deles vinha por parte desses histéricos que levaram o clube à essa situação vergonhosa e eles estão por lá, gravitando até hoje. Para desmoralizar os meus princípios de administração, eles diziam que o clube não é banco para ter dinheiro aplicado. Dinheiro é para gastar, diziam. Isso estava aí na internet, colocado por esses anônimos que estão aí até hoje. Agora é pior porque somos banco para pagar R$ 20 milhões de juros por ano. O que seria mais recomendável: ter recursos para poder se impor nas negociações ou agora, de chapéu na mão, sair pedindo favores? Esses caras estão até hoje por aí, formando opinião, com os mesmos sites, com os mesmos pseudônimos, com as mesmas siglas, UVB, 3VB, Palmeiras Todo Dia, Pró-Palmeiras. Eles não admitem a desgraça que causaram ao clube com suas opiniões.


Nobre irrita torcida no caso Kardec, mas não desagrada Mustafá
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A atuação de Paulo Nobre no caso Alan Kardec irritou a torcida do Palmeiras, mas não desagradou um dos mais temidos caciques do clube: Mustafá Contursi.

Enquanto os torcedores ameaçam boicotar o programa de sócio-torcedor (Avanti), para protestar contra a saída do atacante, o ex-presidente não tem do que se queixar. Ele protestou publicamente contra a possibilidade de o clube gastar 4 milhões de euros na contratação de Kardec.

Ao explicar os motivos para a negociação não dar certo, Nobre disse que tinha encontrado um investidor para pagar ao Benfica. Mas que brigou por cada centavo do clube na negociação salarial com o atleta, num discurso que poderia ter saído da boca de Mustafá. O ex-presidente bate constantemente na tecla da austeridade financeira, assim como fez Nobre ao justificar as arrastadas tratativas com Kardec.

O atual presidente até citou o fato de o atacante ter vindo do time B do Benfica, ao falar de sua evolução no Palmeiras, relembrando uma frase do ex-presidente. Recentemente, Mustafá, disse à “Folha de S.Paulo” que o clube não tinha condições de gastar 4 milhões de euros (o preço subiu 500 mil euros com a oferta do São Paulo) num jogador que estava na equipe B do clube português.

O saldo do episódio é que Nobre precisa se virar para lidar com a insatisfação da torcida, mas pelo menos não provocou mais cobranças do ex-presidente, que já pressiona a atual administração para cortar gastos. Evitar a ira de Contursi significa assegurar o mínimo de paz para administrar o clube.