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Cartolas do Palmeiras reclamam de prédio feito pela WTorre em nova crise
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Perrone

 

Construção de estádio resiste a conflitos

Enquanto junta os cacos após novo rebaixamento, o Palmeiras tem que administrar outra crise com a WTorre. A comissão de obras do clube reclama de falhas em prédio erguido pela parceira. Também se queixa de não ser atendida pela construtora.

Uma das críticas é sobre as quadras poliesportivas ficarem molhadas quando chove. Segundo Alberto Strufaldi Neto, da Comissão de Obras e presidente do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), a água entra por uma parte vazada. Ela foi projetada para ventilar e iluminar as quadras.

Strufaldi alega que enviou na segunda da semana passada uma carta para a WTorre Properties, empresa responsável pelo contrato para a construção do novo estádio do clube. Explicou que precisa esclarecer o problema provocado pelas chuvas e outras supostas irregularidades.

O dirigente afirma que na última quarta recebeu resposta assinada por Francisco Geraldo Caçador, executivo da empresa. “Ele disse que não poderia se reportar à Comissão de Obras, pois recebeu do clube a informação de que ela foi dissolvida. Só pode falar com a gente se tiver autorização dos presidentes do Palmeiras e da WTorre”, contou Strufaldi ao blog.

Acontece que a comissão declara não ter recebido comunicado do presidente Arnaldo Tirone informando sobre seu encerramento.

Assim, ficou um desconforto duplo com a construtora: por problemas no prédio e pela respostas considerada atravessada.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa da WTorre afirmou que, em meio a dois feriados, não conseguiu localizar Caçador. Mas ressaltou que esclarecer se a comissão foi dissolvida é missão do presidente do Palmeiras.

“A comissão foi constituída para cuidar da obra. A partir do momento em que o prédio foi entregue, seu trabalho acabou, é automático. Mas eles estão pedindo para continuar, então ela está sendo retomada”, disse Arnaldo Tirone. O asunto será debatido nesta quinta em reunião do COF.

Veja abaixo resposta completa enviada pela assessoria de imprensa da WTorre ao blog.

“Com a entrega pela WTorre dos edifícios de vestiários de piscinas, quadras e multiuso nos últimos meses, o Palmeiras pôde entregar a seus associados instalações que pouquíssimos clubes no país têm. As novas instalações já estão em pleno uso, inclusive em competições oficiais, e o clube ainda receberá o novo edifício da sauna, que não fazia parte do acordo com a WTorre, mas que a empresa dará ao clube como presente. São cerca de 29 mil m²de novos prédios, 11 elevadores e aproximadamente R$ 75 milhões em obras, maior investimento realizado na história do clube social da SE Palmeiras.”


Arena palmeirense corre risco de ficar pronta depois de estádio corintiano
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Em reunião do Conselho Deliberativo do Palmeiras na noite desta segunda, a comissão que acompanha as obras da Arena Palestra confirmou o novo prazo para a entrega do estádio. A previsão agora é de que ele fique pronto em outubro de 2013. São seis meses de atraso em relação a projeção anterior.

A nova data pode fazer com que os palmeirenses assistam à inauguração do Itaquerão antes de poderem pisar em sua nova casa. Oficialmente, o plano da Odebrecht é entregar o estádio corintiano em dezembro de 2013. Mas a construtora tenta acelerar a obra para que a fita seja cortada em setembro do mesmo ano, no mês de aniversário do clube.

Se isso acontecer, a construção corintiana vai ultrapassar a palmeirense, apesar de ter começado depois. Nesta quarta, com direito a bolo de aniversário, os corintianos vão comemorar um ano de obras em Itaquera. Já o trabalho no Paestra Itália começou em outubro de 2010.

 ”A WTorre explicou que teve problemas técnicos que vão atrasar um pouco as obras. Mas a situação não é preocupante. Eles estão passando o número de trabalhadores de 400 ou 500 para algo entre 700 e 800″, disse ao blog Alberto Strufaldi Neto, presidente do Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras e que encabeça a comissão encarregada de acompanhar as obras.

Segundo ele, o atraso mais recente foi provocado pelo o fato de a parte conhecida como ferradura do estádio não poder ser derrubada, já que o alvará é para sua reforma.

“Mas o contrato prevê que eles podem atrasar a entrega em dois meses, e ainda há um desconto por dias de chuva. Não fizemos os cálculos, mas não parece ser algo grave”, declarou Strufaldi.

Enquanto isso, o site oficial corintiano publica uma entrevista com um dos responsáveis pela obra exaltando a rapidez com que a arena corintiana ganha forma.

Não custa lembrar que a casa alvinegra foi tratada com mais carinho e agilidade pelas autoridades públicas, por se tratar de palco da abertura da Copa, do que o novo lar alviverde.