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Olympikus deixa de pagar Vágner Love e interrompe obras de museu do Fla por causa de flerte com Adidas
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 A Olympikus deixou de pagar R$ 50 mil mensais referentes a 10% do salário de Vágner Love que estavam sob sua responsabilidade. Também interrompeu as obras do museu do Flamengo. A fabricante de material esportivo não fala sobre o assunto, mas o blog apurou que as decisões foram tomadas por causa da negociação do clube com a Adidas.

Os executivos da empresa não gostaram da forma como o Flamengo conduziu o caso. A diretoria recebeu uma oferta da Olympikus para cobrir a proposta da concorrente, mas até agora não enviou uma resposta para a atual parceira.

O problema maior é a Olympikus avaliar que o vazamento do interesse da Adidas derrubou a venda de seus produtos ligados ao rubro-negro. Em 2012, a comercialização não atingiu nem 30% da marca registrada em 2011, segundo fonte ligada à empresa.

Assim, os homens da Olympikus decidiram cumprir só o que está no contrato. Como ela já investiu R$ 10,4 milhões no museu e o acordado era um gasto de R$ 8 milhões, os trabalhos foram suspensos. Um novo aporte milionário seria necessário para completar a obra, porém, a parceira não vai colocar mais dinheiro. Dessa forma, a conclusão do museu está ameaçada.

A ajuda dada para o clube pagar Vágner Love é vista na empresa como um bônus, não previsto em contrato. Isso justifica a suspensão do pagamento. O mesmo aconteceu em relação aos R$ 50 mil mensais que eram dados a Deivid. A quantia deixou de ser paga antes de ele deixar a Gávea, noutro sinal de insatisfação por parte da patrocinadora.


Vice do Flamengo sugere cargo de diretor para marido da presidente
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Grande parte dos disparos da oposição flamenguista tem como alvo Fernando Sihman. O marido da presidente é visto pelos opositores como quem de fato manda na Gávea, apesar de não ter cargo. É rejeitado também por já ter sido de torcida organizada do rival Fluminense.

Para tentar jogar água na fogueira, Walter Oaquim, vice de relações externas do Flamengo, sugeriu ao marido da presidente que assuma a diretoria administrativa. Seria uma forma de oficializá-lo como dirigente. A função não é remunerada.

Inicialmente, o casal não gostou da ideia. Teme ser acusado de nepotismo. Mas o projeto ainda pode vingar. “Fiz essa sugestão porque o Fernando é uma pessoa muito competente. Ele não manda no Flamengo, mas colabora. Seria um bom diretor”, afirmou Oaquim ao blog.

Recentemente, Sihman arrumou desafetos até na situação. É atribuída a ele a ideia de rescindir o contrato com a Olympikus e tentar acertar com Nike ou Adidas, revelada pelo blog. A mudança geraria dinheiro novo num eventual pagamento de luvas.

Além disso, parte da diretoria do Fla não gostou de a Olympikus se recusar a ajudar a pagar os salários de Ronaldinho, como mostrou reportagem do UOL Esporte.

Michel Levy, vice de finanças é um dos situacionistas que se posicionaram contra o rompimento com a Olympikus.

O imbróglio aumentou o calibre da munição usada pela a oposição contra o marido da presidente. A presença de quem não faz parte oficialmente da diretoria em reuniões com parceiros e em decisões vitais para o clube é tida como um abuso por parte da dirigente. Como se o rubro-negro tivesse virado uma lojinha de família.

Colaborou Pedro Ivo Almeida, do UOL no Rio de Janeiro


Duro, Flamengo estuda trocar Olympikus por Adidas ou Nike para receber dinheiro novo
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Sem acertar com um patrocinador master, a diretoria do Flamengo estuda uma estratégia arriscada para conseguir nova receita. A ideia em análise é rescindir o contrato atual com a Olympikus para assinar com outro fornecedor. Um novo contrato faria o clube receber luvas à vista. Seria a salvação da lavoura. Mas haveria uma multa contratual a ser paga, já que o compromisso atual vale até dezembro de 2013.

Cartolas rubro-negros já sinalizaram a representantes de Nike e Adidas que há a possibilidade troca. Por outro lado, a informação também chegou aos ouvidos de gente da Olympikus, gerando mal estar. Curiosamente, a atual patrocinadora entrou no clube no lugar da Nike, que saiu após um rompimento litigioso.

Há pressa na Gávea para conseguir dinheiro novo e evitar calotes nos pagamentos de jogadores e funcionários. Apesar de atrasos em direitos de imagem mais caros, a diretoria tem como a sua principal bandeira os pagamentos em dia. Falhar nesse quesito seria um desastre político.

Só que mexer com a Olympikus também pode ter efeitos colaterais. A parceira é responsável pela principal fonte de receita do Fla depois do contrato com a Globo. Desagradá-la seria também gerar críticas internas.


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