Blog do Perrone

Arquivo : setembro 2012

Com venda de Hulk, transferências de jogadores da seleção olímpica superam R$ 460 milhões
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Com a venda de Hulk para o russo Zenit por  R$ 153,5 milhões, a negociação de cinco jogadores que estavam em Londres com seleção olímpica do Brasil atinge a espetacular marca de R$ 467,6 milhões.

Nessas contas estão as transferências de Thiago Silva (PSG, 107 milhões), Lucas (PSG, R$ 108 milhões), Oscar (Chelsea, R$ 80,7 milhões) e Bruno Uvini (Napoli, R$ 17,9 milhões).

Os números comprovam a vocação do time olímpico de vitrine de luxo do futebol mundial, com direito a balcão de negócios debaixo das asas da CBF. Sobraram bons negócios, faltou a medalha de ouro.


Só Ganso não aproveita vitrine olímpica
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Na primeira fase da competição olímpica, quem mais precisava mostrar futebol para seduzir clubes europeus mostrou, exceção feita a Ganso. Com uma nova lesão, o meia aumentou sua coleção de contusões e diminuiu ainda mais as chances de se transferir agora para a Europa. Por ora, não conseguiu nem a estimular o Internacional a brigar mais por sua contratação.

Já Lucas, disposto a ficar no continente europeu depois dos Jogos Olímpicos, aproveitou bem a chance que teve contra a Nova Zelândia. Segundo o Datafolha, o são-paulino deu mais passes do que Neymar (46 a 25), errou só um a mais (4 a 3), desarmou mais (4 a 1) e recebeu mais bolas do que o principal astro do time (51 a 35).

Leandro Damião, outro que está exposto na vitrine do time nacional, também soube mostrar seu valor. Contra a fraca Nova Zelândia. Precisou de duas finalizações para fazer um gol. Neymar tentou seis arremates, mas passou em branco.

Quem não precisa mais impressionar compradores europeus, como Marcelo, Oscar e Neymar, aproveitou a fase inicial do torneio para lustrar sua imagem. Mano Menezes saiu vivo do primeiro estágio do desafio. Evitou o vexame de uma desclassificação prematura, que provocaria sua demissão.

E claro, convidados da CBF (presidentes de federações) e da FPF (que levou vários dirigentes para o Reino Unido) também aproveitaram a primeira fase para curtir os Jogos Olímpicos sem suar.


Brilho de Neymar ofusca importância de Oscar para seleção
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Neymar brilhou tanto contra Belarus que deixou a impressão de ter carregado sozinho a seleção. Números do Datafolha, porém, mostram que o time de Mano Menezes depende muito mesmo do santista. Mas revelam ainda a importância de Oscar para a equipe nacional.

O novo jogador do Chelsea é um pouco menos brilhante ofensivamente do que Neymar e um pouco menos eficiente defensivamente do que o volante Rômulo.  Combinação que dá ao ex-Colorado um interessante equilíbrio entre poderio ofensivo e de marcação.

Contra Belarus, Oscar fez oito desarmes completos contra 12 de Rômulo e quatro de Neymar.

 O meia obteve o segundo melhor desempenho nos fundamentos ofensivos, atrás apenas do santista. Confira abaixo os números de Oscar e Neymar na partida. Os dados são do Datafolha.


Estreia brasileira ressalta falhas do São Paulo com Oscar, Hulk e Lucas
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Dispensado das categorias de base do São Paulo, Hulk deixou sua marca na apertada vitória da seleção olímpica sobre o Egito ao cruzar para Neymar marcar o terceiro gol brasileiro.

Um brilhareco, se comparado com o brilho intenso de Oscar, que os são-paulinos perderam para uma parceria formada por empresários e pelo Inter. O novo jogador do Chelsea mostrou classe como garçom nos dois primeiros gols do time de Mano, quando o jogo estava uma moleza.

Lucas, que o São Paulo (ainda) não vendeu, apesar de o Manchester United oferecer mais por ele do que o Chelsea pagou por Oscar,  assistiu a tudo do banco de reservas, de onde terá dificuldade para se afastar.

Nesse cenário, a estreia olímpica da seleção  terminou com a certeza de que os cartolas do Chelsea estão vibrando com a contratação de Oscar. Enquanto os são-paulinos devem estar ainda mais arrependidos por já não terem dito sim ao United.

Claro, os 3 a 2 deixaram também a desconfiança de que o torcedor brasileiro vai sofrer com um time irregular. Como o Corinthians dos tempos de Mano, que era atraído perigosamente para a defesa quando o jogo parecia ganho.


Dirigentes do São Paulo já se arrependem por segurarem Lucas
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Nos corredores do Morumbi, parte dos dirigentes do São Paulo admite arrependimento por não ter vendido Lucas para o Manchester United. Os cartolas entendem que o jogador ficou frustrado por não ir para a Europa. Temem que ele volte da Olimpíada com a cabeça ainda na Inglaterra. Assim o São Paulo teria um atleta desinteressado.

O arrependimento bateu também por causa dos valores de negociações fechadas recentemente. Se Oscar, titular da seleção Olímpica, foi para o Chelsea por cerca de R$ 80 milhões, é difícil imaginar que o reserva Lucas termine a competição valendo mais do que os R$ 96 milhões oferecidos pelo United e recusados por Juvenal.

O estafe do presidente teme também que num futuro próximo ele seja criticado pela torcida, se vender Lucas por menos do que os ingleses ofereceram agora sob o argumento de não ficar com um jogador insatisfeito. Seria um desperdício de dinheiro com cara de filme repetido no Morumbi.


Presidente do Inter se encontra com Kia Joorabchian para negociar Oscar
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Giovanni Luigi, presidente do Internacional, se encontrou com Kia Joorabchian na última sexta-feira para ouvir proposta por Oscar. O iraniano age na operação como intermediário do Tottenham, time inglês interessado há tempos no jogador.

Giuliano Bertolucci, agente de Oscar, também esteve presente ao encontro, que aconteceu no hotel Emiliano, em São Paulo. Segundo a imprensa inglesa, o Tottenham está disposto a pagar cerca de R$ 60 milhões pelo atleta.

Vale lembrar que o São Paulo recebeu um quarto desse valor para liberar Oscar ao Inter, sócio de investidores nos direitos do jogador.


Dinheiro obtido com Oscar supera despesa do São Paulo na formação de atletas no ano em que ele saiu
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Informações sobre o desfecho do caso Oscar:

No azul – Os R$ 15 milhões que Oscar e Inter pagarão ao São Paulo são suficientes para cobrir toda a despesa do São Paulo com a formação de atletas em 2009, ano em que o jogador decidiu sair do clube. Ainda sobra uma grana. O balanço são-paulino registra um gasto de R$ 12.779.000 para formar jogadores.

No vermelho – Porém, o dinheiro que entrará em caixa agora não seria suficente para bancar a despesa com formação de jogadores registrada pelos tricolores em 2011. Foram R$ 19.319.000, também segundo o balanço do clube.

Poucas e boas – Pelo acordo selado com Inter e Oscar, o São Paulo receberá a prazo, mas serão gordas prestações. Os clubes não revelam os detalhes. Porém, o blog apurou que as duas primeiras parcelas serão de R$ 5 milhões cada.

Castigo - O trato prevê ainda pesadas multas para o caso de o Inter atrasar o pagamento. Os valores também não foram revelados, mas, num contrato com quantia tão alta, uma taxa de 10% do valor total já representa R$ 1,5 milhão.

Indenização – O São Paulo calculou em R$ 10 milhões a multa rescisória de Oscar na época em que ele deixou o Morumbi. Os outros R$ 5 milhões foram cobrados para reparar danos que o clube alega ter sofrido com a saída dele.

Olhos da cara – Quem pergunta para a diretoria do São Paulo se Oscar não saiu barato demais para o Inter ouve a seguinte resposta: “quando ele se transferiu não valia nem perto de R$ 15 milhões.”

Concentrado? – Oscar fechou os detalhes do fim da novela enquanto já estava com a seleção brasileira. Precisou falar várias vezes com seus advogados, seu empresário e cartolas do Inter. Coisa que o presidente da CBF, José Maria Marin, não premiaria com uma medalha. Pra ele, jogador tem que pensar só no jogo.

Dia do fico – Durante a negociação, representantes de Oscar afirmaram aos diretores do São Paulo que o atleta já recusou propostas e descarta se transferir para o exterior ainda este ano.


São Paulo diz não negociar acordo por Oscar até julgamento
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O departamento jurídico do São Paulo alega que o clube não irá conversar com o Internacional sobre a última proposta feita pelos gaúchos para um acordo no caso Oscar. Quer esperar o julgamento no TST (Tribunal Superior do Trabalho), que deve acontecer em 15 dias.

Os são-paulinos alegam que aceitar um acordo agora deixaria o caso em aberto na Justiça, já que a batalha jurídica seria suspensa. Entendem que, assim, seria aberto um precedente para que outros jogadores usassem o mesmo procedimento para se desligarem de seus clubes.

Por isso, o time paulista quer que, primeiro, seja julgado o habeas corpus obtido por Oscar para seguir jogando pelo Inter. Essa é a ferramenta que mais preocupa o São Paulo. Se não derrubar o habeas corpus, o clube entende que todos os times ficarão vulneráveis diante de jogadores que queiram mudar de ares.

O cenário mudará se o habeas corpus cair. O time de Juvenal Juvêncio provavelmente aceitaria negociar, já que o caso seria suspenso com uma decisão que não estimularia medidas semelhantes por parte de atletas e seus empresários.

Apesar de dirigentes gaúchos afirmarem que o acordo está perto, no Morumbi a avaliação é de que depois de a barreira jurídica ser superada, ainda faltará o acerto do valor a ser pago pelo Colorado, das condições de parcelamento e das garantias bancárias.


CBF culpa Justiça em caso Oscar e foge de “armadilha” do Inter
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Em conversas informais, a diretoria da CBF culpa a Justiça do Trabalho pelo fato de Oscar ter duas inscrições. Os cartolas da entidade sustentam que nada podem fazer diante de ordens conflitantes do Tribunal Regional do Trabalho e do Tribunal Superior do Trabalho.

A queixa principal é de que o habeas corpus obtido pelo Internacional no TST é vago e diz apenas o óbvio ao afirmar que o atleta tem o direito de escolher onde quer jogar. Teria faltado uma explicação sobre a rescisão do compromisso com o São Paulo e o pagamento da cláusula penal. A justificativa é semelhante à usada pelo time paulista em comunicado oficial sobre o caso.

Na CBF há ainda a alegação de que o habeas corpus deixa claro que o TRT tem a responsabilidade de definir sobre o vínculo entre Oscar e a equipe tricolor, reativado justamente por decisão do órgão regional.

Consultada pela Confederação Sul-Americana sobre a situação do atleta, a CBF explicou que ele tem dois registros porque as decisões do TRT-SP e do TST são contraditórias. E que ela não tem autonomia para anular o acordo entre o jogador e o São Paulo, apesar do habeas corpus, que não dá a ela esse direito.

Assim, por essa versão, a situação esdrúxula de um atleta ter contrato com dois times foi criada sem a responsabilidade da confederação.

A entidade também se recusou a orientar o Internacional sobre o que fazer. Teria havido pressão do Colorado para que fosse emitido um parecer no qual a CBF avalizasse a escalação de Oscar na Libertadores.

Porém, o temor é o de que uma opinião como essa se transforme numa armadilha. No futuro, caso fosse punido, o Inter poderia alegar que agiu com autorização da CBF.

No prédio da Barra da Tijuca, o comentário é de que na dúvida o Inter não deve utilizar o jogador, pois corre sério risco de perder pontos da partida e sofrer outras punições, se o São Paulo ganhar a briga.

Juntas, todas as pontas do imbróglio revelam uma série de pressões dos dois clubes, ora na Justiça, ora na CBF. O jogador fica no meio do sanduíche, sem ter para onde correr.


São Paulo critica ministro que liberou Oscar por dar entrevista antes de julgar
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Guilherme Caputo Bastos, ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho) não tinha condições de decidir sobre a liminar em habeas corpus pedida por Oscar, segundo integrantes da direção são-paulina e membros do estafe do presidente Juvenal Juvêncio.

Em conversas informais, os são-paulinos classificam Bastos como impedido de se envolver no caso por ter dado uma entrevista três dias antes de anunciar decisão favorável ao jogador. Na opinião dos tricolores, o ministro deveria ter se mantido em silêncio.

Bastos deu entrevista ao blog Dupla Explosiva, ligado ao grupo Zero Hora, do Rio Grande do Sul. Afirmou que o caso deveria ser julgado rapidamente e que o jogador tem o direito constitucional de trabalhar, mas que deve explicações a seu empregador, o São Paulo, segundo o TST paulista.

“Não havia impedimento do ministro pelo simples fato de que na entrevista ele não fez juízo de valor. Só externou a preocupação do TST em resolver logo o caso”, disse ao blog André Ribeiro, um dos advogados de Oscar.

Para Ribeiro,  a decisão é um marco no caso. “Até então, o Oscar talvez fosse o único jogador do mundo impedido de jogar. A decisão é um novo parâmetro nessa discussão toda. Oscar tem o direito de trabalhar onde quer enquanto o caso não chega ao fim na Justiça. Se no final o São Paulo for vitorioso, ele terá o direito de receber a indenização”, disse o advogado do atleta.