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Bordeaux quer usar Pablo para ter Arana, que Corinthians não libera em 2017
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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

O Corinthians foi informado pelos empresários de Guilherme Arana que o Bordeaux apresentaria uma proposta oficial pelo lateral envolvendo os direitos econômicos de Pablo como parte do pagamento. A direção alvinegra cortou o assunto, avisando que não venderia o jogador antes de dezembro. Os agentes agora estudam um acerto pelo qual o clube brasileiro asseguraria a permanência de Pablo imediatamente e liberaria Arana para defender sua nova agremiação apenas em janeiro do próximo ano. O Bordeaux já conta com o ex-corintiano Malcom, alvo de grandes clubes europeus.

“Explicamos que liberamos o Uendel [para o Internacional] com a condição de termos o Arana até o final da temporada”, disse ao blog Flávio Adauto, diretor de futebol corintiano. Os dois laterais-esquerdos citados são representados pela mesma empresa, a Elenko Sports.

O dirigente não confirmou o nome do clube e nem o envolvimento de Pablo na transação. Disse apenas que o interesse seria de um time francês.

O cartola afirmou, no entanto, que não descarta a possibilidade de negociar Arana agora se ele só se transferir após o último jogo da equipe em 2017. “Podemos conversar, mas o jogador não sai antes do fim da temporada”, declarou Adauto.

O blog apurou que o interesse francês é em dar 100% dos direitos econômicos de Pablo como parte do pagamento por Arana. O valor total da negociação idealizada pelos europeus é de cerca de 11 milhões de euros ( aproximadamente R$ 38 milhões).

Apesar de estar emprestado até o fim de 2017, Pablo pode ser negociado pelo Bordeaux com  outra equipe na janela do meio deste ano se receber proposta e o Corinthians não exercer a opção de compra por 3 milhões de euros (R$ 10,3 milhões).

Os representantes de Arana ainda vão consultar os franceses sobre a possibilidade de comprarem os direitos do lateral e só contarem com ele no ano que vem, resolvendo imediatamente a indefinição sobre a permanência de Pablo em Itaquera.

A direção corintiana, por sua vez, consultará o zagueiro e seu representante, Fernando César, que afirma existir o interesse de Palmeiras, São Paulo, Atlético-MG e Flamengo no jogador. O Corinthians possui 40% dos direitos de Arana. O restante pertence a investidores.

 

 

 

 

 


Capacidade de surpreender é marca do novo campeão paulista
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Na conquista do Campeonato Paulista de 2017, sacramentada neste domingo (7) diante da Ponte Preta, o Corinthians deixa como uma de suas principais marcas a capacidade de surpreender.

A demora em contratar e a chegada de reforços modestos fez com que o alvinegro fosse rotulado pela imprensa como a quarta força do Estado. Para surpresa geral, aos poucos o time evoluiu e venceu a disputa de maneira incontestável.

Surpreendeu também o rendimento de Pablo e Jô. O zagueiro estava sem espaço no Bordeaux. Nada em seu histórico recente recomendava a contratação. Acabou sendo fundamental para a solidez defensiva corintiana, um dos pontos altos do campeão.

A situação do atacante era semelhante. Nem jogar ele jogava para ser avaliado. A lógica apontava que ele estava mais para repetir o fracasso de André do que o sucesso de Vágner Love, outros atacantes que chegaram sob suspeita. Jô teve dificuldades no início, mas correu, suou para se movimentar como pedia Fábio Carille, marcou gols em todos os clássicos e reconquistou a Fiel. Ponto para a diretoria corintiana, que fez uma aposta arriscada, contestada, mas acertou.

Outra surpresa foi a maneira avassaladora como o Corinthians abriu os mata-matas fora de casa. Com 2 a 0 sobre o São Paulo e 3 a 0 em cima da Ponte, resolveu as disputas logo no primeiro confronto. Pelo estilo de jogo alvinegro, eficiente nos contra-ataques, era de se esperar um bom desempenho fora de casa. Mas apostar em vantagens tão grandes seria mostrar desapego ao dinheiro.

Surpreendente também, ao menos para este blogueiro, foi a obediência tática dos jogadores em relação ao novato Carille. Dava para imaginar um bom relacionamento dele com os atletas, por conhecer o grupo bem graças ao fato de ter sido auxiliar de outros treinadores por um bom tempo. Porém, é comum boleiro desconfiar de “professor” novo. Até contestações são normais. Não aconteceu com Carille. O elenco comprou seu estilo de jogo, seguiu à risca e chegou ao título.

Só não foi surpreendente o desempenho de Romero. Como sempre, compensou o que falta de habilidade com suor, correu por todos os setores do campo, atacou e defendeu. De novo foi importante para o time sem ser badalado. O paraguaio é o melhor retrato do o estilo desse time campeão, que prioriza o conjunto, a disciplina tática e que surpreende.


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