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Palmeiras vira exemplo para Corinthians ir à Justiça contra Odebrecht
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O Corinthians corre o risco de perder o prazo para reclamar da Odebrecht na Justiça por eventuais problemas em sua arena, segundo o conselheiro e advogado Heroi João Paulo Vicente, crítico da atual administração. O alerta à direção foi feito por ele em forma de cobrança num requerimento enviado ao presidente do Conselho Deliberativo, Guilherme Gonçalves Strenger. No documento, ele indaga à diretoria por qual motivo o clube ainda não entrou com uma ação contra a construtora e pergunta qual o cronograma de ações da direção para resolver problemas no estádio e buscar ressarcimento de eventuais prejuízos.

Para reforçar a necessidade de rapidez, Heroi cita o exemplo do Palmeiras, que acionou uma câmara de arbitragem e ganhou disputa pelas cadeiras de sua arena contra a construtora WTorre.

“… por infortúnio, largo lapso de tempo vem perpassando sem que qualquer postura judicial seja adotada para resguardo formal dos interesses do Sport Club Corinthians Paulista. Caso não seja essa a situação, queira por gentileza apontar quais medidas obstativas da prescrição e decadência (do prazo para reclamar na Justiça) foram adotadas. Atento à realidade contextualizada do desporto, lamentavelmente consta-se que a rival Sociedade Esportiva Palmeiras não hesitou em buscar solução aos conflitos de sua própria arena na seara adequada, já inclusive tendo obtido resultado favorável!”, escreveu Heroi, dirigindo-se ao presidente do conselho.

Ele também cita post publicado pelo blog sobre a entrega da auditoria relativa à engenharia e arquitetura da arena feita pelo escritório Claudio Cunha Engenharia Consultiva ter sido adiada em mais um mês.  O conselheiro pede para que o clube não espere pelo resultado do trabalho e busque na Justiça uma medida cautelar de produção de provas para comprovar se a Odebrecht não executou serviços previstos no contrato ou se existem obras que precisam ser refeitas. A construtora alega que cumpriu o contrato e que deixou de realizar trabalhos avaliados em cerca de R$ 40 milhões por causa de um estouro no orçamento.

“Como já exposto, há fundado receio de que os prazos de garantia por parte da construtora sejam expirados ou que não seja mais possível a propositura de uma eventual ação estimatória (para reclamar de defeitos) …”, afirma o conselheiro em outro trecho.

Ele não explica qual o prazo para a prescrição. De acordo com a legislação, varia dependendo do problema. Há casos em que vence um ano após a entrega efetiva do imóvel. Porém, enquanto a Odebrecht considera a obra completa e entregue, o Corinthians ainda não assinou o termo de aceite. O clube espera o resultado da auditoria para saber que atitude tomar.

Heroi pede para que o presidente do Conselho pergunte à direção e à diretoria jurídica qual o prazo final considerado para ajuizar eventuais ações indenizatórias, de abatimento de preço ou rescisão e por qual motivo ainda não foi proposta uma ação cautelar antecipatória com pedido de produção de provas e concessão de tutela de urgência contra a Odebrecht.

No requerimento ele também faz um protesto formal contra a diretoria, especialmente em relação ao presidente Roberto de Andrade, por não entregar uma série de documentos pedidos por conselheiros. O blog teve acesso a uma lista de pedidos feitos pelo opositor Romeu Tuma Júnior sem resposta. A não entrega de papéis solicitados por membros do conselho foi um dos argumentos usados para a tentativa frustrada de impeachment de Andrade. A assessoria de imprensa do dirigente não respondeu à pergunta feita pelo blog no último dia 3 sobre documentos requisitados por Tuma Júnior.

“Na verdade é totalmente impossível aferir qual a extensão dos direitos do clube que foram vulnerados, porque, conforme visto alhures, nenhum documento fora disponibilizado aos conselheiros solicitantes”, escreveu Heroi.

Procurado pelo blog, o presidente do Conselho Deliberativo corintiano afirmou que encaminhará os pedidos do conselheiro para Andrade.


Como Paulo Nobre sumiu do mapa palmeirense
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Como presidente Paulo Nobre ajudou o Palmeiras a conquistar uma Copa do Brasil, a voltar a ser campeão brasileiro após 22 anos, a vencer uma importante disputa com a WTorre relativa ao estádio alviverde e emprestou cerca de R$ 200 milhões ao clube. Mesmo com esse currículo, três meses após deixar o cargo ele está praticamente fora do mapa político alviverde.

O ex-mandatário se licenciou do Conselho Deliberativo e do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) e vê seu grupo, o Academia, perder musculatura.

A rapidez com que o ex-dirigente sumiu do cenário é fruto de uma série de acontecimentos que envolvem o desejo não realizado de continuar envolvido com o departamento de futebol, a pouca bola que ele dava para conselheiros enquanto estava no poder, a eleição do casal dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas) para o Conselho Deliberativo, o poder do ex-presidente Mustafá Contursi e a frustrada expectativa em relação à chegada de um novo investidor/patrocinador com mais dinheiro do que os atuais.

A situação de Nobre teria sido diferente se a vontade expressada por ele enquanto ainda estava no poder tivesse sido atendida. O blog apurou que, durante a montagem da chapa que elegeu Maurício Percivalle Gagliotte, ele foi indagado sobre o que gostaria de fazer se participasse da nova gestão. Respondeu que só participaria se fosse para ficar próximo ao departamento de futebol. Não como diretor, mas de maneira ativa. O nome do cargo não foi discutido e nem o convite veio.

Segundo pessoas próximas a ele, o fato de não ter sido chamado é só um pequeno ponto de chateação com o sucessor, eleito após sua indicação. O caminho que levou ao isolamento voluntário de Nobre começou a ser trilhado antes, no início de seus atritos com a Crefisa.

Depois do conflito causado pelo fato de o clube ter autorizado a Adidas a produzir uma camisa comemorativa com a marca da Parmalat sem consultar os patrocinadores atuais, Nobre designou Gagliotte para fazer a ligação com os donos da Crefisa. O então vice-presidente passou a apagar incêndios e a conquistar a confiança dos empresários.

Ao mesmo tempo, Mauricio também era mais atencioso com conselheiros que não se sentiam atendidos pelo presidente. O vice, que já era afinado com o ex-presidente Mustafá Contursi, ganhou tamanha simpatia no clube que ficou inviável a candidatura de outro vice-presidente, Genaro Marino. O segundo nome é considerado mais fiel a Nobre, tanto que ficou ao seu lado no episódio da tentativa de impedir a candidatura de Leila Pereira ao conselho. Se ele tivesse sido eleito, provavelmente o status do ex-presidente hoje seria outro e ele participaria da administração.

De acordo com três conselheiros e um membro da atual diretoria, o relacionamento frio de Nobre com os integrantes do conselho dificultou sua missão de tentar fazer com que a eleição de Leila fosse impugnada pelo órgão. Enquanto estava sentado na cadeira de presidente, ele praticamente não fazia política. Conselheiros se queixavam que suas sugestões e pedidos eram ignorados pelo presidente. Então, no momento em que ele resolveu peitar Mustafá, que apoiava o casal de patrocinadores, deram o troco deixando de estender a mão ao ex-presidente.

O cheiro de derrota era tão grande que Nobre nem apareceu à votação sobre a impugnação defendida por ele. Leila ganhou com facilidade, e os apoiadores do ex-presidente ficaram chateados por ele não atender ao pedido para comparecer à reunião.

Último a saber?

A candidatura de Leila está no centro do racha de Nobre com seu sucessor e ajuda a explicar o afastamento do ex-presidente.

Segundo gente próxima a Nobre, o ex-dirigente se sentiu traído por que só teria ficado sabendo em novembro que Mustafá protocolou a carta na qual afirmava ter dado em 1996 o título de sócia do Palmeiras para Leila e que assegurava a ela o direito de ser candidata ao Conselho Deliberativo e de votar na última eleição. A mensagem teria sido recebida em fevereiro por José Eduardo Luz Calliari, diretor financeiro e eleito no mês seguinte conselheiro vitalício. Galiotti rapidamente teria sido informado, mas não teria repassado a informação ao presidente.

Por essa versão, Nobre só soube no fim de seu mandato o que sustentava a candidatura de Leila. Por isso, vetou o nome dela como candidata apenas quando se preparava para tirar a faixa presidencial. Antes disso, só teria ouvido de Mustafá sobre o projeto para a dona da Crefisa ser candidata, respondendo que não tinha nada contra, desde que fosse de forma legal. Depois, não teria ouvido mas sobre o assunto.

Também de acordo com o grupo de Nobre, ao tomar conhecimento da carta, ele encomendou um parecer ao departamento jurídico do clube que foi contrário à candidatura da empresária. A alegação é de que o título que teria sido dado em 1996 nunca foi registrado por ela, assim não tem valor. É adicionada a essa sustentação a informação de que a empresária comprou um título em 2015.

Porém, aliados de Mustafá têm versão diferente. Afirmam que em fevereiro Nobre concordou com a candidatura de Leila e que soube da existência da carta pouco depois de ela ser protocolada. Declaram que ele ficou calado para não perder o apoio do ex-presidente e só se manifestou quando estava deixando o cargo.

Mais dinheiro do que a Crefisa?

A missão de barrar a candidatura de Leila se tornou impossível porque ninguém no clube queria pensar na possibilidade de perder os milhões vindos da Crefisa e da FAM. Segundo três conselheiros e dois membros da diretoria, Nobre chegou a acenar com um investidor que seria mais endinheirado do que o casal. Quatro dos ouvidos falam que a estimativa era de que fossem injetados R$ 800 milhões no clube. Um deles, ligado ao ex-presidente, nega o valor, mas admite que havia a possibilidade de o dirigente trazer um patrocinador chinês, só que o negócio não avançou.

Futuro

Hoje, Nobre é descrito por conselheiros como magoado e totalmente avesso à ideia de voltar a fazer parte da política palmeirense, diferentemente de outros presidentes, como Mustafá Contursi, Affonso Della Monica e Arnaldo Tirone. Mas tanto adversários como os poucos aliados que sobraram não descartam que ele retorne no momento em que as condições forem menos adversas.

Procurados pelo blog, Nobre e Maurício não quiseram se manifestar. Calliari não foi localizado pelo blog.


Por que mecenas emplacam no Palmeiras, mas não no São Paulo?
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De um lado uma equipe que se fortaleceu e levantou taças com a ajuda dos braços fortes de ricaços apaixonados pelo clube, além de interessados na vida política da agremiação. Do outro, um time no qual quem colocou dinheiro o fez uma vez e parou. Ou investiu muito menos em outras áreas sem ser na contratação de craques. Esse é o retrato de Palmeiras e São Pulo que se enfrentam nesta tarde pelo Campeonato Paulista. Mas por que os mecenas decolaram no alviverde e patinaram no tricolor?

A resposta está na forma diferente com que os conselheiros palmeirenses Paulo Nobre, José Roberto Lamacchia e Leila Pereira encararam a relação entre paixão pelo clube, ambição política e colaboração em comparação com são-paulinos endinheirados, como Abilio Diniz e o diretor de marketing Vinícius Pinotti.

Indagada pelo blog sobre o que motiva os seguidos investimentos feitos pela empresa dela e de seu marido no Palmeiras, donos da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas), Leila respondeu o seguinte por meio de sua assessoria de imprensa: “nossa enorme paixão pelo clube e a ótima relação que temos com os dirigentes do clube”. Ela virou palmeirense por causa do marido, sempre palestrino.

Por sua vez, Abilio escreveu em 2015 em seu blog no UOL duas afirmações que mostram a maneira de pensar diferente em relação à empresária palmeirense. “O São Paulo não precisa de caridade de seus torcedores. Não é dar o peixe, mas ensinar a pescar”. Na ocasião, havia a expectativa da diretoria comandada por Carlos Miguel Aidar de que ele participasse de um fundo que colocaria pelo menos R$ 100 milhões nos cofres tricolores, mas que nunca saiu do papel.

Cifras mostram o tamanho da diferença com que os ricos palmeirenses e são-paulinos em questão atuam em seus clubes.

Crefisa e FAM renovaram seus patrocínios com o Palmeiras por cerca de R$ 80 milhões anuais mais bônus por conquistas. O compromisso anterior rendia aproximadamente R$ 60 milhões por ano à agremiação.

Nobre, enquanto reinou na presidência, tirou do bolso a título de empréstimo aproximadamente R$ 200 milhões para tocar o clube e reforçar o time. Recentemente, ele recebeu de volta R$ 43 milhões.

No lado são-paulino as quantias envolvidas não podem ser consideradas mixaria, mas são bem menores.

Abilio, cobrado por adversários políticos por nunca ter patrocinado o São Paulo, bancou a atuação de duas renomadas empresas de consultoria avaliada pelo entorno do empresário em cerca de R$ 2 milhões. O objetivo do trabalho foi verificar a verdadeira situação do clube, incluindo o CT das categorias de base, em Cotia, para permitir o melhor uso dos recursos, aumentar a geração de receitas e equacionar o pagamento de dívidas. Ou seja, a ação seguiu a linha de raciocínio de que é melhor criar condições para um faturamento maior do que injetar dinheiro para contratações.

 Pinotti, antes de ser diretor, emprestou cerca de R$ 19 milhões para a contratação de Centurión. Por causa da correção pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), a dívida com ele hoje passa de R$ 20 milhões. O jogador não emplacou, foi emprestado para o Boca Juniors e Pinotti nunca mais emprestou dinheiro para o clube.

O dirigente não quis dar entrevista sobre o assunto, mas, internamente, ele afirma que o fato de não ter feito novos empréstimos está desconectado do fracasso de Centurión no Cícero Pompeu de Toledo. A opção do cartola foi por contribuir com o São Paulo conseguindo novos patrocinadores.

Investimento alto em patrocínio dá retorno?

A distância mantida por Pinotti e Diniz do formato de patrocinar o time do coração leva à pergunta se comercialmente compensa investir pesado em patrocínio, como fazem Crefisa e FAM.

Ao ser indagada pelo blog se o retorno dado às suas empresas pela exposição na camisa do Palmeiras é satisfatório ou inferior ao dinheiro investido, Leila afirmou: “o retorno foi muito positivo, porém a maior satisfação que temos é poder contribuir para o sucesso de um projeto e ficamos extremamente felizes pela alegria que o Palmeiras proporciona aos torcedores”.

Nos clubes adversários é comum ouvir dirigentes afirmando que o preço pago pelas duas empresas ao atual campeão brasileiro é muito superior ao de mercado. E no Palmeiras, conselheiros argumentam que a empolgação com o título brasileiro e a popularidade alcançada pela dupla de empresários contribuíram para o aumento no aporte financeiro. Tais fatores não existem hoje no lado são-paulino da moeda.

“Nosso amor pelo Palmeiras e nossa confiança com o clube ajudaram muito em nossas tomadas de decisão. Ver os torcedores felizes, muito contentes por ter um time muito competitivo é gratificante”, afirmou Leila sobre o incremento nos investimentos.

Política

Apesar de pensarem de maneiras distintas sobre como ajudar o time de coração, Abilio, Pinotti, Paulo Nobre, Leila e Lamacchia têm um ponto em comum na relação com seus clubes: o envolvimento político.

O casal da Crefisa e da Fam acaba de colocar dinheiro na campanha por vagas no Conselho Deliberativo palmeirense. Após a vitória esmagadora, ambos podem participar da vida política do clube. Nobre, bem antes de ser eleito presidente, já estava engajado politicamente no alviverde.

No Morumbi, Pinotti apoia Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, na tentativa de se reeleger à presidência. Porém, é visto mais como cartola do que político. Abilio está do outro lado da trincheira. É incentivador do candidato de oposição no pleito de abril, José Eduardo Mesquita Pimenta. Alex Bourgeois, ex-CEO do clube e homem de confiança do empresário, é um dos principais articuladores da campanha do oposicionista.

Os estilos distintos de pensar de quem tem conta bancária para ser mecenas de seus times, obviamente teve influência na montagem das equipes dos rivais desta tarde para a temporada. O reflexo mais emblemático é o fato de Pratto, o principal contrato do São Paulo, ter habitado os sonhos de Leila, mas acabar sendo preterido por Borja, mais caro e badalado.


Opinião: Corinthians redescobre como é fácil agradar aos seus torcedores
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Sem dar espetáculo, sem contratações bombásticas e sem astros, o Corinthians é líder geral do Campeonato Paulista. Já venceu dois rivais em clássicos: Palmeiras e Santos. É o que bastou para Fiel, antes cabisbaixa, voltar a sorrir.

Não foram necessárias goleadas e nem atuações de gala. Bastaram correria, vontade, aplicação tática, garotos da base em campo e solidez defensiva. Assim, o alvinegro redescobre como é fácil satisfazer à sua torcida. Não é preciso gastar como arqui-inimigo Palmeiras, desde que esses elementos estejam em campo.

Foi assim no início do trabalho de Tite em 2012 (tirando a parte da molecada), quando o time era de operários dedicados. Não se trata de comparar as duas equipes, pois a de hoje não dá, pelo menos por enquanto, indícios de que pode chegar onde aquela chegou. A comparação é na simplicidade que satisfez o torcedor.

Se mantiver esse ritmo e não ganhar o Paulista e permanecer na briga pela Copa do Brasil, nenhuma catástrofe acontecerá em Itaquera. Carille provavelmente poderá seguir seu trabalho.

Antes considerado por muitos a quarta força de São Paulo, hoje o Corinthians pode pensar no título Estadual, mesmo com a natural evolução do favorito Palmeiras. Pois em campeonato com mata-mata, não dá pra duvidar de time que tem a pegada demonstrada pelo alvinegro.


Justiça nega pedido de Valdivia para penhorar faturamento do Palmeiras
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Colaborou Pedro Lopes, do UOL em São Paulo

Valdivia e Palmeiras duelam na Justiça sobre o que será penhorado como garantia de pagamento de uma dívida cobrada pela empresa do jogador. São R$ 116.819,30 a título de comissão pela intermediação da contratação do próprio atleta.

O alviverde ofereceu a penhora de um imóvel, que foi rejeitado pelo chileno. A rejeição foi acolhida pela  justiça sob a alegação de o dinheiro é o primeiro bem na ordem legal. Por sua vez, o jogador tentou penhorar o faturamento do clube, medida que foi considerada extremada, sendo rejeitada pela justiça no último dia 24. Porém, ele deve tentar a penhora online, bloqueando o valor diretamente nas contas do clube.

Três dias antes dessa decisão, foi publicada no Diário Oficial de São Paulo outra que frustrava um pedido de liminar pelo Palmeiras, sem detalhes do que era pretendido pelo clube. Na ocasião, também ficou anotado que o alviverde não apresentou o registro de imóvel ofertado para penhora, o que impossibilitava a análise de seu valor.

 


Contrato de TV: cinco rivais se unem para tentar alcançar Corinthians e Fla
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Com Napoleão de Almeida, colaboração para o UOL em Curitiba

Cinco clubes da Série A que têm contrato com o Esporte Interativo para transmissão de jogos do Brasileirão por TV fechada a partir de 2019 discutiram nesta sexta durante reunião no Palmeiras uma estratégia para ficarem mais fortes nas próximas negociações de contrato. O objetivo é equilibrar o jogo com Flamengo e Corinthians, tradicionalmente donos das maiores cotas de televisão.

Além do alviverde, Santos, Coritiba, Atlético-PR e Bahia participaram do encontro. A estratégia deles é fazer as próximas negociações em bloco. Todos teriam uma só posição, o que em tese aumentaria o poder do grupo. A ideia é atrair os demais times que fecharam com o EI, que também participou da reunião para tratar de assuntos ligados ao seu acordo.

O raciocínio é que se estiverem separados no mercado, Flamengo e Corinthians continuarão tendo mais peso nas tratativas com as emissoras por terem as maiores torcidas do país.

O primeiro teste da nova tática deve ser a negociação da transmissão pelo pay-per-view. Os cinco clubes combinaram de negociar em conjunto. Eles já decidiram que não aceitam as pesquisas com assinantes como um dos critérios para dividir as cotas, método previsto no acordo atual com a Globosat. A ideia é que todos compradores de pacotes declarem seus times para dar mais precisão ao levantamento. Acreditam que dessa forma, a diferença para Flamengo e Corinthians vai cair.

Outra briga será para que a emissora que fechar contrato aumente a participação dos clubes na arrecadação obtida com o pay-per-view. Hoje, eles ficam com cerca de 30% da receita. A fatia maior beneficiaria a todos, incluindo os que não estiverem negociando em bloco.

Entre alguns dos participantes, o projeto é visto como uma tentativa de reconstruir o que foi destruído com o fim do Clube dos 13, entidade que era encarregada de negociar os contratos de transmissão pela TV. Em 2011, o Corinthians, presidido por Andrés Sanchez, liderou a implosão do C13 ao sair dele para negociar separadamente seus contratos. Dessa forma, conseguiu um trato muito mais vantajoso. O mesmo aconteceu com o Flamengo.

Outras tentativas de uma nova união entre os clubes já foram feitas, mas todas sem sucesso.

A próxima reunião para debater esse posicionamento unificado está prevista para 15 de março, em Santos.


Barça resiste à proposta do Palmeiras para impedir saída de Mina em julho
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Maurício Galiotte e Alexandre Mattos foram para a Espanha em busca de um acordo com o Barcelona para alterar a data da preferência que o time espanhol tem para contratar Mina de julho de 2017 para o mesmo mês do ano que vem, conforme apurou o blog. O objetivo da mudança é assegurar que o colombiano dispute a atual Libertadores até o fim.

Porém, a negociação não vai ser fácil. Segundo fonte ligada ao clube espanhol, o Barça não está disposto a aceitar a prorrogação proposta por presidente e diretor remunerado do Palmeiras. Prefere manter o direito de decidir a questão em julho deste ano. A tendência neste momento é de fazer valer a cláusula, mas o Palmeiras ainda não jogou a toalha.

A opção de compra do time catalão vale desde que sejam pagos 9 milhões de euros (cerca de R$29,2 milhões) pelo atleta.

A assessoria de imprensa do Palmeiras afirmou ao blog que o clube não se manifestaria sobre o assunto.

Além da negociação por Mina, os dirigentes palmeirenses querem estreitar a relação com o Barcelona.


Justiça manda Fluminense pagar R$ 150 mil ao Palmeiras em caso Martinuccio
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O Palmeiras obteve vitória parcial na Justiça, em segunda instância, contra o Fluminense no caso Martinuccio. Foi aceito parcialmente recurso do clube paulista que agora conseguiu o direito de receber R$ 150 mil do time carioca a título de indenização por danos morais mais juros de mora de 1% ao mês a partir de 18 de julho de 2011. Isso porque o tricolor do Rio ignorou, segundo a decisão, pré-contrato do alviverde com o argentino e o contratou.

A quantia é pequena perto do que os palmeirenses pediam: duas mil vezes a remuneração do argentino no Flu. O salário do atleta não foi revelado na decisão.

Julgamento anterior havia obrigado o Palmeiras a pagar R$ 10.000 em honorários e custas processuais, além de ter seus pedidos negados, por isso clube recorreu. Apesar de provar os danos morais, no entender dos desmbargadores, o alviverde não provou danos materiais. Assim, essa indenização foi negada. Também não foi aceita a tese de que o Flu aliciou o jogador e de que praticou concorrência desleal.

Os advogados palmeirenses alegaram que quando o Fluminense contratou Martinuccio, apesar do pré-contrato do clube paulista com ele, o alviverde foi tachado por torcedores e pela imprensa de associação ineficiente ou incompetente, o que justificaria o dano moral.

“É certo que a conduta do clube requerido, que ignorou o pré-contrato firmado pelo clube autor e o jogador Martinuccio e contratou o atleta, configurou o abuso de direito, configurando danos ao postulante”, escreveu no dia 31 de janeiro Marcia Dalla Déa Barone, relatora do processo na 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão foi publicada nesta quarta no Diário Oficial.

Em sua defesa, o Fluminense alegou que o pré-contrato não era valido por causa de uma série de irregularidades (no entendimento dele), como a assinatura apenas em português. A tese não foi aceita.

Martinuccio havia entrado com uma ação contra o Palmeiras para anular o pré-contrato, e ela foi extinta, pois as partes entraram em acordo.


Grupo de Mustafá quer que Leila Pereira transfira votos para marido
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Com José Edgar de Matos, do UOL, em São Paulo

Os apoiadores da chapa que tem Leila Pereira como candidata ao Conselho Deliberativo do Palmeiras estão preocupados com a campanha do marido dela, José Roberto Lamacchia. Ambos são donos da Crefisa e da Faculdade das Américas, patrocinadoras do clube.

 A avaliação do grupo, liderado por Mustafá Contursi, é de que como ela trabalha sua candidatura pelo menos desde setembro do ano passado, faz um alto investimento e conseguiu bom espaço na mídia, conseguirá se eleger com facilidade, desde que sua inscrição não seja impugnada. Um grupo de sócios pede a impugnação alegando que ela não tem o tempo mínimo exigido para se candidatar.

Por outro lado, Lamacchia assinou a ficha de candidato sem ter feito campanha prévia. Inicialmente, a ideia era de que ele fosse apenas uma opção para atrair votos para chapa caso Leila tivesse seu regirsto impugnado. Essa preocupação ainda existe, mas há também o desejo de Mustafá e seus aliados de colocar os dois no conselho. Por essas duas razões querem turbinar a campanha de Lamacchia.

O problema é que existem outros candidatos na chapa que precisam de ajuda para se eleger. Assim, o grupo de Mustafá quer que Leila transfira parte de seus votos para o marido, enquanto eles pedem apoio dos sócios para outros postulantes ao cargo.

Pelas contas da turma de Mustafá, ela conseguirá cerca de 150 votos no pleito marcado para o próximo sábado. As projeções são de que entre 28 e 30 indicações garantem a eleição. Ou seja, ela tem simpatizantes suficientes para assegurar a vitória dela e do empresário.

Na semana passada, a festa de lançamento da campanha de Leila mostrou o desequilíbrio na divulgação das duas candidaturas. Não havia menção a Lamacchia no material utilizado no evento, assim como não há na fachada da casa alugada pela presidente da Crefisa em frente ao Allianz Parque.

Por outro lado, Contursi deixou claro durante o lançamento sua preocupação com o dono empresário lembrando sempre da candidatura dele.


Corinthians vai reagir aos reforços de peso do Palmeiras? Nāo, diz cartola
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Acompanhar o noticiário sobre a atual janela de transferências é uma tortura para os corintianos.

De um lado assistem ao Palmeiras anunciar nomes de peso e disputados por grandes clubes, como Guerra, Felipe Melo e Michel Bastos, além de tentar Pratto ou Borja para o ataque.

Enquanto isso, os alvinegros, incrédulos, sāo informados de que até agora o clube se reforçou com jogadores bem menos badalados, como Jô, que estava parado, Paulo Roberto, reserva no Sport, Luidy e Kazim.

No meio do caminho ainda há o Santos que busca um atacante medalhāo, tenta Robinho e já tentou Barcos e Luis Fabiano.

A Fiel, entāo pergunta: “o Timāo nāo vai reagir e trazer jogadores com status semelhante ou superior aos do Palmeiras e de outros rivais?”.

“Nāo”, responde André Luiz Oliveira, presidente em exercício do Corinthians.

“Nāo vamos entrar na pilha dos rivais por reforços. O torcedor precisa entender que vamos ter um time um pouco diferente este ano. A prioridade é arrumar a casa (colocar as finanças em dia). Vamos continuar contratando com calma, como tem feito o Flávio Adauto (diretor de futebol)”, disse André.

Entāo, com uma equipe modesta, o Corinthians nāo vai brigar pelo título brasileiro, certo?.

Errado, segundo o dirigente. “Vamos brigar pelo título brasileiro,mas as coisas serāo feitas sem desespero. Nāo vamos pagar R$ 600 mil pra nenhum jogador. Pode nāo dar certo e ainda inflacionar a folha salarial. É so lembrar do Pato”, declarou o cartola.

Entāo, como o Corinthians vai montar um time competitivo para o Brasileiro?

“Vamos terminar de reforçar a equipe sem fazer loucuras. Jogaremos o Paulista e veremos onde precisamos nos reforçar para o Brasileiro. Daí vamos arrumando o time, afirmou André.

Nesta segunda, ele devolve o cargo para Roberto de Andrade, que volta de férias pressionado a renunciar para nāo enfrentar um processo de impeachment.