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Corinthians negocia renovação com Caixa por mesma quantia mensal atual
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O Corinthians aceita fechar com a Caixa a renovação do contrato de patrocínio na parte frontal da camisa do clube sem aumento. As negociações estão em andamento. Segundo Fernando Salles, diretor de marketing do alvinegro, se o martelo for batido, o valor mensal deve ser praticamente o mesmo do atual.

A diferença, segundo ele, é que o banco não faz mais contratos que passem de um ano para o outro. Assim, um novo trato terá validade até dezembro. Por isso, o valor total a ser recebido será inferior aos R$ 30 milhões combinados pelos últimos 12 meses. A negociação relativa à quantia está bem encaminhada, conforme disse o cartola.

“A maior preocupação não é com a parte financeira, é com outros ativos. São propriedades que a Caixa está vetando em parcerias com outras instituições, e nós estamos tentando liberar”, declarou Salles ao blog.

No acordo atual, válido até abril, o patrocinador liberou o Corinthians para ter parceiros ligados a instituições financeiras que trabalhem com produtos que não são alvos do acordo com ela. Por exemplo, a venda de seguro ou cartões de crédito e débito com a marca do clube, mas administrados por outra empresa, poderia ser feita.  Porém, segundo o dirigente, agora ela tenta retomar o veto.

O diretor não revelou números, mas o blog apurou que a negociação começou com o banco querendo pagar um valor mensal menor em relação ao atual, enquanto o Corinthians queria uma quantia maior.

A Caixa não fala sobre negociações em andamento.


Como o Corinthians se defende em polêmica envolvendo patrocínio e Lava-Jato
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Depois de o UOL Esporte mostrar que as empesas Apollo Sports Solutions e Apollo Sports Capital, que alugaram espaço nas costas da camisa do Corinthians, têm ligação com o português Antônio Manuel de Carvalho Baptista Vieira, denunciado na Lava-Jato, o departamento de marketing corintiano foi alvo de uma avalanche de críticas de conselheiros e torcedores. Preocupado não só com a reação negativa, mas com o fato de a polêmica poder afastar novos patrocinadores, os responsáveis pelo departamento elaboraram uma série de argumentos para se defender. Veja abaixo os principais.

1 – Legalidade

Em sua defesa, o departamento de marketing corintiano alega que fez um intenso estudo sobre o novo patrocinador e verificou que ele funciona regularmente, atendendo todas as exigências das leis brasileiras.

2 – Alvo da Lava-Jato

Um dos argumentos é o de que o clube não precisa e não tem como conhecer todos os acionistas das empresas que o patrocinam. É assim com a Nike, por exemplo. Além disso, Antônio Manuel de Carvalho Baptista Vieira não participou das negociações, segundo os corintianos. Ainda assim, o marketing alvinegro lembra que a denúncia contra ele na Lava-Jato por lavagem de dinheiro foi rejeitada pelo juiz Sergio Moro.

3 – Grana

O patrocínio vai render cerca de R$ 10 milhões por ano ao clube até 2019. O valor é considerado pelos cartolas do Corinthians muito bom em tempos de crise e num momento em que a maioria dos clubes sofre para conseguir patrocínio.

4 – Alternativa

Quem critica o clube por não conseguir colocar nas costas da camisa a marca de uma grande e famosa empresa, ouve que os tempos mudaram. A tese é de que o cenário de crise, o escândalo de corrupção no qual a CBF se envolveu e que culminou com a prisão de José Maria Marin e episódios de truculência e violência envolvendo torcedores fizeram as principais empresas do país se afastarem do patrocínio esportivo. Nesse momento delicado, segundo quem trabalha no marketing corintiano, os fundos de investimento passaram a ser uma boa e segura alternativa para parcerias. A Apollo Solutions é um fundo de investimento que promove um rodízio de seus parceiros nas costas da camisa corintiana.


Marketing corintiano prevê aumento de R$ 30 milhões nas receitas
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Mesmo em tempo de crise e com o time caindo na tabela do Brasileirão, o departamento de marketing do Corinthians espera fechar o ano com aumento de cerca de R$ 30 milhões na receita gerada por patrocinadores (não só da camisa de jogo) em comparação com 2015. A projeção do superintendente de marketing alvinegro, Gustavo Herbetta, é de que a arrecadação seja de cerca de R$ 100 milhões em 2016. Em 2015, a agremiação registrou em seu balanço um faturamento de R$ 66.571.000 com patrocínios e publicidade.

Hoje, a camisa alvinegra rende aproximadamente 35% a mais do que no ano passado, pelas contas do clube, e as negociações de dois patrocínios estão em andamento, um nas mangas e outro nos ombros.

Segundo Herbetta, estudo realizado no ano passado reposicionou a marca do clube e permitiu o aumento das receitas.

“Baseado nesse estudo, foram feitas renegociações com patrocinadores atuais que entenderam esse novo posicionamento e renovaram com incremento de dois dígitos”, afirmou Herbetta.

O caso emblemático é o da Caixa, que assinou novo contrato pagando os mesmos R$ 30 milhões anuais de 2015, mas para estampar em 2016 sua marca apenas na frente da camisa. Antes, por essa quantia, ela tinha também direito ao patrocínio nas costas.

“Baseado nesse estudo (feito em 2015) fizemos um approach diferenciado em segmentos que poderiam trazer mais receita, como cerveja e água”, disse o superintendente. Recentemente, o Corinthians anunciou um acordo com a cervejaria Estrella Galícia, que passou a estampar os uniformes de treino, além de se transformar em fornecedora de água mineral da equipe por meio uma marca que possui.

Herbetta também credita a previsão de crescimento em meio à crise financeira no país ao modelo adotado pelo clube baseado na ativação das parcerias com ações de marketing que envolvam os torcedores.

De acordo com o gerente, a crise técnica enfrentada nesse momento pelo time, que se afastou da briga pela liderança do Brasileirão, até agora não afetou o marketing alvinegro. “O desafio é desatrelar cada vez mais o marketing da performance da equipe”. Como exemplo, ele argumenta que o torcedor que toma cerveja faz isso com o time ganhando ou perdendo. Então, o trabalho do clube é fazer o corintiano comprar a marca de seu patrocinador.

O discurso otimista, porém, não vale para a venda dos naming rights da arena Corinthians. Ainda emperrada, ela é motivo de constantes críticas de conselheiros à diretoria alvinegra. Herbetta diz que não pode falar sobre esse assunto.   


Patrocinador misterioso em final causa polêmica no Santos
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A Prefeitura de Santos afirma, oficialmente, que não paga um centavo para estampar a marca do Museu Pelé na camisa do alvinegro na final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras. O clube, porém, diz, extraoficialmente, que vendeu por R$ 800 mil o espaço principal em seu uniforme nos dois jogos da decisão. Então, quem está pagando a conta? Essa pergunta provoca polêmica na Vila Belmiro e consolida uma dissidência política no grupo que elegeu o atual presidente, Modesto Roma Júnior.

“A prefeitura não patrocinou, nem repassou dinheiro público de forma direta ou indireta ao Santos Futebol Clube. O apoio ao SFC é apenas institucional. Não há qualquer tipo de acordo ou compromisso presente ou futuro de repasses de verbas públicas ao clube”, disse a assessoria de imprensa da prefeitura em nota enviada ao blog na última quarta.

A informação de que o patrocínio seria gratuito deixou indignado o coordenador da campanha de Modesto à presidência, Vasco Vieira, agora crítico da administração. “Ele (o atual presidente) prometeu transparência durante a campanha, mas não está sendo transparente nesse caso, e em outros também. A prefeitura nunca retribuiu o Santos pelo trabalho que o clube fez de divulgação da cidade no mundo inteiro. Então, tem que pagar para anunciar na camisa, ainda mais diante do caos financeiro enfrentado pelo Santos”, disparou Vieira.

Por sua vez, Modestinho, como é conhecido o cartola santista, diz que foi criada uma confusão em relação ao patrocínio. Ele afirma que o fato de o município não pagar pela divulgação não significa que o Santos deixe de ser remunerado. “A prefeitura não pode bancar o patrocínio por motivos legais. Mas o museu tem parceiros interessados em divulgar a casa. Um deles está pagando pelo patrocínio, mas não quer aparecer”, declarou o dirigente ao blog.


São Paulo já antecipou R$ 10 milhões de contrato com novo fornecedor
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O contrato do São Paulo com a Under Armour começa a valer em maio, mas, apertado financeiramente, o clube já antecipou R$ 10 milhões que teria direito a receber. O dinheiro foi entregue pela nova fornecedora de material esportiva em dezembro, junto com mais cerca de R$ 6 milhões pagos a título de luvas, que não contam como antecipação.

A quantia recebida com cinco meses de antecedência será descontada pela empresa anualmente, sem juros, segundo a direção do São Paulo.

Procurada pelo blog, a Penalty, de saída do clube, informou que o parceiro estava livre para negociar com outro fornecedor desde que o distrato foi assinado entre as partes, no início de dezembro. Assim, como sustenta a direção são-paulina, não houve irregularidade no fato de o clube receber dinheiro de um concorrente enquanto ainda vestia Penalty.

Pelo trato com a Under Armour, vão entrar nos cofres do São Paulo R$ 80 milhões em cinco anos. Porém, os uniformes fornecidos elevam o valor do acordo para cerca de R$ 131 milhões.

 


Acordo com empresa aérea rende cerca de R$ 3 milhões ao São Paulo
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O acordo que o São Paulo anunciará nesta quarta com a Copa Airlines renderá ao clube cerca de R$ 3 milhões em um ano, tempo do contrato de patrocínio, conforme apurou o blog. O valor não foi divulgado oficialmente.

A marca da empresa aérea estará na camisa do time apenas nesta quarta, no Uruguai, na partida contra o Danubio, pois o restante do trato envolve espaço no site e nos perfis são-paulinos nas redes sociais. O patrocinador também terá um camarote no Morumbi.

Por sua vez, o São Paulo vai ganhar espaço em três aeronaves da parceira, com direito a adesivos e vídeos do clube, além de passagens aéreas.

No jogo pela Libertadores, além de estampar o nome da companhia, a camisa são-paulina continuará divulgando o programa de sócio-torcedor do clube, que sofre financeiramente sem um patrocinador principal.

 


Corinthians reserva até 70% de novo patrocínio para contratar atacante
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Para atender ao pedido de Mano Menezes, o Corinthians está disposto a usar na contratação de mais um atacante até 70% do dinheiro que vai receber da Carsystem, nova patrocinadora do clube. A marca estampa os ombros da camisa corintiana desde 15 de agosto e assinou contrato até dezembro.

A direção corintiana admite gastar até R$ 5,8 milhões para bancar o novo atacante por um ano. O patrocínio renderá cerca de R$ 8,2 milhões.

A intenção do clube é desembolsar no primeiro ano de contrato do futuro jogador até R$ 400 mil mensais e luvas de R$ 1 milhão. Essa é a proposta máxima que os alvinegros estão dispostos a fazer para Nilmar, o preferido de Mano. Após o primeiro ano, outros recursos seriam usados.

Após uma sondagem inicial, o clube fez na semana passada um contato formal com o Orlando da Hora, empresário do atleta para dar inicio à negociação, que até segunda-feira estava na estaca zero.

Além de um atacante, o Corinthians também quer um zagueiro para substituir Cléber, negociado com o Hamburgo, da Alemanha. O alvinegro nada recebeu na transferência, pois não possuía participação nos direitos econômicos do jogador.


Patrocínio pode fazer só Del Nero ter condições legais de se candidatar à presidência da CBF
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Ao conseguir patrocínio para 20 Estaduais, Marco Polo Del Nero pode ter feito mais do que conquistar o apoio de 20 federações para sua iminente campanha na próxima eleição na CBF. A ação tem potencial para impedir que outro candidato tenha condições legais de inscrever sua chapa no pleito, marcado para o ano que vem.

Pelo estatuto da CBF, o candidato à presidência precisa do apoio de oito federações e cinco clubes. Ao todo, são 27 entidades filiadas.

Então, se as 20 patrocinadas pela Chevrolet fecharem com Del Nero, sobram apenas sete para um eventual opositor tentar seduzir. Mesmo que consiga, faltará uma para completar o número mínimo. Assim, o cartola paulista seria candidato único.

Justamente no dia do anúncio dos patrocínios, o presidente José Maria Marin defendeu Del Nero como possível sucessor. Por sua vez, o vice da CBF e presidente da Federação Paulista disse que se for chamado aceitará a missão. Apesar de negar estar em campanha.


Patrocínio da Caixa ao Corinthians gera protestos no São Paulo, que flertou com banco
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Com Renan Prates, do UOL Esporte

Corinthians vai receber R$ 30 milhões por ano

O patrocínio da Caixa ao Corinthians foi mal digerido por dirigentes do São Paulo.  Eles somam o novo contrato ao envolvimento de BNDES, Banco do Brasil e prefeitura com o estádio corintiano. A avaliação é de que essa combinação faz do alvinegro o time do Governo. E que os concorrentes ficam de mãos abanando.

Há também desconforto provocado por um flerte estéril entre a Caixa e o clube do Morumbi. Segundo dirigentes tricolores, no começo do ano, um emissário do banco sondou o São Paulo.  Mas o interesse morreu no mesmo dia do primeiro contato.

Pela versão são-paulina, o negócio não avançou porque contratos só poderiam ser assinados com clubes de cidades em que funcionários da prefeitura recebem os salários em contas da Caixa. Não é o caso de São Paulo.

São Paulo recebe cerca de R$ 23 milhões por ano

O site do banco diz que Avaí e Atlético-PR foram os primeiros times a firmarem parceria com ela como parte da estratégia de relacionamentos com cidades e Estados com os quais a empresa possui “convênio de folha de pagamento”.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa do banco, em Brasília, declarou que o acordo do Corinthians integra uma nova etapa. Nela, não é necessário que a cidade da equipe escolhida mantenha o convênio salarial com a empresa pública.

A assessoria, porém, disse que não poderia confirmar a sondagem ao São Paulo já que o escritório na capital paulista estava fechado no feriado.

O twitter foi o espaço escolhido por cartolas e conselheiros são-paulinos para demonstrar sua insatisfação.  “O patrocínio da CEF (Caixa Econômica Federal) é descaradamente pool político”, escreveu Roge David, ex-diretor de marketing do São Paulo. Ele estava no cargo na época em que houve a aproximação do banco.

“Revoltante, já fizeram o estádio”, foi uma das manifestações de Julio Cesar Casares, vice de marketing do São Paulo em sua conta.

Declarações de Roge David, ex-drietor do São Paulo

Casares, vice de marketing do São Paulo, protesta


Corinthians arrecada R$ 15 milhões em oito meses com patrocínio na camisa; R$ 20 milhões a menos do que pedia
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Sem contar com um patrocinador principal fixo, o Corinthians embolsou aproximadamente R$ 15 milhões com  espaços publicitários em sua camisa até agosto. Bem menos do que o planejado.

No início do ano, os corintianos ofereciam todas as propriedades em seu uniforme por R$ 53 milhões por ano. Em oito meses, teria arrecadado R$ 35,3 milhões, caso tivesse conseguido comercializar tudo no preço que pediu.

Apesar da diferença entre desejo e realidade, a diretoria assegura que as finanças não foram afetadas. A renovação contratual com a Globo, o Pacaembu quase sempre com mais de 20 mil torcedores, a premiação pelo título da Libertadores e a participação no Mundial de Clubes da Fifa asseguram a saúde financeira, de acordo com os cartolas. Já a oposição critica. Avalia que o marketing corintiano congelou após a saída de Ronaldo.

Além dos patrocinadores na camisa, o departamento de marketing fatura com outros meios de publicidade. Até julho, por exemplo, patrocínio de uniforme e outras formas publicitárias juntas tinham gerado para o clube uma receita de R$ 19,4 milhões.