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Arquivo : Paulo Nobre

Como Paulo Nobre sumiu do mapa palmeirense
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Como presidente Paulo Nobre ajudou o Palmeiras a conquistar uma Copa do Brasil, a voltar a ser campeão brasileiro após 22 anos, a vencer uma importante disputa com a WTorre relativa ao estádio alviverde e emprestou cerca de R$ 200 milhões ao clube. Mesmo com esse currículo, três meses após deixar o cargo ele está praticamente fora do mapa político alviverde.

O ex-mandatário se licenciou do Conselho Deliberativo e do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) e vê seu grupo, o Academia, perder musculatura.

A rapidez com que o ex-dirigente sumiu do cenário é fruto de uma série de acontecimentos que envolvem o desejo não realizado de continuar envolvido com o departamento de futebol, a pouca bola que ele dava para conselheiros enquanto estava no poder, a eleição do casal dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas) para o Conselho Deliberativo, o poder do ex-presidente Mustafá Contursi e a frustrada expectativa em relação à chegada de um novo investidor/patrocinador com mais dinheiro do que os atuais.

A situação de Nobre teria sido diferente se a vontade expressada por ele enquanto ainda estava no poder tivesse sido atendida. O blog apurou que, durante a montagem da chapa que elegeu Maurício Percivalle Gagliotte, ele foi indagado sobre o que gostaria de fazer se participasse da nova gestão. Respondeu que só participaria se fosse para ficar próximo ao departamento de futebol. Não como diretor, mas de maneira ativa. O nome do cargo não foi discutido e nem o convite veio.

Segundo pessoas próximas a ele, o fato de não ter sido chamado é só um pequeno ponto de chateação com o sucessor, eleito após sua indicação. O caminho que levou ao isolamento voluntário de Nobre começou a ser trilhado antes, no início de seus atritos com a Crefisa.

Depois do conflito causado pelo fato de o clube ter autorizado a Adidas a produzir uma camisa comemorativa com a marca da Parmalat sem consultar os patrocinadores atuais, Nobre designou Gagliotte para fazer a ligação com os donos da Crefisa. O então vice-presidente passou a apagar incêndios e a conquistar a confiança dos empresários.

Ao mesmo tempo, Mauricio também era mais atencioso com conselheiros que não se sentiam atendidos pelo presidente. O vice, que já era afinado com o ex-presidente Mustafá Contursi, ganhou tamanha simpatia no clube que ficou inviável a candidatura de outro vice-presidente, Genaro Marino. O segundo nome é considerado mais fiel a Nobre, tanto que ficou ao seu lado no episódio da tentativa de impedir a candidatura de Leila Pereira ao conselho. Se ele tivesse sido eleito, provavelmente o status do ex-presidente hoje seria outro e ele participaria da administração.

De acordo com três conselheiros e um membro da atual diretoria, o relacionamento frio de Nobre com os integrantes do conselho dificultou sua missão de tentar fazer com que a eleição de Leila fosse impugnada pelo órgão. Enquanto estava sentado na cadeira de presidente, ele praticamente não fazia política. Conselheiros se queixavam que suas sugestões e pedidos eram ignorados pelo presidente. Então, no momento em que ele resolveu peitar Mustafá, que apoiava o casal de patrocinadores, deram o troco deixando de estender a mão ao ex-presidente.

O cheiro de derrota era tão grande que Nobre nem apareceu à votação sobre a impugnação defendida por ele. Leila ganhou com facilidade, e os apoiadores do ex-presidente ficaram chateados por ele não atender ao pedido para comparecer à reunião.

Último a saber?

A candidatura de Leila está no centro do racha de Nobre com seu sucessor e ajuda a explicar o afastamento do ex-presidente.

Segundo gente próxima a Nobre, o ex-dirigente se sentiu traído por que só teria ficado sabendo em novembro que Mustafá protocolou a carta na qual afirmava ter dado em 1996 o título de sócia do Palmeiras para Leila e que assegurava a ela o direito de ser candidata ao Conselho Deliberativo e de votar na última eleição. A mensagem teria sido recebida em fevereiro por José Eduardo Luz Calliari, diretor financeiro e eleito no mês seguinte conselheiro vitalício. Galiotti rapidamente teria sido informado, mas não teria repassado a informação ao presidente.

Por essa versão, Nobre só soube no fim de seu mandato o que sustentava a candidatura de Leila. Por isso, vetou o nome dela como candidata apenas quando se preparava para tirar a faixa presidencial. Antes disso, só teria ouvido de Mustafá sobre o projeto para a dona da Crefisa ser candidata, respondendo que não tinha nada contra, desde que fosse de forma legal. Depois, não teria ouvido mas sobre o assunto.

Também de acordo com o grupo de Nobre, ao tomar conhecimento da carta, ele encomendou um parecer ao departamento jurídico do clube que foi contrário à candidatura da empresária. A alegação é de que o título que teria sido dado em 1996 nunca foi registrado por ela, assim não tem valor. É adicionada a essa sustentação a informação de que a empresária comprou um título em 2015.

Porém, aliados de Mustafá têm versão diferente. Afirmam que em fevereiro Nobre concordou com a candidatura de Leila e que soube da existência da carta pouco depois de ela ser protocolada. Declaram que ele ficou calado para não perder o apoio do ex-presidente e só se manifestou quando estava deixando o cargo.

Mais dinheiro do que a Crefisa?

A missão de barrar a candidatura de Leila se tornou impossível porque ninguém no clube queria pensar na possibilidade de perder os milhões vindos da Crefisa e da FAM. Segundo três conselheiros e dois membros da diretoria, Nobre chegou a acenar com um investidor que seria mais endinheirado do que o casal. Quatro dos ouvidos falam que a estimativa era de que fossem injetados R$ 800 milhões no clube. Um deles, ligado ao ex-presidente, nega o valor, mas admite que havia a possibilidade de o dirigente trazer um patrocinador chinês, só que o negócio não avançou.

Futuro

Hoje, Nobre é descrito por conselheiros como magoado e totalmente avesso à ideia de voltar a fazer parte da política palmeirense, diferentemente de outros presidentes, como Mustafá Contursi, Affonso Della Monica e Arnaldo Tirone. Mas tanto adversários como os poucos aliados que sobraram não descartam que ele retorne no momento em que as condições forem menos adversas.

Procurados pelo blog, Nobre e Maurício não quiseram se manifestar. Calliari não foi localizado pelo blog.


Por que mecenas emplacam no Palmeiras, mas não no São Paulo?
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De um lado uma equipe que se fortaleceu e levantou taças com a ajuda dos braços fortes de ricaços apaixonados pelo clube, além de interessados na vida política da agremiação. Do outro, um time no qual quem colocou dinheiro o fez uma vez e parou. Ou investiu muito menos em outras áreas sem ser na contratação de craques. Esse é o retrato de Palmeiras e São Pulo que se enfrentam nesta tarde pelo Campeonato Paulista. Mas por que os mecenas decolaram no alviverde e patinaram no tricolor?

A resposta está na forma diferente com que os conselheiros palmeirenses Paulo Nobre, José Roberto Lamacchia e Leila Pereira encararam a relação entre paixão pelo clube, ambição política e colaboração em comparação com são-paulinos endinheirados, como Abilio Diniz e o diretor de marketing Vinícius Pinotti.

Indagada pelo blog sobre o que motiva os seguidos investimentos feitos pela empresa dela e de seu marido no Palmeiras, donos da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas), Leila respondeu o seguinte por meio de sua assessoria de imprensa: “nossa enorme paixão pelo clube e a ótima relação que temos com os dirigentes do clube”. Ela virou palmeirense por causa do marido, sempre palestrino.

Por sua vez, Abilio escreveu em 2015 em seu blog no UOL duas afirmações que mostram a maneira de pensar diferente em relação à empresária palmeirense. “O São Paulo não precisa de caridade de seus torcedores. Não é dar o peixe, mas ensinar a pescar”. Na ocasião, havia a expectativa da diretoria comandada por Carlos Miguel Aidar de que ele participasse de um fundo que colocaria pelo menos R$ 100 milhões nos cofres tricolores, mas que nunca saiu do papel.

Cifras mostram o tamanho da diferença com que os ricos palmeirenses e são-paulinos em questão atuam em seus clubes.

Crefisa e FAM renovaram seus patrocínios com o Palmeiras por cerca de R$ 80 milhões anuais mais bônus por conquistas. O compromisso anterior rendia aproximadamente R$ 60 milhões por ano à agremiação.

Nobre, enquanto reinou na presidência, tirou do bolso a título de empréstimo aproximadamente R$ 200 milhões para tocar o clube e reforçar o time. Recentemente, ele recebeu de volta R$ 43 milhões.

No lado são-paulino as quantias envolvidas não podem ser consideradas mixaria, mas são bem menores.

Abilio, cobrado por adversários políticos por nunca ter patrocinado o São Paulo, bancou a atuação de duas renomadas empresas de consultoria avaliada pelo entorno do empresário em cerca de R$ 2 milhões. O objetivo do trabalho foi verificar a verdadeira situação do clube, incluindo o CT das categorias de base, em Cotia, para permitir o melhor uso dos recursos, aumentar a geração de receitas e equacionar o pagamento de dívidas. Ou seja, a ação seguiu a linha de raciocínio de que é melhor criar condições para um faturamento maior do que injetar dinheiro para contratações.

 Pinotti, antes de ser diretor, emprestou cerca de R$ 19 milhões para a contratação de Centurión. Por causa da correção pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), a dívida com ele hoje passa de R$ 20 milhões. O jogador não emplacou, foi emprestado para o Boca Juniors e Pinotti nunca mais emprestou dinheiro para o clube.

O dirigente não quis dar entrevista sobre o assunto, mas, internamente, ele afirma que o fato de não ter feito novos empréstimos está desconectado do fracasso de Centurión no Cícero Pompeu de Toledo. A opção do cartola foi por contribuir com o São Paulo conseguindo novos patrocinadores.

Investimento alto em patrocínio dá retorno?

A distância mantida por Pinotti e Diniz do formato de patrocinar o time do coração leva à pergunta se comercialmente compensa investir pesado em patrocínio, como fazem Crefisa e FAM.

Ao ser indagada pelo blog se o retorno dado às suas empresas pela exposição na camisa do Palmeiras é satisfatório ou inferior ao dinheiro investido, Leila afirmou: “o retorno foi muito positivo, porém a maior satisfação que temos é poder contribuir para o sucesso de um projeto e ficamos extremamente felizes pela alegria que o Palmeiras proporciona aos torcedores”.

Nos clubes adversários é comum ouvir dirigentes afirmando que o preço pago pelas duas empresas ao atual campeão brasileiro é muito superior ao de mercado. E no Palmeiras, conselheiros argumentam que a empolgação com o título brasileiro e a popularidade alcançada pela dupla de empresários contribuíram para o aumento no aporte financeiro. Tais fatores não existem hoje no lado são-paulino da moeda.

“Nosso amor pelo Palmeiras e nossa confiança com o clube ajudaram muito em nossas tomadas de decisão. Ver os torcedores felizes, muito contentes por ter um time muito competitivo é gratificante”, afirmou Leila sobre o incremento nos investimentos.

Política

Apesar de pensarem de maneiras distintas sobre como ajudar o time de coração, Abilio, Pinotti, Paulo Nobre, Leila e Lamacchia têm um ponto em comum na relação com seus clubes: o envolvimento político.

O casal da Crefisa e da Fam acaba de colocar dinheiro na campanha por vagas no Conselho Deliberativo palmeirense. Após a vitória esmagadora, ambos podem participar da vida política do clube. Nobre, bem antes de ser eleito presidente, já estava engajado politicamente no alviverde.

No Morumbi, Pinotti apoia Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, na tentativa de se reeleger à presidência. Porém, é visto mais como cartola do que político. Abilio está do outro lado da trincheira. É incentivador do candidato de oposição no pleito de abril, José Eduardo Mesquita Pimenta. Alex Bourgeois, ex-CEO do clube e homem de confiança do empresário, é um dos principais articuladores da campanha do oposicionista.

Os estilos distintos de pensar de quem tem conta bancária para ser mecenas de seus times, obviamente teve influência na montagem das equipes dos rivais desta tarde para a temporada. O reflexo mais emblemático é o fato de Pratto, o principal contrato do São Paulo, ter habitado os sonhos de Leila, mas acabar sendo preterido por Borja, mais caro e badalado.


Dono da Crefisa assina ficha para ser candidato ao Conselho palmeirense
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José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas), assinou a ficha de inscrição da chapa apoiada por Mustafá Contursi para concorrer a uma vaga no Conselho Deliberativo do Palmeiras.

Sócio do clube desde 1955, ele só deixará de ser candidato se resolver retirar seu nome da chapa.

Com a inclusāo dele, o grupo formado por Mustafá poderá ter na eleiçāo de 10 de fevereiro o casal que controla os principais patrocinadores do Palmeiras. Leila Pereira, presidente da Crefisa, também assinou a ficha.

Só que a empresária teve sua candidatura impugnada por Paulo Nobre no final de sua gestāo. O agora ex-presidente entendeu que ela nāo tem ao menos oito anos como associada para poder se candidatar.

Mas Mustafá entrou com um pedido de reconsideração, alegando que em 1996 agraciou Leila com um título de sócia e que assim ela está apta a se candidatar.

O pedido será analisado pelo atual presidente, Maurício Percivalle Galiotte. Aliados de Mustafá apostam que se o pedido for aceito, e o “casal Crefisa” disputar o pleito, a chapa, com 76 nomes, será imbatível.

 


Oposição do Palmeiras e Crefisa se aproximam
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Um jantar no requintado restaurante Fasano em São Paulo, no domingo retrasado, selou a aproximação dos donos da Crefisa com a oposição palmeirense.

Intermediado por Arnaldo Tirone, o encontro teve, além das presenças do ex-presidente e dos empresários José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, a participação de membros da UVB (União Verde e Branca), importante grupo oposicionista do Palmeiras e que tem como um de seus líderes Wlademir Pescarmona.

As duas partes falaram de seus planos para o clube, mas não ficou fechado, pelo menos por enquanto, um apoio formal da UVB à presidente da empresa, Leila. Ela tenta se candidatar ao Conselho Deliberativo, mas teve sua candidatura impugnado por suposta irregularidade. A impugnação, assinada no final do mandato de Paulo Nobre, se sustenta na acusação de um documento que aumentaria ilegalmente o tempo da empresária como sócia do clube para que ela atingisse o prazo mínimo como associada para poder se candidatar. Ela nega a irregularidade.

Hoje, a posição da UVB é de apoiar a legalidade e a apuração dos fatos. Mas os líderes do grupo entendem que seria desastroso perder o apoio da Crefisa. Há o temor no clube de que o casal desista de patrocinar o Palmeiras por causa do imbróglio.

Conselheiros de diferentes correntes entendem que Leila ajuda mais financeiramente o alviverde do que Nobre. A alegação é de que ela não recebe o dinheiro que coloca no clube de volta, com correção, caso do ex-presidente. E que a Crefisa não precisa do Palmeiras para ganhar visibilidade, pois investe fortemente em patrocínio na Globo.

Já a diretoria sustenta que as empresas do casal aceitaram pagar o que acham justo pelo patrocínio na camisa alviverde. Assim, não há caridade. As contratações bancadas pelos empresários são atreladas aos contratos de anúncio.

A situação é um teste para o presidente Maurício Percivalle Galiotte, que se elegeu tendo como um dos trunfos justamente o bom relacionamento com a Crefisa.


Opinião: não depender do dinheiro de Nobre é desafio de novo presidente
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Eleito presidente do Palmeiras, Maurício Gagliotte tem como um dos principais desafios de sua gestão manter a independência administrativa e financeira em relação a seu antecessor.

Paulo Nobre recolocou o clube em lugar de destaque no futebol brasileiro, mas precisou botar a mão no bolso diversas. Além do empréstimo pelo qual o alviverde paga mensalmente, ele usou seu dinheiro pessoal para fazer contratações na base do se der lucro é do clube, se der prejuízo é do dirigente. Foi importante para o time fazer a campanha que fez no Nacional, mas é algo que não pode acontecer para permanentemente. Caso contrário, o Palmeiras passa a ter um dono.

Cabe a Gagliotte criar mecanismos para acabar com essa dependência e fazer o alviverde forte com recursos do clube. A independência financeira dificilmente virá sem liberdade administrativa. Manter Nobre na gestão formalmente ou informalmente sufocaria o novo presidente. Basta lembrarmos da personalidade forte de seu antecessor e de como costuma reagir ao ser contrariado.

 Tanto oposição como situação consideram Gagliotte o melhor quadro que despontou no Palmeiras nos últimos anos. E algumas de suas virtudes mais elogiadas são a capacidade de manter o diálogo, ouvir opiniões e conversar com todas as correntes políticas, características que a maioria não enxergava em Nobre.

Com essas habilidades, o novo presidente tem, em tese como se descolar de seu antecessor sem provocar uma ruptura política. Esse cenário seria o mais salutar para o Palmeiras.


Nobre dá cerca de R$ 4 mi de presente ao Palmeiras para construir hotel
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Com José Edgar de Matos, do UOL, em São Paulo

Em reunião do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras na semana passada, Paulo Nobre afirmou que não cobrará do clube cerca de R$ 4 milhões que ele está gastando na construção do Centro de Excelência no CT localizado na Barra Funda. Assim, esse valor não entrará na conta do empréstimo de pelo menos R$ 140 milhões que está sendo pago pelo alviverde ao cartola.

A obra inclui o prédio que funcionará como hotel para os jogadores e, incialmente, seria bancada pela Crefisa. Porém, a patrocinadora abandonou o plano, e o presidente palmeirense continuou tocando a construção.

O dirigente disse aos “cofistas” que o investimento será um presente de fim de gestão ao clube. Ele deixa a presidência no final do ano. Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, Nobre afirmou que não comenta assuntos internos no Blog do Perrone.

Neste ano, o presidente já havia tirado dinheiro de seu bolso para contratar o meia-atacante Roger Guedes e o zagueiro colombiano Yerry Mina. Se a dupla for negociada com lucro, este ficará com o Palmeiras. Em caso de prejuízo, o clube nada terá que dar a seu presidente.

 


Partido de oposição do Palmeiras decide não lançar candidato à presidência
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A UVB (União Verde e Branca), um dos principais grupos políticos do Palmeiras e que tem entre seus líderes o ex-diretor de futebol Wlademir Pescarmona, decidiu em reunião nesta terça que não lançará candidato à presidência do clube na eleição prevista para novembro.

 Os conselheiros que fazem parte da UVB devem se abster de votar no pleito que acontecerá dia 10 de outubro no Conselho Deliberativo para definir quais chapas poderão disputar o voto dos associados. Só poderá registrar a candidatura quem obtiver 15% de aprovação do conselho.

 A decisão do grupo de Pescarmona aumenta a chance de Maurício Gagliotte, primeiro vice-presidente palmeirense e escolhido por Paulo Nobre para disputar o cargo, ser candidato único.

 Defensores de Maurício trabalharam nos últimos dias junto às diferentes correntes da oposição para que ele seja o único a se candidatar.

 A UVB avaliou que demorou para se preparar para a disputa e que não teria tempo para trabalhar por uma chapa com possibilidade de vitória.

 


Centralizador, Cuca ofusca Mattos no Palmeiras
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Cuca conversa com Dudu durante treino do Palmeiras (Crédito: Cesar Greco/Fotoarena)

Cuca conversa com Dudu durante treino do Palmeiras (Crédito: Cesar Greco/Fotoarena)

Cuca arranca elogios de cartolas palmeirenses não só pelo trabalho que desenvolveu até aqui em campo. Também é parabenizado por sua atuação fora dos gramados.

O treinador é centralizador, o que muitas vezes gera críticas de dirigentes nos clubes, mas não no caso palmeirense. O comandante ouve praticamente todos os funcionários com ação direta no trabalho da equipe, tenta resolver problemas, e dificilmente acontece algo que ele não fique sabendo.

Esse estilo acabou ofuscando o executivo Alexandre Mattos, que ganhou amplos poderes do presidente Paulo Nobre e com quem o treinador mantém bom relacionamento.

Mattos é constantemente criticado por conselheiros, principalmente pela quantidade de reforços que trouxe sem êxito. E escolher bem jogador passou a ser um dos pontos valorizados em Cuca.

Roger Guedes, um dos destaques do time no Brasileiro, foi pedido pelo técnico. O atleta já chamou a atenção de representantes do Barcelona. Recentemente, Cuca disse para a Rádio Transamérica que quem o alertou para o bom desempenho do jogador ainda no Criciúma foi Cuquinha, seu irmão e assistente.

O treinador também passou a ser visto como estrategista fora do campo por sua atuação em relação a Lucas Barrios. Ele criticou o paraguaio em entrevista afirmando que o atacante disse estar infeliz no clube e interessado em se transferir, além de ter demorado para se recuperar de contusão. O atleta, no entanto, rebateu o técnico em rede social e no programa Seleção Sportv. O técnico telefonou para emissora e se posicionou imediatamente diante das declarações do jogador. Depois, em reunião que contou com a presença de Nobre, eles se acertaram.

Para parte dos conselheiros do Palmeiras, Cuca criticou Barrios para definir se ele continuaria no clube e motivar o atleta. A análise é de que atingiu o objetivo.

Além de sua atuação fora de campo, o treinador é reconhecido no Palmeiras como um técnico que conseguiu dar padrão de jogo ao time e preparou eficientes jogadas ensaiadas. Seu antecessor, Marcelo Oliveira, era cornetado por não definir um estilo de jogo para o alviverde.

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De reforços a paciência com técnicos. As diferenças entre Nobre e Andrade
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Adversários no clássico paulistano deste domingo, Palmeiras e Corinthians carregam diferenças marcantes nos estilos de gestão de seus presidentes, Paulo Nobre e Roberto de Andrade. Abaixo, as principais delas.

 

Contratações

A administração de Nobre no Palmeiras é marcada por seguidos pacotes de reforços. Conselheiros do clube calculam que desde 2013 o presidente fez 102 contratações. As constantes reformulações no elenco tornam difícil para o time ter um padrão de jogo estável.

Por sua vez, Andrade manteve a política que já vigorava no clube com seu antecessor, Mário Gobbi, de fazer contratações pontuais para repor peças perdidas.

Treinadores

Enquanto ainda era candidato à presidência, Andrade alinhavou o contrato atual de Tite por três anos, sinal de que pretende manter a filosofia implantada no clube por seu grupo político, capitaneado por Andrés Sanchez, de ter paciência com técnicos, algo escasso no Palmeiras de Nobre. Desde de 2013, a prancheta palmeirense passou por seis profissionais: Gilson Kleina, Gareca, Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira, Marcelo Oliveira e Cuca, sem contar o interino Alberto Valentim.

As mudanças no comando ajudam a girar sem parar a roda de contratações e provocam constantes mudanças no sistema de jogo do time.

No mesmo período, com Gobbi e Andrade, o Corinthians só teve dois treinadores: Tite, com duas passagens, e Mano Menezes.

Presença

Os dois cartolas também têm jeito diferente de acompanhar o que acontece com suas equipes. Andrade conta no vestiário com um diretor estatutário, o conselheiro Eduardo Ferreira, conhecido como Edu dos Gaviões, por sua ligação com a torcida. Homem de confiança também de Andrés, ele faz a ligação entre o time e a presidência, e se reúne constantemente com jogadores, além de acompanhar de perto o trabalho do dirigente remunerado Edu Gaspar.

 Já Nobre não nomeou um diretor de futebol. Ele costuma despachar no CT do clube, ficando próximo da equipe e dá amplos poderes a seu executivo no futebol, Alexandre Mattos. São muitas as críticas de conselheiros a ele pela autonomia dada ao funcionário.

Grana

Mais de 150 milhões já foram emprestados por Nobre ao Palmeiras. Recentemente, ele ainda bancou as contratações de Mina e Roger Guedes. O cartola afirmou ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) que se houver lucro em eventuais vendas dos dois ele será todo do clube. No caso de prejuízo, ficará só com o dirigente.

No Parque São Jorge, o presidente não é milionário como o palmeirense. Por isso o clube recorre frequentemente a empréstimos bancários e até pega dinheiro emprestado com empresários. Mas Andrade figura como avalista de operações em instituições bancárias.

Torcidas Organizadas

O trato com as uniformizadas é uma das principais diferenças entre os dois presidentes. Paulo Nobre rompeu com a Mancha Alviverde já no início de seu mandato. Não dá ingressos e nem colabora com caravanas. Na semana passada, afirmou que expulsaria do programa de sócio-torcedor seguidores do time que brigaram com flamenguistas em Brasília.

Na contramão do colega palmeirense, Andrade logo que assumiu o cargo nomeou um diretor de futebol integrante da Gaviões da Fiel, estreitando as relações com a uniformizada. A sintonia com a torcida organizada até colocou em risco o relacionamento dos cartolas com Tite. O treinador não gostou de o portão do CT ser aberto para torcedores uniformizados conversarem com jogadores. Andrade fez questão de falar em público que no caso a opinião do presidente prevaleceu sobre a do treinador, e que vai continuar permitindo reuniões como a que gerou discórdia.


Cobrado por mais de 100 contratações, Nobre assume erro com Fellype Gabriel
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Em reunião do Conselho Deliberativo do Palmeiras na última terça, Paulo Nobre foi cobrado pelo alto número de contratações feitas durante seus dois mandatos seguidos.

Os questionamentos partiram do conselheiro Carlos Degon, membro da oposição. Ele afirmou que Nobre contratou 102 jogadores  e criticou especialmente a contratação de Fellype Gabriel, que mal jogou pelo clube por conta de problemas físicos.

Em sua resposta ao conselheiro, Nobre admitiu que trazer Fellype Gabriel foi um erro de sua gestão. Ele explicou que o jogador foi um dos dois pedidos pelo técnico Oswaldo de Oliveira (Rafael Marques foi o outro). O presidente afirmou que muitas vezes é difícil para diretoria contestar as indicações de treinadores feitas com insistência, o que ajudaria a explicar não só o caso do meia, mas também a grande quantidade de reforços em sua gestão. Porém, ele não esclareceu se de fato trouxe 102 jogadores.

Fellype deixou o Palmeiras no mês passado depois de rescindir amigavelmente seu contrato. Por causa de problemas físicos, ele jogou apenas 20 minutos pelo clube.

Como tinha operado os joelhos três vezes entre 2007 e 2014, Fellype fez dois exames (ressonância nuclear magnética e tomografia) que não estão entre os seis realizados rotineiramente em todos os contratados.

O relatório do departamento médico palmeirense apontou alterações degenerativas moderadas nos dois joelhos do atleta. A conclusão dos médicos antes de a contratação ser efetivada foi de que, embora o jogador estivesse apto para atividade esportiva de alto desempenho, as alterações identificadas elevavam o risco de contusões e exigiam rotina de treinamento físico e técnico diferenciada. Durante sua passagem pelo alviverde, o meia sofreu com lesões, uma delas no joelho.

O caso de Fellype é um dos mais usados pela oposição palmeirense para criticar o que opositores chamam de excesso de contratações e de falta de qualidade na maioria dos reforços.

Procurado para falar das cobranças que sofreu na reunião e do erro admitido na contratação de Fellype, Nobre respondeu por meio da assessoria de imprensa do Palmeiras que assuntos do conselho não são discutidos no Blog do Perrone. Degon também afirmou que só trata de questões relativas ao órgão internamente.