Blog do Perrone

Arquivo : março 2013

Grupo de funcionários do departamento de futebol do Corinthians reclama por ficar sem prêmio do Mundial
Comentários 38

Perrone

Funcionários do departamento de futebol do Corinthians que não receberam prêmio pelo título Mundial de Clubes se queixam  da diretoria. Estão insatisfeitos porque três profissionais do setor administrativo, sem ligação direta com o elenco, ganharam bônus pela conquista.

Conforme revelou o blog no último sábado, um engenheiro, o gerente de logística e o superintende administrativo, que cuida do Parque São Jorge, foram agraciados.

Ao menos dez empregados do departamento de futebol ficaram sem premiação. Eles não foram ao Japão. Boa parte deles ficou responsável por cuidar dos jogadores que voltariam mais cedo das férias enquanto os campeões mundiais descansavam. Também trabalharam com o grupo na preparação para a competição no Japão.

Após os protestos, descontentes receberam a informação de que os dirigentes estariam estudando dar a eles uma premiação de aproximadamente R$ 2 mil (por pessoa). Cada um dos três integrantes do departamento administrativo premiados ganhou entre R$ 10 mil e R$ 30 mil.

“O Corinthians não comenta questões internas publicamente”, disse a assessoria de imprensa do clube ao blog.


Conselheiros corintianos querem devolução de premiação pelo Mundial dada a funcionários de fora do futebol
Comentários 90

Perrone

 

Conselheiros do Corinthians querem pedir a devolução da premiação recebida por funcionários de fora do departamento de futebol pela conquista do Mundial.

Conforme o blog revelou neste sábado, foram agraciados um engenheiro, um gerente de logística, que entre outras funções agiliza check-in dos jogadores em aeroportos, e um superintendente administrativo, responsável até por supervisionar a manutenção de elevadores do Parque São Jorge. Ele receberam entre R$ 10 mil e R$ 30 mil de bônus.

“Dese jeito, deveriam dar prêmio também ao piloto do avião da delegação. Vou pedir no Conselho Deliberativo que eles comprovem a prestação dos serviços que justificam gorjeta de R$ 30 mil. Se não explicarem, vão ter que devolver”, disse ao blog Romeu Tuma Júnior, delegado e conselheiro do clube.

“Não descarto provocar o Ministério Público para apurar essa história. Com o patrocínio da Caixa, existe dinheiro público no Corinthians, então vale a fiscalização do MP. O clube não pode distribuir dinheiro só porque um dirigente gosta de determinado funcionário, não é a casa da mãe Joana”, completou Tuma Júnior.

Entre os que querem explicações está o ex-diretor administrativo André Luiz de Oliveira, o André Negão. “Estamos apurando os fatos para decidir se vamos levar o caso ao Conselho Deliberativo”, afirmou o ex-dirigente.

As principais queixas são que a premiação deveria ficar restrita ao departamento de futebol e que é difícil justificar que um funcionário com menos de um ano de casa mereça R$ 30 mil de premiação. Esse é o caso do superintendente administrativo Vágner.

José Max Reis Alves, diretor de gestão administrativa, diz que indicou à presidência os funcionários de seu departamento que mereciam  bônus. Alega que eles desenvolveram atividades ligadas ao elenco que foi ao Japão, como antecipar o check-in dos atletas no aeroporto e varar a madrugada no clube para solucionar problemas com os telefones celulares do grupo.

Conselheiros descontentes agora querem comprovar se de fato houve o serviço prestado durante a madrugada, além de esmiuçar as atividades do trio para conhecer a qualidade de seu trabalho.

Uma das sugestões é para que eles devolvam o dinheiro que, em seguida, seria repassado a funcionários do departamento de futebol com vencimentos mais modestos.


Corinthians dá prêmio pelo título mundial a funcionários de fora do futebol e provoca revolta
Comentários 81

Perrone

 

Premiação do Mundial gera celeuma

O Corinthians pagou premiação pelo título mundial a funcionários que não são do departamento de futebol. Há engenheiro, responsável por comprar passagens e quem supervisiona até manutenção de elevadores entre os agraciados.

Conselheiros, incluindo gente que votou em Mário Gobbi, se movimentam para levar o caso ao Conselho Deliberativo. Querem explicações da diretoria para os pagamentos.

A bronca é com José Max Reis Alves, diretor de gestão administrativa. Ele indicou para o presidente do clube o nome de três funcionários de sua diretoria para receber a premiação. Um deles trabalha no CT e ninguém reclamou de sua indicação por considerar que é ligado ao futebol. O problema está nos prêmios para Edson Domingues, gerente de logística, e Vágner, superintendente administrativo.

O primeiro, entre outras tarefas, compra passagens e recebeu R$ 10 mil como premiação. O segundo cuida de diversos setores no Parque São Jorge, como compras, segurança e é acionado até quando um elevador quebra. Ele ganhou R$ 30 mil.

Há também descontentamento com o bônus de R$ 20 mil dado ao engenheiro Rafael pelo título, mas o diretor administrativo nega que ele seja seu funcionário, como dizem os críticos.

Os descontentes entendem que dinheiro destinado só para premiar pela conquista funcionários ligados ao departamento de futebol pegou outros caminhos no Parque São Jorge. A tese é que o bolo de quem está mais ligado ao elenco diminuiu para premiar gente de fora do departamento.

Veja abaixo depoimento de José Max Reis ao blog sobre o assunto.

“É preciso ficar claro que não estamos falando de bicho. É um bônus a funcionários que mereceram. E não posso dizer que esse dinheiro foi retirado da premiação do Mundial porque as notas não são marcadas no clube.

Fui consultado pelo presidente e sugeri três nomes que achei merecerem. Agora, não é a primeira vez que gente de outras áreas recebe. Isso sempre aconteceu no clube, e eu só estou lá há um ano.

Acho justo um funcionário que dormiu no Parque São Jorge durante o Mundial para resolver um problema de comunicação com os celulares da delegação ter uma retribuição. Digo o mesmo para um funcionário que foi três horas antes do embarque, fora do horário de trabalho, no aeroporto para antecipar o check-in dos jogadores.

Se você falar que funcionários do departamento administrativo ganharam bicho, vai parecer que alguém aqui está se locupletando. Não pode parecer que a nossa gestão inventou isso porque não foi.

Gostaria de saber por qual motivo esses conselheiros estão reclamando agora, quando o clube está com esse problema na Conmebol e com a ação na Justiça contra o patrocínio da Caixa. É preciso cuidado para não entrarmos numa seara política.”


Diretoria do Palmeiras breca iniciativa de Sampaio de definir prêmio por título da Libertadores
Comentários 33

Perrone

Sampaio está sem contrato

O gerente de futebol do Palmeiras, César Sampaio, decidiu definir logo no início do ano quanto o Palmeiras pagará a seus jogadores em caso de conquista da Libertadores. O ex-volante enviou um e-mail para a diretoria explicando o que planejava.

Pela proposta de Sampaio, o Palmeiras dividiria a premiação dada pela Conmebol ao campeão em 37 cotas, uma para cada jogador e membros da comissão técnica.

Só que a iniciativa não foi bem aceita. Essa está longe de ser a prioridade alviverde. Antônio Henrique Silva, do departamento financeiro, respondeu ao gerente que o assunto não deve ser discutido agora. Principalmente porque não haverá jogo da Libertadores antes da eleição para presidente do clube, no próximo dia 21. O tema é de responsabilidade da nova diretoria.

A atitude de Sampaio incomodou alguns dirigentes que consideraram o gerente afoito. Ele ainda nem sabe se vai permanecer no Palestra Itália. Seu contrato terminou em dezembro. Mesmo assim, continua trabalhando.

As participações do gerente nas discussões sobre premiações desagradou aos cartolas no ano passado. Isso porque ele também recebe as gratificações.

Desde quarta-feira, o blog telefona para Sampaio sem sucesso. Seu celular está desligado e a telefonista do CT alviverde disse que ele não estava na sala nas três vezes em que o blog telefonou para lá. De acordo com a assessoria de imprensa do Palmeiras, Sampaio ligou (uma vez) para este blogueiro e também não conseguiu falar. O número estava ocupado.


CBF reduz premiação de assistentes de Mano; diretor de comunicação também é atingido
Comentários 7

Perrone

                                                Foto: Ricardo Stuckert/CBF

A CBF mexeu no bolso dos assistentes de Mano Menezes. Integrantes da comissão técnica que ganhavam bicho igual ao dos jogadores tiveram cortes de até 75% em suas premiações.

A medida atinge o auxiliar técnico Sidnei Lobo, o preparador físico Carlinhos Neves, o treinador de goleiros Francisco Cersósimo e o analista de desempenho Rafael Vieira.

Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF e que era um dos homens de confiança de Ricardo Teixeira, também passou a ganhar menos do que os atletas. Agora recebe 25% da premiação por vitória.

O blog procurou o diretor de comunicação para obter uma posição oficial da confederação sobre as premiações. Ele respondeu que se trata de assunto interno e que não seria abordado publicamente.

 Sobre seu caso específico, completou que “gostaria de deixar registrado que estou muito feliz e realizado com o trabalho que exerço na CBF e na seleção brasileira e com a confiança em mim depositada pela diretoria da CBF.”

Internamente, a direção da confederação avisou aos funcionários que a decisão foi motivada por um ajuste nas despesas da entidade.

A medida, no entanto, pode ser considerada ousada. No futebol, como em qualquer área, diminuir a remuneração, ainda que seja um bônus, é uma fábrica de insatisfações. Principalmente ao acertar gente próxima a um treinador que vira e mexe tem o cargo ameaçado.


Corinthians e Boca oferecem premiação igual por título
Comentários 18

Perrone

Boca e Corinthians oferecem praticamente a mesma premiação para seus jogadores em caso de conquista do título da Libertadores nesta noite, segundo agentes de atletas dos dois times ouvidos pelo blog. Prometem pagar R$ 200 mil por cabeça.

A diferença é que o clube argentino usa como referência a moeda americana (ofereceu US$ 100 mil), e os cartolas brasileiros podem turbinar o bicho campeão com bônus a serem pagos por seus patrocinadores. Os atletas alvinegros ouviram da diretoria que R$ 200 mil é a premiação mínima.

Igualar a quantia estipulada pelo Corinthians pode ser considerado um feito e tanto por parte da diretoria argentina. Já que as receitas obtidas pelo Boca são inferiores aos ganhos do time brasileiro, apesar da falta de um patrocinador master do lado corintiano.


Presidente do Corinthians pede desculpas por pagar com atraso premiação do time, que se motiva ao ser chamado de medíocre
Comentários 48

Perrone

Antes da partida contra o Figueirense pelo Brasileirão, Mário Gobbi fez uma palestra rápida, mas acalorada para os jogadores do Corinthians. O presidente se desculpou com o elenco por ter atrasado a premiação pelo título Brasileiro em seis meses.

Os jogadores foram elogiados pelo empenho durante o período e por terem esperado sem reclamar do atraso, que segundo o clube ocorreu porque o Clube dos 13 não premiou o campeão. A entidade alega que a premiação foi suspensa pela comissão que auditou as suas contas. No final, o Corinthians usou o dinheiro da renovação do contrato de exploração de suas lojas para quitar o débito.

Gobbi também disse em seu discurso que a atual administração é uma continuação da gestão anterior, comandada por Andrés Sanchez. E que todos pediam desculparas. Afirmou que nos momentos de pressão é preciso união entre dirigentes e elenco.

 À essa altura, os estafes do atual presidente e do anterior já se estranhavam no Parque São Jorge. E Gobbi tentava conter a briga política.

No final, o presidente ainda procurou motivar o time na base do “estamos juntos.” Porém, a palestra teve ainda outra função, segundo conselheiro ouvido pelo blog. Gobbi teria agido para blindar a equipe da declaração feita por Luís Paulo Rosenberg. Na véspera do jogo com o Figueira, o vice-presidente classificou o time de medíocre na já célebre palestra que deu a estudantes.

Por esse relato, o presidente teria reforçado a sua confiança no time. Ou seja, eles tinham a demonstração clara de que quem manda estava com eles.

O Corinthians empatou a partida, mas, há quem diga no Parque São Jorge que o discurso de Gobbi e a fala de Rosenberg motivaram a equipe, que depois venceu o Santos na Vila Belmiro pela Libertadores.

Além de desejarem mostrar que não são medíocres, os atletas teriam se unido ainda mais ao diretor de futebol Duílio Monteiro Alves, que acabou sendo atingido por tabela, pois é um dos responsáveis pelo time. E Duílio não gostou de Rosenberg ter se manifestado antes do jogo na Vila para se defender, citando em sua resposta o vexame do Santos contra o Barcelona e dizendo que o Corinthians tem uma Libertadores a ganhar.

A assessoria de imprensa do clube confirma que Gobbi conversou com os atletas antes de enfrentar o Figueirense, mas nega que um dos objetivos da reunião tenha sido blindar o grupo da fala de Rosenberg.


Corinthians usa dinheiro de novo contrato com lojas para pagar prêmio atrasado pelo título Brasileiro
Comentários 24

Perrone

 O Corinthians ampliou por mais três anos o contrato com a empresa que explora as lojas de produtos do time. Está usando o dinheiro para pagar o prêmio pela conquista do Brasileirão de 2011, atrasado desde dezembro (como revelou o blog).

Pelo acordo, o clube recebeu uma garantia mínima de R$ 5 milhões por ano referente à sua participação na venda de produtos nas lojas. Os R$ 15 milhões são suficientes para quitar a dívida com o elenco e ainda sobra dinheiro.

O combinado era que o Corinthians repassasse aos jogadores a maior parte do prêmio que seria pago ao campeão pelo Clube dos 13. A expectativa era de que a verba dada pela entidade pudesse chegar a R$ 10 milhões.

Mas o clube alega que não recebeu do C13, e promete continuar cobrando a entidade.

Por sua vez, Fábio Koff nega a dívida. O presidente do Clube dos 13 diz que a comissão que auditou as contas da instituição proibiu o pagamento de prêmios aos participantes do Brasileirão. Ordenou que o dinheiro fosse dividido pelos times conforme suas fatias no pay-per-view, já que se tratava de lucro obtido com a venda de jogos do nacional transmitidos por esse sistema.

 A medida teria feito parte da liquidação do C13, após implosão comandada pelo corintiano Andrés Sanchez. A comissão que auditou as contas, ironicamente, também foi capitaneada por um alvinegro, Raul Corrêa da Silva, vice de finanças do time.

Ninguém tira da cabeça dos corintianos que o não pagamento foi uma retaliação ao fato de Andrés arrebentar o C13. Cobranças à parte, o clube se livrou do constrangimento de ir às semifinais da Libertadores devendo prêmio aos atletas. E, em tese, injeta ânimo novo no grupo.