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Arquivo : Raul Corrêa da Silva

Ex-diretor cita fim da “Marginal sem número” para exaltar Arena Corinthians
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Fonte de aflições no Parque São Jorge por conta da dívida gerada e alvo de auditorias para saber se ela foi entregue como previa o contrato, a Arena Corinthians é usada pelo ex-diretor financeiro do clube, Raul Corrêa da Silva, para destacar o trabalho da antiga diretoria alvinegra. Ele cita entre os acertos dos ex-dirigentes o fim do apelido “Marginal sem número”, usado por torcedores rivais na época em que o time jogava no Pacaembu. Parte do antigo estádio do clube fica voltada para a Marginal do Tietê.

A citação foi feita por Raul em carta ao Conselho Deliberativo para se defender da acusação de que teria maquiado o balanço patrimonial do clube de 2014 em R$ 328 milhões.

“Por fim, registro que a atuação diligente da antiga gestão no registro contábil da participação da arena foi apenas mais uma das diversas medidas implementadas para conferir maior transparência e eficiência à administração do SCCP – inclusive acabando com a história de Marginal sem número –, …” diz trecho da mensagem enviada pelo ex-dirigente.

Ele decidiu se manifestar após reportagem da Folha de S.Paulo que mostrava carta de seus sucessor no cargo, Emerson Piovezan, também aos conselheiros. O atual dirigente explicava que em reunião do órgão disse que usou a expressão “maquiado” de maneira coloquial para definir o balanço preparado pelo antecessor. Mas afirmou que a suposta informação errada distorceu a análise dos conselheiros, que acabaram aprovando a peça.

A maquiagem teria acontecido porque as cotas pertencentes ao clube no Arena Fundo, ligado ao estádio, foram computadas como receita direta tornando o balanço superavitário. Para Piovezan, elas deveriam ser registradas como patrimônio líquido, o que teria causado déficit.

Em sua carta, Raul negou a maquiagem. Ele escreveu que a forma como foram registradas as cotas observou estritamente as regras do Conselho Federal de Contabilidade. Entre outras explicações, disse também que a regularidade da maneira como incluiu as cotas no balanço foi atestada por uma auditoria independente e um escritório de advocacia.


Por que não é esperada mudança radical de Andrade após vitória no conselho
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Para conseguir apoio contra o pedido de seu impeachment, Roberto de Andrade acenou com um “governo de coalizão” atraindo até alguns críticos ferrenhos. Vencida a batalha, o presidente do Corinthians ficou de colocar o plano em prática após o Carnaval.

Porém, não há esperança de mudança radical entre parte dos que aceitaram o argumento do cartola. A expectativa dos menos otimistas em relação à transformação do modo de o dirigente administrar o clube é de que ele relute em demitir diretores importantes para colocar no lugar quem o criticou recentemente. Para manter o acordo em pé, ele chamaria conselheiros experientes que têm discordado de sua gestão para colaborar informalmente. Sem cargo, eles auxiliariam os diretores em questões relevantes. Assim, Andrade cumpriria a promessa de ouvir todos que queiram ajudar o Corinthians, feita após afastar a ameaça de impeachment sem o trauma de afastar os diretores atuais.

Esse modelo teria como principal obstáculo juntar no mesmo barco gente que tem profundas divergências. Por exemplo, Raul Corrêa da Silva, ex-diretor financeiro, tem sua presença no departamento financeiro pedida por aliados de Andrés Sanchez. Só que ele e Emerson Piovezan, atual diretor, divergem em muitos pontos. Seria difícil, pelo menos em tese, entrarem em consenso.

Os próximos passos de Andrade serão decisivos para a nova batalha que ele enfrentará no conselho: a aprovação das contas de 2016, ainda sem data marcada para acontecer. O estatuto prevê que a reprovação delas é motivo para o impeachment do presidente.


Por que o Corinthians atrasa pagamentos em ano de receita recorde?
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Como pode um clube quebrar recorde de receitas e atrasar uma série de pagamentos na mesma temporada? Essa é a situação do Corinthians em 2016. A resposta, segundo Emerson Piovezan, diretor de futebol, passa por dívidas herdadas da gestão anterior, do mesmo grupo político atualmente no poder, pelos gastos com contratações e calotes dados por outros times.

“Não tenho dificuldade para explicar isso. Simplesmente, pegamos o clube (no início de 2015) com problemas enormes. Nessa época do ano passado ainda tínhamos R$ 5 milhões para pagar da compra do Pato. Tivemos um grande aumento nas receitas, mas a herança de dívidas também era grande. Assumimos com cerca de R$ 120 milhões em dívidas (a curto prazo) e sete meses de direitos de imagem atrasados”, disse Piovezan ao blog.

Vale lembrar que Roberto de Andrade, atual presidente, comandou o futebol na maior parte da gestão anterior e foi um dos responsáveis pela contratação de Pato.

Indagado sobre a explicação do sucessor, Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro nas gestões anteriores afirmou que “Piovezan é um bom moço, bem intencionado, o sogro dele foi um conselheiro de respeito no clube, mas ele está equivocado. Só isso que posso dizer”, afirmou Corrêa.

O ex-dirigente sustenta que a situação atual do Corinthians não é diferente do que todos os clubes brasileiros costumam enfrentar e que não é grave.

Já para Piovezan, o quadro era pior em 2015. “Você fala que a situação é caótica. Caótica era no ano passado, mas o time foi campeão brasileiro e ninguém falou nada”, respondeu o dirigente ao ouvir que a situação parece caótica. “Não nego que temos dificuldades, mas não tem nada de caótico. É o mesmo que acontece com a maioria do clubes”, completou.

O aperto financeiro contrasta com a grande entrada de dinheiro nos cofres corintianos em 2016 impulsionada pelo desmanche do time campeão brasileiro no ano passado e por luvas recebidas de novo contrato com a Globo.

Até setembro, de acordo com balancete divulgado no site corintiano, a receita operacional líquida do departamento de futebol era de R$ 376,9 milhões, marca recorde no clube. No ano passado inteiro, a receita operacional líquida foi de R$ 262,4 milhões.

Só que a grande entrada de dinheiro não impediu vários atrasos em pagamentos. Os salários dos jogadores atrasaram, segundo a diretoria por receitas que não entraram quando deveriam. Empresários reclamam que suas comissões estão atrasadas. O Atlético-MG também não recebeu quantias referentes à venda de Giovanni Augusto. A compra de Marlone, que pode ir para o Galo, junto à Penapolense, registra parcelas atrasadas.

 Piovezan não nega os atrasos. “Já foi amplamente explicado porque tivemos um pequeno atraso nos salários. Está tudo em dia hoje. Com o Atlético-MG estamos conversando, é uma situação normal entre clubes. Agora, se um clube não me paga em dia, como o Porto não me pagou, como vou pagar a comissão da negociação para o empresário?”, afirmou o dirigente.

Mas ele também admite que despesas altas, principalmente com contratações consumiram os milhões arrecadados.

“Arrecadamos R$ 144 milhões com a venda de jogadores, mas gastamos R$ 70 milhões com tributos (referentes a essas operações e comissões pagas a intermediários). Sobraram R$ 74 milhões, mas gastamos R$ 77 milhões para montar o time atual porque a gente precisava reforçar a equipe”, disse Piovezan mostrando que do dinheiro da venda de atletas nada sobrou.

A despesa operacional do clube até setembro foi de R$ 242,1 milhões contra R$ 260,2 em 2015 inteiro, no primeiro ano sob a administração de Andrade. Em 2014, último ano da gestão de Gobbi, essa despesa foi de R$ 288,3 milhões.

O clube deve terminar 2016 com gastos em direitos econômicos e imobilizado (investimentos em seu patrimônio, como obras) no valor de R$ 70,5 milhões, mais que o dobro dos R$ 30,4 milhões desembolsados em 2015, ano de conquista de título brasileiro e menos do que os R$ 77,1 milhões da última temporada sob o comando de Gobbi.

Ao final de 2014 o endividamento a curto prazo do Corinthians era de R$ 127,4 milhões. No ano seguinte, esse número subiu para R$142,1 milhões e deve cair ao final deste mês para R$ 104,4 milhões

Apesar de não enxergar o cenário financeiro atual como caótico, a diretoria admite que não tem dinheiro para grandes investimentos em contratações. Assim, as trocas, jogadores que exigem apenas gastos com os salários e valorização das categorias de base devem ser as principais estratégias para a montagem do time para 2017.


Diretor financeiro do Corinthians compara Andrés a Dualib
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Raul Corrêa da Silva, diretor de finanças do Corinthians, usou a sua conta no Facebook para demonstrar insatisfação com o grupo político de Andrés Sanchez, do qual ele mesmo faz parte. Apesar de não citar o nome do ex-presidente, deixou clara sua insatisfação com a política de contratações adotada por Andrés. E é só o começo. O blog apurou que Raul estuda apoiar o opositor Antônio Roque Citadini nas próximas eleições.

“Lutamos contra Wadih [Helu], [Vicente] Matheus e [Alberto] Dualib, sempre pelos mesmos valores e ideais. Se for a hora de novamente empunharmos nossas antigas bandeiras e entoar nossos cânticos, sem titubear o faremos. Não voltaremos à marginal s/n [sem número]”, escreveu Raul na rede social.

Os três dirigentes citados por ele ficaram longos períodos no poder e foram chamados de donos do clube, apelido hoje usado por alguns diretores para se referir a Andrés.

A citação de Dualib é mais emblemática, pois o grupo de Andrés foi um dos principais responsáveis pelo processo que culminou com o afastamento do cartola. A queda de Alberto permitiu a chegada de Sanchez ao poder.

Andrés não tentou se reeleger porque o estatuto corintiano não permite mais reeleições, mas continuou com amplos poderes no clube. É o responsável pela arena alvinegra e tem muita influênca no departamento de futebol. Ele diz que só se envolve quando é chamado.

No final de seu desabafo, Raul diz: “Nos últimos 15 dias conseguimos evitar quatro equívocos”. É uma referência às contratações do goleiro Danilo, do volante Jonas, de Óscar Romero, que é irmão de Ángel, e de Dudu.

As quatro tentativas de negociação são atribuídas no clube a Andrés, Roberto de Andrade, seu candidato à presidência, e Edu Gaspar, gerente de futebol e escudeiro do ex-presidente.

Mário Gobbi travou os negócios porque prioriza o pagamento de salários atrasados. O presidente só quer trazer reforços considerados extremamente necessários por Tite (Dudu é um deles). Mas apenas se for possível postergar o pagamento por alguns meses.

Procurado pelo blog, Raul disse que estava em reunião, mas confirmou a referência às contratações. “É o que eu escrevi ali. Tem que respeitar o orçamento, mas ele não está sendo respeitado”, disse o dirigente. A previsão orçamentária feita por ele determina que o clube gaste R$ 10 milhões com reforços em 2015. Só com Dudu, descartado pelo menos por enquanto, seriam gastos R$ 11,4 milhões por 60% dos direitos econômicos do atleta.

Indagado se vai apoiar Citadini no pleito de fevereiro, o diretor respondeu: “Você quer saber mais da minha vida do que eu. Não sei ainda. Sou pelo Corinthians, pelos nossos ideais, independentemente de nomes”, afirmou.

Citadini já conta com o apoio de outro dirigente que foi aliado histórico de Sanchez, como Raul: Luis Paulo Rosenberg, primeiro vice-presidente do clube. Ilmar Schiavenato, que foi diretor social na gestão de Gobbi, também virou crítico do grupo de Andrés e lançou candidatura de oposição.

Andrés não pôde ser ouvido porque não fala com o blog.

Leia abaixo a postagem de Raul na íntegra.

Reprodução


Corinthians não antecipa técnico, mas antecipa receita até de 2017
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Mário Gobbi decidiu não renovar o contrato de Mano Menezes ao fim de dezembro e nem contratar outro treinador em respeito ao próximo presidente do clube. Tomou essa posição também em atenção ao próprio técnico, que poderia ser dispensado em fevereiro, quando seu sucessor na presidência será escolhido. Um interino comandará o time até o pleito. Porém, o mesmo raciocínio não vale para as receitas alvinegras. Quem for eleito para o cargo máximo do clube não terá em mãos a totalidade dos recursos gerados até 2017.

A informação foi dada pelo diretor de finanças Raul Correa da Silva ao ser sabatinado pelos conselheiros Luiz Sergio Scarpelli e Rubens Gomes em reunião do Conselho Deliberativo na última segunda.

Numa de suas respostas, Raul disse que o Corinthians antecipou R$ 70 milhões em receitas que entrariam no clube entre 2015 e 2017. De acordo com a direção, a antecipação foi inevitável (ao contrário do caso do treinador). Isso porque o dinheiro era necessário para pagar impostos e contratações, além de salários e direitos de imagem.

No primeiro semestre deste ano, o conselho autorizou a antecipação de até R$ 70 milhões. A diretoria, então, preferiu dividir o dinheiro em três anos a usar só recursos de 2015, o que sacrificaria mais a próxima temporada.

As principais fontes de receita são os contratos com a Globo, e a antecipação funciona assim: o Corinthians faz empréstimos em instituições financeiras e a emissora se compromete a repassar o dinheiro que seria do clube para elas.

Os dois conselheiros que fizeram os questionamentos demonstram preocupação com o fato de o próximo presidente ter à sua disposição menos verba para, por exemplo, contratar jogadores e pagar salários. Há o temor entre boa parte dos integrantes do conselho de que o nível do elenco para a próxima temporada desabe por causa da diminuição de receitas.


Terrenos da sede corintiana são alvos de 13 penhoras
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Os quatro terrenos em que está o Parque São Jorge, sede do Corinthians, acumulam 13 penhoras. Além disso, existem cinco arrolamentos, procedimentos nos quais os imóveis são listados para possíveis penhoras.

O clube fica numa área de 158.174 metros quadrados adquiridos separadamente em 1938, 1945, 1968, e 1971. Todos têm ao menos um tipo de comprometimento.

Só a área de piscinas e quadras tem nove penhoras e um arrolamento. O terreno da Fazendinha, o estádio corintiano no Parque São Jorge, sofreu uma penhora e dois arrolamentos. Outro local do clube, conhecido como Canindé, soma três penhoras, além de registrar um arrolamento. Já a parte em que está o prédio da sede social tem um arrolamento e, com outro terreno, foi dada como garantia para a Caixa Econômica do pagamento do financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES para as obras da arena de Itaquera.

Conforme mostrou o Blog do Rodrigo Mattos na última sexta, a Justiça Federal penhorou receitas do Corinthians no valor de R$ 120 milhões e dois dos terrenos do Parque São Jorge por causa de tributos não pagos.

Dívidas tributárias e penhoras são alvos de antiga preocupação de conselheiros da oposição. No último dia 28, um grupo formado por aproximadamente 18 membros do Conselho Deliberativo protocolou 11 perguntas sobre dúvidas que têm em relação à situação financeira do clube descrita no balanço de 2013. A impressão dos opositores é de que a crise financeira do clube é mais grave do que o documento registra.

Segundo Emerson Piovezan, ex-dirigente da área de finanças e que participou da elaboração do questionário, as respostas ainda não foram dadas pelo atual diretor de finanças, Raul Correa da Silva, criticado pela demora. Por sua vez, o departamento financeiro alega que as perguntas só chegaram ao setor na semana passada e que serão respondidas.


Diretor corintiano fica na berlinda após confirmar dívidas com atletas
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Durante a crise corintiana, o diretor financeiro Raul Corrêa da Silva virou vidraça. Na última reunião do Cori (Conselho de Orientação do clube), ele foi duramente cobrado por confirmar publicamente dívida com alguns jogadores (entre eles Pato). E também por causa da forma como apresentou as contas referentes a 2013. Em meio a diálogos ríspidos, o balanço do ano passado não foi aprovado pelo Cori, que aguarda a apresentação de novos documentos.

As cobranças foram feitas por Alexandre Husni, presidente do Cori. Ele reclamou durante a reunião de o diretor financeiro ter negado em sessão anterior do órgão que o clube devesse para atletas. Depois, porém, disse ao portal Espn.com.br que havia direitos de imagem atrasados, surpreendendo membros do Conselho de Orientação. Raul respondeu à cobrança dizendo que o Cori havia perguntado sobre salários, não em relação direitos de imagem. A resposta não agradou ao presidente do órgão.

Em referência ao balanço de 2013, o Cori entendeu que faltaram documentos principalmente para explicar como o déficit que já era de R$ 9,3 milhões em setembro, segundo dados publicados no site alvinegro, virou superávit de pelo menos aproximadamente R$ 1 milhão em dezembro.

O blog não conseguiu entrevistar Raul e Husni, mas ouviu quatro participantes da reunião que relataram as cobranças sobre o diretor financeiro.

Quem defende o responsável pelas finanças corintianas afirma que ele virou vítima de ataques políticos por ser um dos possíveis candidatos à presidência do clube. A eleição deve acontecer entre dezembro e janeiro.


Falta de grana atrapalha até obra em ginásio corintiano
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A falta de dinheiro no Corinthians prejudica até obras no Parque São Jorge. É o caso da reforma do ginásio do clube, com custo superior a R$ 1 milhão.

O local usado por diversas modalidades, como o futsal, teve a conclusão de suas obras ameaçadas depois de o departamento financeiro do clube avisar outras diretorias que não há mais dinheiro para pagar serviços no Parque São Jorge.

O blog apurou que o presidente Mário Gobbi  convocou diretores para uma reunião nesta quarta a fim de definir o que pode ou não ser pago.

No caso do Ginásio, estão sendo feitos trabalhos estruturais, além da troca do piso.

Torneiras fechadas significam pressão sobre o diretor financeiro, Raul Corrêa da Silva. Ele é criticado por conselheiros e até por gente da diretoria. Seus detratores lembram que o cartola se acostumou a alardear as gigantescas receitas do clube. E que agora o diretor comanda um rigoroso aperto de cintos. O blog telefonou para Raul durante esta quarta, mas seu celular estava desligado.

Recentemente, em entrevista à Espn, Raul admitiu atrasos em pagamentos a jogadores e explicou parte das dívidas pelo fato de o clube aparecer como devedor no Cadin (Cadastro Informativo de créditos não quitados do Banco Central). O problema impediu o recebimento de parcelas do antigo contrato com a Caixa e do novo, que não foi assinado por conta desse obstáculo.

A situação foi regularizada e até sexta deve ser assinado o novo acordo com a Caixa. Entrarão imediatamente na conta do clube cerca de R$ 6 milhões do patrocinador. Esse dinheiro somado a R$ 4,4 milhões da venda de Edenilson para a Udinese será suficiente para resolver as pendências com atletas, mas a situação continuará apertada.

Apesar de o imbróglio com o Cadin ser recente, os apuros financeiros acontecem pelo menos desde o segundo semestre do ano passado. Conforme apuração do blog, em setembro do ano passado o alvinegro pediu uma antecipação de cotas da Globo. A solicitação foi feita após o Corinthians ser procurado pela emissora para antecipar a renovação do contrato de transmissão dos jogos.

Na ocasião, o Corinthians discutiu a antecipação de aproximadamente R$ 12 milhões referentes ao contrato atual. Precisava da verba para acertar compromissos como prêmios pela conquista da Recopa, em julho.

No entanto, quatro meses antes de negociar o adiantamento, o alvinegro divulgou seu relatório de sustentabilidade com faturamento de R$ 358,5 milhões em 2012. Agora, conselheiros cobram a direção para explicar a mudança na maré.


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