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Capacidade de surpreender é marca do novo campeão paulista
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Na conquista do Campeonato Paulista de 2017, sacramentada neste domingo (7) diante da Ponte Preta, o Corinthians deixa como uma de suas principais marcas a capacidade de surpreender.

A demora em contratar e a chegada de reforços modestos fez com que o alvinegro fosse rotulado pela imprensa como a quarta força do Estado. Para surpresa geral, aos poucos o time evoluiu e venceu a disputa de maneira incontestável.

Surpreendeu também o rendimento de Pablo e Jô. O zagueiro estava sem espaço no Bordeaux. Nada em seu histórico recente recomendava a contratação. Acabou sendo fundamental para a solidez defensiva corintiana, um dos pontos altos do campeão.

A situação do atacante era semelhante. Nem jogar ele jogava para ser avaliado. A lógica apontava que ele estava mais para repetir o fracasso de André do que o sucesso de Vágner Love, outros atacantes que chegaram sob suspeita. Jô teve dificuldades no início, mas correu, suou para se movimentar como pedia Fábio Carille, marcou gols em todos os clássicos e reconquistou a Fiel. Ponto para a diretoria corintiana, que fez uma aposta arriscada, contestada, mas acertou.

Outra surpresa foi a maneira avassaladora como o Corinthians abriu os mata-matas fora de casa. Com 2 a 0 sobre o São Paulo e 3 a 0 em cima da Ponte, resolveu as disputas logo no primeiro confronto. Pelo estilo de jogo alvinegro, eficiente nos contra-ataques, era de se esperar um bom desempenho fora de casa. Mas apostar em vantagens tão grandes seria mostrar desapego ao dinheiro.

Surpreendente também, ao menos para este blogueiro, foi a obediência tática dos jogadores em relação ao novato Carille. Dava para imaginar um bom relacionamento dele com os atletas, por conhecer o grupo bem graças ao fato de ter sido auxiliar de outros treinadores por um bom tempo. Porém, é comum boleiro desconfiar de “professor” novo. Até contestações são normais. Não aconteceu com Carille. O elenco comprou seu estilo de jogo, seguiu à risca e chegou ao título.

Só não foi surpreendente o desempenho de Romero. Como sempre, compensou o que falta de habilidade com suor, correu por todos os setores do campo, atacou e defendeu. De novo foi importante para o time sem ser badalado. O paraguaio é o melhor retrato do o estilo desse time campeão, que prioriza o conjunto, a disciplina tática e que surpreende.


Romero vale quase tanto quanto Guerrero, aponta balanço do Corinthians
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Angel Romero fez 31 jogos oficiais pelo Corinthians e marcou um gol, de acordo com dados do clube. Para contar com o paraguaio, o alvinegro topou pagar R$ 2,081 milhões por 20% de seus direitos econômicos, segundo o balanço de 2014 divulgado pela diretoria. Ou seja, 100% dos direitos do paraguaio valem R$ 10,4 milhões. Ou R$ 908 mil a menos do que custou a totalidade dos direitos de Guerrero, autor de 54 gols em 126 jogos.

Conforme mostrou o UOL Esporte, o Corinthians terá que reembolsar os investidores donos de uma “fatia” de 80% de Romero se ele não for vendido até 14 de julho de 2019, quando termina seu contrato.

Tanto no caso de Guerrero como no de Romero, até dezembro de 2014 o Corinthians ainda não tinha terminado de pagar as contratações. Faltavam R$ 1.873.000 em relação ao paraguaio e R$ 1.886.000 da negociação com peruano.

Apesar de ser idolatrado pela torcida corintiana, Guerrero não é o jogador mais caro do elenco atual, entre os contratados de 2010 a 2014, sem contar Alexandre Pato, emprestado ao São Paulo. O balanço financeiro mostra Renato Augusto como dono desse título. O valor de custo de 50% dos direitos econômicos do meia é de R$ 13,5 milhões. Elias, com R$ 12,8 milhões por uma fatia de 50% e Gil, que valeu um gasto R$ 12,3 milhões por 90% dos direitos aparecem em seguida.

O relatório também mostra que em dezembro o clube ainda tinha R$ 49,2 milhões para pagar referentes a “aquisições de vínculos” de jogadores desde 2010. Nessa conta estão R$ 21,1 milhões de Pato, R$ 10,3 milhões relativos a Elias, e R$ 1,8 milhão correspondente a Malcom, formado pelo clube, que só tem 30% dos direitos econômicos dele.

Abaixo, veja reprodução de trecho do balanço corintiano que detalha os gastos com aquisições de jogadores.

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