Blog do Perrone

Arquivo : Rogério Ceni

De patrocínio a sonho de Ceni: o que vale para o SPFC ficar na Libertadores
Comentários Comente

Perrone

Do potencial para conseguir mais dinheiro à oportunidade de seu maior ídolo encerrar a carreira por cima. Veja o que está em jogo para o São Paulo na partida desta quarta, que vale a permanência na Libertadores, contra o Corinthians, no Morumbi.

Aposentadoria – A eliminação nesta quarta mataria o sonho de Rogério Ceni de se aposentar conquistando mais um título da Libertadores. Ou obrigaria o goleiro a adiar mais uma vez o plano de se aposentar, renovando seu contrato, que termina no final do torneio continental, em agosto. Encerrar sua última participação no torneio com uma queda na primeira fase seria melancólico para o capitão são-paulino.

Patrocínio – Não avançar para os mata-matas do torneio pode prejudicar as negociações em busca de um patrocinador principal. A competição que dá vaga ao Mundial de Clubes da Fifa é um dos principais atrativos para investidores. Neste momento, a diretoria mantém pelo menos duas conversas em estágio intermediário com interessados. Há o temor de que a eventual queda precoce esfrie as tratativas.

Novo treinador – Se passar para a próxima fase, o substituto de Muricy Ramalho, seja ele quem for, já chegará pressionado a alcançar às quartas-de-final. A tabela prevê jogos das oitavas-de-final a partir do próximo dia 29. Assim, ele teria que trocar os pneus com o carro andando. Em caso de eliminação, o técnico ganhará mais tempo para se adaptar ao clube e diagnosticar defeitos do time, já eliminado do Paulista. A estreia no Brasileirão está marcada para 10 de maio, contra o Flamengo.

 Grana – Cair na primeira fase da Libertadores tira a chance de o São Paulo turbinar as receitas com rendas milionárias nos mata-matas do torneio. Até agora, a torcida não mostrou grande entusiasmo com a competição. Como a maioria das equipes brasileiras, o clube do Morumbi enfrenta grave crise financeira.

Política – A queda prematura daria mais munição aos críticos de Ataíde Gil Guerreiro. Eles reclamam que o vice-presidente de futebol não conseguiu resolver os principais problemas do time e ainda transformou em novela a substituição de Muricy Ramalho no que seria demonstração de falta de planejamento e de critério na escolha do novo treinador. Uma eventual eliminação será também atribuída a supostos erros do cartola.

 


Rogério é escalado para ajudar Muricy a recuperar São Paulo
Comentários Comente

Perrone

 

Pressionado a cobrar o elenco e Muricy Ramalho, Ataíde Gil Guerreiro, vice de futebol do São Paulo, anunciou, após a derrota para o Palmeiras, que faria uma série de reuniões individuais. Um dos encontros, porém, foi com dois personagens importantes da crise tricolor ao mesmo tempo: Muricy Ramalho e Rogério.

A conversa serviu para apontar erros e soluções. O goleiro foi chamado porque é considerado pela diretoria o único que pode ajudar Muricy. A confiança no treinador sofreu brusca queda no Morumbi. Na avaliação dos cartolas ele é o principal responsável pelo fato de a equipe não decolar. Os auxiliares Tata e Milton Cruz não foram considerados pelos cartolas capazes de ajudar a orientar o técnico, por isso Ceni foi escalado.

Os chefes de Muricy criticam o treinador principalmente por mudar constantemente a equipe, o que teria deixado o time sem padrão de jogo. As trocas na lateral esquerda são citadas como exemplo dessa instabilidade.

Também está na conta do técnico o desempenho de Ganso, abaixo do esperado pelos torcedores. Na análise da diretoria, ele só não rende mais porque Muricy não consegue montar um esquema tático que faça seu estilo de jogo sobressair.

Outra conclusão dos cartolas é de que ele estaria cansado e abatido por causa de seus problemas de saúde _ o treinador se recupera de uma diverticulite. Isso refletiria na qualidade dos treinamentos.

Apesar do caminhão de críticas, a cúpula são-paulina não tem a mínima intenção de demitir o técnico antes do final da Libertadores. Daí a necessidade de alguém de fora da comissão técnica ser chamado para tentar mostrar novos caminhos ao técnico.

 


Mistério no último jogo com Juvenal presidente: Ceni usa amarelo de Aidar?
Comentários Comente

Perrone

Virou mistério no São Paulo a cor de camisa que Rogério Ceni vai usar nesta quarta contra o CSA, pela Copa do Brasil, no último jogo do clube por uma competição com Juvenal Juvêncio na presidência.

Gente fiel ao atual presidente dá como certo que o ídolo vestirá um modelo amarelo, cor da campanha de Carlos Miguel Aidar, apoiado por JJ, à presidência. A informação é de que a Penalty demorou para entregar essa versão, que seria usada no Paulista, contra o Penapolense, antes da primeira etapa da eleição tricolor, entre os sócios. Como a equipe foi eliminada do Estadual, só é possível que o goleiro vista amarelo nesta noite.

Indagado pelo blog na semana passada sobre o assunto, Ceni disse, via assessoria de imprensa, que não sabia qual modelo usaria e que a pergunta deveria ser feita ao clube.  A Penalty respondeu o mesmo. Não comentou nem se entregou uniforme amarelo para o capitão são-paulino. Já o diretor de futebol, Gustavo Vieira de Oliveira, não foi localizado por telefone para falar sobre o assunto.

No próximo dia 16, na segunda fase da eleição, o Conselho Deliberativo vai escolher entre Aidar e o oposicionista Kalil Rocha Abdalla, que adota o vermelho. Como os amarelos elegeram 49 conselheiros contra 31 dos vermelhos no último sábado e já tinham vantagem no conselho, dificilmente Aidar deixará de se eleito presidente.

Mesmo assim, situacionistas desejam ver Rogério de amarelo, principalmente porque seria uma forma de cutucar o oposicionista Marco Aurélio Cunha, desafeto de Juvenal e amigo de Rogério.

Diretamente interessado no assunto, Aidar também disse ao blog não saber qual cor Ceni usará. “Mas ficaria muito feliz se ele usasse amarelo”, afirmou o cartola. Na semana passada, ele foi ao CT são-paulino e pediu para os jogadores homenagearem Juvenal com uma vitória sobre o CSA. Um empate basta para a equipe paulista avançar na Copa do Brasil.


Luta contra rebaixamento ressalta malandragem de Rogério Ceni
Comentários Comente

Perrone

Rogério tem sido valioso na luta do São Paulo contra o rebaixamento. Voltou a fazer defesas importantes na vitória sobre o Náutico, nesta terça. Mas, a fase crítica do time destaca também outro lado do ídolo são-paulino, o da malandragem.

O goleiro surpreendeu ao soltar uma segunda bola no campo em ataque do Botafogo que precisou ser interrompido após cobrança de falta no último domingo. É difícil imaginar outra inteção de Ceni a não ser impedir uma rápida cobrança por parte do rival ao segurar uma bola que estava saindo pela linha de fundo e esperar o recomeço do jogo para atirar a pelota no gramado. Ao perceber que o gandula já havia feito a reposição, Rogério poderia ter mostrado ao árbitro que tinha outra bola em suas mãos ou simplesmente ter se livrado dela. Mas esperou o início do ataque, sem saber qual seria o desfecho, para denunciar a falha.

Já na arena Pernambuco, ele demonstrou tranquilidade para segurar o jogo quando deu. Foi a impressão que ficou no final da partida, ao pedir atendimento médico e demorar para se recuperar, freando o ímpeto do Náutico.

Seja defendendo ou catimbando, Rogério está cumprindo o que amigos do goleiro dizem ter ouvido dele. Afirmam que o astro prometeu fazer de tudo para evitar o rebaixamento.

Nesse ritmo, ele aumenta a relação de fatos inesperados em sua carreira justamente no último ano de atividade. Como a acusação feita por Ney Franco de que ele teria provocado a fritura de Ganso. Ou sua resposta demolidora, afirmando que se dependesse dele o treinador teria durado muito menos no clube. Houve ainda um pito em público dado pelo então diretor de futebol Adalberto Baptista.


Quedas de Juvenal e Rogério dificultam recuperação do SPFC
Comentários Comente

Perrone

A crise são-paulina combina a queda de dois dos pilares do clube: Juvenal Juvêncio e Rogério Ceni. O enfraquecimento da dupla dificulta a volta por cima do time do Morumbi.

Acostumado a atuar quase como um auxiliar-técnico, Rogério tenta superar uma fase de seguidas falhas. Precisa evitar um fim melancólico de carreira. Tal situação ameaça a eficácia dos discursos do capitão, que costumam nortear os companheiros.

Nos gabinetes, outro líder está acuado. Acostumado a zombar da oposição, Juvenal agora tem com o que se preocupar.

Seus antigos aliados, estão em guerra eleitoral um ano antes do pleito. E, como em qualquer clube, o tiroteio atinge o futebol. Mirar no campo é o melhor jeito de a oposição acertar possíveis candidatos de situação.

Há 15 dias, a crise política marcou reunião do Conselho Deliberativo. A troca de farpas entre oposição e situação acabou com a acusação de que um defensor do opositor Marco Aurélio Cunha estaria atuando como cambista em shows no Morumbi. A denúncia nada tem a ver com o pré-candidato.

Nesse cenário, Juvenal briga para eleger seu sucessor e cada vez mais pensa no eleitorado. A demissão de Ney Franco levou em consideração a vontade dos eleitores (sócios que votam em conselheiros e conselheiros que elegem o presidente).

Os problemas de Juvenal e Rogério tornam mais delicada a situação do futuro treinador do clube, que não contará com os dois em plena forma  para tentar recuperar a equipe.


Após atrito com Ney Franco, Rogério Ceni volta a agir como se fosse membro da comissão técnica do São Paulo
Comentários Comente

Perrone

Rogério pediu para Ganso ser mais competitivo

Chama atenção no Morumbi a desenvoltura com que Rogério Ceni voltou a orientar seus companheiros. A expectativa entre os cartolas era de que ele continuasse mais comedido após atrito com Ney Franco em 2012.

Porém, declarações recentes de seus companheiros mostram que o episódio em que o treinador não gostou de ver o camisa 01 pedindo a entrada de Cícero contra a LDU, no ano passado, não mudou o jeito de atuar de Ceni.

No último sábado, Ganso revelou uma das ações do goleiro. “O Rogério foi ao vestiário ajudar a gente. Tenho que ouvir bem o conselho dele. Ele pede para que eu seja mais competitivo, ajude na marcação, tudo para o meu bem”, afirmou o meia.

Durante a semana, o atacante Osvaldo já tinha atribuído sua recente evolução em parte às orientações que recebeu do goleiro.

Dessa vez, pelo menos por enquanto, o treinador não demonstrou insatisfação com as atitudes de goleiro. A diretoria acompanha o relacionamento entre os dois com uma certa apreensão. Teme novo atrito em público entre os dois, principalmente pela popularidade de Rogério junto à torcida.


Evitar lesões e atritos com treinador é desafio de Rogério em novo contrato
Comentários Comente

Perrone

Para cumprir sem sobressaltos seu novo contrato de um ano com o São Paulo Rogério Ceni precisa redobrar os cuidados para evitar lesões graves.

 Em janeiro, ele completa 40 anos. E na atual temporada sentiu na pele as dificuldades impostas pela idade ao ficar um longo período inativo. Após seis meses parado, falhou feio contra o Náutico, fez gol contra e teve sua aposentadoria pedida por são-paulinos nas redes sociais.

Mas logo voltou a jogar em alto nível. Foi só recuperar o ritmo de jogo, algo normalmente difícil para goleiros, ainda mais para os veteranos.

Ficou claro que para ter um fim de carreira tranquilo o capitão tricolor não pode parar por causa de contusões. Além do enferrujamento, só atritos como o que teve recentemente com Ney Franco podem arranhar a imagem do ídolo.

Preocupada num primeiro momento, a diretoria do São Paulo acredita agora que Ceni não irá protagonizar novos desentendimentos com o treinador, como quando pediu uma substituição rejeitada por Ney.

 A avaliação dos cartolas é de que Ceni está tão à vontade no clube que às vezes não percebe a repercussão que seus atos podem ter. Porém, o constrangimento causado pelo recente episódio teria colocado tudo em seu devido lugar.


Vexame diante do Náutico desencadeia pedidos por aposentadoria de Ceni
Comentários Comente

Perrone

“Se fosse outro goleiro, já teriam aposentado. É chutar no lado direito que entra.” Ouvi essas afirmações de um conselheiro do São Paulo minutos antes de Rogério Ceni falhar feio e marcar gol contra, o treceiro do Náutico no jogo desta quarta. Por razões óbvias ele prefere não se identificar.

Ninguém no Morumbi quer ir publicamente contra o principal ídolo da torcida. Mas já existia o temor de que ele não voltasse na ponta dos cascos após longo período de inatividade. Porém, a vacilante atuação do maior goleiro da história do clube contra o Náutico transformou o pressentimento ruim em pesadelo.

 As reclamações contra o capitão explodiram rapidamente nas redes sociais. “Agora até o Rogério está fazendo palhaçadas”, “defende de manchete e faz gol de cortada”, “pode se aposentar, Rogério”, “tem que tirar o Rogério e colocar o Dênis”, “está na hora de o Rogério se aposentar, já fez muito pelo São Paulo e não merece ser humilhado”. Essas cornetadas foram postadas no Facebook por torcedores são-paulinos logo depois do erro de Ceni.

Ruim para Rogério, pior para Ney Franco, que além de cuidar de seu próprio pescoço, terá que administrar a crise envolvendo justamente quem mais poderia ser útil.