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Arquivo : Seleção brasileira

Preparador explica que deslocamento e clima não preocupam Brasil na Copa
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Em seu planejamento para a Copa da Rússia, a comissão técnica da seleção brasileira concluiu que deslocamentos entre as sedes e diferenças de temperaturas de uma cidade para a outra não preocupam. Por isso a escolha da base da equipe de Tite terá pouco a ver com a localização e muito com a estrutura do local e da cidade.

“A maior viagem que uma seleção pode ter que fazer durante a competição é de cerca de três horas e meia de voo, entre Kaliningrado e Ecaterinburgo. Como na Copa tudo é feito com avião fretado, não existe aquele desgaste de aeroporto, por isso serão viagens simples, dentro do que já estamos acostumados. Não existe nenhuma preocupação especial” afirmou ao blog, Fábio Mahseredjian, preparador físico da seleção.

Diferentemente do que aconteceu na Copa de 2014, quando a seleção deixou o frio de sua concentração em Teresópolis para encarar temperaturas bem mais altas, como em Fortaleza, a expectativa para 2018 é de pequenas variações.

“Com a temperatura não temos nenhuma preocupação porque a previsão é de que ela varia entre 18 graus e 22 graus nas cidades dos jogos durante a Copa. Bem mais tranquilo do que acontece no Brasil em que muitas vezes você joga no frio do Sul na quarta-feira e no calor do Nordeste no domingo. A atenção que vamos ter na Rússia é só com a umidade (relativa do ar), que sempre temos”, afirmou o preparador.

Sem prever dificuldades com deslocamento e temperatura, o alvo da comissão técnica passou a ser uma grande cidade russa para receber o QG da seleção. “Estamos pensando na estrutura e no interior da Rússia as coisas são mais duras”, disse Mahseredjian.

A estratégia, coloca Moscou e São Petersburgo naturalmente como favoritas para se transformarem em casa do time do Tite. São as duas maiores cidades russas.

Na semana passada, Mahseredjian e Edu Gaspar, coordenador técnico da seleção, estiveram em São Petersburgo avaliando instalações disponíveis.

A comissão técnica quer garantir também conforto aos familiares dos jogadores que irão acompanhar o Mundial, o que é mais fácil em cidades com melhor estrutura.


Talento individual + força coletiva = igual a outra vitória do Brasil
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O Paraguai foi um adversário complicado na Arena Corinthians, apesar da derrota por 3 a 0. Teve pouco apetite ofensivo, mas foi faminto na marcação. Diminuiu espaços para a seleção brasileira e poderia ter dificultado muito mais as coisas. Não complicou por causa da combinação entre organização tática e talento individual, que já se tornou uma característica da equipe comandada por Tite.

Foi a disciplina tática que permitiu ao volante Paulinho (ele mais uma vez) apoiar o ataque sem comprometer a defesa e ajudar na abertura do placar. Os talentos do ex-corintiano e de Philippe Coutinho para se virar sem espaço completaram o lance que culminou com o primeiro gol brasileiro.

Também organizado taticamente, o Paraguai não se desesperou e nem abriu a porteira. De quebra viu seu goleiro defender um pênalti cobrado por Neymar, que na base do talento individual fez o segundo do Brasil. Os brasileiros  buscaram o gol sem abrir buracos que permitissem o contra-ataque paraguaio.

No final, após receber de Coutinho, Paulinho, de novo, serviu com maestria Marcelo, autor de mais um golaço da equipe de Tite. Assim, um jogo que poderia ser suado terminou com o folgado placar de 3 a 0 em mais uma demonstração de como a aplicação tática favorece os jogadores habilidosos dessa seleção.


Tite “goleia” técnicos adversários nas Eliminatórias
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O desempenho da seleção brasileira nos sete jogos comandados por Tite até a vitória contra o Uruguai geraram um abismo entre o desempenho do treinador brasileiro nas Eliminatórias da Copa de 2018 e o de seus colegas. O técnico do Brasil tem números melhores do que os adversários em praticamente todos os quesitos, de acordo com estatísticas disponíveis no site “O Gol”.

 Um bom parâmetro é o rendimento da Argentina com Edgardo Bauza no banco de reservas, pois o ex-comandante do São Paulo também acumula sete participações no torneio. Enquanto o Brasil de Tite (sem contar os jogos com Dunga) marcou 21 gols, os argentinos fizeram nove com Bauza.

Na defesa o ex-corintiano também leva vantagem sobre o ex-são-paulino. Seu time levou apenas dois gols. A equipe do colega foi vazada oito vezes.

Ao mesmo tempo em que o brasileiro venceu suas sete partidas, o argentino acumulou três vitórias, dois empates e duas derrotas.

Nenhum treinador somou mais vitórias do que Tite. Oscar Tabárez também tem sete triunfos, mas dirigiu a seleção do Uruguai 13 vezes na competição.

O brasileiro é o único a colecionar sete vitórias seguidas na competição. E só Tite atingiu a marca de quatro resultados positivos fora de casa. O apetite ofensivo dos brasileiros como visitantes sob o comando dele também impressiona. São 11 gols comemorados nas casas dos adversários. Apenas o Equador de Gustavo Quinteros chegou a essa marca, mas ele participa do certame desde o início.

A média de gols marcados pelo Brasil a partir da chegada do atual técnico é superior a de todos os concorrentes. São três por jogo contra média de 1,9 por partida registrada pelo Uruguai de Tabárez, equipe que mais marcou gols nas eliminatórias. Foram 25 em 13 jogos. Só quatro a mais do que o Brasil de Tite fez em sete partidas.

Na defesa, a média de gols sofridos pela seleção brasileira com o substituto de Dunga no comando é a menor da disputa: 0,28 por partida.

Na disciplina, a equipe de Tite também se destaca. Foram 13 amarelos e sem expulsões. Nenhum treinador, entre os que estiveram em pelo menos sete jogos, viram seus atletas serem tão pouco punidos.

Os números também são favoráveis ao atual treinador na comparação com seu antecessor. Dunga registrou duas vitórias, três empates e uma derrota nas Eliminatórias para o mundial russo. O ex-treinador disputou um jogo a menos do que seu sucessor, mas viu a seleção com outro comandante fazer dez gols a mais e sofrer seis a menos.


Opinião: Felipão não aprendeu com 7 a 1. Ou finge que não
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A resposta de Felipão em entrevista para a Folha de S.Paulo, neste domingo, sobre os 7 a 1 na semifinal da Copa de 2014 insulta o poder de análise do torcedor brasileiro, dos jornalistas que cobriram a seleção no Mundial e o futebol alemão.

Ao insinuar que a sorte foi importante para os alemães vencerem, Scolari mostra que não aprendeu nada com o massacre ou finge não entender o acontecido.

Entre as pérolas, o técnico insinuou que os alemães foram sortudos com um gol de pé esquerdo de quem chuta de direita (isso não seria mérito, treinamento? Que diferença faz um gol nessa goleada?) e que o Brasil foi azarado por não ter Neymar, contundido, e Thiago Silva, suspenso (com os dois em campo estariam eliminadas todas as falhas técnicas e táticas?). O treinador também esboçou reclamar de erros individuais ao dizer “perdemos umas bolas ali que…”, ignorado problemas de posicionamento que poderiam ter sido corrigidos nos treinos.

Com seu discurso, Scolari não reconhece a melhor preparação alemã, feita na Bahia, com temperaturas semelhantes às enfrentadas nos jogos, enquanto o Brasil saiu do frio de Teresópolis por duas vezes para atuar no calor de Fortaleza, por exemplo.

Felipão não cita a bagunça que foram os treinamentos de seu time, com direito a interrupção para gravação de programa de TV e invasão de torcedores. Não reconhece o erro de insistir com Fred, isolado no ataque ou que seu discurso motivacional para nada serviu. Pelo contrário, sobraram jogadores com nervos em frangalhos.

Quase três anos depois da tragédia, ele também não admite que faltou conhecimento da comissão técnica brasileira sobre os rivais, principalmente em relação aos alemães.

Felipão, seus assistentes e a diretoria da CBF erraram feio durante a Copa toda, e a conta foi paga no Mineirão. Ou seja, não teve nada de sorte ou azar na goleada histórica.

Apesar das falhas grosseiras e da falta de humildade, Scolari, comandante do pentacampeonato em 2002 com um trabalho excelente, como tantos outros feitos por ele em clubes brasileiros, não merece ser lembrado como um idiota por causa do desastre de 2014. Mas também não é justo que ele faça os outros de idiotas contando uma história que não aconteceu.


Tranquilizado por Tite, Ganso descarta pedir para sair do Sevilla agora
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Sem ser aproveitado no Sevilla, Paulo Henrique Ganso tem recebido constantes sondagens de clubes brasileiros. Santos e Grêmio estão entre os que já manifestaram interesse em repatriar o jogador. Porém, o meia e seu estafe não têm planos para pedir uma transferência agora em busca de mais visibilidade.

A recente conversa com Tite, que esteve na Espanha e disse entender o período de adaptação dele ao futebol espanhol, acalmou o atleta em relação às suas chances de disputar a Copa da Rússia. Por isso, encontrar um time para ser titular agora não é visto como algo fundamental em busca da vaga no Mundial do ano que vem.

A ideia é que o empresário do atleta, Giuseppe Dioguardi, só converse com a diretoria do Sevilla sobre o futuro do jogador após ao final desta temporada. A partir daí, se não houver a perspectiva de ele ser aproveitado, será sugerida a negociação com outro clube europeu para que Ganso jogue com frequência e conquiste seu espaço na seleção. Voltar ao Brasil no segundo semestre também não faz parte da estratégia. Seria um retrocesso. Além disso, a negociação com um clube brasileiro é vista como muito difícil por questões financeiras.

No momento, Ganso está convencido de que deve treinar sem reclamar, pois o time está bem, briga pelo título Espanhol e não há como criticar o técnico Jorge Sampaoli por sua ausência.


Neymar explica sua melhora como “garçom”: seleção e Barça equilibrados
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Em entrevista ao blog por e-mail, via assessoria de imprensa, Neymar falou sobre sua fase como “garçom”. Ele é o líder de assistências da Champions League, com 7 passes para gols.

De acordo com a assessoria do jogador, em 23 de novembro, contra o Celtic, pela Copa dos Campeões, o atleta quebrou seu recorde pessoal de assistências numa temporada atingindo 32 em 50 jogos. Porém, nessa conta, não estão apenas passes que resultaram em gol, pois foram anotadas quatro na vitória por 2 a 0 sobre o time escocês. Também segundo o estafe do atacante, o recorde anterior era de 31 assistências em 70 jogos em 2013.

De acordo com o site “Whoscored.com”, em 2016, Neymar fez 13 assistências em jogos do Espanhol e da Champions League. O estafe do brasileiro registra ainda outras seis (uma por partida) das eliminatórias da Copa de 2018 em 2016.

Abaixo, leia o que Neymar diz a respeito de sua melhora como “garçom”.

Blog – A que atribui esse aumento no número de assistências?

NeymarAtribuo a muito trabalho tanto coletivo como individual. Sem treinamento os resultados não aparecem.

 Blog – Fez algum treinamento específico para isso?

NeymarNão, não fiz nada específico, isso é fruto da sequência do trabalho.

 Blog – Seus treinadores atuais na seleção (Tite) e no Barcelona (Luis Enrique) cobram esse tipo de participação?

Neymar – Não há cobrança por assistências ou artilharia. Mas há muito treinamento para que a equipe seja capaz de criar oportunidades de gol.

 Blog – Ser mais efetivo nas assistências o deixa mais perto de ser eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa?

 Neymar – Eu nunca tive a preocupação de ser o melhor do mundo. Se esse reconhecimento vier a acontecer será fruto do meu trabalho como um todo, não apenas por causa das assistências e gols.

 Blog – Qual a importância para a seleção brasileira sua participação como ‘garçom’ permitindo o crescimento de outros jogadores como goleadores?

 NeymarNa verdade as assistências aparecem muito mais em uma equipe equilibrada e entrosada. Os bons jogadores crescem em uma equipe organizada, o contrário exige dele o individualismo e as assistências tendem a diminuir.


Opinião: diferentes, Tite e Neymar formam combinação vital para a seleção
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Os dois tiveram seus nomes cantados pela torcida em treino da seleção brasileira em Manaus.

Ambos foram fundamentais para a vitória do Brasil por 2 a 1 sobre a Colômbia nesta terça feira.

Um simboliza a força coletiva da nova seleção. O outro representa o lance individual, decisivo.

Um é transpiração. O outro é inspiração.

Um filtra seus sentimentos, é a sensatez em pessoa. O outro é emoção em estado bruto, uma bomba-relógio.

Um preza pelo clima de paz e cordialidade entre imprensa e seleção, tem jogo de cintura diante das perguntas mais duras. O outro rebate questionamentos indesejados com coices. Vive às turras com os jornalistas.

Um criou todas as condições para brilhar o outro, que evitou o tropeço do chefe já em seu segundo jogo na seleção marcando o gol de desempate.

Um comemorou se juntando aos torcedores, se posicionando no mesmo andar deles. O outro festejou seu gol com uma dose de arrogância, na base do “eu sou f…”, “eu estou aqui”, se colocando como o salvador da torcida.

Um abraçou o outro em pura demonstração de sintonia entre a dupla.

Completamente diferentes, Tite e Neymar se completam numa combinação que deu vida nova à seleção.


Nova seleção combina transpiração e inspiração para vencer
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A vitória sobre o Equador por 3 a 0 nesta quinta pelas Eliminatórias premiou o esforço de Tite e sua comissão técnica para acelerar o processo de fazer a seleção brasileira assimilar o estilo de seu novo treinador.

As conversas com técnicos de clubes e a escalação de velhos conhecidos de Adenor deram resultado, pois é impressionante como já no primeiro jogo com Tite a seleção mostrou uma nova cara.

É um time que combina melhor aplicação tática e talento individual do que a seleção de Dunga. Mistura a transpiração de Paulinho com a inspiração de Neymar, Gabriel Jesus, autor de dois belos gols, e Philippe Coutinho. O novo Brasil já sabe o que fazer quando está com a bola e sem ela. Marca a saída de bola do rival, tenta triangulações e chega ao ataque até com volante.

Evidentemente, o treinador ainda tem muito trabalho pela frente, com fazer Daniel Alves ser mais útil no novo esquema, ou dar a camisa dele para Fágner.

É cedo para empolgação, mas o torcedor brasileiro, enfim, já pode sonhar com dias melhores para a equipe nacional.


Neymar evolui na seleção olímpica, mas regride diante dos microfones
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Na Rio-2016, o desempenho de Neymar com a camisa da seleção brasileira evoluiu em relação às competições mais recentes. O craque do Barça chegou ao seu auge com a amarelinha. Porém, fora das quatro linhas, ao dar entrevistas, ele regrediu a ponto de se comportar como Dunga e Zagallo.

Em campo, Neymar foi maestro, garçom, homem dos gols decisivos, não levou cartão vermelho e nem se machucou. Ainda abraçou Gabriel Jesus, como um líder da seleção nacional deve fazer. Tudo isso ajudou a estampar sua cara na inédita medalha dourada do Brasil no futebol olímpico.

Depois de cobrar o pênalti que derrubou os alemães, era hora de Neymar comemorar. E não é que ele manda um “vão ter que me engolir” em entrevista para a Globo, relembrando frase histórica de Zagallo?

Desceu vários degraus em relação a 2014, quando foi brilhante com os microfones em entrevista na Granja Comary depois do 7 a 1 diante da Alemanha, dando aula para Felipão e Carlos Alberto Parreira, que se enrolaram em suas explicações.

Neymar já tinha sido duro com críticos na fase de preparação para a Olimpíada e no começo medonho da seleção na competição. Parece ter incorporado definitivamente o estilo Dunga. Aquela história de eu contra todos. É direito dele rebater as críticas como quiser. E se esse clima bélico vira combustível em campo, é possível que funcione. Ele só não pode errar na dose para evitar o risco de criar crises que afetem o time inteiro.


Por ouro, seleção foi de amontoado de jogadores a time forte coletivamente
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Para conquistar o inédito ouro olímpico, a seleção brasileira se transformou de um amontoado de jogadores que se apresentou nos empates contra África do Sul e Iraque numa equipe forte coletivamente. Um time que apesar do gol de falta de Neymar e da decisiva cobrança de pênalti na final deste sábado contra a Alemanha, após empates em um gol nos 90 minutos e por 0 a 0 na prorrogação, não depende só dele. O astro do Barça foi decisivo na medida certa.

A atuação mais insinuante dos novos campeões olímpicos foi na vitória sobre a Dinamarca. Naquele jogo Neymar foi o maestro atuando mais longe do gol adversário e sendo o garçom dos sonhos para Gabriel Jesus, Gabigol e Luan.

A vaga na final foi conquistada diante da frágil Honduras com fartura de lançamentos e infiltrações numa área cheia de espaços.

E neste sábado, a equipe de Rogério Micale comprovou ser capaz de se moldar conforme o adversário. Não tem só um jeito de jogar. Soube trocar passes com calma para esperar por espaços na defesa alemã, acelerou o jogo quando necessário, e se fechou com perfeição nas subidas alemãs. Equilibrou a partida diante de um adversário repleto de jogadores promissores.

No final, o Brasil pode comemorar, além do ouro na Rio-201 6, o fim de uma incômoda série de vexames, a demonstração de que a seleção é capaz de ser forte taticamente e aproveitar jogadores talentosos ao mesmo tempo e uma safra com potencial para ser útil ao time principal. São nomes como Luan, Gabriel Jesus, Gabigol, Walace, Zeca, Douglas Santos e Marquinhos, companheiros à altura de Neymar, Renato Augusto e Weverton. Rogério Micale mostrou ter seu valor fazendo a equipe evoluir muito com um variado cardápio tático, mas ainda tem uma longa estrada pela frente antes de pensar em assumir a prancheta que hoje é de Tite.