Blog do Perrone

Arquivo : abril 2013

Construtora quer votação entre torcedores para escolher nome de nova arena do Palmeiras
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Uma votação entre torcedores na internet deve fefinir o nome do novo estádio do Palmeiras, patrocinado pela Allianz. “Devemos colocar três nomes para votarem na internet, talvez já nesta quinta”, disse Walter Torre ao blog. De acordo com reportagem do UOL Esporte, Allianz Palestra é uma opção que agrada aos parceiros.

Segundo o dono da WTorre, haverá uma opção de renovação por mais dez anos, passados os primeiros 20 anos de contrato de patrocínio. Pelo período inicial, a seguradora pagará R$ 300 milhões.

“O acerto do naming rights deve acelerar a negociação de outras propriedades da arena, como cartão de crédito e restaurante”, afirmou Walter. Segundo ele, nesta quarta, a prefeitura liberou a retomada das obras, menos na área em que um operário morreu em acidente de trabalho.


Em meio a problemas com time, presidente do Palmeiras enfrenta rejeição de construtora
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Paulo Nobre Herdou uma série de problemas

Além da falta de dinheiro para contratar e da instabilidade do time, o novo presidente do Palmeiras tem que lidar com a rejeição por parte da WTorre.

Walter Torre, dono da construtora, não se dá com Paulo Nobre. Reclama com interlocutores que o atual presidente ficou de investir 50% do dinheiro necessário para a construção do novo estádio do clube, no início do projeto, mas que depois desistiu da ideia.

Com a não entrada dele, a construtora viu dobrar seus gastos. O episódio ainda não foi superado pelos principais executivos da empresa.

Tanto é que Nobre, antes de ser eleito, quis ser um dos primeiros a comprar um camarote para assegurar um espaço privilegiado no estádio. A cúpula da WTorre deu a ordem para que a venda  não fosse feita. Mais tarde, porém, junto com outros conselheiros, ele conseguiu fazer a compra. E na localização que queria.

A assessoria de imprensa do presidente diz que o episódio não prejudica  o relacionamento dele com a construtora. E que, por parte do cartola, não há problemas com a parceira.

Afirma ainda que Nobre tinha interesse em investir na construção do estádio, mas que o negócio não evoluiu.

Aliados do presidente dizem que ele recuou porque sua equipe concluiu que o retorno do investimento seria mais demorado do que foi apresentado pela construtora.

Apesar de não fazer campanha declarada, a cúpula da WTorre torceu por Décio Perin nas eleições palmeirenses.

Além do problema envolvendo a arena, Nobre foi pintado por gente influente na empresa como um administrador inexperiente, apesar de ser empresário.

Mesmo assim, representantes da construtora afirmam que avisaram aos correligionários dos dois candidatos que quem vencesse a eleição teria a ajuda da empresa para usar futuras receitas geradas pelo estádio para levantar novos empréstimos bancários.

A construtora apresentaria a instituições bancárias documento garantido um rendimento mínimo da arena como prova de que o clube tem como pagar pelo empréstimo.


Cartolas do Palmeiras reclamam de prédio feito pela WTorre em nova crise
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Construção de estádio resiste a conflitos

Enquanto junta os cacos após novo rebaixamento, o Palmeiras tem que administrar outra crise com a WTorre. A comissão de obras do clube reclama de falhas em prédio erguido pela parceira. Também se queixa de não ser atendida pela construtora.

Uma das críticas é sobre as quadras poliesportivas ficarem molhadas quando chove. Segundo Alberto Strufaldi Neto, da Comissão de Obras e presidente do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), a água entra por uma parte vazada. Ela foi projetada para ventilar e iluminar as quadras.

Strufaldi alega que enviou na segunda da semana passada uma carta para a WTorre Properties, empresa responsável pelo contrato para a construção do novo estádio do clube. Explicou que precisa esclarecer o problema provocado pelas chuvas e outras supostas irregularidades.

O dirigente afirma que na última quarta recebeu resposta assinada por Francisco Geraldo Caçador, executivo da empresa. “Ele disse que não poderia se reportar à Comissão de Obras, pois recebeu do clube a informação de que ela foi dissolvida. Só pode falar com a gente se tiver autorização dos presidentes do Palmeiras e da WTorre”, contou Strufaldi ao blog.

Acontece que a comissão declara não ter recebido comunicado do presidente Arnaldo Tirone informando sobre seu encerramento.

Assim, ficou um desconforto duplo com a construtora: por problemas no prédio e pela respostas considerada atravessada.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa da WTorre afirmou que, em meio a dois feriados, não conseguiu localizar Caçador. Mas ressaltou que esclarecer se a comissão foi dissolvida é missão do presidente do Palmeiras.

“A comissão foi constituída para cuidar da obra. A partir do momento em que o prédio foi entregue, seu trabalho acabou, é automático. Mas eles estão pedindo para continuar, então ela está sendo retomada”, disse Arnaldo Tirone. O asunto será debatido nesta quinta em reunião do COF.

Veja abaixo resposta completa enviada pela assessoria de imprensa da WTorre ao blog.

“Com a entrega pela WTorre dos edifícios de vestiários de piscinas, quadras e multiuso nos últimos meses, o Palmeiras pôde entregar a seus associados instalações que pouquíssimos clubes no país têm. As novas instalações já estão em pleno uso, inclusive em competições oficiais, e o clube ainda receberá o novo edifício da sauna, que não fazia parte do acordo com a WTorre, mas que a empresa dará ao clube como presente. São cerca de 29 mil m²de novos prédios, 11 elevadores e aproximadamente R$ 75 milhões em obras, maior investimento realizado na história do clube social da SE Palmeiras.”


Dono de construtora do estádio palmeirense combate privilégios à arena do Corinthians
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Depoimento dado ao blog por Walter Torre Júnior, dono da WTorre, construtora responsável pelo novo estádio do Palmeiras.

Trabalhos na arena do Palmeiras

“Não aceito que por um clube ter a camisa verde e o outro preta e branca ambos sejam tratados de maneiras diferentes. Um tem que pagar por tudo, o outro tem incentivos e isenções fiscais. Não me conformo por não existir isonomia de tratamento para os estádios do Palmeiras e do Corinthians.

Nós não conseguimos nada. Nossos alvarás demoram mais tempo para sair, tudo para nós é mais caro, nós somos os vilões. Eles têm uma isenção de impostos que vai deixar a obra cerca de 30% mais barata. Concordo que exista um incentivo para o que for ajudar diretamente à Zona Leste, mas no restante tem que ser igual. No Rio Grande do Sul estão tratando os estádios do Inter e do Grêmio com isonomia, apesar de só um estar na Copa. Em São Paulo deveria ser assim.

Já pedimos, tentamos juridicamente, mas até agora não conseguimos a isonomia. É chato nós cobrarmos publicamente. A imprensa deveria cobrar essa igualdade de condições, mas ela não cobra.”

Procurada, a Odebrecht, responsável pelo estádio do Corinthians, informou que quem fala sobre o assunto é o clube. A assessoria de imprensa corintiana não respondeu ao blog até a publicação do post. Assim como o departamento de comunicação da prefeitura.


Risco de rebaixamento já preocupa construtora de estádio do Palmeiras
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 O medo de ver o Palmeiras na segunda divisão chegou à WTorre. A construtora responsável pelo novo estádio do clube teme que a venda antecipada de camarotes seja prejudicada pela queda, se ela acontecer.

A comercialização de cadeiras cativas e camarotes ainda não começou, mas é importante para a empresa, pois permitirá uma antecipação de receitas. Ela poderá receber dinheiro antes de o estádio ficar pronto.

Dirigentes do clube comentam que a venda pode começar ainda neste ano. Mas iniciar a comercialização em meio à luta contra o rebaixamento não seria a melhor das estratégias de marketing.

Se a venda só acontecer no ano que vem, e o time estiver na Série B, a empresa prevê grandes dificuldades. A equipe precisa estar bem para motivar o torcedor.

Ao mesmo tempo em que integrantes da WTorre demonstram preocupação, a diretoria palmeirense é criticada internamente por reagir com uma certa apatia diante do momento crítico.

Para piorar, o próximo jogo, contra o Sport, concorrente na luta conta a degola, é encarado como uma guerra pelos pernambucanos.

“Gostaria que o Brasil inteiro ficasse de olho no juiz nessa partida. A nova arbitragem da CBF continua favorecendo os grandes. O Palmeiras é o time do Marco Polo Del Nero (vice regional da CBF). E time grande em desespero apela para todas as armas”, disse ao blog Guilherme Beltrão, diretor de futebol do Sport.

Enquanto isso, a cúpula palmeirense segue preocupada com a eleição no início de 2013 e empenhada na interminável caça aos responsáveis por vazar informações para a imprensa.


Após primeira estaca, WTorre espera vender patrocínio para novo Palestra em agosto
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Depois de muito sofrimento, a WTorre comemora hoje a colocação da primeira estaca (às 14h) para levantar a nova arena Palestra Itália. Começa, de fato, a ser erguido o estádio. Serão mais 800 estacas. Com esse e outros avanços ainda em julho, a construtora acredita que pode fechar no final de agosto a venda da primeira das 13 cotas de patrocínio.

Além de fincar a primeira estaca, a empresa planeja entregar ao clube até o início do próximo mês os novos vestiários da piscina. Isso permitirá a derrubada da arquibancada que cobre os vestiários atuais.

A demolição combinada com a primeira estaca tornará o nascimento do estádio mais visível, o que ajuda a convencer interessados em batizar a arena com o nome de suas empresas ou a comprar cotas de patrocínio.

Enquanto isso, a Odebrecht começa a segunda fase da obras do Itaquerão. Com mais carinho por parte da prefeitura do que teve o projeto palmeirense, deve fincar a primeira estaca em prazo bem inferior desde a aprovação do projeto.


WTorre pede para Palestra ser tratado como o Itaquerão
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A WTorre pede um tratamento para a arena Palestra Itália idêntico ao dado pela prefeitura para o futuro estádio corintiano.

Basicamente, a empresa quer também desfrutar da lei de incentivos fiscais à disposição da região de Itaquera. O projeto para a Zona Leste ainda depende de aprovação pela Câmara Municipal.

“Dois empreendimentos iguais não podem ser tratados de maneira diferente. Só queremos isonomia”, disse ao blog Rogério Dezembro, diretor da WTorre, responsável pelas obras no estádio palmeirense.

A construtora defende a mesma tese sustentada pelos cartolas são-paulinos. Afirma que com incentivos fiscais eles também poderia fazer um estádio para a abertura da Copa.

O projeto de lei, porém, prevê que os incentivos só podem ser aplicados se a arena em questão estiver apta para a partida inaugural do Mundial.


Arena Palestra sofre com desinteresse de patrocinadores
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O recente atrito entre Palmeiras e WTorre escancarou dificuldades até então abafadas. A principal delas é arrumar uma patrocinador interessado em alugar o naming right do estádio.

Durante as discussões, a construtora reclamou que está longe de transformar em realidade o projeto de lucrar com um patrociandor para  Arena Palestra. Até agora, só uma empresa mostrou interesse no negócio: a Unimed.

O curioso é que antes da briga entre os parceiros, já superada, as duas partes falavam em três patrocinadores interessados. E asseguravam que o negócio estava perto de ser fechado.

No auge da crise de relacionamento, a WTorre reclamou também que a Traffic, encarregada de vender propriedades do estádio, não conseguiu comercializar nada.

Outro golpe foi a frustrada parceria com o ex-candidato à presidência do clube, Paulo Nobre. Como já escrevi aqui, ele ficou de conseguir investidores, mas não tocou o projeto.

Esses obstáculos mostram que, na prática, viabilizar a construção e a manutenção de um estádio são missões muito mais espinhosas do que os autores dos projetos alardeiam ao apresentarem seus planos.


Corinthians recusa ajuda de parceira do Palmeiras
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A diretoria do Corinthians não vai aceitar a oferta de ajuda da WTorre para tocar as obras do estádio de Itaquera. Pelo contrário, a decisão de Walter Torre de procurar Andrés Sanchez para se colocar à disposição foi alvo de ironia no alvinegro.

Gente da diretoria afirma que o clube não vai conversar com a parceira do Palmeiras porque não quer destruir o Parque São Jorge e sim construir um novo estádio. Uma alfinetada por causa dos problemas envolvendo a arena Palestra Itália, após a demolição parcial do estádio antigo.

Apesar da recusa, a situação da futura casa corintiana não é confortável. Isso mesmo depois da reunião entre Andrés, o ex-presidente Lula e Marcelo Odebrecht, durante o encontro de milionários da América Latina, em Comandatuba, na Bahia.

O clube não aceita o estouro de R$ 300 milhões no orçamento da obra, que chegou a R$ 1 bilhão. Se o preço não for substancialmente reduzido, a diretoria ameaça procurar outra construtora, desde que não seja a WTorre.

Enquanto isso, a oposição corintiana, não faz barulho, mas vê com preocupação o fato de nem os R$ 700 milhões do orçamento anterior terem chegado. A diretoria conta com R$ 400 milhões que virão do BNDES e mais R$ 300 milhões em bônus dados pela prefeitura a quem investir na região. Calcula que com esse valor dá pra fazer o estádio da abertura.

Mas os opositores argumentam que, como nem o empréstimo junto ao BNDES foi pedido, hoje o clube não tem verba para fazer nem a arena para 40 mil pessoas.


Vagas na garagem, cativas e Mustafá fazem Palmeiras aceitar WTorre
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A WTorre aceitou pelo menos mais três mudanças no contrato da Arena Palestra para convencer Arnaldo Tirone a assinar a escritura do terreno que precisa ser ratificada. O presidente do clube se comprometeu a encerrar o caso nesta quinta colocando sua assinatura no documento.

Para acabar com o impasse, Tirone pediu alterações em relação à exploração das cadeiras cativas para que o clube obtivesse vantagens com a exploração delas. Foi atendido.

Mas outras exigências foram feitas pelo cartola palmeirense. Ele quis um camarote só para a diretoria no novo estádio e vagas gratuitas permanentes no estacionamento para  serem usadas pelo clube. Os conselheiros reclamavam que teriam que pagar para estacionar. Todos os pedidos foram atendidos. As mudanças serão incluídas na escritura.

Na última segunda, Walter Torre havia concordado em dar garantias pessoais para complementar o seguro da obra, já que o Palmeiras reclamava de o valor ser inferior ao da construção.

A surpresa da reta final das negociações foi a participação do ex-presidente palmeirense Mustafá Contursi. Até então defensor da rescisão do contrato com a WTorre, ele participou ativamente da reconciliação. Na terça-feira, houve um momento crítico. A construtora esperava Tirone para a assinatura, mas ele não apareceu. Mustafá fez, então, a ponte com a parceira. Conversou por telefone pelo menos quatro vezes com um dos sócios da construtora até localizar o dirigente.  O ex-presidente também foi o idealizador dos últimos pedidos do Palmeiras.

Mustafá não conseguiu diminuir o prazo de 30 anos do contrato. Porém, politicamente, os adendos na escritura serão importantes para ele. Ficará registrado que o contrato endossado por seu adversário Luiz Gonzaga Belluzzo precisou ser mudado. Aceitar o acordo original seria admitir que o trato foi bom para o clube. Isso iria contra a estratégia do grupo de Mustafá de responsabilizar Belluzzo por maus negócios que teria feito para o Palmeiras.