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Palmeiras vê Ricardo Goulart como sonho distante
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Contratar Ricardo Goulart para a próxima temporada é visto hoje como um sonho distante pela diretoria do Palmeiras. O jogador pensa em voltar ao Brasil, se não conseguir ir para a Europa, mas uma série de fatores fazem a direção alviverde ter poucas esperanças.

O atacante tem contrato com o Guangzhou Evergrande até 2020, é ídolo em seu clube e os chineses não precisam se desfazer de seus principais nomes para colocar dinheiro em caixa. Assim, uma compra não seria barata. Ele custou cerca de R$ 50 milhões ao seu atual time.

Nesse cenário, a avaliação da diretoria palmeirense é de que a negociação em definitivo custaria um valor que o clube não pode gastar. A alternativa seria convencer os chineses a emprestar o atacante. Mas por que eles topariam ceder um de seus principais jogadores sem uma bela compensação financeira? Os palmeirenses não acreditam que Goulart consiga dobrar os dirigentes de sua equipe a fim de ter a saída facilitada.

Porém, ainda que o brasileiro fosse emprestado, haveria outro problema para solucionar. O salário do atacante na China é muito acima do que o Palmeiras paga. Ou seja, de novo, seria preciso contar com a boa vontade do Guangzhou para quitar uma parte substancial dos vencimentos dele em caso de empréstimo. A diretoria palmeirense não crê nisso. E se ocorresse uma transferência definitiva, também seria necessário negociar uma importante redução nos salários de Goulart. E pra tudo dar certo, seria necessário vencer a concorrência de outros times brasileiros. Essa é, em tese, a parte menos complicada.

Por tudo isso, o Palmeiras só acredita na contratação se houver uma improvável reviravolta na situação do goleador.

Por enquanto, o alviverde monitora Goulart. O diretor de futebol Alexandre Mattos mantém contato com o atleta.

 


Como está a busca do Corinthians por patrocinador principal
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Em agosto, a diretoria corintiana acreditava estar perto de anunciar um patrocinador master para a camisa do clube. Porém, a transação se arrastou e o time terminou usa participação na temporada sem fechar um contrato fixo para o espaço principal em seu uniforme. ''A negociação travou, mas a empresa ainda tem interesse'', disse Fernando Sales, diretor de marketing corintiano.

Segundo o dirigente, ao mesmo tempo em que enfrenta dificuldade para chegar a um acordo com a candidata a parceira, outra interessada apareceu na última sexta. A nova empresa é uma multinacional, que não teve seu nome revelado, assim como o da primeira postulante ao posto de principal patrocinadora do atual campeão brasileiro.

As novas tratativas ainda estão no começo e não há previsão sobre uma definição.

A falta de um patrocinador master preocupa dirigentes e virou alvo de críticas da oposição em período eleitoral. A eleição está marcada para fevereiro do ano que vem e opositores apontam que o marketing da atual administração falhou por deixar escapar o patrocínio da Caixa e não conseguir outro parceiro nos mesmos moldes. Andrés Sanchez é o candidato situacionista.

Além de uma nova marca para estampar na camisa corintiana, a diretoria também tem como alvo conseguir, enfim, negociar os naming rights de sua arena. Porém, no momento, não há nenhuma conversa animadora.


Raí usa polêmica com fair play de R. Caio ao defender novo perfil para SPFC
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Na última segunda (11), Raí fez uma apresentação ao Conselho de Administração (CA) do São Paulo. Ele explicou seus conceitos e planos como dirigente remunerado do futebol tricolor. O ex-jogador falou sobre a importância de a agremiação ter um perfil definido e de escolher atletas que se encaixem nesse modelo. Também mostrou simpatia por atrair empresas para a administração do clube.

De acordo com integrantes do CA, o novo cartola lembrou que em seu tempo de jogador o clube tinha um perfil conhecido por todos. Assim, quem chegava ao Morumbi sabia exatamente como se comportar dentro e fora de campo, mas que hoje não há mais essa identidade definida.

Ao se explicar, ele usou a polêmica causada pela demonstração de fair play de Rodrigo Caio no Campeonato Paulista. Em jogo contra o Corinthians, o zagueiro avisou ao juiz que Jô não havia cometido falta. O árbitro voltou atrás e retirou o cartão amarelo que deixaria o atacante fora do jogo seguinte do mata-mata. A atitude do beque desagradou ao então treinador do time, Rogério Ceni. Parte dos atletas também ficou descontente.

Segundo os conselheiros presentes, Raí afirmou que se o São Paulo tivesse um perfil bem definido, Rodrigo Caio saberia como agir no lance e não geraria polêmica no clube. Ou seja, o atleta já adotaria uma conduta padrão determinada pelo São Paulo. Pelos mesmos relatos, o dirigente não comentou se aprovou ou reprovou a atitude do zagueiro.

O ex-meia ainda discursou sobre entender ser necessário fazer com que todos os jogadores voltem a ter orgulho de jogar pelo São Paulo. Para isso, o plano é dar publicidade aos pontos positivos do clube.

Ele também falou sobre estratégias para aproximar grandes empresas da administração são-paulina. Nesse ponto citou casos europeus. Na Alemanha, por exemplo, o Bayern tem entre seus acionistas Audi, Adidas e Allianz.

O blog tentou ouvir Raí por meio da assessoria de imprensa do clube, mas não obteve sucesso.

 


Liminar sobre afastamento de Del Nero espera por decisão desde julho
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Enquanto pipocam na Justiça americana acusações contra Marco Polo Del Nero, no Brasil há mais de quatro meses que o pedido de afastamento do presidente da CBF em caráter liminar aguarda por uma decisão da Justiça.

No final de julho, o promotor Rodrigo Terra, do Rio de Janeiro, entrou com uma ação civil pública contestando assembleia feita em março pela confederação. Ele pede a destituição de Del Nero e toda sua diretoria por suposta irregularidade na reunião que deu peso maior ao voto das federações em relação aos clubes. O representante do Ministério Público solicita também o afastamento do cartola até o resultado definitivo do caso. Porém, a Justiça ainda não tomou uma decisão sobre a o pedido de liminar.

O primeiro entrave enfrentado pela ação foi uma dúvida da Justiça em relação às atribuições do promotor para cuidar do caso. Terra apresentou argumentação e conseguiu justificar sua posição.

Em setembro, a Justiça deu dez dias para a CBF apresentar sua versão antes de decidir sobre o pedido de liminar. A decisão desagradou ao promotor. Ele entendia não haver exigência de que a entidade fosse ouvida antes da análise do pedido de liminar.

Um oficial de Justiça foi designado para levar à confederação a citação sobre caso. Porém, o endereço informado pelo MP era o da antiga sede da instituição. Então, o documento voltou para a Justiça que o devolveu ao Ministério Público com um pedido para que o órgão decida o que pretende fazer agora.

Novamente, Terra ficou insatisfeito. O promotor avalia que o oficial de Justiça já deveria ter feito a citação no endereço atual da CBF. Segundo ele, a localização certa foi informada ao oficial já na visita ao local antigo e está dentro da área de atuação do profissional designado para fazer a citação. O promotor vai informar que deseja nova tentativa de citação, mas diz ainda não ter recebido a documentação de volta.

Para o Ministério Público, a confederação não poderia ter feito uma assembleia a fim de alterar as regras eleitorais da entidade sem a participação dos clubes. Na análise do promotor, tratou-se de uma manobra para impedir o aumento de poder de decisão dos times.

Por sua vez, a CBF nega ter cometido irregularidades. Assegura que a assembleia seguiu todas as exigências legais.

Del Nero também rechaça as acusações feitas nos Estados Unidos de que teria recebido propinas relativas a vendas de direitos de transmissões de jogos.

 

 


Mustafá deve evitar confronto com patrocinadores em depoimento no Palmeiras
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Gera expectativa no Palmeiras o depoimento de Mustafá Contursi, marcado para esta segunda, na comissão responsável por investigar o caso de ingressos da Crefisa repassados a cambistas. O depoimento do cartola tem potencial para ampliar a crise entre ele e o casal dono da patrocinadora palmeirense.

Porém, gente próxima ao cartola assegura que ele será quase monossilábico durante sua oitiva. O plano é falar o mínimo possível, limitando-se a mostrar que não está envolvido com venda irregular de bilhetes e evitando confronto com José Roberto Lamacchia e Leila Pereira.

Quem conversou com o dirigente sobre o assunto diz que ele quer evitar atacar os patrocinadores. Assim, mostraria respeito institucional e não iria contra os empresários garantidores de importante receita para o clube por meio da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas).

O caso passou a ser investigado por Conselho Deliberativo, Ministério Público e Polícia Civil depois de Paulo Serdan, conselheiro e um dos líderes da Mancha Alviverde, afirmar ao conselho que foi procurado por uma sócia chamada Eliane que se dizia ameaçada por um cambista. Ela teria dito que a Crefisa repassava ingressos dos jogos do time para Mustafá. Por sua vez, o cartola os entregava para ela, que encaminhava ao cambista. Quando a patrocinadora decidiu cortar os repasses, ela teria sofrido represálias.

Contursi confirma que era agraciado com tíquetes dados pelos patrocinadores. Mas, pela versão do cartola, as entradas eram repassadas gratuitamente a pessoas que pediam, sem envolvimento dele com cambistas.

Enquanto o entrono do ex-presidente rascunha um tom discreto dele no depoimento, nos bastidores do clube seus correligionários já adotaram uma postura bélica. Eles sustentam que Leila Pereira está irritada com o cartola porque ele teria se recusado a apoiar uma mudança estatutária para diminuir o tempo necessário para conselheiros poderem se candidatar à presidência a fim de permitir a candidatura de Leila na próxima eleição. No entanto, em seu discurso, a empresária não tem citado esse tipo de problema. Ela afirma apenas ter ficado decepcionada com o ex-presidente no episódio dos ingressos.

Internamente, a tática dos mustafistas tem sido ligar Elaine à dona da Crefisa, minimizando a ligação da denunciante com Mustafá. No clube ela é vista como pessoa próxima ao ex-dirigente.

O rompimento entre as duas partes já é notório e tende a evoluir para uma batalha que complique as pretensões políticas de Leila no Palmeiras. O ex-presidente é um dos conselheiros mais influentes do clube e foi o principal aliado da empresária para ingressar no conselho.


Opinião: cinco ameaças ao trabalho de Raí como diretor do São Paulo
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Ao aceitar o cargo de diretor-executivo do São Paulo, Raí topou andar sobre um campo minado. O blog listou cinco armadilhas que podem explodir a passagem do ídolo pelo Morumbi como cartola. Confira abaixo.

1 – Pressão política

Uma das missões de Raí é sobreviver à máquina de moer diretores de futebol na qual se transformou o São Paulo. Entre dirigentes remunerados e conselheiros, desde que Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assumiu a presidência do clube,  sete cartolas entraram e saíram do futebol são-paulino. Boa parte deles sofreu com a pressão de conselheiros e colegas de direção que queriam suas saídas. Nessa lista estão Ataíde Gil Guerreiro, Gustavo Vieira de Oliveira, sobrinho do ex-jogador, e Vinícius Pinotti.

2 – Falta de autonomia

Em sua primeira entrevista como novo homem forte do futebol são-paulino, Raí disse ter recebido carta branca para atuar. Porém, alguns de seus antecessores tiveram dificuldade para agir como queriam. Em junho de 2016, Luiz Antônio da Cunha, pediu demissão do cargo de diretor de futebol depois de uma ordem sua para Gustavo Vieira, então diretor executivo de futebol, ser ignorada. Cunha determinou que o funcionário do clube interrompesse a negociação para contratar Cueva. Não queria que o São Paulo gastasse dinheiro antes de definir a permanência de Maicon. Acabou pedindo demissão. A saída de Vinícius Pinotti, a quem Raí substitui, também envolve um suposto caso de falta de autonomia. A versão do lado do ex-dirigente é de que ele não gostou de saber de uma reunião do presidente tricolor com representantes do Cruzeiro para supostamente negociar a venda de Lucas Pratto. Leco nega o episódio. Já a versão de aliados do presidente é de que Pinotti se reuniu com Jair Ventura, técnico do Botafogo, pensando em contratá-lo para o lugar de Dorival Júnior. Isso sem o conhecimento do presidente. Pinotti nega a afirmação.

3 – Rodízio de treinadores

Também em sua fala inicial como dirigente tricolor, Raí disse que uma de suas prioridades é criar uma identidade de jogo que independa de treinadores. A tarefa é árdua num clube que não tem dado muito tempo para seus técnicos implementarem um estilo na equipe. Desde outubro de 2015, Leco demitiu  Doriva, Ricardo Gomes e Rogério Ceni. A paciência da diretoria com o ex-goleiro, por exemplo, durou apenas seis meses. Com Leco como presidente,  Edgardo Bauza também segurou a prancheta tricolor. Eles saiu para assumir a seleção da Argentina. A era do atual mandatário ainda teve os interinos Milton Cruz, Pintado e André Jardine.

4 – Força das organizadas

Raí volta ao Morumbi num momento em que as torcidas uniformizadas estão em alta com o presidente do clube. Nos últimos meses elas ganharam espaço e têm sido atendidas em pelo menos parte de seus pedidos. Foi assim no auge da ameaça de rebaixamento no Brasileiro, em setembro, quando os torcedores se reuniram com jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes no CT são-paulino. Esse tipo de encontro não combina com o perfil técnico do novo executivo, apesar de ele ser um dos principais ídolos da torcida.

5 – Resistência ao profissionalismo

Em 2002, Raí teve passagem de apenas cerca de três meses como coordenador de futebol do São Paulo. Pediu demissão alegando dificuldades para trabalhar por conta do amadorismo no futebol brasileiro. Nesta sexta, em sua entrevista coletiva, o ex-jogador declarou que o momento atual é diferente porque o clube busca o profissionalismo, de acordo com seu novo estatuto. Porém, na prática, essa profissionalização não foi integral. Parte da diretoria executiva nomeada por Leco deu espaço para conselheiros, justamente o que a mudança estatutária pretendia coibir. Pinotti, antecessor de Raí, era questionado até por aliados de Leco por não ser um profissional do futebol. O ex-dirigente é empresário, sócio do clube, foi diretor de marketing, emprestou dinheiro para a agremiação e ocupou papel importante durante a campanha de Leco.

 


Rosenberg admite voltar ao marketing corintiano se Andrés o chamar
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Afastado desde dezembro de 2014 do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, ex-líder do marketing alvinegro, admite voltar ao clube se Andrés Sanchez vencer a eleição de fevereiro. Ele havia se retirado da vida política corintiana, deixando o quadro de sócios do clube, por divergências com o grupo do ex-presidente, que segue no poder.

Apesar de dizer que não voltou a frequentar o Parque São Jorge, Rosenberg tem colaborado com a campanha do deputado federal pelo PT para reassumir a presidência. Em entrevista ao blog, Rosenberg também falou de seu desejo de unir Sanchez a Antonio Roque Citadini, um dos candidatos de oposição ao cargo máximo.

Para poder assumir cargo não remunerado na diretoria alvinegra, ele terá que regularizar sua situação como associado.

Abaixo, leia a entrevista com o ex-dirigente.

Blog -Você voltou a participar da vida política do Corinthians e está sendo ativo na campanha do Andrés?

Luis Paulo Rosenberg – Você sabe o que penso do Andrés. A gente nunca viu o Corinthians em termos de grandeza como viu com ele. Acho que o Corinthians precisa de uma ativação na grandeza que perdeu nos últimos anos. Seria importante ele voltar por isso. Se bem que estou mais sossegado porque se não for ele deve ser o [Antonio] Roque [Citadini], outra pessoa que pode ajudar muito o clube. Agora estou na minha, não voltei a frequentar o Corinthians. Quando o Andrés precisa de alguma coisa, ele me pede e eu colaboro.

Blog –  Então, o programa de governo dele tem sugestões suas. Pode detalhar quais são?

Rosenberg – É possível que tenha, mas ele ainda não lançou o programa. Vamos esperar lançar. Eu espero que assim como ele foi criativo ao escolher os vices (anunciou duas candidatas), ele seja ao formar a nova diretoria. Espero que ele escolha um bom diretor financeiro, um bom jurídico e alguém novo, de uns 40 anos, para o marketing. Eu ajudaria.

Blog – Aceitaria se o Andrés te convidasse para voltar ao marketing do clube?

Rosenberg – Se eu voltar, vou começar a fumar de novo, vou deixar de praticar esportes todo dia, minha mulher vai brigar comigo. Então, eu prefiro que ele não me chame. Mas, se me chamasse, eu aceitaria, sim.

Blog – Verdade que você tem trabalhado para pacificar o clube e para Andrés dar uma diretoria ao Citadini se ele voltar à presidência?

Ronsenberg – Trabalhei o ano inteiro para aproximar os dois. Até consegui fazer os dois jantarem juntos. Deu algum resultado porque o clima entre eles na campanha está bem respeitoso. Acho o Roque um senhor quadro, assim como acho o Felipinho [Felipe Ezabella, também candidato à presidência). Mas falar agora num cargo na diretoria do Andrés seria sacanagem com o Roque por causa da rejeição que isso pode provocar. O que espero é que o Andrés assuma o clube pacificado.


Agente fala em sondagem da China por R. Guedes, mas não anima Palmeiras
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Com José Edgar de Matos, do UOL, em São Paulo

Na última terça, Fernando César, agente do zagueiro Pablo, sondou o Palmeiras sobre Roger Guedes. Conforme apurou o blog, o empresário disse para Alexandre Mattos, diretor palmeirense, apenas que há um clube chinês interessado no jogador. Não apresentou uma proposta e nem falou o nome do time. Apenas quis saber da possibilidade de o atacante ser vendido.

A direção alviverde tem interesse em negociar o atleta, mas não se animou com a procura. A avaliação é de que o contato foi muito superficial.

Os palmeirenses acreditam que Guedes vale pelo menos oito milhões de euros. Porém, o clube aceita analisar propostas inferiores. A equipe paulista tem apenas 25% dos direitos econômicos. O restante pertence ao Criciúma.

Paulo Pitombeira, empresário do jogador, diz desconhecer a sondagem feita pelo agente de Pablo.

César não quis dar entrevista ao blog sobre o assunto.

Ao conversar com o agente de Pablo, Mattos não fez proposta pelo zagueiro, fora dos planos do Corinthians para a próxima temporada. O entendimento da diretoria do Palmeiras é de que não há a necessidade de contratar alguém para a posição neste momento. Por sua vez, Pablo recebeu proposta do Atlético-MG.


Pablo recebe proposta do Atlético-MG e gosta da oferta
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Com Thiago Fernandes, do UOL em Belo Horizonte

O Atlético-MG apresentou proposta para o zagueiro Pablo, que não acertou sua permanência no Corinthians. Os valores, mantidos em sigilo, agradaram ao jogador, que tem contrato com o alvinegro paulista até o fim do ano.

Além de esperar o encerramento desse compromisso, o Galo depende do resultado de sua eleição presidencial e de um acerto com o Bordeaux, dono dos direitos econômicos do zagueiro.

O novo presidente atleticano será definido no próximo dia 11. Para a proposta vingar, é necessária a vitória do candidato situacionista Sérgio Sette Câmara. Conforme apurou o blog, os contatos com Fernando César, empresário de Pablo, foram feitos por Alexandre Gallo, que deve ser diretor de futebol remunerado do clube, caso Câmara vença o pleito. Mesmo sem certeza da vitória, o candidato tenta antecipar o planejamento da equipe para a próxima temporada.

Apesar das conversas com o representante do atleta, o Atlético-MG ainda não enviou oferta oficial ao Bordeaux. Isso só deve acontecer depois que houver o acerto verbal com Pablo. O clube francês venderia o zagueiro para o Corinthians por 3 milhões de euros (cerca de R$ 11,4 milhões). Mas não houve acordo principalmente porque Pablo e seu empresário queriam o pagamento de cerca de 40% das luvas à vista, além de outras medidas que diminuíssem o risco de calote.

Procurado pelo blog, César não quis dar entrevista sobre o assunto.