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Discurso no Senado obriga Andrés a lutar por jogadores e a cobrar cartolas

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13/04/2011 18h02

Ao explicar os motivos que levaram o Corinthians a deixar o Clube dos 13, Andrés Sanchez pode ter se tornado refém de suas palavras. Favorito para presidir uma nova Liga, caso ela seja fundada, o cartola se comprometeu com ideais que apresentou nesta quarta no Senado. Foi na audiência pública sobre a venda dos direitos de transmissão de TV do Brasileirão.

Andrés disse que o C13 deveria ter se preocupado com a maioria dos jogadores profissisonais que ganha mal. E que tinha a obrigação de tentar reduzir o número de  horas que os atletas ficam na concentração.

Segundo o corintiano, o C13 fica com cerca de 4%  do valor do contrato de TV a título de taxa de administração. Como a negociação atual provavelmente passaria de R$ 1 bilhão, ele reclama que seria muito dinheiro para uma entidade que não tem mais do que 15 funcionários, segundo ele.

O dirigente também pediu uma lei mais rigorosa para responsablizar os cartolas por seus atos nos clubes. Um discurso para ser registrado. Se Andrés de fato virar presidente de uma nova Liga, assumirá o cargo automaticamente comprometido com essas causas. Terá de brigar muito pelos atletas e nada cobrar ou pedir menos do que o Clube dos 13 para administrar contratos. Além de apoiar leis que punam os dirigentes.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.