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Rebeldes sofrem primeiras desilusões com Andrés

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04/05/2011 07h00

O processo de implosão do Clube dos 13 deu a Andrés Sanchez status de novo líder dos cartolas brasileiros. Porém, dirigentes que o seguiram no motim contra a entidade encararam suas primeiras desilusões com o corintiano na assembleia do C13 nessa terça.

Nos bastidores, reclamaram de o dirigente falar muito com a imprensa ao fim da reunião. Esperavam uma postura mais discreta. Andrés também é criticado veladamente pelos colegas por mudar constantemente de opinião.

A queixa mais ácida é em relação às pretensões políticas de Andrés. Parte de seus aliados no esvaziamento do C13 avalia que ele adotou antes da hora uma postura de candidato à presidência de uma futura Liga. Antes mesmo de poder assumir um novo cargo. Só estará livre para presidir alguma entidade depois que deixar o comando do Corinthians, em dezembro.

Por isso, alguns dos cartolas que estão ao seu lado acreditam que Andrés agora não tenha pressa para a oficialização do fim do C13 ou para destituir Fábio Koff. Apostam que seria mais vantajoso para ele arrastar o processo até dezembro. Oficialmente, o cartola nunca admitiu desejar presidir uma nova associação de clubes.

Mas a maioria dos rebeldes tem pressa. Espera concluir em no máximo 30 dias uma auditoria no C13 para depois tratar da criação de uma entidade.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.