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Juvenal deixa Marco Aurélio Cunha fora de conselho "eterno"

Perrone

30/09/2011 12h44

Na próxima segunda, o Conselho Deliberativo do São Paulo se reúne para homologar os nomes de dez novos conselheiros vitalícios. Eles entrarão no lugar de colegas que morreram e ficarão no cargo até o fim da vida.

A escolha é fruto de um acordo político. Normalmente, os seis partidos que formam a situação indicam um conselheiro cada. O presidente Juvenal Juvêncio costuma escolher dois e deixar duas vagas para a oposição.

O que chama a atenção dos conselheiros é a ausência de Marco Aurélio Cunha. Ex-genro de Juvenal e seu homem de confiança por anos no futebol, ele não foi apadrinhado pelo cartola e nem pelos partidos da situação. Apesar de ter votado no presidente, suas relações com o grupo político do chefe estão estremecidas.

A ausência é encarada como um recado claro de que Juvenal não irá apoiar o médico e vereador nas próximas eleições. A decisão gerou controvérsia no clube. Defensores de Cunha sustentam que ele merecia o posto por serviços prestados no passado e atualmente, defendendo interesses do São Paulo na Câmara Municipal.

A diferença entre conselheiro vitalício e eleito é que o primeiro nunca mais precisa enfrentar as urnas. O segundo é indicado pelos sócios para um mandato de seis anos. Depois disso, tem que encarar a votação novamente.

De acordo com aliados de Juvenal, o cartola não colocou Cunha como vitalício por acreditar que ele será reeleito facilmente com o apoio dos associados. Priorizou quem não é tão popular entre os sócios. Os indicados do presidente são Sérgio Viola Alves, sócio desde 1972, e João Paulo de Jesus Lopes, vice de futebol e terceiro conselheiro mais votado pelos associados no último pleito.

"Talvez eu merecesse, mas isso não vai mudar em nada a minha vida. Continuo colaborando com o São Paulo", disse ao blog o vereador, que discordou da política da diretoria de desmantelar a antiga comissão técnica permanente do clube.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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