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Família de Lucas testa Milão, e clima hostil empurra jogador para fora do São Paulo

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17/11/2011 06h00

No início de novembro, o pai e a mãe do são-paulino Lucas estiveram em Milão. Estavam acompanhados de um funcionário do agente Wagner Ribeiro e visitaram o estádio em que Internazionale e Milan jogam. O blog foi informado de que a Inter teria convidado os parentes do craque para conhecer a cidade e o clube.

O estafe de Lucas diz que foi apenas uma viagem de turismo, com passagem também por Roma, sem participação do time italiano. Mas alega que o casal aproveitou para analisar a cidade em baixa temperatura, pensando na possibilidade de o filho se transferir para lá.

A Inter já manifestou interesse. Lucas afirma não ter vontade de sair. E o São Paulo nega o desejo de negociá-lo ao final do Brasileirão. Mas quem conhece bem o jogador enumera os motivos para ele deixar o São Paulo. No topo da lista está a hostilidade da torcida. Em sua página no twitter Lucas recebe várias ofensas de torcedores. Pipoqueiro é um dos xingamentos.

Crtíticas ao seu desempenho feitas pelo presidente Juvenal Juvêncio e pelo técnico Emerson Leão também colaboram para o desconforto. A avaliação é de que o clube, além de não blindar o atleta, atira Lucas às feras.

A roda pega também no salário. Lucas ganha R$ 120 mil mensais. E ouve dos responsáveis por sua carreira que merece mais, apesar da fase não ser das melhores. A diretoria não dá sinal de que está disposta a oferecer um reajuste.

Um amigo de Lucas prevê que vai acontecer com ele mais ou menos o que aconteceu com Kaká, quase expulso pela torcida e que foi vendido abaixo de seu valor de mercado. Faz sentido. De fato, a diretoria expõe Lucas e outros jogadores mais do que deveria. Por outro lado, ele e boa parte de seus colegas não conseguem jogar com razoável frequência tudo o que podem.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.