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Prejuízo corintiano com Edno e Souza supera R$ 8 milhões

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31/01/2012 19h24

O Corinthians iniciou 2012 disposto a se livrar dos salários de alguns jogadores que nunca emplacaram no Parque São Jorge. Nem terminou o primeiro mês do ano e a diretoria respira aliviada por ter se desvencilhado de Souza e Edno.

Mas não dá pra comemorar. O prejuízo com os dois, levando-se em conta apenas a quantia paga por seus direitos, foi de R$ 8,2 milhões.

Souza custou cerca de R$ 7 milhões e saiu de graça, por vontade do clube. Edno teve 40% de seus direitos comprados por aproximadamente R$ 3 milhões. Agora os corintianos arrecadaram R$ 1,8 milhão com sua venda para o Tigres, do México. Prejuízo de R$ 1,2 milhão.

Os cerca de R$ 8 milhões de prejuízo com as duas negociações seriam suficientes para pagar um terço de Montillo, avaliado em R$ 24 milhões.

O estrago é maior se forem levados em conta os salários que o clube continuava pagando para os dois jogadores. Apenas Souza ganhava pelo menos R$ 200 mil. E o clube bancava mais de R$ 100 mil mensais para o atacante jogar no Bahia.

Em sua defesa, a diretoria alega que foi melhor liberá-lo de graça agora do que pagar mais um ano de salário e dispensá-lo sem ganhar nada em troca, do mesmo jeito, ao final do contrato. Em relação a Edno, o argumento é o de que seria difícil aparecer outra proposta.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.