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Ganso telefona para cobrar palavra de presidente do Santos

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19/09/2012 12h53

Irritado com o vaivém nas negociações sobre seu futuro, Ganso decidiu cobrar Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor. Entre ontem e hoje o meia telefonou para o presidente santista a fim de pedir que ele cumpra a promessa de liberá-lo mediante o pagamento de R$ 23.940.000.

Até a publicação deste post, o craque ainda não tinha conseguido falar com o cartola, que viajou no final da tarde de ontem para a Europa e não atendeu ao menos a duas ligações.

 Ganso se queixa de que o presidente falou publicamente que, se a parte equivalente a 45% da multa rescisória fosse paga, ele deixaria o jogador sair da Vila Belmiro. São Paulo e DIS chegaram a esse valor, mas o Santos só vai aceitar o negócio se a empresa topar um acordo para encerrar a briga com o clube na Justiça.

Ganso afirma a amigos que para o Santos vale tudo em busca de seus objetivos. Até quebrar promessa. Fala ainda que o clube parece não se importar que em jogo está o seu futuro.

Laor já conversou com sua equipe após desembarcar na Europa, mas não comentou sobre o meia ter tentado contado. No entendimento do Santos, o clube cumpriu a promessa e aceitou a oferta do São Paulo. Mas precisa seguir a recomendação de seu departamento jurídico.

A bandeira levantada agora é que o clube não pode vender seus 45% se ainda briga na Justiça para recuperar 25% que estão com a DIS.

Porém, Wesley e André foram vendidos pelo Santos e estão no mesmo imbróglio judicial. A diretoria alega que nesses casos não repassou o dinheiro à empresa.

Para aumentar a confusão, a DIS jura que não fará o acordo proposto pelo Santos (aceitar entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões no lugar dos R$ 8 milhões que pede na Justiça). Assim, falar com o presidente parece ser a única saída para Ganso

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.