Topo

Perrone

Corinthians entra com mandado de segurança para tentar recuperar dinheiro apreendido com torcida

Perrone

16/10/2012 15h32

O Corinthians impetrou um mandado de segurança para tentar recuperar dinheiro apreendido pela polícia na sede da Gaviões. O clube alega ser o dono de aproximadamente R$ 150 mil achados pelos policiais. A quantia seria referente à venda de ingressos feita pela torcida para jogos do time.

O caso se arrasta desde março, e o Corinthians já teve um pedido de liminar para reaver o dinheiro negado. Para a Justiça, o clube não conseguiu comprovar ser o dono da bolada.

A apreensão fez parte da investigação sobre a morte de dois torcedores do Mancha em briga com a Gaviões. Por ora, Justiça alega que o dinheiro deve seguir retido até o final do processo.

"Nós temos como comprovar que essa quantia é nossa. A polícia apreendeu também máquinas de ingressos e por meio delas deve ser possível comprovar quanto foi vendido", disse ao blog Luiz Alberto Bussab, diretor de negócios jurídicos do Corinthians.

Segundo ele, organizada costumava entregar a receita arrecadada com a comercialização dos bilhetes um ou dois dias após os jogos. No início do processo, o Ministério Público orientou os clubes de São Paulo a não permitirem mais a venda de ingressos nas torcidas. E a não doar entradas para as organizadas.

Agora os corintianos aguardam a Justiça julgar o mandado de segurança.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.