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Remanescentes de grupo que elegeu presidente do Santos negam disputa eleitoral e relatam pressão para ignorar erros da diretoria

Perrone

15/11/2012 06h00

 

Grupo que lançou Laor rachou

Em e-mail enviado ao blog, um dos líderes do grupo político que elegeu o presidente do Santos dá a sua versão sobre o esfacelamento da base de apoio da diretoria. Relata que o racha aconteceu porque a ala a qual pertence se recusou a fazer vistas grossas a erros da direção em nome da governabilidade.

A mensagem foi remetida por Felipe Ferreira, vice-presdiente da Associação Movimento Resgate Santista (AMRS).

Ele escreveu motivado por post publicado aqui sobre o racha no grupo. Ferreira nega que haja uma disputa eleitoral antecipada, como afirmei (o blog mantém as informações).

Ele faz elogios administração de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, mas cita que sua corrente se recusou a abafar críticas à diretoria. Foi o estopim para o racha.

Didático, Ferreira enviou ao blog nota emitida por seu grupo no dia 1º de novembro para explicar aos santistas a saída de membros do movimento. De acordo com o comunicado, após a conquista da Libertadores, o desempenho do time e da gestão caíram. E a AMRS "fez o seu papel" de aplaudir acertos e apontar erros. Porém, uma ala defendia que o grupo apoiasse integralmente a diretoria, mesmo que o trabalho não estivesse sendo bem feito. E que não fiscalizasse a administração.

Como exemplo, a nota registra que a corrente "chapa-branca" queria que o grupo "esfriasse a ira dos torcedores" em relação a problemas com o programa Sócio-Rei, como se "estivesse tudo funcionando corretamente".

Ainda de acordo com o relato, como prevaleceu o desejo de apontar as críticas, os descontentes deixaram o movimento. O comunicado não cita nomes, mas afirma que o grupo foi injustamente acusado pelos que saíram de desejar e não conseguir trabalhar no Santos. Assegura ainda que parte dos dissidentes trabalha no clube e talvez por isso tenha tentado sufocar as críticas.

Confira trecho da nota emitida pela atual diretoria da Resgate e enviada ao blog com explicações sobre o racha.

 

A divergência só surgiu porque alguns membros não concordaram com essa postura da AMRS de a-)aplaudir os acertos, b)criticar os erros e c-)propor soluções de melhoria. Na visão dessas pessoas, a Resgate, por ter ajudado a eleger a diretoria do SFC, tinha a obrigação de apoiar 100% das decisões da direção do SFC, incondicionalmente, certas ou erradas;

Exemplo da diferença de visão entre as 2 "Correntes": problemas no programa sócio-torcedor. Na visão da "Corrente 1″ (neutra, não crítica, de apoio "cego") a AMRS deveria se manter neutra e "esfriar a ira" dos sócios, como se estivesse tudo funcionando corretamente, quando, na verdade, todos sabíamos dos problemas no Sócio-rei. Já nós da "Corrente 2″ (ativa, crítica, propositiva) entendíamos que a Resgate deveria não só apontar/informar os erros relatados pelos sócios santistas, como também até sugerir soluções de softwares, processos, fornecedores, etc, para que, no final, o SFC e seus sócios fossem beneficiados;

 Vendo que o modo de pensar de nós da "Corrente 2″ (ativa, crítica, propositiva) prevaleceria, a "Corrente 1″ (neutra, não crítica, de apoio "cego") tentou "mudar as regras do jogo", para que pudesse eleger uma diretoria na Resgate que a transformasse num "Movimento" 100% favorável a direção do SFC, onde não houvesse fiscalização ou crítica ao trabalho que vem sendo feito por LAOR e equipe. Seria um "Movimento" totalmente, como se diz na política, "chapa branca". Tentaram mudar, mas não conseguiram;

 Não conseguindo seu intento, simplesmente decidiram se desfiliar da Resgate…

 

Abaixo, explicações do vice-presidente da resgate sobre o atual momento político do clube.

Quanto aos assuntos e movimentações políticas, agora, em dezembro, encerrará o primeiro ano do segundo mandato da atual gestão do Santos Futebol Clube, cujo presidente é o Sr. Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, restando, ainda, mais dois anos, ou seja, seria algo sem propósito promover articulações e ações, pensando na eleição de 2014.

 Nesse momento, a atual gestão do clube, responsável por 6 títulos em 3 anos, pela manutenção do melhor jogador de futebol do Brasil e um dos melhores do mundo, Neymar, num projeto audacioso que rendeu e gera receitas diversas, com ampliação das ações de marketing, aumento de quotas de patrocínios, exposição de mídia, crescimento de torcida, conforme pesquisa Stochos Sports & Entertainment, além de ser o único clube do país, apresentando superávit e decréscimo da dívida no seu balanço patrimonial de 2011, dentre diversas outras ações positivas, planeja-se para reforçar o elenco para a próxima temporada e ampliar suas ações nos diversos departamentos que possui, contando com o apoio crítico, propositivo e participativo da AMRS, grupo político, a qual pertence o Sr. Presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.