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Dirigente do Santos minimiza crítica após pedir técnico com "T" maiúsculo

Perrone

01/10/2013 06h00

Atualizado às 11h08

Por e-mail, o promotor Francisco Cembranelli, membro do Comitê Getor do Santos, respondeu ao blog sobre ter declarado por meio de sua conta no Facebook que o  clube precisa de "um treinador com T maiúsculo, que saiba planejar, seja ousado, mude quando necessário e que faça algo novo no surrado futebol que jogamos". Ele respondia a um comentário.

As declarações geraram polêmica porque acabaram expondo a insatisfação de um dirigente do clube. Porém, em sua resposta Cembranelli afirmou que não citou o nome do técnico Claudinei Oliveira e que a mensagem se tratava  de uma conversa com um amigo. Assim, diz ele, não se dirigia a mais ninguém.

No entanto, o promotor reafirmou seu pensamento revelado na rede social de que o Santos será "engolido pelos grandes" se não implantar nova filosfia. Conselheiros santistas criticam Cembranelli pelo fato de suas críticas se tornarem públicas.

"Deixe de mimi… Mostre serviço. Quando tiver alguma ação volte e cale a boca dos críticos. Precisamos de gente corajosa e competente, não de chorão", comentou Fábio Vianna na página de Cembranelli. Ele é presidente da Resgate Santista, um dos grupos políticos mais importantes do clube.

Veja a resposta de Cembranelli ao blog.

"Bem, inicialmente, é bom dizer que a mensagem exposta por você se tratava de uma conversa que mantinha com ACT, velho amigo de Brasília, não me dirigindo a mais ninguém, muito menos desconhecidos.

 Segundo, não falei nome algum, mas sim me referia a um perfil de treinador. Se Claudinei, Muricy, Tite, Felipão ou outro qualquer souber 'planejar, ser ousado, mudar quando necessário e fizer algo novo no surrado futebol que jogamos', TODOS NO BRASIL, nós inclusive, certamente terá minha aprovação para ser treinador do Santos.

 Caso contrário, não. É o que penso e tenho insistido muito mesmo nesse ponto, pois, profissionalmente, sempre lutei para estar entre os melhores, para não dizer no topo mesmo, vencendo, e não estou satisfeito com a nona colocação no campeonato, depois de mais de 20 rodadas e próximo do fim da competição.

 Como membro do CG (Comitê de Gestão), não agiria diferente e será sempre assim, buscando o melhor para o clube. Ou tem algum torcedor feliz no momento?

 Algum tempo atrás, criticavam o antigo CG, "sem rosto, sem voz e ausente", como diziam muitos. Agora, os mesmos criticam quando um de seus membros se manifesta, inclusive no CD (Conselho Deliberativo), como na última reunião.

 É importante dizer que o futebol mudou e, às vésperas de uma Copa do Mundo, todos os clubes têm adotado um perfil mais agressivo, voltado para o conceito de futebol/empresa. Teremos rivais diretos inaugurando suas arenas, clubes brasileiros ocupando arenas públicas em capitais, brigas acirradas para estarem todos nos melhores campeonatos, disputa pelas cotas mais expressivas da TV, patrocínios sendo disputados, etc. O Santos não pode se descuidar, ficando para trás, e deve ter um compromisso com sua torcida de estar sempre entre os melhores.

 Para viabilizar isso, é necessário voltarmos a ter bom desempenho em campo, como em 2010/2011, em curto espaço de tempo. Minha luta – e certamente a de todos os membros do CG – é exatamente essa.

Complementando, é para minha informação: você falou em Fábio Vianna quem é mesmo? O que ele fez até agora pelo clube?"

A resposta de Fábio Viana abaixo:

"Na campanha eleitoral eu falei mal das finanças do Marcelo Teixeira (ex-presidente) e fui processado. Ele processou três pessoas na vida. Sou uma delas porque não me escondo. Conheço o Cembranelli como promotor. Pelo Santos, não sei o que ele fez. No Santos, ele não vai se garantir só pelo que fez como promotor. Se pensa assim, é melhor entregar o chapéu. As críticas que ele fez tiram a reponsabilidade dele. Quer dizer, se não trocarem o treinador, ele não tem culpa do que der errado"

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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