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Invasão ao CT corintiano causa conflitos na segurança pública

Perrone

21/02/2014 16h43

A invasão ao CT corintiano gerou cobranças entre autoridades de segurança pública. Algo semelhante ao que acontecera após a briga de torcedores do Atético-PR com vascaínos na última rodada do Brasileirão, quando uma crise atingiu os setores envolvidos.

Nos bastidores, o Governo Federal pressiona, desde dezembro, os órgãos responsáveis para darem uma resposta dura aos seguidos crimes cometidos por membros de organizadas. Isso faz com que um setor coloque pressão no outro.

No caso do vandalismo no CT alvinegro, o judiciário é uma das partes mais cobradas. A Polícia Civil se esforça para dizer que cumpriu seu dever ao levar pelo menos dez suspeitos para a delegacia, apesar de apenas dois deles terem ficado presos. O terceiro detido foi preso por porte de arma, sem ligação direta com a invasão. Os policiais alegam que sem a ajuda da Justiça não conseguirão punir os responsáveis.

Já a polícia militar, também é criticada. Dois promotores ouvidos pelo blog reclamaram de a PM ter ido ao CT e não ter prendido ninguém no dia. A Polícia Militar se defende alegando que o clube só relatou agressões e roubos quando os torcedores já tinham saído.

Há também no MP insatisfação pelo fato de uma série de medidas para o combate aos torcedores violentos, como a criação de delegacias especializadas, ainda não ter saído do papel. As queixas frem o Governo Federal, mais especificamente no Ministério da Justiça.

Assim, enquanto as agentes de segurança pública não falam a mesma língua, os vândalos brigam até com torcedores do mesmo time, espantam criancinha na arquibancada, como ocorreu em jogo do Corinthians no Pacaembu, e esganam jogador.  O peruano Guerrero está de prova.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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