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Lula e PT agora são criticados no Corinthians

Perrone

28/02/2014 06h00

As obras do Itaquerão
As obras do Itaquerão

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Outrora, a relação de Andrés Sanchez com Lula e o PT era exaltada no Corinthians. A afinidade era vista como atalho para o alvinegro alcançar seus objetivos.  Principalmente em relação ao futuro estádio do clube, dando um olé no são-paulino Morumbi como palco da Copa do Mundo.

Hoje, porém, o cenário mudou. Cartolas e conselheiros corintianos se sentem abandonados por Lula. Reclamam, principalmente, que o mais célebre petista não ajudou o clube a acelerar o financiamento para as obras do estádio junto ao BNDES. Embora jamais Lula tenha afirmado publicamente existir o compromisso de colaborar com a operação, a queixa parte até do grupo de Andrés e é feita internamente.

Lula, conselheiro vitalício do Corinthians, também é cobrado por não ter aparecido no aniversário do clube no ano passado, nas instalações da arena. A ausência seria uma prova do distanciamento, apesar de ele alegar que não compareceu por ter outros compromissos.

Para os queixosos, Lula agiu pouco depois que o time conquistou o direito de fazer a abertura do Mundial em seu estádio e ainda deixou para o Corinthians a fama de equipe ajudada pelo Governo Federal. Só a fama, pois os dirigentes alegam que se existisse colaboração o financiamento teria saído mais facilmente.

Na questão do BNDES, Lula tem a seu favor a imagem do órgão de agir apenas tecnicamente  no que diz respeito à exigência de garantias, um dos pontos que atrapalharam o alvinegro.

É sabido também, que o ex-presidente petista chegou a se irritar por ver seu nome constantemente ligado a Andrés em reportagens sobre o estádio corintiano.

Os que agora malham a relação entre o ex-presidente do clube e Lula ficaram mais descontentes com a informação publicada nesta quinta pelo Blog do Rodrigo Mattos de que Andrés admite ser do clube a responsabilidade de bancar as estruturas complementares para o Itaquerão receber jogos da Copa. Ele afirmou que busca parceiros para levantar entre R$ 50 e R$ 60 milhões para essas obras.

Os descontentes alegam que quando a prefeitura estava nas mãos de aliados do PSDB, na gestão de Gilberto Kassab (primeiro no DEM, depois pelo PSD), o clube não cogitou pagar essa despesa. Mas que mudou de postura com o petista Fernando Haddad como prefeito. Andrés chegou a fazer campanha com Haddad em Itaquera e hoje é cotado para se candidatar a deputado federal pelo PT.

Lá atrás, quando começou essa brincadeira de estádio, o Corinthians, presidido por Andrés, sustentava que não colocaria a mão no bolso para garantir o Mundial em sua arena. Só interessava o que seria usado diariamente pelo clube.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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