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Goleada reflete diferença entre seleções e preparação de Brasil e Alemanha

Perrone

08/07/2014 18h59

O maior vexame da história do futebol brasileiro está longe de ser um acidente. A goleada aplicada pela Alemanha no time de Felipão dá a exata noção da diferença entre as duas seleções.

A safra alemã é melhor. Neymar em campo não faria milagre.

A preparação alemã foi absurdamente melhor. A equipe comandada por Joachim Löw se preparou na Bahia, numa temperatura mais próxima da que jogou na maioria das vezes. Já os comandados de Felipão ficaram na fria Teresópolis e se deslocaram para jogar na quente Fortaleza duas vezes, por exemplo.

Os brasileiros também treinaram menos do que deveriam. Conviveram com muita festa ao redor. Teve criança e torcedora invadindo treinamento. Houve treino interrompido para gravação de programa de TV. Enquanto isso, os alemães trabalhavam duro.

Felipão não conseguiu tirar Fred do isolamento em campo. E nem tirar o atacante do time. Suas palestras motivacionais e a ajuda da psicóloga de confiança não deram jeito em jogadores com os nervos à flor da pele. Pareciam guris diante dos frios alemães.

Tudo isso explica o atropelo. E o resultado é que na segunda Copa perdida pelo Brasil em casa, não há um Barbosa para carregar o peso do fiasco. Mas uma seleção inteira e, principalmente, duas diretorias da CBF. A primeira comandada por Ricardo Teixeira. E a segunda, capitaneada por Marin e Del Nero. Afinal, conforme interesses políticos, a preparação do Brasil para disputar a Copa e até o técnico mudaram.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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