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Jovem do São Paulo ensina Rogério e Ganso a se comportarem na crise

Perrone

02/07/2015 08h42

De onde se esperava maturidade veio imaturidade. E vice-versa. Essa surpresa marcou a derrota do São Paulo para o Atlético-PR, por 2 a 1, nesta quarta.

O primeiro a agir sem a sensatez necessária num momento crítico foi Paulo Henrique Ganso. Na saída para o intervalo, ele disse para a Globo que o primeiro gol do adversário foi fruto de uma falha individual. "Foi erro de quem estava marcando, e nós sabemos quem foi". Assim, o camisa 10 de 25 anos, contratação mais cara do clube nos últimos tempos, apontou o dedo para Lucão, um colega de 19 anos, aposta da diretoria, para reformular o time controlando gastos. Poderia ter aproveitado o senso crítico e ter analisado sua própria atuação.

No final do jogo, foi a vez de o jogador mais experiente do time e um dos maiores ídolos da história do clube jogar contra a reformulação. Rogério Ceni colocou o seu desejo pessoal de conquistar título no mínimo no mesmo grau de importância do projeto da diretoria de saneamento financeiro.

"É difícil. As pessoas falam do dinheiro, mas estou no clube há 25 anos e sei que as coisas se resolvem… entendo a necessidade financeira do clube, mas eu também entendo a minha necessidade de ser campeão. São conflitos que temos que resolver", disse o capitão em entrevista ao Premier.

Rogério poderia ter defendido o espaço na equipe para os jovens formados em casa como ele, mas deu a entender que defende a política de empurrar as dívidas com a barriga justamente quando mais se discute a gestão responsável no futebol.

No final, Lucão mostrou para Ceni e Ganso como falar em primeira pessoa num momento de crise. Assumiu sua falha no gol de abertura do placar com tranquilidade de veterano, apesar de ter menos tempo de vida do que seu capitão tem de clube.

 

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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