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MP cobra Corinthians por obras sociais ligadas à arena. São até R$ 12 mi

Perrone

21/06/2016 09h27

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) cobra na Justiça o Corinthians e a Prefeitura por não cumprimento de acordo que manteve a cessão ao Corinthians do terreno em que foi construído o estádio do clube, em Itaquera (zona leste da capital).

A cobrança pode chegar a R$ 12 milhões (mais correção), valor total das contrapartidas prometidas, que incluíam a construção de uma creche ainda não entregue. A quantia deve ser paga pelo clube, de acordo com o que está escrito em sentença de 2011 pela qual o trato foi homologado.

No último dia 9, a Justiça deu 20 dias para Corinthians e Prefeitura se manifestarem. E ainda pediu para o MP esclarecer se o Tribunal de Contas do Município não pode entrar no caso. Uma cópia da decisão foi enviada também para a BRL Trust, que cuida do fundo que administra a arena corintiana.

Por sua vez, o departamento jurídico do alvinegro confirmou a cobrança ao blog e afirmou que vai explicar nos autos todas as contrapartidas que já foram entregues. Disse ainda que a creche exigida no acordo está sendo finalizada.

O acordo previa que o Corinthians precisava reservar R$ 300 mil mensais para obras sociais (como hospitais e escolas, além de creches). Assim, assumiu uma dívida com a Prefeitura referente às contrapartidas até 2019. Seriam R$ 4 milhões em obras sociais até 2014 e o restante nos cinco anos seguintes. Como há o entendimento por parte do MP de que o investimento não foi feito, o valor total deve ser cobrado antecipadamente conforme prevê o acordo.

O clube pode conseguir descontar da cobrança o valor que já foi gasto.

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Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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