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Opinião: Cuca deve ter orgulho do “Cucabol”

Perrone

Depois da vitória sobre o Coritiba por 2 a 1 neste sábado, Cuca desabafou na entrevista coletiva, dizendo que as pessoas precisam ter mais respeito com o trabalho feito pelo time palmeirense e que ninguém gosta de ouvir coisas como classificar o futebol da equipe de ''Cucabol''. Na opinião deste blogueiro, o treinador não deveria se incomodar com isso. Pelo contrário, deve se sentir elogiado com o termo.

''Cucabol'', assim como o ''Muricybol'' foi no São Paulo, não é sinônimo de pobreza tática. Expressões assim remetem a times bem treinados, que executam fundamentos com perfeição na maior parte do tempo. São casos em que o suor derramado nos treinamentos faz a estratégia estabelecida dar certo.

Se alguém fala dos gols do Palmeiras a partir de cobranças de laterais ou cruzamentos, ainda que não admita, está reconhecendo o bom trabalho do treinador. Quantos técnicos da Série A treinam essas jogadas? Mérito de Cuca e de seus jogadores se o líder do Brasileirão é o clube que mais sabe usar essas armas.

A beleza do jogo alviverde está exatamente em sua simplicidade. Está no fato de todo mundo saber que o Palmeiras sufoca seus rivais no começo das duas etapas dos jogos, mas poucos conseguirem escapar ilesos dessa previsível pressão. Ou de todos adversários estarem carecas de saber que cruzamentos e cobranças de laterais são jogadas mortais do Palmeiras e muitos deles morrerem com esses golpes.

Executar coberturas com eficiência, chegar antes que o adversário em quase todas as bolas, como aconteceu contra o Corinthians em Itaquera, cruzar com maestria e cabecear de maneira certeira não desenham um  jogo feio ou chato. Longe disso. É bonito e gostoso de ver.

Ter complexos esquemas táticos e abusar de dribles e outras jogadas vistosas não são características obrigatórias para times brigarem por títulos importantes. O Palmeiras é prova disso. Só é líder graças ao ''Cucabol''.