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Processo de escolha de diretor de futebol confirma isolamento de Andrade

Perrone

A opções cogitadas por Roberto de Andrade para assumir a diretoria de futebol do Corinthians dão a dimensão de seu isolamento político desde que aumentou suas divergências com Andrés Sanchez ao contratar Oswaldo de Oliveira e ver Edu Ferreira deixar o cargo.

A primeira opção do presidente alvinegro foi Duílio Monteiro Alves, homem de confiança de Andrés. Ou seja, Andrade pensou em colocar no posto alguém diretamente ligado ao líder do grupo que o ataca internamente. Sondado, Duílio sinalizou que prefere seguir tocando projetos nos Estados Unidos.

Andrade então vislumbrou a possibilidade de nomear Carlos Nei Nujud, amigo do atual presidente e diretor de futebol durante a gestão de Alberto Dualib. A sinalização de novo foi negativa.

E foi na gestão do ex-presidente que renunciou após uma série de denúncias que Roberto encontrou quem agora ele espera que assuma o cargo: Flávio Adauto. O jornalista foi vice-presidente de comunicação na era Dualib e sua experiência com o futebol é mais por meio do jornalismo esportivo do que como dirigente.

Assim, com poucos aliados no clube, Andrade teve que recorrer a alguém que não vive a atual realidade do vestiário alvinegro e precisará de tempo para se adaptar. A situação é reflexo do estrangulamento político enfrentado pelo presidente, que enfrenta situação semelhante à encarada por Mário Gobbi, seu antecessor, quando passou a conviver com a oposição velada de Andrés.