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Polícia instaura inquérito e começa a ouvir vítimas do ‘caso U2’ no SPFC

Perrone

Após pedido feito pelo São Paulo na última sexta-feira, o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) instaurou inquérito policial nesta semana para investigar denúncias do clube sobre suposta venda irregular de ingressos e camarotes para shows no Morumbi. A informação é de Roberto Podval, advogado escolhido pela agremiação para tratar do caso.

Segundo ele, nesta quinta devem começar a ser ouvidas as supostas vítimas que teriam dado dinheiro por tíquetes e espaços inexistentes em camarotes para as apresentações do U2 e de Bruno Mars.

De acordo com a acusação do clube, Alan Cimerman, ex-gerente de marketing tricolor, liderava o esquema. Ele foi demitido por justa causa em virtude da suspeita. O ex-funcionário nega as acusações. Seu advogado, Daniel Bialski, diz ter documentos que comprovam a lisura de seus atos.

Nesta quarta, Podval e Márcio Aith, diretor de comunicação e marketing do São Paulo, estiveram no Deic para tomar providências em relação ao caso.

Serão investigados crimes de estelionato, apropriação indébita, falsificação de documentos e associação criminosa.

A denúncia inclui também um casal que participaria da fraude. Empresa ligada à dupla teria comprado ingressos ainda antes do início da venda por preços baixos e repassado aos interessados por valores maiores. O dinheiro da operação teria sido depositado na conta de parente de Cimerman.

O São Paulo alega ter farto material comprobatório das irregularidades, como mensagens eletrônicas e até gravação.

Pela estimativa inicial do clube, vítimas foram lesadas em pelo menos R$ 2 milhões. O número pode subir conforme mais pessoas procurem o São Paulo para fazer denúncia, segundo o advogado

De acordo com Podval, o clube não tem a obrigação de ressarcir quem foi lesado, já que a fraude não teria sido cometida pelo tricolor. Mesmo assim, segundo ele, a diretoria estuda formas para tentar minimizar o prejuízo de quem agiu de boa-fé no caso.