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Presidente do conselho leva queixas contra Mattos para Galiotte

Perrone

Existente desde a administração de Paulo Nobre a insatisfação de conselheiros palmeirenses de alas distintas com Alexandre Mattos ganhaou um novo capítulo. Seraphim Carlos Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo, levou as reclamações para Mauricio Precivalle Galiotte, mandatário alviverde. O gesto destoa da avaliação normalmente feita pela atual gestão de que o barulho vem apenas de aliados do ex-presidente Mustafá Contursi.

''Conversei com o presidente na semana passada sobre o descontentamento de muitos conselheiros em relação ao diretor (executivo) de futebol. Repassei para ele como um alerta'', disse Del Grande ao ser indagado pelo blog sobre o encontro com Galiotte.

O presidente do conselho confirmou que disse ao principal dirigente do clube que a maioria das reclamações contra Mattos é sobre o departamento de futebol gastar muito com constantes contratações e pelo rendimento do time nesta temporada ter ficado abaixo da expectativa do clube.

Del Grande ouviu de Galiotte que o dirigente confia no diretor executivo e que descarta atender aos pedidos dos que querem a demissão do funcionário. O cartola, porém, afirmou ao presidente do conselho admitir que o planejamento não deu os resultados esperados em 2017. Respondeu ainda que na tentativa de evitar novos erros as definições para o próximo ano foram antecipadas. Principal exemplo é o recente anúncio de Roger Machado como novo treinador.

Procurados pelo blog por meio da assessoria de imprensa do Palmeiras, Galiotte e Mattos não quiseram se manifestar.

Pessoa próxima ao presidente do clube disse que ele não considerou a conversa com Del Grande como institucional, mas sim um bate-papo no qual foi informada uma reclamação que ele já tinha ouvido de conselheiros. O presidente do conselho confirma que não se tratou de um comunicado oficial. ''Foi apenas para esclarecer o assunto'', declarou ele.

Apesar da insatisfação com os gastos no futebol, até setembro o departamento apresentou superávit de R$ 53.530.103,68, de acordo cm balancete publicado no site do Palmeiras.

Na conversa com Galiotte, o presidente do conselho não mencionou outra queixa de conselheiros: a de que o funcionário receberia premiação integral igual aos jogadores. O diretor executivo não quis responder se de fato ganha esse bônus. É comum nos clubes cartolas remunerados embolsarem parte ou o total da bonificação dada a cada atleta.