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FPF vai rever regra sobre mandos de jogos em 2019 após queixa do Palmeiras

Perrone

15/03/2018 04h00

Depois de o Palmeiras reclamar da mudança de mando favorecendo o Corinthians contra o Bragantino nas quartas de final do Paulista, Reinaldo Carneiro Bastos combinou com os clubes de rever a regra sobre alteração de locais das partidas para o próximo Campeonato Paulista.

Maurício Galiotte, presidente palmeirense, protestou durante o encontro que definiu a tabela dos mata-matas, o que gerou discussão com o corintiano Andrés Sanchez. Bastos, mandatário da federação estadual, precisou intervir.

Procurado, o departamento de comunicação da FPF confirmou ao blog que a entidade e os clubes acordaram rever esse ponto do regulamento para a próxima temporada.

Apesar de ter se queixado do fato de o Corinthians jogar como visitante com o Bragantino no Pacaembu, sua segunda casa, o Palmeiras não reclamou quando foi beneficiado por situação semelhante. Em 2015, na primeira fase da competição, o Audax mandou seu jogo no Allianz Parque, território alviverde.

Galiotte, na ocasião, era vice-presidente do clube. Nessa condição ele teve atuação destacada no departamento de futebol. Pelo menos publicamente, o dirigente não se posicionou contra a medida na ocasião.

Em sua defesa, o cartola tem o fato de que não representou o clube nas reuniões para discutir o regulamento em 2015. E que como não era presidente, não cabia a ele se posicionar oficialmente sobre o tema. O alviverde era presidido por Paulo Nobre.

Galiotte se diz contra inversões de mando ou situações que se aproximam disso tanto nos mata-matas como na primeira fase. Sua alegação é de que há quebra do equilíbrio técnico da competição. Com esse argumento, ele tentou já na reunião que discutiu o regulamento de 2018 que fossem vetadas atitudes como a do Bragantino nas quartas de final. O time do interior pediu para mandar sua partida diante do Corinthians no Pacaembu em busca de renda melhor. Vencido, o palmeirense voltou a se manifestar no encontro que discutiu as quartas de final.

Na primeira tentativa de barrar a mudança de mando, o Galiotte ouviu da federação que se clubes fossem impedidos de mandar partidas fora de suas cidades, o Santos não poderia atuar na capital, onde tem jogado, além da Vila Belmiro.

Em 2017, o beneficiado foi o São Paulo, que enfrentou o Linense duas vezes no Morumbi pelas quartas-de-final. Galiotte já era presidente do Palmeiras e falou em desequilíbrio, mas foi menos enfático do que no caso corintiano. "Eu enxergo que tem um desequilíbrio, mas a escolha é deles. O Palmeiras tem que pensar no Novorizontino, não tem que opinar sobre outros jogos", disse ele na oportunidade.

Procurada, a assessoria de imprensa do clube informou que o presidente palmeirense não comentaria sobre seu posicionamento nesses episódios.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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